sábado, 18 de julho de 2020
“Vai ficar tudo bem!”: A verdadeira filosofia do Escapismo
segunda-feira, 1 de junho de 2020
Tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho
| «Cristo confiou-nos o mistério da reconciliação» (2Cor 5,18). São Paulo realça a grandeza dos Apóstolos ao mostrar-nos que mistério lhes foi confiado, ao mesmo tempo que manifesta com que amor Deus nos amou. Depois de os homens se terem recusado a ouvir Aquele que Ele lhes tinha enviado, Deus não fez soar a sua cólera, nem os rejeitou, mas persiste em chamá-los, por Si próprio e através dos Apóstolos. [...] | |
| «Deus pôs na nossa boca a palavra da reconciliação» (v. 19). Viemos portanto, não para uma obra penosa, mas para fazer de todos os homens amigos de Deus. Se não vos escutarem, diz-nos o Senhor, continuai a exortá-los, até que encontrem a fé. Por isso, São Paulo acrescenta: «Nós somos embaixadores de Cristo; é o próprio Deus que vos chama através de nós. Suplicamos-vos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus». [...] | |
A que poderemos comparar tão grande amor? Depois de termos pagado estes benefícios com insultos, longe de nos punir, Ele deu-nos o seu Filho querido, para nos reconciliar consigo. No entanto, longe de quererem reconciliar-se, os homens deram-Lhe a morte. Deus enviou embaixadores para os exortar e depois tornou-se Ele próprio suplicante por eles. Continua a ser Ele que pede: «Reconciliai-vos com Deus». Ele não diz: «Reconciliai Deus convosco», pois não é Ele que nos rejeita; sois vós que recusais ser amigos dele. Poderá Deus ter sentimentos de ódio?
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quarta-feira, 6 de maio de 2020
«Quem Me vê, vê Aquele que Me enviou»
sábado, 11 de abril de 2020
O DIA EM QUE JESUS PERMANECEU NO SILENCIO DO SANTO SÁBADO
terça-feira, 24 de março de 2020
Como será o dia de amanhã?
quinta-feira, 12 de março de 2020
Coronavírus: um instrumento da Soberania Divina?
Impressionante como um vírus, põe a correr exércitos inteiros!
Um vírus, ou toxina, são pequenos agentes infecciosos, a maioria com 20-300 nm de diâmetro. O novo coronavírus tem deixado milhões de pessoas em pânico e o mundo todo tem se sujeitado ao poder deste ser vivo.
O Deus criador e soberano além de agir ativamente neste mundo também tem Sua vontade permissiva e sem dúvida alguma a ação desse vírus é parte desta ação divina, para mais uma vez levar-nos a submissão e a sujeição da vaidade e da arrogância das nações a Deus. Sim, acredito que embora a situação que tem se imposto as nações, tal coisa, revela-nos questões fundamentais que devem nos alertar: 1- O ser humano é frágil; 2- Deus é Todo-Poderoso; 3- O homem precisa se submeter a Soberania de Deus; 4- As nações e sistemas são nada diante da avassaladora potência de Deus. Todas as áreas da vida estão a sucumbir diante desta toxina: a economia, a política, o poder bélico e muitos nesses dias já fazem as contas de quanto estão a perder.
O Livro de Apocalipse nos fala da abertura do quarto selo por Cristo, o Cordeiro, e que se ouviu a voz do quarto ser vivente dizer:
"Venha!" E João olhou e diante dele estava um cavalo amarelo. Seu cavaleiro chamava-se Morte, e o Hades o seguia de perto. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra. (Ap 6.7,8).
Que estamos já a viver, desde que a igreja se fêz presente neste mundo, as agruras do Apocalipse, não podemos duvidar, ainda mais quando se trata de uma das visões do apóstolo João, que envolve a mortandade do mundo mediante pragas, e por que não dizermos, dos vírus e bactérias.
Perceba que quem desata o quarto sêlo é o Cordeiro. Sim Cristo é que autoriza as ações angelicais e as maldições contra um mundo que não quer jamais se submeter a sua soberania e a se colocar debaixo de Seu cetro.
Não há dúvidas, o novo coronavírus veio para mais uma vez subjugar reinos, nações e povos. Chegou para rebaixar a vaidade do homem, das nações e do pobre mundo que não quer seguir a Lei de Cristo. Conquanto devemos nos prevenir deste vírus, também devemos nos submeter ao verdadeiro Cristo, nos prevenir do pecado que assola a humanidade e que mata a alma e o espírito de qualquer um. Esse vírus nos lembra que Aquele que virá, não guardará o juízo.
Se já percebemos as ações prévias do Cordeiro, imaginemos como será o Dia do grande e temível tribunal de Cristo.
LACB
terça-feira, 26 de novembro de 2019
Plena segurança aqui!
Os Salmos, é claro, constantemente enfatizam isso. Você pode achar isso também no Livvro de Provérbios. "O nome do Senhor é uma torre forte: o Justo corre para ele e está seguro". (Provérbios 18.10). Um homem está fora no mundo e o inimigo o ataca. Ele não pode lidar com ele. Ele não sabe o que fazer; ele está alarmado e apavorado. Então ele corre para a torre forte, o nome do Senhor, o Senhor da Aliança. O inimigo não pode ir até lá. Nos braços de Deus estes braços poderosos, ele está seguro. Porque nós estamos em Cristo, nós estamos em Deus. Nós estamos perfeitamente seguros ali. Deixe-me citar uma das maiores coisas que o Apóstolo Paulo diz: "Estou certo, que nem a morte, nem a vida, nem anjos,, nem principados, nem poderes, nem coisas do presente nem do porvir, nem coisas do porvir, nem profundidade, nem qualquer outra criatura será capaz de separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus Nosso Senhor" (Romanos 8.38,39). Seguros nos braços de Jesus. Nada pode prejudicar aqueles que estão guardados seguros no Deus que guarda sua aliança.
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
O Longo Caminho da Maturidade
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
OS PSEUDO-PIEDOSOS E SEUS CASTELOS FEUDAIS
sexta-feira, 7 de junho de 2019
"Ensinai a todas as nações"
terça-feira, 4 de junho de 2019
O SENHOR REINA
sábado, 4 de maio de 2019
Vaidade: o grande pecado
O vaidoso esquece, entretanto, que há um outro espelho - o olho de Deus - que nos mostra a verdade acerca de nós mesmos, aquilo que está por trás da fachada. Através dele podemos ver como tudo é realmente "vazio", transitório e perecível. Mas, se evitamos o espelho de Deus, estamos enganando a nós mesmos com o espelho dos olhos humanos que miramos o tempo e fazemos as seguintes perguntas: Como reagem os outros em relação a nós? Somos populares? Então nossa vaidade cresce cada vez mais, embora, no fim, nos torne infelizes. Porque, quanto maior ela é, mais nos domina. Não seremos capazes de fazer algo, sem pensar em como reagirão os outros. Acabamos por fazer com que os que nos rodeiam se sintam constrangidos, porque eles sentem as exigências de nosso ego vaidoso.
A vaidade coloca o ego no trono. Ela idolátra o ego e é por isso que ela é um grande pecado. Todo ídolo toma o lugar que, em nossa vida, devia ser de Deus. É por isso que o mesmo veredicto que Deus pronunciou contra os adoradores de ídolos nos atinge também. Porque não podemos servir a Deus e ao nosso ídolo-ego. Nossa vaidade quer que os outros admirem nossa beleza, inteligência, talentos e habilidades. Em alguns casos tudo isso é combinado com acréscimos de riquezas mundanas. Gastamos, então, grandes somas de dinheiro na aquisição de custoso guarda-roupa e de outras coisas que nos ajudem a ganhar a admiração dos demais.
O primeiro passo para nos desembaraçarmos desse pecado é admitirmos honestamente que somos vaidosos. Poderemos dizer: "Como poderia eu ser vaidoso? Mesmo que eu fosse excecionalmente atraente ou talentoso, que importância teria aos olhos de Deus, que sabe o que existe realmente em meu coração? Eu devia sentir-me envergonhado por estar tão afastado de Deus, visto que estou contente com minha pobre pessoa".
Agora é a hora de pedirmos o "colírio" (Apocalipse 3.18). Que significa isso? Significa que pedimos a Deus e aos outros que nos digam o que somos na realidade. Isso nos vai ferir, mas, em compensação, nos ajudará a perceber a verdade a respeito de nós mesmos. Precisamos também pedir ao Senhor: "expõe à luz o máximo do meu pecado, de modo que eu possa vê-lo mais claramente. Então me sentirei envergonhado e perderei a vaidade.
Outro passo para ficar livre da vaidade é revelar nossos pensamentos vaidosos e confessá-los a outra pessoa. Se quisermos receber a graça de Deus, temos de estar livres da vaidade, porque a graça só será dada aos humildes e aos pecadores contritos, que não ficam satisfeitos consigo mesmos. Mas, se continuarmos a admirar no espelho nossas supostas qualidades e deixarmos que a mão esquerda veja o que faz a direita, já recebemos nossa recompensa (Mateus 6.1). Existe Alguém que não achou aprovação em Si mesmo, sendo Ele o único que podia fazê-lo: Jesus (Romanos 15.3). E nEle somos retos, isto é, fomos purificados de todo pecado da vaidade, inclusive. Ele mudará nosso coração de modo que nós não procuremos agradar aos homens, mas somente a Deus".
M. Basilea Schlink
sexta-feira, 11 de janeiro de 2019
ADULTO, MAS BEBÉ!
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
A VERDADEIRA LUTA QUE SE APODERA DO REINO DE CRISTO
sexta-feira, 30 de novembro de 2018
A FESTA DO DEUS ENCARNADO
sexta-feira, 9 de novembro de 2018
IGREJA: EDIFÍCIO OU PESSOAS?
E ficar mais conectado à sua igreja significa construir relacionamentos reais com pessoas reais.
O serviço de igreja e o plano de acompanhamento de visitantes devem trabalhar juntos para impulsionar as pessoas em relacionamentos. Conexões significativas com o corpo de Cristo ajudam as pessoas a se aproximarem dele e permanecerem conectadas a ele. E se a sua igreja está proporcionando as melhores oportunidades possíveis para as pessoas se conectarem com Cristo, voltar cada semana e se envolver mais em sua igreja é vital para seu crescimento espiritual.
O que significa que você precisa se concentrar nas coisas que irá mantê-los voltar e ficar mais conectado. Ajudar os visitantes da igreja construir relacionamentos tem que ser uma alta prioridade se você quer que eles fiquem por perto.
Isso não significa que quando novas pessoas entram em sua igreja, você as bombardeia com convites para participar de todos os grupos, ministérios, projetos de serviço ou equipe que você tenha. É difícil o suficiente para levá-los a assumir o compromisso de voltar na próxima semana. E como eu disse antes, provavelmente há pessoas que estão indo para sua igreja há muito tempo e que não estão envolvidas em nenhuma dessas coisas - então por que você impor isso a um visitante?
A menos que você aprenda novas informações que indiquem que alguém estaria interessado em uma dessas outras oportunidades, você deve ter um passo simples, claro e simples para seus visitantes pela primeira vez.
Seu objetivo imediato pode ser que eles voltem na próxima semana, mas seu objetivo final deve ser que cada nova pessoa desenvolva relacionamentos reais com membros de sua igreja e que seu relacionamento com Jesus cresça como resultado de seu envolvimento com sua igreja.
LINHAGEM ESTRANHA, MAS DE SANGUE NOBRE!
terça-feira, 6 de novembro de 2018
Estranha Missão
domingo, 5 de agosto de 2018
Unidade e unicidade - marcas da igreja verdadeira de Cristo
quinta-feira, 26 de julho de 2018
O DESAFIO DE VIVER COMO JESUS
sábado, 21 de julho de 2018
HUMILDADE
sexta-feira, 13 de julho de 2018
Sede prudentes como as serpentes e simples como as pombas
terça-feira, 26 de junho de 2018
REFLEXÕES APÓS 30 ANOS DE MINHA ORDENAÇÃO PASTORAL
Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus. Actos 20.24
O que tenho aprendido em meu 30º ano de serviço pastoral? Há muito que escrever, mas pelo que percebo, as experiências sempre se diluem quando tendemos a falar ou a escrevê-las. Portanto, sintetizo aqui algumas lições que colhi nestes 30 anos de ordenação.
1. A vocação não pertence a igreja institucional e sim a Deus.
Uma das questões mais absurdas é achar que a igreja institucional detém a vocação e os dons de Deus. Assim como o profeta que possuía uma relação misteriosa com Deus, assim é a relação do pastor com Deus. E por causa disso, assim como nascemos do alto, do alto também advém a vocação e a missão de cada um, acolhido pela graça de Deus. A vocação é obra do Espírito Santo. Ela não se origina na “igreja-sistema”, porém é nela que a vocação deve ser exercida e reconhecida. A vocação, portanto, é um privilégio pessoal mais do que uma obrigação. Quando se obriga a uma tarefa já que não é de natureza própria e jamais será vocação, e sim atividade profissional. Há muitos que querem vincular uma vocação a uma denominação religiosa, mas o Espírito Santo é como o vento e a vocação dEle não possui limites institucionais. Da mesma maneira que somos nascidos em Deus, em Deus também somos chamados. Portanto, o ministério é supra-denominacional.
2. A vocação pastoral é espinhosa.
Os espinhos existem. São dados por Deus. Ele é aquele que delimita nosso campo de acção. Os espinhos e a dor são importantes para que o pastor não seja arrogante e vaidoso. A humilhação é o único caminho para que de facto ouçamos a Deus e com ele relacionemo-nos. Não pode haver pastor vaidoso ou arrogante. Independente da vocação sempre existirão espinhos na vida pastoral. Sejam as perdas, as enfermidades, as tragédias, as pessoas de fora ou de dentro da igreja, líderes ou não, o pastor precisa aceitar os espinhos de sua vida pastoral.
3. A vocação pastoral é gloriosa.
Ademais dos espinhos, a vocação é gloriosa, primeiro porque ela vem de Deus e se vem de Deus, ela é livre como ele é. É glorioso perceber que no sofrimento está a glória, que a cruz é loucura, que viver a misteriosa relação com Deus é a maior satisfação da vida pastoral. Viver a vocação pastoral é tratar com as coisas mais gloriosas do universo.
4. A vocação pastoral é para pecadores.
Não existe a menor possibilidade de pensarmos que somos "especiais". Quanto mais consciente da santidade de Deus maior será a convicção de pecado. Quanto maior for nossa relação com Deus maior será nossa perceção da imundície que somos. O ministério pastoral não dá margem para se pensar que há "ungidos". O que pode haver é um pastor mais consciente e outro menos consciente da sua pecaminosidade.
5. A vocação pastoral terá um julgamento mais agravante.
Ser pastor me dá a perceção que no Dia do Juízo, ele irá olhar para mim com um olhar mais firme, não do ponto de vista da graça, mas do ponto de vista de minhas obras. Exercer o ministério pastoral me dará sim maior possibilidade de ser envergonhado do Dia de Cristo se não for fiel Àquele que me designou.
6. A vocação pastoral exige uma experiência profunda com Cristo.
Não há barganhas ou trocas com Cristo. Somente há uma vida de gratidão. Quando estiver a abusar da graça de Deus, é bem possível que eu mesmo já tenha deixado de viver como Cristo viveu. Quando passamos a tratar de maneira familiar das coisas de Cristo, então já perdemos a noção de que a vocação vem dele. Ao extrapolar da graça de Cristo, revelarei quanto estarei distante da vocação pastoral.
7. A vocação pastoral deve considerar a oração como o pulmão da alma.
Não há qualquer possibilidade de ser pastor e não viver uma vida de oração. Ao arriscarmo-nos nisso podemos até praticar a "não-oração". Essa prática revelará que de facto nunca tivemos nenhum conhecimento de Cristo em nós. Se “os pássaros voam, os peixes nadam, o pastor ora”. Orar é essencial para alma. Mas a oração não é e nunca será uma verborragia intelectual, senão um encontro de contemplação. A oração nunca será uma homilia para Deus e sim uma experiência de intimidade que jamais terei o direito de abrir sair a contar os seus segredos para comigo. Quando não se ora a alma não respira.
8. A vocação pastoral e o estudo não são incompatíveis.
Embora o teólogo fosse no início dos primeiros séculos considerado pela igreja como "aquele que fala com Deus e para Deus", pois a prática teológica era envolvida pela experiência de fé, isso não alienava a igreja de desenvolver teses e estudos para combater as heresias que entravam em seu meio e também aquelas que brotavam de dentro dela. Portanto naquela época a oração e a defesa da fé se completavam. O serviço pastoral nos nossos dias também requer a mesma prática. O estudo a fim de instruir os fiéis e fortalecer os que são provados exigem que o pastor seja bem preparado e um fiel expositor bíblico, seja na prática da pregação como no ensino e treinamento através do discipulado para com os que se congregam, embora o mundo evangélico esteja tão fragmentado e vivamos sim num mundo de pluralidade religiosa. Não há como separar a ação pastoral do estudo.
9. O sofrimento é inerente a vida pastoral.
Num mundo de confusão cúltica e doutrinária, principalmente devido ao evangelho da prosperidade, ensino de demônios que procura dissuadir os fiéis, sofrer tornou-se uma palavra esquecida em nosso meio. A vida pastoral sem o sofrimento torna os pastores apenas bons ilustradores de um evangelho hipócrita. Quando não vivemos as experiências de sofrimento, de perdas, de fracassos, de doenças e da depressão no ministério, seremos bons replicadores de uma fé inócua.
10. A perseguição dentro da igreja institucional é real e concreta.
Se o sofrimento faz parte da vida pastoral, sofrer dentro da “igreja-sistema” é o primeiro lugar. Depois de trinta anos estando a frente de várias igrejas e comunidades, experimentamos o abuso e exploração de pessoas e de líderes que jamais perceberam o evangelho de Cristo e promoveram perseguições as mais variadas, desde a perseguição através da calúnia e difamação como também várias investidas contra a nossa vida física. Se queremos viver o evangelho, sofrer dentro da instituição é uma decorrência natural, porém recriminada e combatida pelo Senhor nos evangelhos.
11. Ser pastor é ter filhos normais.
Ser pastor é ter filhos normais. Digo isso porque meus filhos nunca foram adestrados a serem "pastorzinhos". É uma lástima quando implementamos em nossa casa e na igreja valores aos membros da igreja que desnaturalizam e descaracterizam nossos filhos de serem cristãos normais como qualquer outro. Há famílias de missionários que encarnam tanto a vocação do pai que não conseguem fazer outra coisa senão estar a viver dependendo do ministério do pai-pastor. É trágico quando não desenvolvemos nos filhos a liberdade de serem o que foram chamados para ser. Percebo muitos pastores que imprimem tamanha personalização em seus filhos que criam “dinastias feudais eclesiásticas” para que seus filhos sejam os "sacerdotezinhos" a continuar ministérios centrados no genitor. Extirpo uma visão assim. Meus filhos sempre viveram e viverão a buscar suas próprias vocações, chamados específicos e dou graças porque nunca os obriguei a replicar meu ministério pastoral.
12.Não há outra coisa mais importante do que testemunhar da graça de Deus.
Se a graça a este favor que me impele a continuar, é esta mesma graça que continuarei a testemunhar. Mas a graça só tem valor na nossa vida se não houver sentimento meritório de qualquer natureza. O mérito exclui a graça. Onde há sentimento de merecimento não há espaço para o Espírito Santo. Por isso há tantos ministérios áridos e pastores amargurados e rancorosos. Viver e testemunhar a graça é a razão de experimentar a graça e ser submisso a Cristo não por dever e nem por produtividade, mas por simplicidade não esperando nada mais que apresentar-me diante de Cristo nAquele Dia quando ele se encontrar comigo.
13. Mesmo que você queira deixar de ser pastor, nunca o conseguirá.
Durante alguns momentos de minha tentei abandonar a carreira pastoral. Por uma série de razões e situações. E nestas horas sempre vinha a minha mente a figura do profeta Jonas. Abandonar o chamado é buscar "um navio em Jope ancorado esperando o próximo passageiro". Jonas nunca conseguiu abandonar o chamado de Deus, porque Este habitava o seu coração. De facto, você nunca conseguirá abandonar sua vida pastoral, se de verdade você tiver sido chamado por Deus para exercer o cuidado pastoral. Contudo sempre preste atenção, como bem diz meu amigo Ronaldo Lidório: “sempre haverá um barquinho em Jope para lhe levar até o outro extremo da vontade de Deus”.
Algumas destas reflexões são vindas de meu coração e escritas para que eu me lembre que devo continuar. Mas também se você estiver pensando em abandonar o ministério, medite nestas poucas linhas antes de tomar qualquer decisão.
Kyrie Eleisson
terça-feira, 22 de maio de 2018
Reflexões "após" os 500 anos do Protestantismo Religioso
Gostava de deixar aqui uma reflexão, de cunho muito pessoal, pois creio que devemos sempre aprender com a história. Como bem disse Edmund Burke: "Aqueles que não conhecem a história estão fadados a repeti-la". Portanto, creio que se fizermos uma leitura honesta, livre dos óculos denominacionalistas que usamos e retirássemos as escamas dogmáticas da nossa mente, tantas vezes tendenciosas e preconceituosas devido a linha religiosa e cultural de cada um, poderíamos fazer uma autocritica responsável e sincera. Isso iria nos ajudar, em muito.
O uso do termo "Protestante" não foi afirmado por Lutero e pelos seus seguidores e sim pelo ato de protesto dos príncipes alemães diante do Rei Carlos V. Esse termo então passou ao movimento, mas antes de ser teológico, foi muito mais político. Protestaram e romperam com o domínio político da Igreja Romana. Nesta época o movimento reformista trouxe um "frescor" ao pensamento tacanho e mesquinho. Num tempo onde o pensar era cerceado e policiado pelos príncipes da teologia e investigado pelos apologistas dominicanos, pela insegurança de Roma e o medo terrificante de perder o controle sobre os povos a que subjugava, os reformistas trouxeram uma nova forma de pensar. Claro que essa forma de pensar não era nada nova. Estes quiseram retornar as origens, motivados sim pela filosofia do Movimento Renascentista. Foi no retorno às línguas originais da Escritura Sagrada, dos Pais Gregos e Latinos que o modo de pensar reformista teve um novo alento. O pensamento direcionado, modelado e orientado pela religiosidade medieval trazia angústia, escravização dos saberes e opressão.
Na época "pensar" era um direito dos nobres teólogos e príncipes da igreja oficial. Havia um sentimento de medo naqueles que queriam pensar mas não podiam. Era o medo de perder a família, os bens e de serem queimados como hereges. O tempo estava translúcido para os pensadores. As 95 testes de Martinho Lutero confrontou um clero que banalizava a graça de Deus e a oferecia a troco de míseras moedas de um povo ignorante e analfabeto. Roma e seu cristianismo matava os homens pelo medo, pela espada e pelo fogo.
Hoje, precisamos também de uma nova Reforma. Sim, uma Reforma do pensar humano, o pensar que traga um novo frescor ao estilo de vida cristão. Em muitos arraiais religiosos evangélicos nada é mais importante do que repetir fórmulas verbais, viver de um passado desconectado da sociedade com um estilo de vida irrelevante revelando uma fé inócua que nada pode produzir neste mundo.
Os atuais evangélicos que se afirmam "herdeiros da Reforma Protestante" deveriam viver a nossa época com um alvo nobre, o mesmo dos que viveram no século XVI. Naquele tempo, o alvo era condicionado pela questão: "como o evangelho de Cristo pode ser relevante para esta geração?". Esse evangelho moldou a cosmovisão do movimento como vanguarda do tempo.
Precisamos de coragem para fazer nossa autocrítica e compreender que o evangelho exige que sejamos inteligentes e sábios como os reformadores foram. Os evangélicos deveriam se preocupar em manter os princípios inegociáveis da fé - isso envolve conhecer a Bíblia como Escritura Sagrada, a tradição apostólica e a história honesta - mas também comprometerem-se com a contextualização do evangelho em cada povo e cultura e não nos sepultarem-se na inoperosidade ética, moral e política.
A Reforma Protestante rompeu com Roma, porque rompeu com o "óbvio", o mecanicismo cultual, a pusilanimidade e a inatividade dos doutores de uma igreja que haviam se tornado "sanguessugas" do sistema religioso da época. Não é mais possível ser passivo diante do mundo e de pessoas altamente capazes. Viver o óbvio é uma lástima. Isso parte de pessoas que nada podem oferecer senão um tradicionalismo ignorante e anacrônico. Estou a falar da necessidade que os evangélicos saibam responder a Deus tão profundamente que a vida de fé e a experiência eliminem naturalmente os "testemunhos" e exemplos ridicularizados pela sociedade agnóstica. A isso chamo de contextualização inteligente, bíblica e relevante por meio do evangelho que não muda mas que durante o processo histórico se conecta na vida cultural das pessoas como "a resposta" de suas almas.
Cristo chama sua sua igreja para comunicar de modo que inúmeras pessoas sejam chamadas a fé verdadeira. A igreja deve saber adaptar o evangelho supra-cultural dentro de sistemas culturais específicos. É o que vemos o Senhor fazer, depois seus apóstolos, os pais apostólicos, os pais da igreja e tantos outros. Isso nos chama a pensar nossa missão, se ainda estamos a fazer desta um instrumento de relevância. O mundo cansou-se do cristianismo colonialista, imperialista e impositivo das Cruzadas de evangelização modernas. Cansou-se da fé cristianizante e do evangelho massificante e populista.
O mesmismo evangélico é aquele enraizado em seminários teológicos que têm transformado os estudantes em "profissionais da fé" para a manutenção do "status quo" denominacional. Hoje os conhecidos evangélicos já somam mais 50.000 grupos distintos em todo o mundo não conseguindo conviver uns com os outros. Quebramos os ossos simbólicos do Corpo de Jesus, quando nem na cruz quebraram seus membros.
Conquanto a reforma tenha trazido uma reordenação e abertura da mente eclesial, hoje na formação de estudantes é ocultado deles o que deveriam ler. Não podem ter acesso a uma formação realmente teológica. Vivemos um mesmismo teológico, porque as escolas de teologia deixaram de "formar" para "informar". Perdeu-se a piedade cristã, a prática da oração, o trabalho do testemunho comum. Estamos a tornar os estudantes de teologia piores do que a igreja de Roma fazia com seu clérigos na Idade Medieval. Eles serão os líderes do século XXI?
Nosso maior desafio é na verdade voltarmos ao evangelho simples e profundo de Cristo. Simples devido a essencia da "fé una" e profundo devido a experiência da "fé orante". Vivemos um movimento e não uma vida de fé simples com profundas experiências. Seja bem esclarecido aqui que a palavra "experiências" não significa nem por um momento a idéia ridícula e ignorante dos atuais evangélicos renovados. A Reforma Protestante do século XVI nos ensinou muitas coisas, mas uma delas, talvez a principal foi responder a um mundo miserável e sofrido. Hoje fala-se de uma fé, mas uma fé que nada produz senão eventos e movimentos pragmáticos. Uma fé que não produz mudança política e mudança social é fé morta que tanto São Tiago combateu. Lembremos por exemplo que a Reforma implementada por João Calvino em Genebra foi tão importante que não se tolerava uma igreja sem uma Escola e sem apoio social no acolhimento dos refugiados.
Nossa urgente necessidade é de um retorno a oração incessante e adoração pessoal e coletiva. Conhecer a Deus em Cristo envolve fé empírica desprenteciosa. Aspectos da teologia reformada nos faz ver que havia uma forte conciencia na soberania de Deus. A afirmação "Soli Deo Gloria" não era apenas uma argumentação seca, mas a concepção de que se Deus é soberano, minha oração era um instrumento para conhecer mais a Ele e não para transformá-lo numa marionete folclórica. O uso desprentesioso da oração precisa tornar o centro de vida de adoração, ao contrário dos atuais herdeiros da reforma que vivem insatisfeitos e estão sempre a pedir a Deus muito além do comer, beber e vestir. A oração tornou-se uma prática muito mais tecnologica do que um estilo de vida contemplativo e motivado pelo facto de conhecer mais a Cristo.
Vivemos dias de uma confusão cúltica. Tornamos nossos encontros, eventos para conseguirmos sim adeptos do que adorar a Deus sem qualquer outro motivação. Assim percebemos que os shows evangélicos e encontros nada mais são do que acontecimentos motivados pelo dinheiro e fama, nada diferentes do cristianismo medieval e imoral da época.
Memória sem autocrítica é ser saudosista passivo. Autocrítica sem memória é ser ignorante pró-ativo. Sem coragem de fazermos uma autocritica, estaremos fadados a viver a um protestantismo alemão duzentos anos após a Reforma de Lutero que estava árida e seca na vida e na prática espiritual. Mas ainda nesta época assim como Deus é soberano e usa a história para sua glória havia um "toco" que floresceu. O pietismo levantou a igreja alemã reafirmou a tradição apostólica, a Escritura e a vida piedosa. Ali mais uma vez o remanescente promoveu a obra missionária feita sem tecnologia, sem dinheiro e sem mídia, porque pessoas tocadas profundamente pelo evangelho foram suficientes para considerar o que Deus poderia fazer na simplicidade e na sineceridade de seus corações.
Mudança e retorno. Sejam estas duas palavras que norteiem a vida dos cristãos verdadeiros do século XXI.
Ressurreição e Missão
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