“...se o meu povo, que se
chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se desviar
dos seus maus caminhos, então eu ouvirei do céu, e perdoarei os seus pecados, e
sararei a sua terra”.
(II Cronicas 7.14).
O contexto histórico nos lembra da consagração do
templo de Jerusalém na época de Salomão. A arca é instalada no novo templo (5.1-14),
Salomão fala ao povo e ora a Deus (6.1-4), a glória de Deus é manifestada (7.1-3),
o povo oferece ação de graças (7.4-11) e então Deus fala com Salomão (7.12-22).
Ele vê toda a dedicação do povo e então se propõe a fazer uma aliança
com Salomão e com Seu o povo. Jaweh se baseia em condições que levariam o
povo a uma vida justa. A mesma relação e o mesmo princípio existem para a sociedade
nos dias de hoje. Quais as condições de Deus??
1. Quebrantamento ao invés de vaidade. “... se o meu povo,
se humilhar...” A construção do templo traria orgulho nacional no futuro (Jr
7.4-7), mas o quebrantamento do povo seria o caminho para produzir a atenção de
Deus (Sl 138.6). O quebrantamento mexe com o coração de Deus (Sl 51.17). O
caminho para a cura de nossos problemas passa pelo quebrantamento.
2. Oração ao invés de ativismo. “... e orar...”. O
povo de Israel estava absorvido pelas atividades da própria religião em si. Cumpriram
os mandamentos na dedicação do novo Templo, oferecendo a Deus quatorze dias de
festa, 22 mil bois e 120 mil ovelhas. Mas Deus propõe o caminho da oração. A
oração elimina a correria e acalma o coração. Centraliza nossos focos e gera a
presença de Deus (Is 58.9ª). A oração que revela o quanto somos sinceros e humanos
(Jr 29.13).
3. Consagração
ao invés de nominalismo religioso. “... e me buscar...”
O povo de Israel poderia cumprir as ordenanças do Senhor, porém sem nenhum
resultado que atingisse a alma, o seu interior. Buscar aqui dá a ideia de
continuidade, de perseverança e compromisso (vv19,20). Consagração é a
recomendação do próprio Senhor Jesus (Mt 6.33). Precisamos aprender a estar
dentro destes “até quês” de Deus (Os 10.12).
4. Conversão ao invés de secularismo. “... e se
converter dos seus maus caminhos...” A conversão verdadeira gera misericórdia
que muda todas as coisas (2 Cr 30.9). O Secularismo entre os filhos de Deus se manifesta na ética, na prática política e nos ideias de justiça social. Quando a igreja esquece ou confunde estes princípios, o mundo iníquo já entrou nela. Ela traz refrigério espiritual e mental (At
3.19).