sábado, 22 de outubro de 2022
PARA ALÉM DO CAMINHO VIVIDO PELO MONGE
sábado, 8 de outubro de 2022
POR UMA NOVA REFORMA, URGENTE
No dia 31 de outubro de 1517, um Monge e Padre da Ordem Agostiniana, chamado Martinho Lutero, fixou na Porta da Catedral de Wittemberg, na Alemanha, 95 temas que revelavam o desvio da Igreja Cristã Ocidental quanto a prática da fé, da graça divina e o uso das Escrituras Sagradas. Basicamente Lutero declarava que o evangelho de Cristo não podia ser trocado por dinheiro, como a compra das “indulgências” oferecidas pela Igreja a qual prometia o perdão eterno a anos de salvação pelo valor que alguém pudesse pagar. Este ato foi suficiente para dar início a uma revolução na Europa que culminou na Reforma Religiosa do século 17.
A partir de então, a Igreja Católica Romana foi sacudida por movimentos liderados por vários Padres e Teólogos que também afirmavam, segundo a Bíblia, a necessidade de um retorno ao Cristianismo Original, por que a igreja havia se “desviado” de seu foco, a testemunhar livremente da Verdade que era Cristo, fundamentada nas Escrituras Sagradas e recebida unicamente pela Graça de Deus.
Hoje depois de 505 anos desta revolução, a igreja que antes era chamada de “Protestante” agora é conhecida como “Evangélica”, e possui pelo menos 80.000 denominações fragmentadas no mundo todo e a cada dia vai se distanciando mais do foco que viveu a Igreja Primitiva. Muitas destas fragmentações são mais comprometidas com elas mesmas do que com o próprio Evangelho que Lutero e tantos outros defenderam. A liturgia de culto que antes era um serviço prestado a Deus, hoje é um show-business onde se canta mais do que se serve e suas músicas fazem parte do mundo gospel de artistas famosos.
Assim como em todas as épocas, as comunidades cristãs necessitam fazer uma auto-crítica de seus princípios e envidar esforços para retornar a simplicidade e verdade do Evangelho. Quando isto não acontece as comunidades vão morrendo e a fé torna-se apenas uma oratória. Portanto, neste mês que comemoramos a Reforma, devemos nos lembrar de Lutero e tantos outros que viveram a fé para a sua geração. Não desejamos voltar a Época Medieval, mas sim aos princípios de vida do Evangelho simples e sinceros. Jamais deixemos que a Fé seja sinônimo de troca e discurso. Precisamos hoje de homens e mulheres que como Lutero tiveram a coragem para mudar e sinceridade para manifestar a fé em todas as áreas de suas vidas.
AH! QUE SAUDADE DE LUTERO!
segunda-feira, 3 de outubro de 2022
Tu me guais com teu Conselho e depois me recebes na glória
Tu me guias com teu conselho, e depois me recebes na glória. (Salmo 73.24)
Há um ano estava a chorar copiosamente. O Senhor levara meu pai, o Seu Raul. Partiu em silêncio, sentado num banquinho. Fechou seus olhos e expirou. Pensaram que estava desmaiado. Foi morar com Deus.
Muitos pensamentos povoaram minha mente e meu coração. A distância e a impossibillidade de viajar para seu funeral aumentou a dor e a saudade. Hoje ainda dói a sua ausência. Talvez porque ainda penso que ele está em casa a trabalhar em sua oficina. Mas Deus que é riquíssimo em compaixão vai amenizando a falta da conversa e da presença.
Acredito que o Salmo 73.24 pode ser um retrato daquilo que foi o Seu Raul. Na versão original grega diz: "Tu me conduzes pela mão a ensinar-me". Cristo ensinou várias coisas ao meu pai. Foram experiências, as mais dolorosas e as frustrações com pessoas que estimava, mas guardava todas elas no seu coração. Falava muito pouco de suas dores. Mas enfim, o Senhor o recebeu na glória.
Não por mim, nem pelas minhas certezas tão duvidosas, mas a palavra de Deus afirma, que Deus nos recebe na glória. No original é "me acolhes na glória". Se Deus nos conduzir aqui, com toda segurança ele nos acolherá em Sua glória.
A nossa vida ao lado de Cristo não é cheia de vitórias. O Salmista escritor estava a passar por uma crise existencial de identidade extremamente violenta. Dúvidas brotavam em seu coração, principalmente acerca dos que viviam na impiedade e a prosperidade deles. Até que um Dia, ele entrou "no santuário de Deus".
O templo fez toda a diferença. É na adoração e na contemplação que podemos conhecer mais o Senhor e quais são seus planos para nós. Deus se revelou ao Salmista. Ele entrou no templo e adorou, percebeu o fim dos ímpios e aceitou a compaixão de Deus em sua vida.
"Senhor, levas-me ao templo para adorar-te. Estás em meu coração e por tua graça sou um 'templinho do Senhor', onde teu Espírito habita. Concedes-me conhecer-te mais e mais até o Dia que Tu me recebas na glória".
Covilhã, 27/01/2022
Ressurreição e Missão
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