sexta-feira, 30 de novembro de 2018

A FESTA DO DEUS ENCARNADO

Jesus foi colocado no útero de Maria pelo Espírito Santo, na manjedoura de Belém por Maria, na cruz pelos soldados romanos e no sepulcro por José de Arimatéa e Nicodemos. Entre o primeiro evento e o último transcorreram-se cerca de 34 anos. Sucessivamente, o útero ficou vazio, a manjedoura ficou vazia, a cruz ficou vazia e o sepulcro ficou vazio.

No primeiro Natal, diz C. S. Lewis, Deus desembarcou de forma mascarada neste mundo ocupado pelo inimigo, dando início a uma espécie de sociedade secreta para minar o Diabo. Nós fazemos parte dessa sociedade secreta, mas não fechada, que é a Igreja Invisível. Quando o tempo da graça se esgotar, acrescenta Lewis, Deus acabará invadindo a história e, quando isso acontecer, será o fim do mundo. 

Essas palavras de C.S. Lewis são revolucionárias. Se pelo menos percebéssemos que na história os Pais da Igreja idealizaram uma data para que todos celebrassem a encarnação de Deus, a história seria diferente. A religião cristã é a única neste mundo que faz frente a todas as outras porque o Deus dos cristãos se fez carne, se tornou gente, se assemelhou a sua própria imagem como a que criou no Princípio. Só por isso a mensagem do Natal seria um fenômeno. Como bem diz Isaias, o profeta, Deus desceu (Is 64.1), ele habitou entre nós, significando que Deus que transcende a tudo e a todos não é o ser impessoal das mais variadas religiões.

Se Deus não tivesse feito carne, como ele em Cristo é, jamais todo plano de salvação poderia ser concluído. Uma das grandes verdades é que Deus assumiu nossa natureza, mas sem pecado, sendo para sempre Deus pleno e Homem pleno para toda a eternidade. Ele, Cristo, o Deus encarnado foi o único a ser nosso substituto na cruz, morrer como um crminoso, levando sobre si toda a condenação que seria direcionada para nós. 

Quando começamos a celebrar o Natal, não há sentido algum se não houver em nossa celebração esta afirmação de fé e de crença. Quando não há esta certeza de que o Deus todo poderoso se fez gente, o Natal é um vazio e uma mecanização cultural sem o menor sentido.

De facto,  Nosso Senhor, sendo filho e ao mesmo tempo Deus, salvou a sua imagem e semelhança que havia se perdido e se autodesconstruído. Nós que anadávamos desgarrados como ovelhas viemos para perto de DEus por meio de nosso Senhor. A encarnaçao, portanto inaugura a Era da Graça. Graça que revela para a humanidade  o verdadeiro Deus e verdadeiro Homem não só nascido, vivido, morto mas sobretudo ressuscitado. 

A mensagem do Natal é: Ele veio a primeira vez, mas vai voltar uma segunda vez. Que enquanto estejamos a celebrar, a palavra Maranatah ecoe também de nossos corações. Eis a festa do Deus encarnado, que pode sendo o protagonista da história nos permite festejar sem qualquer acessório ou elemento coadjuvante neste 25 de dezembro. 

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