“Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas, e as traz para fora. E, quando tira para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas o seguem, porque conhecem a sua voz”. (João 10.2-4)
Na metáfora que Jesus faz do pastor e suas ovelhas, há um porteiro que administra o curral destas. Para que as ovelhas saiam dele é necessário que o porteiro, que vê o Pastor chegar, abra a porta e assim permita que elas saiam para junto dEle. O porteiro pode ser identificado como a igreja visível, guardiã deste curral. A ela, cabe abrir a porta. A igreja é o Corpo de Cristo, dotada de dons e ministérios e capacitada pelo Espírito Santo. Ela deve estar consciente em obedecer o Pastor.
Mas abrir a porta do curral não é uma tarefa simples. Parece, mas não é, porque na maioria das vezes, o porteiro, que é a Igreja, pode pensar que o curral pertence a ele, bem como as ovelhas. E ele deve discernir quem é aquele que vem chegando, se é o verdadeiro Pastor ou o mercenário.
As ovelhas não pertencem ao porteiro, elas são do Pastor. Abrir a porta do
curral a um mercenário que parece com o Pastor significa entregá-las ao engano e à morte. Os mercenários são caracterizados pelo falso ensino, à ideologia política e pelo consumismo da fé. O mercenário e o falso pastor usam os milagres e
pregam como se fossem o Pastor, que já possui uma promessa a estes que procuram usá-las com o objetivo de satisfazer o egoísmo e alimentar avareza, para obterem lucro.
Abrir a porta do curral é permitir que elas possam descansar em pastos verdejantes junto de seu Pastor (Salmo 23). Um dos serviços mais importantes da igreja e especialmente de seus líderes é distinguir o Pastor do ladrão. A
igreja, que é o porteiro, tem a tarefa de ser uma facilitadora para que outros se encontrem com Jesus de Nazaré.
Portanto, abrir a porta é vencer o desejo da
aparência, da exposição e da vaidade que tende obscurecer a visão da igreja confundindo o mercenário com o Pastor, sentindo-se proprietária eclesiástica das ovelhas. Se nós soubermos fazer o serviço de modo fiel,
cumprir-se-á a profecia que diz: “haverá um só rebanho e um só pastor”.