sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

SE QUERES A PAZ, PREPARA-TE PARA A GUERRA!


O ser humano perdeu a noção do que seja liberdade. No país, símbolo das máximas libertárias, as palavras "Liberté", "Egualité", "Fraternité"  tem se deteriorado em ruídos de uma história que passou. A liberdade tem se transformado em libertinagem, a igualdade em preconceito e a fraternidade em desrespeito. Por outro lado, o movimento islâmico que anuncia submissão a Alah, tem se transformado num empreendimento violento e cada dia é revelado pelos seus agentes, os mais fundamentalistas. 

Na verdade, nosso mundo é o reflexo de nossas almas, quando, simplesmente, em nome da liberdade ofendemos nosso semelhante, desrespeitamos a liberdade de consciência revelando o quanto desumanos somos. A filosofia ateísta e agnóstica europeia e estaduninense que pratica o desrespeito é absurdamente monstruosa e mata tanto quanto os terroristas islâmicos.

Por isso, Nosso Senhor veio não apenas para assumir a reconstrução de nossa humanidade como também para reconciliar pessoas, povos e nações. Ao afirmar a máxima do amor, Cristo define que amar a Deus é também ao mesmo tempo, amar o semelhante. E aqui, amar subentende-se toda a virtude que transforma o ser des-humano em humano em sua plenitude. Portanto, nossa sociedade somente encontrará a paz (sinônimo de ordem e ausência de conflito), quando tão somente cada ser des-humano experimentar um encontro interior com o Deus-Humano e for transformado, não de fora para dentro, mas, de dentro para fora, a partir da fé pessoal.

O mote: “se quiseres a paz, prepara-te para a guerra”, foi desconstruído na Cruz do Calvário. Na cruz, Deus nos ensina que Ele mesmo, rompeu os céus e desceu para dar o primeiro passo na conquista do ser des-humano a fim de que eles fossem humanizados plenamente recebendo a boa-notícia: “Deus é amor”! E essa paz começa em todo relacionamento, seja conjugal, familiar, social, religioso e político.

O mundo ainda há de ver muito sangue sendo derramado. Alguns por conhecerem o amor de Deus oferecerão suas próprias vidas, outros, por usarem o nome de Deus como justificativa para seus atos egoístas e ainda outros por não compreenderem o que realmente significa liberdade. “Se vocês permanecerem na minha palavra, são verdadeiramente meus discípulos, e conhecerão a verdade, e a verdade os libertará". João 8:31,32

sábado, 10 de janeiro de 2015

HUMILDADE: A GLÓRIA DA CRIATURA



A vida que Deus entregou é concedida não de uma vez, mas a cada momento, continuamente, pela operação incessante de Seu grandioso poder. A humildade, o lugar da plena dependência de Deus, é, pela própria natureza das coisas, a primeira obrigação e a virtude mais elevada da criatura, e a raiz de toda virtude. O orgulho, ou a perda dessa humildade, então, é a raiz de todo pecado e mal. Foi quando a serpente exalou o veneno do seu orgulho, o desejo de ser como Deus, no coração de nossos primeiros pais, que eles também caíram da sua posição elevada para toda a desgraça na qual o homem está, agora, afundado. 

Por isso, nossa redenção tem de ser a restauração da humildade perdida, o relacionamento original e o verdadeiro relacionamento da criatura com seu Deus. E, portanto, Jesus veio trazer a humildade de volta à terra, fazer-nos participantes dessa humildade e, por ela, nos salvar. Nos céus, Ele se humilhou para tornar-se homem. Sua humildade deu à Sua morte o valor que ela hoje tem e, então, se tornou nossa redenção. E agora a salvação que Ele concede é uma comunicação de Sua própria vida e morte, Sua própria disposição e espírito, Sua própria humildade. Jesus Cristo tomou o lugar e cumpriu o destino do homem, como uma criatura, por Sua vida de perfeita humildade. Sua humildade é nossa salvação. Sua salvação é nossa humildade. Com minúscula no original, não se referindo ao Espírito Santo, mas usada como sinônimo de disposição. 

Todo o relacionamento do ser humano com Deus tem de ser marcado por uma humildade que a tudo permeia. Sem isso, não se pode permanecer verdadeiramente na presença de Deus ou experimentar do Seu favor e o poder do Seu Espírito; sem isso não há fé, ou amor, ou regozijo ou força permanentes. A humildade é o único solo no qual a graça enraíza-se; a falta de humildade é a suficiente explicação de todo defeito e fracasso. A humildade não é apenas uma graça ou virtude como outras; ela é a raiz de todas, pois somente ela toma a atitude correta diante de Deus, e permite que Ele faça tudo. 

O chamado para a humildade tem sido muito pouco considerado na Igreja porque sua verdadeira natureza e importância têm sido muito pouco compreendidas. Humildade não é algo que apresentamos para Deus ou que Ele concede; é simplesmente o senso do completo nada-ser. Na vida dos cristãos sérios, aqueles que buscam e professam a santidade, a humildade tem de ser a marca principal de sua retidão. É frequentemente dito que isso não é assim. Não poderia ser uma razão para isso o fato de que, no ensinamento e exemplo da Igreja, a humildade nunca teve o lugar de suprema importância que lhe pertence? E que isso, por sua vez, é devido à negligência desta verdade: que, forte como é o pecado como um motivo para humildade, há uma influência mais ampla e mais poderosa, a qual faz os anjos, a qual fez Jesus, a qual faz o mais santo dos santos nos céus tão humildes: que a primeira e principal marca do relacionamento da criatura, o segredo de sua bem-aventurança, é a humildade e o nada-ser que permitem que Deus seja tudo? 

Portanto, essa humildade não é algo que virá por si mesma, mas deve ser feita o objeto de especial desejo, e oração, e fé e prática. Vamos estudar o caráter de Cristo até nossa alma estar cheia de amor e admiração por Sua humildade. E vamos crer que, quando temos a percepção de nosso orgulho e de nossa impotência para expulsá-lo, o próprio Jesus Cristo virá para dar essa graça também como parte de Sua maravilhosa vida dentro de nós.

Adaptado de Andrew Murray

Ressurreição e Missão

“Então o lobo morará com o cordeiro” (Isaias 11.6)  Há uma crença equivocada na Doutrina da Ressurreição. Entre os cristãos atuais tra...