terça-feira, 24 de março de 2020

Como será o dia de amanhã?

Estamos no limiar de um novo tempo. Estou a pensar o que Thomas Kuhn defende sobre os paradigmas da história, que ocorrem sem que o indivíduo esteja diretamente a frente disso ou melhor percebo que neste tema somos o resultado de nossa própria sociedade. Volto-me a história da humanidade e também do cristianismo. 

À priori, começo por analisar a grande mudança social que ocorreu na Europa quando o Islamismo se expandiu pelo mundo antigo. Vale salientar que essa religião surge por volta do ano 632 e o seu crescimento é avassalador. Até então o Cristianismo como fé nascente no primeiro século, torna-se maioritariamente imperial, não se dá conta que Islã como forma de vida que aglutina a fé e a cultura, toma todo o Médio Oriente e chega a Península Ibérica por volta de 730. Diante deste avanço, a sociedade que era dominada pelo Cristianismo, pois era católico também como Sociedade, começa a ruir. Na Europa diante dos conflitos entre cristãos e islâmicos, aqueles começam a fugir das cidades e das vilas para que não sejam eliminados. À época estamos a ver duas palavras: morte ou apostasia cristã. Eram os dois caminhos que os europeus podiam optar. Os mais pobres precisam do apoio e da ajuda dos mais ricos e conhecidos por nobres, não porque possuíam “sangue azul”, mas que podiam dar proteção aos mais fracos e vulneráveis diante do destruidor. Além do avanço de outros povos bárbaros, começa a surgir a sociedade feudal, em que basicamente os mais simples, conhecidos posteriormente como vassalos, por uma questão de sobrevivência, servem os grandes latifundiários, trabalham para estes em troca de que os suseranos os defendessem com poderio bélico contra o inimigo. O nobre se torna rei, conde, possui poder político e domina os vassalos também com a sua religião. Práticas cristãs são miscigenadas com crenças animistas e o cristianismo desenvolve uma fé extremamente mágica e supersticiosa. Isso irá durar na Europa até que os tempos modernos, movidos pelas Descobertas iria novamente mudar a vida e a sociedade. Principalmente liderados pelos Ibéricos, os Europeus começam a se lançar ao mar na busca de novas terras e um novo começo. A Europa ao expulsar os muçulmanos de Granada em 1492 marcam um novo paradigma, um novo modelo de vida. 

Em conflito com o domínio religioso, neste mesmo tempo, motivados pela necessidade de poder e abertos aos princípios Renascentistas, a busca do que era essencialmente as origens, buscam uma nova terra, novos pensamentos e novas formas de vida uma vez que a Europa morria diante das pestes. É também o tempo da luta contra a opressão do Estado Romano. Se tudo está sob a égide do Catolicismo Romano, que detinha o poder da morte e da vida, os Reformadores levantam a bandeira da independência cultural e religiosa. Há um novo começo, uma nova forma de pensar, uma separação entre Estado e Igreja. A vida muda e com isso a sociedade também. Posteriormente, os ventos de mudanças vão se solidificar ainda mais com a revolução industrial que alimentados pelos ideais da Revolução Francesa e pela nova mentalidade proposta por Descartes e seus pares, vai promover novos modelos de Sociedade, de pensamento. O Iluminismo chega para eliminar o que é místico e definir a vida em termos racionais e exatos. Agora o homem possui luz própria, ele define Deus e a vida. É o humanismo que chega em sua forma mais acentuada. O artesão dá lugar a máquina. Tudo pode ser melhorado em curto espaço de tempo e muito mais. As cidades que antes eram habitadas por pessoas símplices, agora começam a receber os migrantes de todos os lados da terra e das várias etnias. O êxodo rural é inevitável, a Sociedade muda e com ela as culturas tradicionais começam a perder seu valor devido a tanta miscigenação étnica. Em tudo a igreja vai sofrendo e vai sendo transformada. Sua liturgia não é a mesma, sua espiritualidade vai tomando contornos dependendo do estilo cultural a que a vida se propõe, porque não consegue mais discernir com tanta segurança o que é cultura e religião. 

As culturas que eram o lastro onde a espiritualidade acontecia, agora devido a quebra de tantos paradigmas acaba por não mais conseguir discernir. Surgem os conservadores e os liberais, os fundamentalistas e os progressistas. As sociedades continuam a mudar a partir dos seus radicalismos e dos extremos. Com a chegada do século XX, a Europa cai num estado moribundo. Deus não está mais presente. As duas Grandes Guerras marcam a frustração do homem da cidade e tudo de facto é relativo. Os absolutos se perdem na consciência das nações. A vida antes descrita pelos romancistas passados agora é marcada por um nefasto sabor de fel. Os meios de comunicação mudam. Os caminhos que eram feitos de trilhas sobre um simples animal de carga, agora dá lugar a uma pista de alcatrão e asfalto com duas vias. O mundo se altera mais uma vez. A igreja embasada nos ideais da Reforma Protestante de 500 anos atrás ainda pressente o descalabro que muitos em nome do modernismo esquecem os princípios fundamentais da fé. As culturas já não se alimentam do relacionamento simples e a sociedade dá à luz a um novo tipo de relacionamento. O cibernético entra em cena e passa a dar o tom dos últimos tempos. A rede internet de computadores quebra mais uma vez a maneira como se relaciona e como se governa as nações. Os acontecimentos de ontem já passaram como num abrir e fechar de olhos. Nas épocas anteriores os efeitos de determinadas mudanças duravam séculos, mas agora os eventos de ontem já são jurássicos. O passado para nós foi a um segundo atrás. A igreja que antes viaja nos séculos de mãos dadas com o afeto e o abraço, agora deve se satisfazer com a virtualidade. A exposição de todas as camadas às doenças e pragas vão dar origem a uma sociedade mais nova, sem idosos, que retorna sua atenção aos vínculos e núcleos familiares. No momento devido a luta por sobrevivência, mas daqui a algum tempo quem sabe pode voltar a preservar os elementos dos relacionamentos privados. A igreja está a passar por uma nova forma de viver. A igreja está a sofrer como uma mulher em dores de parto. Será a mulher descrita pelo Apocalipse em seu capítulo 12? Será que a mulher será enviada ao deserto? O que deverá acontecer neste novo período do mundo? Quem demandará a vida? O virtualismo vai dominar nossa sociedade a partir de agora? Como será o dia de amanhã?

quinta-feira, 12 de março de 2020

Coronavírus: um instrumento da Soberania Divina?

Eu sou o Senhor!

Impressionante como um vírus, põe a correr exércitos inteiros!

Um vírus, ou toxina, são pequenos agentes infecciosos, a maioria com 20-300 nm de diâmetro. O novo coronavírus tem deixado milhões de pessoas em pânico e o mundo todo tem se sujeitado ao poder deste ser vivo.

O Deus criador e soberano além de agir ativamente neste mundo também tem Sua vontade permissiva e sem dúvida alguma a ação desse vírus é parte desta ação divina, para mais uma vez levar-nos  a submissão e a sujeição da vaidade e da arrogância das nações a Deus. Sim, acredito que embora a situação que tem se imposto as nações, tal coisa, revela-nos questões fundamentais que devem nos alertar: 1- O ser humano é frágil; 2- Deus é Todo-Poderoso; 3- O homem precisa se submeter a Soberania de Deus; 4- As nações e sistemas são nada diante da avassaladora potência de Deus. Todas as áreas da vida estão a sucumbir diante desta toxina: a economia, a política, o poder bélico e muitos nesses dias já fazem as contas de quanto estão a perder.

O Livro de Apocalipse nos fala da abertura do quarto selo por Cristo, o Cordeiro, e que se ouviu a voz do quarto ser vivente dizer:
"Venha!" E João olhou e diante dele estava um cavalo amarelo. Seu cavaleiro chamava-se Morte, e o Hades o seguia de perto. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra. (Ap 6.7,8).

Que estamos já a viver, desde que a igreja se fêz presente neste mundo, as agruras do Apocalipse, não podemos duvidar, ainda mais quando se trata de uma das visões do apóstolo João, que envolve a mortandade do mundo mediante pragas, e por que não dizermos, dos vírus e bactérias.

Perceba que quem desata o quarto sêlo é o Cordeiro. Sim Cristo é que autoriza as ações angelicais e as maldições contra um mundo que não quer jamais se submeter a sua soberania e a se colocar debaixo de Seu cetro.

Não há dúvidas, o novo coronavírus veio para mais uma vez subjugar reinos, nações e povos. Chegou para rebaixar a vaidade do homem, das nações e do pobre mundo que não quer seguir a Lei de Cristo. Conquanto devemos nos prevenir deste vírus, também devemos nos submeter ao verdadeiro Cristo, nos prevenir do pecado que assola a humanidade e que mata a alma e o espírito de qualquer um. Esse vírus nos lembra que Aquele que virá, não guardará o juízo.

Se já percebemos as ações prévias do Cordeiro, imaginemos como será o Dia do grande e temível tribunal de Cristo.

LACB

Ressurreição e Missão

“Então o lobo morará com o cordeiro” (Isaias 11.6)  Há uma crença equivocada na Doutrina da Ressurreição. Entre os cristãos atuais tra...