sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Um Místico Urbano
Tomás de Aquino (1225-1274) foi um homem interessante e intrigante. Apesar de ter nascido numa rica família, optou, em certo momento de sua vida, por ser um pobre frade. Por ter um corpo grande, desajeitado e lento, ganhou o apelido de "boi burro". Quando seus colegas assim o chamavam, não poderiam imaginar estar diante daquele que seria considerado um dos teólogos mais geniais da história do cristianismo, cuja voz iria atravessar os tempos.
Imagine ter um "Mac" em um mundo dominado pelo "PC" (Windows)... Pois assim foi Aquino, um sistemático pensador aristotélico em um ambiente teológico imerso no platonismo. Ele foi um severo crítico do subjetivismo platônico, por entender que os teólogos influenciados por este pensamento caíam num transcendentalismo desconectado da realidade. Por isso, foi a mosca que pousou na sopa de tais teólogos místicos, influenciados por um pensar mais aberto ao sobrenatural. Fez sua teologia a partir do lado esquerdo do cérebro, de onde nascem os atributos da razão, e por ela buscou “explicar” Deus. Sua Suma Teológica tornou-se o primeiro tratado de teologia sistemática do Ocidente, uma tentativa de sintetizar em volumes os múltiplos e infindáveis tópicos teológicos.
Mas aqui reside um mistério: propositadamente, ele deixou sua Suma Teológica inacabada. Seu amigo Reginaldo ficou preocupado quando observou que Aquino parou de trabalhar na sua obra-prima. Instado a continuar, Aquino respondeu que não poderia mais escrever. Diante da insistência do amigo, o teólogo abre o coração e diz: “Eu não posso mais escrever, porque tenho visto coisas que fazem todos os meus escritos serem como palhas”. E assim foi. Aquino não mais escreveu depois de ter tido uma experiência mística com Deus durante uma celebração, que o fez baixar a pena em uma atitude de humilde adoração. No leito de morte, este grande filósofo e teólogo, pai da teologia natural e um dia antagonista da teologia mística, pede para ouvir a leitura bíblica do Cântico dos Cânticos.
Afinal, qual foi a experiência mística que levou Aquino a considerar tudo quanto tinha escrito e que constitui um dos principais pilares da teologia ocidental “como palha”? Tentar descobrir é profanar com uma curiosidade racional a santidade de uma experiência única; mas reporto-me a esta experiência de Aquino porque ela mexe o meu mundo interior, despertando sonhos antigos. Pois eu tenho um sonho de me tornar um místico! Sim, eu gostaria de organizar a minha vida em torno do mistério de Deus. A mística é considerada na tradição espiritual cristã uma “ciência” mais elevada, pois é uma forma de conhecer Deus como fruto da experiência com ele, e não do acúmulo de informações frias sobre a sua pessoa.
Equivocadamente, pensa-se que uma experiência mística é o eclipse da razão, um suicídio intelectual em nome do indescritível. Nada mais errôneo para com a mística cristã. Um místico não é um louco, ou alguém intelectualmente preguiçoso e limitado, mas alguém que crê por ter experimentado encontros com Deus não explicados puramente pela razão e nem totalmente descritos com palavras. É uma forma de conhecer a Deus “no dizer de Teófilo” a sabedoria escondida e secreta de Deus, na qual, sem ruído de palavras e ajuda de algum sentido corporal nem espiritual, como no silêncio e quietude da noite, obscura a todos os sentidos naturais; ensina Deus a alma, no oculto e no secreto, sem que esta saiba como está sendo ensinada.
Eu tenho um sonho de influenciar uma geração de estudantes de teologia e de jovens pastores a se tornarem místicos. Queria poder dizer-lhes que o ano de estudo teológico não podem sequestrar sua devocionalidade. Gostaria de alertá-los de que a Igreja contemporânea tem uma necessidade urgente de místicos intelectualmente sólidos, teologicamente saudáveis, e não de oradores que produzem discursos dominicais vazios por não nascerem do encontro com o Deus vivo. Sonho poder inspirá-los a refundarem a mística protestante, deturpada pela onda neopentecostal. Sonho poder falar-lhes de liderança, não a partir de modelos puramente técnicos advindos do mundo corporativo, mas sim de uma liderança com base na mística capaz de fazer de homens e mulheres de Deus verdadeiros sábios espirituais.
Sobre isso, reproduzo o que recentemente alguém me contou. Um pastor famoso e cultuado, destes que exportam o seu estilo de vida e modelo ministerial, viajava ao lado de uma pessoa. Tão ocupado estava com o seu computador, fazendo freneticamente mil coisas, que sequer olhou para quem estava na outra poltrona. Foi então que a pessoa perguntou o que ele fazia; ante a resposta, o interlocutor fortuito questionou: “Por que será que quando sento ao lado de um pastor, tenho sempre a impressão de estar com um homem de negócios, mas quando sento com um monge budista, parece que estou junto a um homem de Deus” ?
Eu tenho um sonho de libertar a palavra discipulado da prisão reducionista à qual nós a pusemos. O discípulo de Jesus é um místico que sobe o monte da transfiguração com ele e desce de novo para expulsar os demônios do vale. Fazer discípulos não é colocar pessoas na escola dominical, ensinando-as um corpo de doutrinas frias e dando-lhes um código de conduta moral pessoal sem qualquer conexão com o mundo dentro do qual se vive. Sonho em transformar minha igreja em um centro de formação espiritual, dentro da qual são gestados místicos preocupados com a transformação da sociedade. Então, tenho o sonho de ser um místico urbano. Não quero ir para o mosteiro, mas desejo trazer para minha realidade pós-moderna os maravilhosos princípios da espiritualidade monástica. Sonho viver aquilo que Bonhoeffer disse: “Somente um novo monasticismo pode salvar a Igreja atual”. Quero ser este novo monge, que usa celular, assiste televisão e comunica-se por e-mail, mas cultiva o silêncio e a contemplação no meio do barulhento inferno urbano.
Eduardo Carlos Pereira
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
ENTRE O MONTE DA TRANFIGURAÇÃO E O VALE DOS ENDEMONINHADOS
O mundo muda em questão de segundos. O sistema social que vivemos imprime cada vez mais forte um estilo de vida monstruoso. O diagnóstico mais comentado de mortes por Infarto é o stress. Vivemos dentro de uma jaula social, comendo-nos e sendo comidos. Cada vez mais as cidades de porte médio estão se tornando metrópoles e as metrópoles estão cada vez mais se fazendo um aglomerado de gente. A zona rural está se transformando em cidades-fantasma.
No meio disso tudo vive a igreja. A maioria dos fiéis tende a buscar refúgio em seus guetos. Outros estão buscando viver sua fé longe deles, pois estes bolsões evangélicos já não correspondem e respondem às suas necessidades pessoais. A igreja da prosperidade cada vez mais está caindo no ridículo e virando uma panacéia. Não há respostas concretas para problema concretos. A igreja deste século não consegue responder as inquietações por que se secularizou, se dessacralizou e violou um dos maiores bens que o Espírito Santo deixou: a Sacramentalidade.
Quanto mais longe ela viver dos mistérios divinos e mais separada do paradoxo divino-humano, menos poderá responder aos descaminhos da sociedade. A igreja precisa transitar entre o monte da transfiguração e o vale dos endemoninhados. O problema é que ela se enclausurou no vale e esqueceu o monte. “É necessário uma IGREJA que olhe com cuidado para a rede de pobreza extrema nacional” (J.H.Barro). A igreja está preocupada com as migalhas de Copas de Futebol e Olimpíadas Esportivas, vive sempre à reboque do que vai a Sociedade e não consegue viver na vanguarda por que não subiu ao Monte da Contemplação. A igreja quer viver isolada no meio dos problemas sociais tentando remediá-los com princípios paleativos empresariais.
Cada vez mais começam a existir os crentes “sem-igreja”. Nas palavras de J.H. Barro “O sagrado que permeava a vida das pessoas, influenciando-as no seu dia-a-dia, vai sendo superado por outras formas racionalistas de encarar a realidade. Um dos efeitos da secularização pode ser a privatização da religião e suas instituições, que, pela variedade de valores que oferecem ao consumidor, faz surgir o que se chama de religião invisível”. A igreja precisa acordar para esse gigante chamado secularização”.
Os jovens quando não buscam uma “fé sem a igreja”, estão buscando uma “igreja sem fé”, somente motivados por encontros de sociabilização com “cara de culto”. Cresce a categoria de “crentes sem religião”, que valorizam a fé, mas não se vinculam a uma igreja. Enquanto a igreja continuar se alimentando da secularização, adaptando seus cultos a programas de Sociedades Filantrópicas, a fazer de seus pastores “executivos’ bem sucedidos e os seus Seminários com jeito de Universidade, não haverá solução do Espírito Santo.
A Igreja necessita voltar para a Sacramentalidade, a contemplação do Sagrado, aos símbolos de fé, sem querer dissecar Deus e Santíssima Trindade, precisa falar menos e a orar mais. Enquanto isso as pedras clamam, os samaritanos indesejáveis aparecem, os “pagãos” escrevem livros de auto-ajuda com cara de espiritualidade sem terem lido um só dos mandamentos da Bíblia. Até quando a igreja vai querer viver um cristianismo sem cruz e sem sacramento?
Como bem afirma J.H.Barro: “as Conferências Missionárias não têm mais um caráter reflexivo, mas lucrativo. Apela-se para os resorts, os hotéis, a comida, e a Conferência torna-se um pano de fundo”. Queremos ser como as empresas, não somente na forma mas no espírito também. Precisamos de uma nova Reforma Religiosa. Não de constituições ou de confissões, mas de culto, de devoção, de contemplação. Por que quanto mais de Deus contemplarmos, mais eficaz será a nossa missão no vale dos endemoninhados.
No meio disso tudo vive a igreja. A maioria dos fiéis tende a buscar refúgio em seus guetos. Outros estão buscando viver sua fé longe deles, pois estes bolsões evangélicos já não correspondem e respondem às suas necessidades pessoais. A igreja da prosperidade cada vez mais está caindo no ridículo e virando uma panacéia. Não há respostas concretas para problema concretos. A igreja deste século não consegue responder as inquietações por que se secularizou, se dessacralizou e violou um dos maiores bens que o Espírito Santo deixou: a Sacramentalidade.
Quanto mais longe ela viver dos mistérios divinos e mais separada do paradoxo divino-humano, menos poderá responder aos descaminhos da sociedade. A igreja precisa transitar entre o monte da transfiguração e o vale dos endemoninhados. O problema é que ela se enclausurou no vale e esqueceu o monte. “É necessário uma IGREJA que olhe com cuidado para a rede de pobreza extrema nacional” (J.H.Barro). A igreja está preocupada com as migalhas de Copas de Futebol e Olimpíadas Esportivas, vive sempre à reboque do que vai a Sociedade e não consegue viver na vanguarda por que não subiu ao Monte da Contemplação. A igreja quer viver isolada no meio dos problemas sociais tentando remediá-los com princípios paleativos empresariais.
Cada vez mais começam a existir os crentes “sem-igreja”. Nas palavras de J.H. Barro “O sagrado que permeava a vida das pessoas, influenciando-as no seu dia-a-dia, vai sendo superado por outras formas racionalistas de encarar a realidade. Um dos efeitos da secularização pode ser a privatização da religião e suas instituições, que, pela variedade de valores que oferecem ao consumidor, faz surgir o que se chama de religião invisível”. A igreja precisa acordar para esse gigante chamado secularização”.
Os jovens quando não buscam uma “fé sem a igreja”, estão buscando uma “igreja sem fé”, somente motivados por encontros de sociabilização com “cara de culto”. Cresce a categoria de “crentes sem religião”, que valorizam a fé, mas não se vinculam a uma igreja. Enquanto a igreja continuar se alimentando da secularização, adaptando seus cultos a programas de Sociedades Filantrópicas, a fazer de seus pastores “executivos’ bem sucedidos e os seus Seminários com jeito de Universidade, não haverá solução do Espírito Santo.
A Igreja necessita voltar para a Sacramentalidade, a contemplação do Sagrado, aos símbolos de fé, sem querer dissecar Deus e Santíssima Trindade, precisa falar menos e a orar mais. Enquanto isso as pedras clamam, os samaritanos indesejáveis aparecem, os “pagãos” escrevem livros de auto-ajuda com cara de espiritualidade sem terem lido um só dos mandamentos da Bíblia. Até quando a igreja vai querer viver um cristianismo sem cruz e sem sacramento?
Como bem afirma J.H.Barro: “as Conferências Missionárias não têm mais um caráter reflexivo, mas lucrativo. Apela-se para os resorts, os hotéis, a comida, e a Conferência torna-se um pano de fundo”. Queremos ser como as empresas, não somente na forma mas no espírito também. Precisamos de uma nova Reforma Religiosa. Não de constituições ou de confissões, mas de culto, de devoção, de contemplação. Por que quanto mais de Deus contemplarmos, mais eficaz será a nossa missão no vale dos endemoninhados.
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
UM TRIBUTO A MEU PAI
Esta pastoral tem um sentido muito especial para mim. Sempre é mais fácil lermos e escrevermos sobre a figura da mãe. Muitos são os poemas que lemos sobre a mãe, sinômino de docilidade, de carinho, de amor. Poucas são as vezes que encontramos um poeta descrevendo sobre a figura do pai. Até porque em nossa cultura a figura do pai nem sempre é a imagem daquele que sempre está presente na vida, na educação e no convívio dos filhos.
Nem todos temos uma imagem tão positiva da imagem do pai quanto temos da mãe. Mas porque não tirarmos este dia para agradecer a Deus pelo nosso pai. Lembro-me de José, o pai “emprestado” de Jesus, Nosso Senhor. Nos evangelhos não temos muitas citações de José. Maria aparece muito mais, não somente neles, mas na tradição histórica também. Mas ao pensar em José, em sua passagem rápida pelo evangelho de Mateus, não podemos abrir mão de lembrarmos que ele colocou “sua cabeça em jogo” diante da sociedade e recebeu Maria e seu filho Jesus, pondo em dúvida sua reputação, pois assumir uma jovem grávida sem que esta tivesse sido antes casada, era alvo de críticas e difamação. Mas lá foi José, assumindo os riscos, porque o que estava contando era muito mais que palavras e rotulações, era a vida de um Menino que cumpriria uma missão de dar a vida a humanidade e restaurar o Universo. José foi um pai e tanto.
Hoje lembro-me de meu pai. Depois que minha mãe faleceu ainda jovem com apenas 34 anos de idade, eu e minha irmã precisávamos ser cuidados. Imagino sua luta interior. Trabalhava de manhã até a noite, os três expedientes. Sempre chegava depois das vinte e duas horas. Ele precisava prover o alimento, a educação e a saúde para nós. A verdade é que quase nunca o víamos, ele sempre estava trabalhando. É como me lembro de meu pai. Ele sempre estava trabalhando e ainda hoje trabalha em sua oficina. É verdade que quando queríamos que estivesse conosco, estava quase sempre ocupado. Mas para que? Para nos dar o que hoje temos com muita gratidão: a saúde, o trabalho, a educação, o conhecimento. Sem contar que recebi dele também a vocação pois tanto ele como minha mãe foram professores. Assim como ambos, sou educador. Recebi seu DNA e hoje não poderia trocar por outra profissão, pois vocação se recebe de Deus pela via ordinária dos pais.
Dele também recebi o caráter. Não dá para negar, Seu Raul é um homem íntegro, sincero e verdadeiro. Se há valores maiores que isso eu desconheço. Pois não consigo deixar de ser o que sou, assim como ele também é. Mas não somente isso, Seu Raul é um homem de fé e de confiança em Deus. Ele e minha mãe me legaram esta grande bênção. Poder confiar em Deus não é coisa de vitrine, faz parte da vida simples, que se experimenta no dia-a-dia, na vivência no mistério de Cristo.
Hoje, rendo a Deus um tributo, pela vida de meu pai. Mesmo distante dele desde o dia que saí de casa na Rua Cinco em Rio Claro para residir em Recife, fazer a vida, formar família e trabalhar como ele sempre fêz. Hoje embora distante fisicamente, me sinto tão perto dele, porque não estamos ligados pelo toque e pelo abraço mas pelo amor, pelo sentimento e pela alma. Além disso, hoje recebi uma grande notícia, o tumor que nasceu em seu corpo que podia ser maligno, foi detectado benigno. Louvei a Deus com o âmago de minha alma. Deus ouviu nossas orações. Sei que ainda terei meu pai, “perto” de mim por mais algum tempo até que possamos juntos nos encontrar com minha mãe, naquele dia quando Cristo renovar todas as coisas.
Seu Raul, sou grato a Deus pela sua vida, sou hoje, o que você foi para mim ontem. Deus te abençoe!
Rev. Luiz Augusto
Nem todos temos uma imagem tão positiva da imagem do pai quanto temos da mãe. Mas porque não tirarmos este dia para agradecer a Deus pelo nosso pai. Lembro-me de José, o pai “emprestado” de Jesus, Nosso Senhor. Nos evangelhos não temos muitas citações de José. Maria aparece muito mais, não somente neles, mas na tradição histórica também. Mas ao pensar em José, em sua passagem rápida pelo evangelho de Mateus, não podemos abrir mão de lembrarmos que ele colocou “sua cabeça em jogo” diante da sociedade e recebeu Maria e seu filho Jesus, pondo em dúvida sua reputação, pois assumir uma jovem grávida sem que esta tivesse sido antes casada, era alvo de críticas e difamação. Mas lá foi José, assumindo os riscos, porque o que estava contando era muito mais que palavras e rotulações, era a vida de um Menino que cumpriria uma missão de dar a vida a humanidade e restaurar o Universo. José foi um pai e tanto.
Hoje lembro-me de meu pai. Depois que minha mãe faleceu ainda jovem com apenas 34 anos de idade, eu e minha irmã precisávamos ser cuidados. Imagino sua luta interior. Trabalhava de manhã até a noite, os três expedientes. Sempre chegava depois das vinte e duas horas. Ele precisava prover o alimento, a educação e a saúde para nós. A verdade é que quase nunca o víamos, ele sempre estava trabalhando. É como me lembro de meu pai. Ele sempre estava trabalhando e ainda hoje trabalha em sua oficina. É verdade que quando queríamos que estivesse conosco, estava quase sempre ocupado. Mas para que? Para nos dar o que hoje temos com muita gratidão: a saúde, o trabalho, a educação, o conhecimento. Sem contar que recebi dele também a vocação pois tanto ele como minha mãe foram professores. Assim como ambos, sou educador. Recebi seu DNA e hoje não poderia trocar por outra profissão, pois vocação se recebe de Deus pela via ordinária dos pais.
Dele também recebi o caráter. Não dá para negar, Seu Raul é um homem íntegro, sincero e verdadeiro. Se há valores maiores que isso eu desconheço. Pois não consigo deixar de ser o que sou, assim como ele também é. Mas não somente isso, Seu Raul é um homem de fé e de confiança em Deus. Ele e minha mãe me legaram esta grande bênção. Poder confiar em Deus não é coisa de vitrine, faz parte da vida simples, que se experimenta no dia-a-dia, na vivência no mistério de Cristo.
Hoje, rendo a Deus um tributo, pela vida de meu pai. Mesmo distante dele desde o dia que saí de casa na Rua Cinco em Rio Claro para residir em Recife, fazer a vida, formar família e trabalhar como ele sempre fêz. Hoje embora distante fisicamente, me sinto tão perto dele, porque não estamos ligados pelo toque e pelo abraço mas pelo amor, pelo sentimento e pela alma. Além disso, hoje recebi uma grande notícia, o tumor que nasceu em seu corpo que podia ser maligno, foi detectado benigno. Louvei a Deus com o âmago de minha alma. Deus ouviu nossas orações. Sei que ainda terei meu pai, “perto” de mim por mais algum tempo até que possamos juntos nos encontrar com minha mãe, naquele dia quando Cristo renovar todas as coisas.
Seu Raul, sou grato a Deus pela sua vida, sou hoje, o que você foi para mim ontem. Deus te abençoe!
Rev. Luiz Augusto
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
UMA CRISE DE OBEDIÊNCIA
A finalidade da fé salvadora é levar toda pessoa a obediência, isto é, praticar obras de justiça. O apóstolo Paulo já afirmava aos Romanos que a fé produz a obediência (1:5). Nosso Senhor Jesus sempre vinculava a fé e as obras. Ao enfatizar a necessidade de crer, também mostrava que as obras eram o meio pelo qual a fé se tornava viva. Não havia fé sem obediência e não havia obediência sem a fé. Este era o princípio fundamental para todo e qualquer discípulo.
Quando olhamos os mandamentos de Paulo para as comunidades do Novo Testamento, o princípio de obediência está claro. Não pode haver um cristão que não esteja pronto a obedecer, a servir, a amar e aprender a se sujeitar ao outro. Na comunidade dos discípulos não havia democracia, os apóstolos que possuíam a função de orientar, pastorear, conduzir as comunidades deveriam então, devido a este princípio, ser respeitados e levados em grande consideração. (Hb 13.7).
Mas hoje em dia, parece que este princípio tem sido descartado devido a algumas razões históricas e contextuais. A primeira razão é histórica. Somos reflexo de um movimento filosófico na Europa a partir do século XVII que deu ao ser humano poder para julgar tudo segundo a sua própria consciência. Este movimento foi o conhecido Iluminismo. Promovia a luz interior. Cada pessoa poderia encontrar a verdade que procurava dentro de si e cada um era suficiente capaz para exercer controle sobre as coisas e julgar a todos. A consciência era “intocável”. Assim as hierarquias começaram a ser questionadas e dinamitadas. Embora sociologicamente este movimento foi positivo, espiritualmente foi uma derrota.
Depois de tantos anos, no pós-modernismo, não apenas não queremos que ninguém cuide de nossa vida como também nem Deus pode mandar em nós. Aqueles que são colocados na função de Guias e Orientadores não possuem a autoridade de disciplinar a nossa vida. Podemos amar aquele que não vemos (Deus) e odiar aquele que vemos (o semelhante). Podemos até ser obedientes a Deus, mas jamais aos homens. Somos conduzidos mais pela noção de sociedade do que pela noção de Corpo de Cristo. Não conseguimos sequer nos submeter àqueles que foram ordenados para tal e logo saímos com a premissa: “Quero os meus direitos”!
Se oramos por avivamento, devemos aprender o princípio da obediência. Discípulos e crentes cheios de fé, são homens e mulheres que buscam viver na terra os princípios eternos. Quando Deus não responde nossas orações com um “não”, quais os concílios superiores que vamos buscar? Quando alguém investido de autoridade não corresponde a nossa noção pessoal de justiça, a quem vamos recorrer? Mudaremos de emprego? De igreja? De Colégio? De Faculdade? É melhor então, cairmos fora do discipulado antes que seja tarde.
“Tenham cuidado com a maneira como vocês vivem; que não seja como insensatos, mas como sábios, aproveitando ao máximo cada oportunidade, porque os dias são maus. Portanto, não sejam insensatos, mas procurem compreender qual é a vontade do Senhor. Não se embriaguem com vinho, que leva à libertinagem, mas deixem-se encher pelo Espírito, falando entre si com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor, dando graças constantemente a Deus Pai por todas as coisas, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-se uns aos outros, por temor a Cristo. (Ef 5.13-21
domingo, 31 de julho de 2011
Jerusalém, Jerusalém, que apredejas os profetas.
Como é difícil aprender a arte da obediência. Por milênios, Israel recebeu de Deus os seus mensageiros. Eram profetas e profetizas, mulheres e homens que por causa do chamado de Javé encarnavam uma única mensagem: "Aprendam o que significa, misericóridoa quero e não culto". Ou entre outras: "O obedecer é mais importante para Deus do que cultuar". Mas como esta categoria de profetas era castigada. Todos ou quase todos eram perseguidos pelos reis e pelo povo, apedrejados e mortos. Tudo porque o coração do povo era lento em obedecer a mensagem de Deus.
Hoje, muitos pastores e mestres também passam pela mesma situação. Quando as comunidades desejam um pastor, o chamam, fazem uma festa de inauguração, mas com o tempo se voltam contra ele ou mesmo o tratam com indiferença, pois são lentos em obedecer. Desejam na verdade um "executivo" e quando suas palavras parecem duras, buscam tirá-lo de sua função e buscar outro que seja mais adaptável aos seus costumes e princípios.
O problema do homem, seja o crente evangélico ou o homem sem qualquer noção de religiosidade evangélica revelam o mesmo coração. O que estes corações reproduzem, é o mesmo que a nação de Israel revelava quando tentavam criar um motim para tirar Moisés de sua função. Não desejam obedecer, não querem obedecer, não querem ser disciplinados e não desejam a disciplina. Rejeitam tanto a Palavra quanto o mensageiro da Palavra.
O resultado é trágico. Jesus, ao olhar para a Cidade de Jerusalém, profere uma palavra: "Eis que haverá dias difíceis, pois não reconheceste o tempo de tua visitação". Todas as vezes que o homem rejeita seus mensageiros, rejeitam ao Senhor e a sua Palavra. Por isso há comunidades inteiras vivendo como "bebês" espirituais, se dividem e se amotinam, porque seus corações apenas desejam mensageiros que falem palavras que produzam sons acalorados e ternos, pois obedecer é muito complicado. Submeter-se a homens jamais, somente a Deus, dizem. Mas não compreendem que a verdade é carregada por estes servos, que embora frágeis são o recipiente da Palavra da Vida.
Hoje, muitos pastores e mestres também passam pela mesma situação. Quando as comunidades desejam um pastor, o chamam, fazem uma festa de inauguração, mas com o tempo se voltam contra ele ou mesmo o tratam com indiferença, pois são lentos em obedecer. Desejam na verdade um "executivo" e quando suas palavras parecem duras, buscam tirá-lo de sua função e buscar outro que seja mais adaptável aos seus costumes e princípios.
O problema do homem, seja o crente evangélico ou o homem sem qualquer noção de religiosidade evangélica revelam o mesmo coração. O que estes corações reproduzem, é o mesmo que a nação de Israel revelava quando tentavam criar um motim para tirar Moisés de sua função. Não desejam obedecer, não querem obedecer, não querem ser disciplinados e não desejam a disciplina. Rejeitam tanto a Palavra quanto o mensageiro da Palavra.
O resultado é trágico. Jesus, ao olhar para a Cidade de Jerusalém, profere uma palavra: "Eis que haverá dias difíceis, pois não reconheceste o tempo de tua visitação". Todas as vezes que o homem rejeita seus mensageiros, rejeitam ao Senhor e a sua Palavra. Por isso há comunidades inteiras vivendo como "bebês" espirituais, se dividem e se amotinam, porque seus corações apenas desejam mensageiros que falem palavras que produzam sons acalorados e ternos, pois obedecer é muito complicado. Submeter-se a homens jamais, somente a Deus, dizem. Mas não compreendem que a verdade é carregada por estes servos, que embora frágeis são o recipiente da Palavra da Vida.
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Vox Dei e Missio Dei
Buscando fontes do Cristianismo Oriental, a missão e oração estão tão conectadas e interligadas que os Monges Russos compreendem que ao se preparar para sua tarefa, "ele se retira do meio dos homens, afasta-se do seu ruído, das suas palavras, das suas críticas e do meio dos seus louvores e aceita a disciplina, crucificando sua carne e aniquilando sua 'vontade própria egoísta' pela obediência. A oração e o pensamento de Deus preparam sua alma para receber a graça. Ele se cala durante longo tempo. Mas chega o dia em que sente a necessidade interior de falar, de agir abertamente, como afirma Seraphim de Sarov, para a glória de Deus".
A missão jamais deve prescindir a oração. A oração significa o silêncio da alma em Deus. A busca pela sua vontade e a compreensão de seu querer. Na verdade, a missão é a consequência da oração. Oração que não se faz num momento, mas que se torna contínua e perseverante, pois seu propósito não é fazer Deus responder as nossas inquietações e problemas mas sim de, nas inquietações encontramo-nos com Deus, a fim de que possamos ajudar-nos uns aos outros por meio de nossa missão.
Assim não somente abrimos a boca cheia da graça de Cristo, como ensinamos com nossa boca fechada. Não porque deixamos de falar, mas sim porque nos permitimos comunicar por meio do silêncio do coração.
A missão então, torna-se de fato a "missio Dei" (missão de Deus).
A missão jamais deve prescindir a oração. A oração significa o silêncio da alma em Deus. A busca pela sua vontade e a compreensão de seu querer. Na verdade, a missão é a consequência da oração. Oração que não se faz num momento, mas que se torna contínua e perseverante, pois seu propósito não é fazer Deus responder as nossas inquietações e problemas mas sim de, nas inquietações encontramo-nos com Deus, a fim de que possamos ajudar-nos uns aos outros por meio de nossa missão.
Assim não somente abrimos a boca cheia da graça de Cristo, como ensinamos com nossa boca fechada. Não porque deixamos de falar, mas sim porque nos permitimos comunicar por meio do silêncio do coração.
A missão então, torna-se de fato a "missio Dei" (missão de Deus).
sexta-feira, 6 de maio de 2011
O verdadeiro modelo de maternidade!
Nestes últimos tempos temos visto manchetes como: “MÃE JOGA FILHO RECÉM-NASCIDO EM QUINTAL DE CASA” ou “MÃE JOGA FILHA NA CAÇAMBA NO LIXO” e “MULHER ATIRA O FILHO DE TRÊS MESES CONTRA O PORTÃO DA CASA” e também “MÃE JOGA FILHA DE OITO MESES DE SEXTO ANDAR DE PRÉDIO EM CURITIBA”.
Depois de ficar perplexo com essas manchetes, concluí que a vida que já não valia mais nada pois se mata por qualquer motivo, agora vemos as mães modernas assassinando seus próprios filhos. Isso significa que o ser humano chegou à sua condição mais monstruosa e bestial.
A Bíblia revela na história dois momentos quando a vida de filhos é posta em jogo diante da maternidade. O primeiro exemplo é positivo, o de Salomão que sabiamente ao ver duas mulheres brigando por uma mesma criança, assume uma postura de mandar cortá-la ao meio a fim de que se revelasse a verdadeira mãe o que no mesmo momento a verdadeira mãe suplica ao rei que deixasse a criança viver mesmo que fosse entregue a sua adversária. O outro exemplo, negativo, mais terrível, foi o de duas mães que diante da fome extrema, tomam a decisão de cozinhar os seus filhos a fim de que elas matassem a sua própria fome. A primeira cozinha seu filhinho, come e dá de comer a outra e logo depois, no momento para sacrificar o outro filho da outra mãe, esta o esconde.
Estas situações, ao olhar humano moderno, são exemplos de monstruosidade primitiva que na verdade, jamais se igualam a banalização da vida que encontramos em nosso mundo e por incrível que pareça em nosso Brasil.
Mas diante da desumanidade de tantas mães que matam, abandonam seus rebentos em latas de lixo, há também o sacrifício de milhares de crianças que jamais chegam a ver a luz da vida e mesmo no útero materno já são cortadas e sugadas para que as ex-futuras mães sejam satisfeitas em suas necessidades egoístas. A estas, o próprio governo federal tem lançado um Programa de Direitos Humanos que antagonicamente vai de encontro ao princípio de proteger a vida desde o útero em detrimento de dar as mulheres o poder sobre seus próprios corpos.
Diante desta desumanidade, somente podemos buscar nas Escrituras o resgate da verdadeira maternidade neste dia que é considerado “Dia das Mães”. Maria, a Mãe do Senhor foi e continuará sendo o maior exemplo de maternidade. Ela enquanto adolescente ao tomar ciência de que seria a Mãe de Jesus, poderia muito bem dizer “não” ou mesmo sufocar o plano divino logo de início. Mas Maria é a mãe que em troca da alegria que lhe estava proposta, assumiu engravidar e ser mãe sendo uma adolescente que na época seria passível da excomunhão e até mesmo da morte, mesmo sem estar casada oficialmente com José.
É Maria aquela que pagará caro por ser a mãe de um Filho que já possuía uma sentença de morte. Mas é a mesma mãe que está junto ao Filho num coxo de feno no seu nascimento. É a mãe que acompanha, que vivencia, que se alegra e que está ao lado do Filho mesmo quando debaixo de chicotadas e açoites o acompanha e sofre com Ele a maior dor, de pagar por um crime que não cometera e permanecer ao pé da Cruz até seu último suspiro.
Neste dia das mães nos lembremos de Maria, que sendo Mãe do Filho de Deus soube perseverar no sofrimento porque sabia quem era este Filho que havia sido gerado dentro de seu ventre, que O havia amamentado e o feito ser o que foi. Que haveria de redimir não somente pessoas mas a todo Universo.
Hoje necessitamos olhar para Maria e dela aprendermos a ver a vida como a maior dádiva de Deus, recobrando a esperança pois se o próprio Deus quis se fazer gente, a vida humana é tão singular quanto a própria vida de Deus.
Que as mães de todo mundo lutem e continuem lutando para que a vida humana se perpetue, mesmo diante da miséria, do engano, da dor e da incompreensão deste sistema que oprime e escraviza.
Hoje mais do que no passado, necessitamos de verdadeiras mães que não apenas gerem seus filhos mas que caminhem com eles na alegria ou na dor, nas vitórias e nas provações diante de um mundo desordenado, caótico e confuso que valoriza mais o prazer, a luxúria e o consumismo.
Parabéns mães, pelo seu dia!
Depois de ficar perplexo com essas manchetes, concluí que a vida que já não valia mais nada pois se mata por qualquer motivo, agora vemos as mães modernas assassinando seus próprios filhos. Isso significa que o ser humano chegou à sua condição mais monstruosa e bestial.
A Bíblia revela na história dois momentos quando a vida de filhos é posta em jogo diante da maternidade. O primeiro exemplo é positivo, o de Salomão que sabiamente ao ver duas mulheres brigando por uma mesma criança, assume uma postura de mandar cortá-la ao meio a fim de que se revelasse a verdadeira mãe o que no mesmo momento a verdadeira mãe suplica ao rei que deixasse a criança viver mesmo que fosse entregue a sua adversária. O outro exemplo, negativo, mais terrível, foi o de duas mães que diante da fome extrema, tomam a decisão de cozinhar os seus filhos a fim de que elas matassem a sua própria fome. A primeira cozinha seu filhinho, come e dá de comer a outra e logo depois, no momento para sacrificar o outro filho da outra mãe, esta o esconde.
Estas situações, ao olhar humano moderno, são exemplos de monstruosidade primitiva que na verdade, jamais se igualam a banalização da vida que encontramos em nosso mundo e por incrível que pareça em nosso Brasil.
Mas diante da desumanidade de tantas mães que matam, abandonam seus rebentos em latas de lixo, há também o sacrifício de milhares de crianças que jamais chegam a ver a luz da vida e mesmo no útero materno já são cortadas e sugadas para que as ex-futuras mães sejam satisfeitas em suas necessidades egoístas. A estas, o próprio governo federal tem lançado um Programa de Direitos Humanos que antagonicamente vai de encontro ao princípio de proteger a vida desde o útero em detrimento de dar as mulheres o poder sobre seus próprios corpos.
Diante desta desumanidade, somente podemos buscar nas Escrituras o resgate da verdadeira maternidade neste dia que é considerado “Dia das Mães”. Maria, a Mãe do Senhor foi e continuará sendo o maior exemplo de maternidade. Ela enquanto adolescente ao tomar ciência de que seria a Mãe de Jesus, poderia muito bem dizer “não” ou mesmo sufocar o plano divino logo de início. Mas Maria é a mãe que em troca da alegria que lhe estava proposta, assumiu engravidar e ser mãe sendo uma adolescente que na época seria passível da excomunhão e até mesmo da morte, mesmo sem estar casada oficialmente com José.
É Maria aquela que pagará caro por ser a mãe de um Filho que já possuía uma sentença de morte. Mas é a mesma mãe que está junto ao Filho num coxo de feno no seu nascimento. É a mãe que acompanha, que vivencia, que se alegra e que está ao lado do Filho mesmo quando debaixo de chicotadas e açoites o acompanha e sofre com Ele a maior dor, de pagar por um crime que não cometera e permanecer ao pé da Cruz até seu último suspiro.
Neste dia das mães nos lembremos de Maria, que sendo Mãe do Filho de Deus soube perseverar no sofrimento porque sabia quem era este Filho que havia sido gerado dentro de seu ventre, que O havia amamentado e o feito ser o que foi. Que haveria de redimir não somente pessoas mas a todo Universo.
Hoje necessitamos olhar para Maria e dela aprendermos a ver a vida como a maior dádiva de Deus, recobrando a esperança pois se o próprio Deus quis se fazer gente, a vida humana é tão singular quanto a própria vida de Deus.
Que as mães de todo mundo lutem e continuem lutando para que a vida humana se perpetue, mesmo diante da miséria, do engano, da dor e da incompreensão deste sistema que oprime e escraviza.
Hoje mais do que no passado, necessitamos de verdadeiras mães que não apenas gerem seus filhos mas que caminhem com eles na alegria ou na dor, nas vitórias e nas provações diante de um mundo desordenado, caótico e confuso que valoriza mais o prazer, a luxúria e o consumismo.
Parabéns mães, pelo seu dia!
domingo, 24 de abril de 2011
O QUE É A PÁSCOA DE CRISTO? Lucas 24.1-12; 36-49; I Co 15.20.
“Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias* dentre aqueles que dormiram”.
Muitos possuem uma compreensão acerca da Páscoa totalmente fora dos parâmetros bíblicos. Para o verdadeiro cristão, comemorar a Páscoa de Cristo é algo que vai além da ênfase do comércio dos últimos dias. A verdadeira Páscoa traz uma nova mensagem ao coração de todas as pessoas, porque a morte não é fim de tudo. A ressurreição de Jesus traz nova vida restaurada e eterna diante de Cristo. Após o sofrimento vem a fé na certeza de que o mundo haverá de passar por uma total transformação abrindo para nós ‘novos céus e nova terra’.
Hoje celebramos com alegria mais uma Páscoa, a ressurreição de Cristo e para tanto é essencial que façamos uma reflexão sobre o verdadeiro significado da Páscoa Cristã.
1. Em primeiro lugar a Páscoa é o complemento da salvação eterna. (Lc 24.7, 44). Notem que o texto bíblico em Lucas nos revela que, quando as mulheres foram ao sepulcro ainda cedinho, como nos diz o texto, em alta madrugada, para embalsamar o corpo de Jesus, (é bom lembrar que elas somente foram no Domingo, porque guardavam o Sábado) encontraram não somente a pedra do sepulcro removida como também dois homens de vestidos resplandecentes. Em outros evangelhos, encontramos o relato que eram dois anjos. A pergunta feita pelos dois varões foi uma pergunta já revestida da resposta: Vejamos os versículos 5 e 6: "Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? 6 Ele não está aqui! Ressuscitou!” e mais, vejamos o versículo 7 que diz: ''É necessário que o Filho do homem seja entregue às mãos de homens pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia'. O Dr. David Bosch diz: “Para os discípulos a experiência da Páscoa foi fundamental. Eles interpretaram a cruz como o fim do mundo velho e a ressurreição de Jesus como a inauguração de um novo tempo” .
Assim, não há morte sem a ressurreição, não há cruz sem renovação, não há sofrimento sem a esperança de uma nova terra. Os discípulos se esqueceram completamente das palavras de Cristo. Vejamos o que nos diz I João 3.8: “para isto se manifestou o Filho de Deus para desfazer as obras do diabo”. O propósito da morte e ressurreição não é apenas promover os salvos a um lugar celestial. Isto é apenas parte da salvação. A salvação se completa quando Cristo ressuscita, abrindo a oportunidade de trazer não somente a eternidade, mas uma nova vida, em uma nova terra, resgatando a condição de Adão e Eva antes de pecarem. Vejamos o que diz: Romanos 4.25 : “Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação”. Os crentes são justificados na completa obra de Cristo e assim podem viver eternamente com seus corpos ressuscitados.
2. Em segundo lugar, a Páscoa é o conteúdo da verdadeira pregação da igreja (Lc 24.47, 49). A pregação das boas novas se compõe de duas partes. Vejamos o texto de Lucas 24.47 e 49: e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto".
A pregação a todas as nações deveria consistir de duas partes. A ressurreição e a comissão. A nota de triunfo e a nota de desafio. Cristo morreu, mas ressuscitou. Agora vamos pregar essa verdade. O mundo foi redimido. A partir daí, muita coisa mudou. O Dr. David Bosch mais uma vez afirma: “É por causa da Páscoa que nossos evangelhos foram escritos, sem a páscoa eles não fazem sentido algum. Ainda mais particularmente eles foram escritos a partir de uma perspectiva da ressurreição. O calor dessa experiência permeia todos os evangelhos. É precisamente a fé pascal que capacita a comunidade cristã primitiva a ver a prática de Jesus em um foco específico, isto é, o critério para entender sua própria situação e seu chamado a pregar. Somente nos fundamentos da Páscoa que a história de Jesus tem um futuro” .
Porque então proclamarmos? Por que há um céu nos esperando. Essa resposta é parcial. Não somente, mas há com certeza uma nova terra para que vivamos eternamente para Sua glória.
3. Em terceiro lugar é o prenúncio da consumação de todas as coisas. (I Co 15.20) Vejamos novamente o que nos diz I Co 15.20: “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram” . A ressurreição de Cristo é o pontapé inicial para que a morte seja plenamente vencida. A viver nesse mundo cheio de violência, insegurança, guerra, homicídios, traições, e todo tipo de mal, seria realmente uma tragédia total. Mas a Palavra de Deus afirma categoricamente. Há esperança. Há uma nova vida quando esse mundo passar, haverá outro sem as consequências do pecado.
Apocalipse afirma que haverá novos céus e nova terra. Pedro nos diz I Pe 1.3-9: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, conforme a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 4 para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou perder seu valor, guardada nos céus para vocês 5 que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até a vinda da salvação prestes a ser revelada no último tempo. 6 Nisto vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, tenham de ser entristecidos por todo tipo de provação, 7 para que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, seja comprovada como genuína e resulte em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado. 8 Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, crêem nele e exultam com uma alegria indizível e gloriosa, 9 pois vocês estão alcançando o alvo da sua fé, a salvação das suas almas.
Agora devemos concluir fazendo algumas aplicações:
1. A sua convicção acerca da Páscoa lhe traz um renovo espiritual? Devemos fazer uma auto reflexão sobre a morte e ressurreição de Cristo.
2. Qual é o conteúdo de minha fé. Esse conteúdo me faz envolver-me por inteiro num minitério para que a Grande Comissão se cumpra através de nós?
3. O que mais lhe tem afetado, os pensamentos do alto ou ou pensamentos aqui da terra como nos diz Colossenses 3.1?
É hora de rever conceitos, decisões tomadas e abrir-se para a nova esperança, uma nova vida, um novo tempo, mas desta vez ressurretos também, redivivos também, vivendo eternamente em uma nova terra, preparada por Jesus Nosso Senhor e Salvador.
Que a Páscoa de Cristo seja a nossa maior motivação para tudo o que fazemos e falamos. Que seja assim. Amém.
Muitos possuem uma compreensão acerca da Páscoa totalmente fora dos parâmetros bíblicos. Para o verdadeiro cristão, comemorar a Páscoa de Cristo é algo que vai além da ênfase do comércio dos últimos dias. A verdadeira Páscoa traz uma nova mensagem ao coração de todas as pessoas, porque a morte não é fim de tudo. A ressurreição de Jesus traz nova vida restaurada e eterna diante de Cristo. Após o sofrimento vem a fé na certeza de que o mundo haverá de passar por uma total transformação abrindo para nós ‘novos céus e nova terra’.
Hoje celebramos com alegria mais uma Páscoa, a ressurreição de Cristo e para tanto é essencial que façamos uma reflexão sobre o verdadeiro significado da Páscoa Cristã.
1. Em primeiro lugar a Páscoa é o complemento da salvação eterna. (Lc 24.7, 44). Notem que o texto bíblico em Lucas nos revela que, quando as mulheres foram ao sepulcro ainda cedinho, como nos diz o texto, em alta madrugada, para embalsamar o corpo de Jesus, (é bom lembrar que elas somente foram no Domingo, porque guardavam o Sábado) encontraram não somente a pedra do sepulcro removida como também dois homens de vestidos resplandecentes. Em outros evangelhos, encontramos o relato que eram dois anjos. A pergunta feita pelos dois varões foi uma pergunta já revestida da resposta: Vejamos os versículos 5 e 6: "Por que vocês estão procurando entre os mortos aquele que vive? 6 Ele não está aqui! Ressuscitou!” e mais, vejamos o versículo 7 que diz: ''É necessário que o Filho do homem seja entregue às mãos de homens pecadores, seja crucificado e ressuscite no terceiro dia'. O Dr. David Bosch diz: “Para os discípulos a experiência da Páscoa foi fundamental. Eles interpretaram a cruz como o fim do mundo velho e a ressurreição de Jesus como a inauguração de um novo tempo” .
Assim, não há morte sem a ressurreição, não há cruz sem renovação, não há sofrimento sem a esperança de uma nova terra. Os discípulos se esqueceram completamente das palavras de Cristo. Vejamos o que nos diz I João 3.8: “para isto se manifestou o Filho de Deus para desfazer as obras do diabo”. O propósito da morte e ressurreição não é apenas promover os salvos a um lugar celestial. Isto é apenas parte da salvação. A salvação se completa quando Cristo ressuscita, abrindo a oportunidade de trazer não somente a eternidade, mas uma nova vida, em uma nova terra, resgatando a condição de Adão e Eva antes de pecarem. Vejamos o que diz: Romanos 4.25 : “Ele foi entregue à morte por nossos pecados e ressuscitado para nossa justificação”. Os crentes são justificados na completa obra de Cristo e assim podem viver eternamente com seus corpos ressuscitados.
2. Em segundo lugar, a Páscoa é o conteúdo da verdadeira pregação da igreja (Lc 24.47, 49). A pregação das boas novas se compõe de duas partes. Vejamos o texto de Lucas 24.47 e 49: e que em seu nome seria pregado o arrependimento para perdão de pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Eu lhes envio a promessa de meu Pai; mas fiquem na cidade até serem revestidos do poder do alto".
A pregação a todas as nações deveria consistir de duas partes. A ressurreição e a comissão. A nota de triunfo e a nota de desafio. Cristo morreu, mas ressuscitou. Agora vamos pregar essa verdade. O mundo foi redimido. A partir daí, muita coisa mudou. O Dr. David Bosch mais uma vez afirma: “É por causa da Páscoa que nossos evangelhos foram escritos, sem a páscoa eles não fazem sentido algum. Ainda mais particularmente eles foram escritos a partir de uma perspectiva da ressurreição. O calor dessa experiência permeia todos os evangelhos. É precisamente a fé pascal que capacita a comunidade cristã primitiva a ver a prática de Jesus em um foco específico, isto é, o critério para entender sua própria situação e seu chamado a pregar. Somente nos fundamentos da Páscoa que a história de Jesus tem um futuro” .
Porque então proclamarmos? Por que há um céu nos esperando. Essa resposta é parcial. Não somente, mas há com certeza uma nova terra para que vivamos eternamente para Sua glória.
3. Em terceiro lugar é o prenúncio da consumação de todas as coisas. (I Co 15.20) Vejamos novamente o que nos diz I Co 15.20: “Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo as primícias dentre aqueles que dormiram” . A ressurreição de Cristo é o pontapé inicial para que a morte seja plenamente vencida. A viver nesse mundo cheio de violência, insegurança, guerra, homicídios, traições, e todo tipo de mal, seria realmente uma tragédia total. Mas a Palavra de Deus afirma categoricamente. Há esperança. Há uma nova vida quando esse mundo passar, haverá outro sem as consequências do pecado.
Apocalipse afirma que haverá novos céus e nova terra. Pedro nos diz I Pe 1.3-9: Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo que, conforme a sua grande misericórdia, nos regenerou para uma esperança viva, por meio da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, 4 para uma herança que jamais poderá perecer, macular-se ou perder seu valor, guardada nos céus para vocês 5 que, mediante a fé, são protegidos pelo poder de Deus até a vinda da salvação prestes a ser revelada no último tempo. 6 Nisto vocês exultam, ainda que agora, por um pouco de tempo, tenham de ser entristecidos por todo tipo de provação, 7 para que a fé que vocês têm, muito mais valiosa do que o ouro que perece, mesmo que refinado pelo fogo, seja comprovada como genuína e resulte em louvor, glória e honra, quando Jesus Cristo for revelado. 8 Mesmo não o tendo visto, vocês o amam; e apesar de não o verem agora, crêem nele e exultam com uma alegria indizível e gloriosa, 9 pois vocês estão alcançando o alvo da sua fé, a salvação das suas almas.
Agora devemos concluir fazendo algumas aplicações:
1. A sua convicção acerca da Páscoa lhe traz um renovo espiritual? Devemos fazer uma auto reflexão sobre a morte e ressurreição de Cristo.
2. Qual é o conteúdo de minha fé. Esse conteúdo me faz envolver-me por inteiro num minitério para que a Grande Comissão se cumpra através de nós?
3. O que mais lhe tem afetado, os pensamentos do alto ou ou pensamentos aqui da terra como nos diz Colossenses 3.1?
É hora de rever conceitos, decisões tomadas e abrir-se para a nova esperança, uma nova vida, um novo tempo, mas desta vez ressurretos também, redivivos também, vivendo eternamente em uma nova terra, preparada por Jesus Nosso Senhor e Salvador.
Que a Páscoa de Cristo seja a nossa maior motivação para tudo o que fazemos e falamos. Que seja assim. Amém.
sábado, 23 de abril de 2011
Pastores e Lobos
"Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos". Mt 7:15-16
Pastores e lobos têm algo em comum. Ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem.
Pastores cultivam o aprisco; lobos criam armadilhas. Pastores buscam o bem das ovelhas; lobos buscam os bens das ovelhas. Pastores vivem à sombra da cruz; lobos vivem à sombra de holofotes. Pastores choram pelas suas ovelhas; lobos fazem suas ovelhas chorar.
Pastores têm autoridade espiritual; lobos são autoritários e dominadores. Pastores têm esposas participantes; lobos têm mulheres coadjuvantes. Pastores têm fraquezas; lobos são poderosos. Pastores olham nos olhos; lobos contam cabeças. Pastores são ensináveis; lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos; lobos têm admiradores. Pastores vivem o que pregam; lobos pregam o que não vivem. Pastores sabem orar no secreto; lobos só oram em público. Pastores vivem para suas ovelhas; lobos se abastecem das ovelhas. Pastores vão para o púlpito; lobos vão para o palco.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas; lobos se interessam pelo crescimento das ofertas. Pastores alimentam as ovelhas; lobos se alimentam de ovelhas. Pastores buscam a discrição; lobos se autopromovem.
Pastores usam as Escrituras como texto; lobos usam as Escrituras como pretexto. Pastores se comprometem com o projeto do Reino; lobos têm projetos pessoais. Pastores vivem uma fé encarnada; lobos vivem uma fé espiritualizada. Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem independentes de homens; lobos criam ovelhas dependentes deles.
Pastores são simples e comuns; lobos são vaidosos e especiais. Pastores tem dons e talentos; lobos tem cargos e títulos. Pastores dirigem igrejas-comunidades; lobos dirigem igrejas-empresas. Pastores pastoreiam as ovelhas; lobos seduzem as ovelhas.
(adaptado de Osmar Ludovico)
Pastores e lobos têm algo em comum. Ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas. Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem. Isso porque lobos desenvolveram uma astuta técnica de se disfarçar em ovelhas interessadas no cuidado de outras ovelhas. Parecem ovelhas, mas são lobos. Urge a cada um de nós exercitar o discernimento para descobrir quem é quem.
Pastores cultivam o aprisco; lobos criam armadilhas. Pastores buscam o bem das ovelhas; lobos buscam os bens das ovelhas. Pastores vivem à sombra da cruz; lobos vivem à sombra de holofotes. Pastores choram pelas suas ovelhas; lobos fazem suas ovelhas chorar.
Pastores têm autoridade espiritual; lobos são autoritários e dominadores. Pastores têm esposas participantes; lobos têm mulheres coadjuvantes. Pastores têm fraquezas; lobos são poderosos. Pastores olham nos olhos; lobos contam cabeças. Pastores são ensináveis; lobos são donos da verdade.
Pastores têm amigos; lobos têm admiradores. Pastores vivem o que pregam; lobos pregam o que não vivem. Pastores sabem orar no secreto; lobos só oram em público. Pastores vivem para suas ovelhas; lobos se abastecem das ovelhas. Pastores vão para o púlpito; lobos vão para o palco.
Pastores se interessam pelo crescimento das ovelhas; lobos se interessam pelo crescimento das ofertas. Pastores alimentam as ovelhas; lobos se alimentam de ovelhas. Pastores buscam a discrição; lobos se autopromovem.
Pastores usam as Escrituras como texto; lobos usam as Escrituras como pretexto. Pastores se comprometem com o projeto do Reino; lobos têm projetos pessoais. Pastores vivem uma fé encarnada; lobos vivem uma fé espiritualizada. Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem independentes de homens; lobos criam ovelhas dependentes deles.
Pastores são simples e comuns; lobos são vaidosos e especiais. Pastores tem dons e talentos; lobos tem cargos e títulos. Pastores dirigem igrejas-comunidades; lobos dirigem igrejas-empresas. Pastores pastoreiam as ovelhas; lobos seduzem as ovelhas.
(adaptado de Osmar Ludovico)
APRENDENDO A ORAR CORRETO
O apóstolo Paulo nos ensina: "Orai sem cessar" (1 Tes. 5:17). É preciso orar naqueles claros e altos momentos, quando a alma recebe assistência das alturas e direcionando-se ao céu sente necessidade da oração.
É preciso orar em todas as horas de manhã e à noite, mesmo que nos pareça não estarmos dispostos a orar nesse momento. Se não o fizermos, a capacidade de orar se perde, assim como se enferruja uma chave que não é utilizada. Para que a nossa alma se conserve espiritualmente viva, é preciso impor como objetivo, orar regularmente, independentemente de termos ou não vontade de orar. Deve-se começar e acabar qualquer boa atividade com oração. Em relação a isso, um livro de oração é um indispensável companheiro de todas as horas. Os cristãos são chamados a orar todos os dias, de manhã quando se levantam e à noite, antes de dormir.
Além da freqüente oração em casa, existe também a oração na igreja. Sobre ela o Senhor fala o seguinte: "Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu Nome, aí estou Eu no meio deles" (Mateus 18:20). Desde o tempo dos apóstolos, a oração em conjunto mais importante tem sido a Liturgia ou Culto que era realizado na igreja aos domingos onde os crentes com um só coração, louvavam a Deus. Os ofícios em conjunto têm grande força espiritual.
Embora muitos cristãos desejem sinceramente manter uma comunhão pessoal e profunda com Deus, é verdade que ao mesmo tempo em que desejam este estado, também sentem muitas dificuldades em desenvolver um hábito consistente de oração em suas vidas.
Uma vida de oração pessoal consistente começa com uma Regra de Oração ou de “orações pré-estabelecidas” ou “orações litúrgicas” as quais são proferidas diariamente. A oração pessoal vigorosa tem como base um engajamento na oração comunitária (litúrgica). Uma não exclui a outra. Alguém pode perguntar:” É necessário ter uma regra de oração? Não é melhor fazer orações espontâneas do que as pré-estabelecidas? As orações espontâneas tem seu lugar na vida de oração, mas não como ponto de partida.
Sim, é bom ter uma regra de oração devido a nossa fraqueza para que por um lado não nos rendamos à nossa preguiça, e por outro, limitemos o nosso entusiasmo a sua medida adequada. Os maiores praticantes de oração, seguiam uma regra de oração. Eles sempre começavam com orações já existentes, orando os Salmos e se, durante o curso das mesmas, uma oração se sobressaísse, eles deixavam de lado as outras e faziam a tal oração. Se isto é o que os antigos praticantes de oração faziam, porque não começarmos a disciplinar nossa vida de oração também?
(adaptado de A. Mateus)
É preciso orar em todas as horas de manhã e à noite, mesmo que nos pareça não estarmos dispostos a orar nesse momento. Se não o fizermos, a capacidade de orar se perde, assim como se enferruja uma chave que não é utilizada. Para que a nossa alma se conserve espiritualmente viva, é preciso impor como objetivo, orar regularmente, independentemente de termos ou não vontade de orar. Deve-se começar e acabar qualquer boa atividade com oração. Em relação a isso, um livro de oração é um indispensável companheiro de todas as horas. Os cristãos são chamados a orar todos os dias, de manhã quando se levantam e à noite, antes de dormir.
Além da freqüente oração em casa, existe também a oração na igreja. Sobre ela o Senhor fala o seguinte: "Onde estiverem dois ou três reunidos em Meu Nome, aí estou Eu no meio deles" (Mateus 18:20). Desde o tempo dos apóstolos, a oração em conjunto mais importante tem sido a Liturgia ou Culto que era realizado na igreja aos domingos onde os crentes com um só coração, louvavam a Deus. Os ofícios em conjunto têm grande força espiritual.
Embora muitos cristãos desejem sinceramente manter uma comunhão pessoal e profunda com Deus, é verdade que ao mesmo tempo em que desejam este estado, também sentem muitas dificuldades em desenvolver um hábito consistente de oração em suas vidas.
Uma vida de oração pessoal consistente começa com uma Regra de Oração ou de “orações pré-estabelecidas” ou “orações litúrgicas” as quais são proferidas diariamente. A oração pessoal vigorosa tem como base um engajamento na oração comunitária (litúrgica). Uma não exclui a outra. Alguém pode perguntar:” É necessário ter uma regra de oração? Não é melhor fazer orações espontâneas do que as pré-estabelecidas? As orações espontâneas tem seu lugar na vida de oração, mas não como ponto de partida.
Sim, é bom ter uma regra de oração devido a nossa fraqueza para que por um lado não nos rendamos à nossa preguiça, e por outro, limitemos o nosso entusiasmo a sua medida adequada. Os maiores praticantes de oração, seguiam uma regra de oração. Eles sempre começavam com orações já existentes, orando os Salmos e se, durante o curso das mesmas, uma oração se sobressaísse, eles deixavam de lado as outras e faziam a tal oração. Se isto é o que os antigos praticantes de oração faziam, porque não começarmos a disciplinar nossa vida de oração também?
(adaptado de A. Mateus)
Oração: O respiro da alma (III)
O grande mestre da oração é o nosso Salvador. A oração acompanha todos os fatos importantíssimos da Sua vida terrestre. O Senhor ora ao receber o batismo de João (Lucas 3:21); passa uma noite inteira em oração antes da escolha dos apóstolos (Lucas 6:12); ora durante a transfiguração (Lucas 22:41), e ora na cruz. A última palavra do Senhor antes de morrer, foi uma oração (Lucas 23:46).
Um dos discípulos fez-lhe um pedido: “Senhor ensina-nos a orar” (Lucas 11:1). E como resposta a isso, o Senhor deu-lhe uma oração curta no tamanho mas rica no conteúdo, a oração que até hoje reúne todo o mundo cristão é a oração do “Pai Nosso”. Ela nos ensina sobre o quê e em que ordem devemos orar. Direcionando-nos a Deus dizemos “Pai nosso”: consideramo-nos seus filhos e irmãos em relação ao outro, por isso não oramos apenas por nós, mas por todas as pessoas. “Santificado seja o Teu Nome”: pedimos para que o Nome dEle seja sagrado para todos e que todas as pessoas louvem o Nome dEle com suas palavras e atos. “Venha a nós o Teu Reino”: O Reino de Deus começa no interior de cada pessoa, quando a benção de Deus entrando nela a purifica e transfigura o seu mundo interior. Juntamente, a sensação da presença de Deus, reúne todas as pessoas e os anjos numa grande família espiritual, chamada Reino de Deus. Para que o bem se difunda entre as pessoas é preciso pedir: “Seja feita a Tua vontade assim na terra como no Céu”: que tudo no mundo se faça segundo a boa e a mais sábia vontade de Deus e que nós as pessoas, igualmente de bom grado, realizemos a vontade de Deus aqui na terra, como a realizam os anjos no Céu. “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”: Dá-nos hoje, tudo o que é suficiente para a alimentação do nosso corpo, o que acontecerá conosco amanhã nós não sabemos. Necessitamos apenas do pão diário, que é indispensável para manter a nossa existência. “E perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”: estas palavras são explicadas da seguinte forma: “E perdoa-nos os nossos pecados” (Lucas 11:4). Nossos pecados são dívidas, porque ao pecarmos não realizamos o que devemos e nos tornamos devedores perante Deus e as pessoas. Este pedido insinua-nos com uma força especial, a necessidade de perdoar ao próximo todas as ofensas: não perdoando aos outros, não ousamos pedir perdão a Deus pelos nossos pecados, não ousamos orar com as palavras da oração do Senhor. “E não nos deixes cair em tentação”: verificação das nossas forças morais por meio da inclinação para qualquer ato impuro. Aqui, nós pedimos a Deus para nos prevenir da queda, se uma tal prova das nossas forças é inevitável e indispensável. “Mas livra-nos do mal”: de toda a maldade e do seu agente, o diabo. A oração acaba com a certeza na realização daquilo que fora pedido, pois a Deus pertence o Reino eterno, o poder e a glória.
Desse modo, o Pai Nosso reúne em si tudo sobre o que se deve orar, ensina-nos a colocar todas as nossas necessidades na ordem correta. O exemplo de tal oração, deixou-nos o próprio Salvador. Ele orava no jardim de Getsêmani, o seguinte: “Meu Pai, se possível passe de Mim este cálice! Todavia não seja como Eu quero, e, sim, como Tu queres” (Mateus 26:39).
(adaptado de A.Mileant)
Um dos discípulos fez-lhe um pedido: “Senhor ensina-nos a orar” (Lucas 11:1). E como resposta a isso, o Senhor deu-lhe uma oração curta no tamanho mas rica no conteúdo, a oração que até hoje reúne todo o mundo cristão é a oração do “Pai Nosso”. Ela nos ensina sobre o quê e em que ordem devemos orar. Direcionando-nos a Deus dizemos “Pai nosso”: consideramo-nos seus filhos e irmãos em relação ao outro, por isso não oramos apenas por nós, mas por todas as pessoas. “Santificado seja o Teu Nome”: pedimos para que o Nome dEle seja sagrado para todos e que todas as pessoas louvem o Nome dEle com suas palavras e atos. “Venha a nós o Teu Reino”: O Reino de Deus começa no interior de cada pessoa, quando a benção de Deus entrando nela a purifica e transfigura o seu mundo interior. Juntamente, a sensação da presença de Deus, reúne todas as pessoas e os anjos numa grande família espiritual, chamada Reino de Deus. Para que o bem se difunda entre as pessoas é preciso pedir: “Seja feita a Tua vontade assim na terra como no Céu”: que tudo no mundo se faça segundo a boa e a mais sábia vontade de Deus e que nós as pessoas, igualmente de bom grado, realizemos a vontade de Deus aqui na terra, como a realizam os anjos no Céu. “O pão nosso de cada dia dá-nos hoje”: Dá-nos hoje, tudo o que é suficiente para a alimentação do nosso corpo, o que acontecerá conosco amanhã nós não sabemos. Necessitamos apenas do pão diário, que é indispensável para manter a nossa existência. “E perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”: estas palavras são explicadas da seguinte forma: “E perdoa-nos os nossos pecados” (Lucas 11:4). Nossos pecados são dívidas, porque ao pecarmos não realizamos o que devemos e nos tornamos devedores perante Deus e as pessoas. Este pedido insinua-nos com uma força especial, a necessidade de perdoar ao próximo todas as ofensas: não perdoando aos outros, não ousamos pedir perdão a Deus pelos nossos pecados, não ousamos orar com as palavras da oração do Senhor. “E não nos deixes cair em tentação”: verificação das nossas forças morais por meio da inclinação para qualquer ato impuro. Aqui, nós pedimos a Deus para nos prevenir da queda, se uma tal prova das nossas forças é inevitável e indispensável. “Mas livra-nos do mal”: de toda a maldade e do seu agente, o diabo. A oração acaba com a certeza na realização daquilo que fora pedido, pois a Deus pertence o Reino eterno, o poder e a glória.
Desse modo, o Pai Nosso reúne em si tudo sobre o que se deve orar, ensina-nos a colocar todas as nossas necessidades na ordem correta. O exemplo de tal oração, deixou-nos o próprio Salvador. Ele orava no jardim de Getsêmani, o seguinte: “Meu Pai, se possível passe de Mim este cálice! Todavia não seja como Eu quero, e, sim, como Tu queres” (Mateus 26:39).
(adaptado de A.Mileant)
Oração: O respiro da alma (II)
Muitos sabem muito sobre oração, porém não possuem a prática contínua da oração e nem mesmo como orar, isto é, como devemos nos preparar para orar. Antes de começar a orar devemos nos livrar de todas as ocupações e deveres habituais, reunir os pensamentos, como se fechássemos a porta da nossa alma para tudo o que é terrestre e direcionar toda a nossa atenção para Deus.
Estando perante a face de Deus e imaginando vivamente a Sua grandeza, devemos buscar sentir uma profunda consciência da nossa indignidade e fraqueza. "Orando deve-se imaginar toda a criação como nada perante Deus e unicamente Deus-Tudo" (João de Kronstad). Um exemplo de disposição e sentimento da pessoa que ora, o Nosso Senhor apresentou-nos na parábola do publicano que fora perdoado por Deus pela sua humildade, quando dizia: “Senhor, tem misericórdia de mim, pecador”. (Lucas 18:9-14).
Este sentimento e atitude não dá origem ao desânimo nem ao desespero, pelo contrário, se junta com a fé na bondade e onipotência do nosso Pai celeste. Apenas uma oração com fé pode ser ouvida por Deus: "Tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes e será assim convosco" (Marcos 11:24). Aquecida pela fé, a nossa oração torna-se dedicada. Além disso, necessitamos ter em mente a promessa de Jesus Cristo, que devemos orar sempre e não desanimar (Lucas 18:1) quando o Mesmo afirma: "Pedi, e dar-se vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se vos-á" (Mateus 7:7).
As histórias nos Evangelhos da mulher Cananéia que pediu a Cristo cura da sua filha (Mateus 15:21-28), da pobre viúva que conseguiu justiça de um juiz injusto (Lucas 18:2-8), e outros casos semelhantes a estes dão testemunho da grande força da oração. Mesmo que a oração não seja logo atendida, segundo nosso ponto de vista, não devemos desesperar-nos e nem perder o ânimo: Isso é uma prova e não uma recusa. “Por isso Jesus Cristo disse "batei," para mostrar que, mesmo se Ele não abrir logo as portas da Sua misericórdia devemos aguardar com uma clara esperança" (João Crisóstomo).
Como o Senhor é o nosso Pai celeste, somos todos iguais. Ele receberá a nossa oração, tanto quanto tivermos uma disposição verdadeiramente fraternal e benevolente para com as pessoas, quando destruirmos as maldades, inimizades, cobrirmos com o perdão os aborrecimentos e fizermos as pazes com todos: "Quando estiverdes orando se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai celeste perdoe as vossas ofensas" (Marcos 11:25).
(adaptado de A. Mileant)
Estando perante a face de Deus e imaginando vivamente a Sua grandeza, devemos buscar sentir uma profunda consciência da nossa indignidade e fraqueza. "Orando deve-se imaginar toda a criação como nada perante Deus e unicamente Deus-Tudo" (João de Kronstad). Um exemplo de disposição e sentimento da pessoa que ora, o Nosso Senhor apresentou-nos na parábola do publicano que fora perdoado por Deus pela sua humildade, quando dizia: “Senhor, tem misericórdia de mim, pecador”. (Lucas 18:9-14).
Este sentimento e atitude não dá origem ao desânimo nem ao desespero, pelo contrário, se junta com a fé na bondade e onipotência do nosso Pai celeste. Apenas uma oração com fé pode ser ouvida por Deus: "Tudo quanto em oração pedirdes, crede que recebestes e será assim convosco" (Marcos 11:24). Aquecida pela fé, a nossa oração torna-se dedicada. Além disso, necessitamos ter em mente a promessa de Jesus Cristo, que devemos orar sempre e não desanimar (Lucas 18:1) quando o Mesmo afirma: "Pedi, e dar-se vos-á; buscai, e achareis; batei, e abrir-se vos-á" (Mateus 7:7).
As histórias nos Evangelhos da mulher Cananéia que pediu a Cristo cura da sua filha (Mateus 15:21-28), da pobre viúva que conseguiu justiça de um juiz injusto (Lucas 18:2-8), e outros casos semelhantes a estes dão testemunho da grande força da oração. Mesmo que a oração não seja logo atendida, segundo nosso ponto de vista, não devemos desesperar-nos e nem perder o ânimo: Isso é uma prova e não uma recusa. “Por isso Jesus Cristo disse "batei," para mostrar que, mesmo se Ele não abrir logo as portas da Sua misericórdia devemos aguardar com uma clara esperança" (João Crisóstomo).
Como o Senhor é o nosso Pai celeste, somos todos iguais. Ele receberá a nossa oração, tanto quanto tivermos uma disposição verdadeiramente fraternal e benevolente para com as pessoas, quando destruirmos as maldades, inimizades, cobrirmos com o perdão os aborrecimentos e fizermos as pazes com todos: "Quando estiverdes orando se tendes alguma coisa contra alguém, perdoai, para que o vosso Pai celeste perdoe as vossas ofensas" (Marcos 11:25).
(adaptado de A. Mileant)
Oração: O respiro da alma (I)
A alimentação e o descanso são indispensáveis para sustentar sua vida física. A oração é o meio pelo qual somos alimentados espiritualmente por Deus.
Deus ama a Sua criação, ama a cada um de nós e Ele é o nosso Pai celeste. Tal como é natural dos filhos o desejo de ver os seus pais e conversar com eles, assim deve ser natural a vontade de nos comunicar e conversar com Ele, espiritualmente. Esta honrosa conversa da pessoa com Deus chama-se oração. A alma juntando-se com Deus durante a oração, junta-se também com o mundo celestial. Segundo as palavras de João de Kronstad , "a oração é a ligação de ouro da pessoa cristã, peregrina e estrangeira aqui na terra, com o mundo espiritual do qual faz parte, e sobretudo com Deus - a fonte da vida."
A oração é geralmente acompanhada muitas vezes de palavras respeitáveis e de gestos externos: os olhos fechados ou abertos, estar de joelhos ou em pé. Porém, a oração, sobretudo pode se elevar sem palavras e sem outras formas exteriores. Essa é a oração profunda interior que é conhecida pela experiência de muitos cristãos consagrados.
Durante a oração, o cristão expõe perante Deus toda a sua alma: louva a Deus pela Sua altíssima perfeição, agradece pela misericórdia e pede conforme as necessidades. Daí temos os principais três tipos de oração: o louvor, o agradecimento e o pedido.
O Louvor é o mais absoluto e desinteressado tipo de oração. Quanto mais sincera é a pessoa, mais se reflete nele a graça de Deus, e refletindo-se, evoca involuntariamente palavras extasiadas de louvor e glória. Assim, os anjos nos Céus louvam Deus sem cessar com um canto de louvor. "O louvor”, diz Teófano Hermesista, “não é uma fria visão dos atributos ou qualidades de Deus, mas sim um vivo sentimento delas com alegria e admiração”.
O Agradecimento manifesta-se na pessoa pela recepção das bênçãos de Deus. Nasce naturalmente numa alma grata e sensível. Dos dez leprosos que foram curados pelo Salvador, apenas um samaritano voltou para Lhe agradecer (Lucas 17:12-19).
O tipo de oração mais habitual é o Pedido que é revelado na pessoa pela consciência da sua fraqueza e falta de experiência. Devido às paixões, a nossa alma está doente e fraca. Por isso, na oração é indispensável pedir a Deus perdão pelos pecados e ajuda para superar as faltas. Às vezes, o pedido é evocado pela ameaça de algum perigo, alguma necessidade, etc. O pedido é inevitável devido a nossa fraqueza e agrada ao Senhor (Mateus 7:7, João 16:23). Contudo, se a oração têm predominantemente um só caráter de pedido e se a voz de louvor e de agradecimento praticamente não é ouvida, isso indica que o nosso nível de progresso, espiritual e moral está bem baixo.
Os diferentes tipos de oração, frequentemente se juntam entre si. Eis o grande desafio de cada um de nós, pois quanto mais orarmos, mais de Deus conheceremos e mais ainda nossa alma poderá respirar naturalmente.
(Adaptado de A. Mileant)
Deus ama a Sua criação, ama a cada um de nós e Ele é o nosso Pai celeste. Tal como é natural dos filhos o desejo de ver os seus pais e conversar com eles, assim deve ser natural a vontade de nos comunicar e conversar com Ele, espiritualmente. Esta honrosa conversa da pessoa com Deus chama-se oração. A alma juntando-se com Deus durante a oração, junta-se também com o mundo celestial. Segundo as palavras de João de Kronstad , "a oração é a ligação de ouro da pessoa cristã, peregrina e estrangeira aqui na terra, com o mundo espiritual do qual faz parte, e sobretudo com Deus - a fonte da vida."
A oração é geralmente acompanhada muitas vezes de palavras respeitáveis e de gestos externos: os olhos fechados ou abertos, estar de joelhos ou em pé. Porém, a oração, sobretudo pode se elevar sem palavras e sem outras formas exteriores. Essa é a oração profunda interior que é conhecida pela experiência de muitos cristãos consagrados.
Durante a oração, o cristão expõe perante Deus toda a sua alma: louva a Deus pela Sua altíssima perfeição, agradece pela misericórdia e pede conforme as necessidades. Daí temos os principais três tipos de oração: o louvor, o agradecimento e o pedido.
O Louvor é o mais absoluto e desinteressado tipo de oração. Quanto mais sincera é a pessoa, mais se reflete nele a graça de Deus, e refletindo-se, evoca involuntariamente palavras extasiadas de louvor e glória. Assim, os anjos nos Céus louvam Deus sem cessar com um canto de louvor. "O louvor”, diz Teófano Hermesista, “não é uma fria visão dos atributos ou qualidades de Deus, mas sim um vivo sentimento delas com alegria e admiração”.
O Agradecimento manifesta-se na pessoa pela recepção das bênçãos de Deus. Nasce naturalmente numa alma grata e sensível. Dos dez leprosos que foram curados pelo Salvador, apenas um samaritano voltou para Lhe agradecer (Lucas 17:12-19).
O tipo de oração mais habitual é o Pedido que é revelado na pessoa pela consciência da sua fraqueza e falta de experiência. Devido às paixões, a nossa alma está doente e fraca. Por isso, na oração é indispensável pedir a Deus perdão pelos pecados e ajuda para superar as faltas. Às vezes, o pedido é evocado pela ameaça de algum perigo, alguma necessidade, etc. O pedido é inevitável devido a nossa fraqueza e agrada ao Senhor (Mateus 7:7, João 16:23). Contudo, se a oração têm predominantemente um só caráter de pedido e se a voz de louvor e de agradecimento praticamente não é ouvida, isso indica que o nosso nível de progresso, espiritual e moral está bem baixo.
Os diferentes tipos de oração, frequentemente se juntam entre si. Eis o grande desafio de cada um de nós, pois quanto mais orarmos, mais de Deus conheceremos e mais ainda nossa alma poderá respirar naturalmente.
(Adaptado de A. Mileant)
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Uma história de justiça
Havia um homem chamado Joaquim, que habitava na Babilónia.
Tinha desposado uma mulher de nome Susana, filha de Hilquias, muito bela e piedosa para com o Senhor,
pois tinha sido educada pelos pais, que eram justos, de harmonia com a lei de Moisés.
Joaquim era muito rico. Contíguo à sua casa, tinha um pomar; e com frequência se reuniam em casa dele os judeus, pois que entre todos os seus compatriotas gozava de particular consideração.
Tinham sido nomeados juízes, naquele ano, dois anciãos do povo. A eles justamente se aplicava a palavra do Senhor: «A iniquidade veio da Babilónia, de anciãos e juízes, que passavam por dirigir o povo.»
Estas duas personagens frequentavam a casa de Joaquim, onde vinham procurá-los todos os que tinham qualquer contenda.
À hora do meio-dia, quando toda esta gente se tinha retirado, Susana ia passear para o jardim do marido.
Os dois anciãos viam-na todos os dias, por ocasião do passeio, de maneira que a sua paixão se acendeu por ela.
Perderam a justa noção das coisas, afastaram os olhos para não olharem para o céu e não se lembrarem da verdadeira regra de conduta.
Um dia, como de costume, chegou Susana, acompanhada apenas por duas criadas, e preparava-se para tomar banho no jardim, pois fazia calor.
Não havia aí ninguém senão os dois anciãos que, escondidos, a espiavam.
Disse às jovens: «Trazei-me óleo e unguentos e fechai as portas do jardim, para eu tomar banho.»
Logo que elas saíram, os dois homens precipitaram-se para junto de Susana
e disseram-lhe: «As portas do jardim estão fechadas, ninguém nos vê. Nós ardemos de desejo por ti. Aceita e entrega-te a nós.
Se não quiseres, vamos denunciar-te. Diremos que um rapaz estava contigo e que foi por isso mesmo que tu mandaste embora as criadas.»
Susana bradou angustiada: «Estou sujeita a aflições de todos os lados! Se faço isso, é para mim a morte. Se não o faço, nem mesmo assim vos escaparei.
Mas é preferível para mim cair em vossas mãos sem ter feito nada, do que pecar aos olhos do Senhor.»
Susana, então, soltou altos gritos e os dois anciãos gritaram também com ela.
E um deles, correndo para as portas do jardim, abriu-as.
As pessoas da casa, ao ouvirem esta gritaria, precipitaram-se pela porta traseira para ver o que tinha acontecido.
Logo que os anciãos falaram, os criados coraram de vergonha, pois jamais se tinha dito coisa semelhante de Susana.
No dia seguinte, os dois anciãos, dominados pelo desejo criminoso contra a vida de Susana, vieram à reunião que tinha lugar em casa de Joaquim, seu marido.
Disseram diante de toda a gente: «Que se vá procurar Susana, filha de Hilquias, a mulher de Joaquim!» Foram procurá-la.
E veio com os seus pais, os filhos e os membros da sua família.
Choravam todos os seus, assim como todos os que a conheciam.
Os dois anciãos levantaram-se diante de todo o povo e puseram a mão sobre a cabeça de Susana,
enquanto ela, debulhada em lágrimas, mas de coração cheio de confiança no Senhor, olhava para o céu.
Disseram então os anciãos: «Quando passeávamos a sós pelo jardim, entrou ela com duas criadas; e depois de ter fechado as portas, mandou embora as criadas.
Então, um jovem, que estava lá escondido, aproximou-se e pecou com ela.
Encontrávamo-nos a um canto do jardim. Perante semelhante atrevimento, corremos para eles e surpreendemo-los em flagrante delito.
Não pudemos ter mão no rapaz, porque era mais forte do que nós, abriu a porta e escapou-se.
A ela apanhámo-la; mas, quando a interrogámos para saber quem era esse rapaz,
recusou responder-nos. Somos testemunhas disto.» Dando crédito a estes homens, que eram anciãos e juízes do povo, a assembleia condenou Susana à morte.
Esta, então, em altos brados disse: «Deus eterno, que sondas os segredos, que conheces os acontecimentos antes que se dêem,
Tu sabes que proferiram um falso testemunho contra mim. Vou morrer sem ter feito nada daquilo que maldosamente inventaram contra mim.»
Deus ouviu a sua oração.
Quando a conduziam para a morte, o Senhor despertou a alma límpida de um rapazinho, chamado Daniel,
que gritou com voz forte: «Estou inocente da morte dessa mulher!»
Toda a gente se voltou para ele e disse: «Que é que isso quer dizer?»
E, dirigindo--se para o meio deles, afirmou: «Israelitas! Estais loucos, para condenardes uma filha de Israel, sem examinardes nem reconhecerdes a verdade?
Recomeçai o julgamento, porque é um falso testemunho o que estes dois homens declararam contra ela.»
O povo apressou-se a voltar. Os anciãos disseram a Daniel: «Vem, senta-te no meio de nós e esclarece-nos, porque Deus te deu maturidade!»
Bradou Daniel: «Separai-os para longe um do outro e eu os julgarei.»
Separaram-nos. Daniel, então, chamou o primeiro e disse-lhe: «Velho perverso! Eis que se manifestam agora os pecados que cometeste outrora em julgamentos injustos,
ao condenares os inocentes, absolvendo os culpados, quando o Senhor disse: ‘Não farás com que morra o inocente ou o justo.’
Vamos! Se realmente os viste, diz-nos debaixo de que árvore os viste entreterem-se um com o outro.» «Sob um lentisco.» – respondeu.
Retorquiu Daniel: «Pois bem! Aí está a mentira, que pagarás com a tua cabeça. Eis que o anjo do Senhor, conforme a sentença divina, te vai rachar a meio!»
Afastaram o homem, e Daniel mandou vir o outro e disse-lhe: «Tu és um filho de Canaã e não um judeu. Foi a beleza que te seduziu e a paixão que te perverteu.
É assim que sempre tendes procedido com as filhas de Israel, que, por medo, entravam em relação convosco. Uma filha de Judá, porém, não consentiu na vossa perversidade.
Vamos, diz-me: sob que árvore os surpreendeste em atitude de se unirem?» «Sob um carvalho.»
Respondeu Daniel: «Pois bem! Também tu forjaste uma mentira que te vai custar a vida. Eis que o anjo do Senhor, de espada em punho, se dispõe a cortar-te ao meio, para vos aniquilar.»
Logo a multidão deu grandes brados, e bendizia a Deus que salva os que põem nele a sua esperança.
Toda a gente, então, se insurgiu contra os dois anciãos que Daniel tinha convencido de falso testemunho, pelas suas próprias declarações e deu-se-lhes o mesmo tratamento que eles tinham infligido ao seu próximo.
De harmonia com a lei de Moisés, mataram-nos. Deste modo, foi poupada naquele dia uma vida inocente.
Tinha desposado uma mulher de nome Susana, filha de Hilquias, muito bela e piedosa para com o Senhor,
pois tinha sido educada pelos pais, que eram justos, de harmonia com a lei de Moisés.
Joaquim era muito rico. Contíguo à sua casa, tinha um pomar; e com frequência se reuniam em casa dele os judeus, pois que entre todos os seus compatriotas gozava de particular consideração.
Tinham sido nomeados juízes, naquele ano, dois anciãos do povo. A eles justamente se aplicava a palavra do Senhor: «A iniquidade veio da Babilónia, de anciãos e juízes, que passavam por dirigir o povo.»
Estas duas personagens frequentavam a casa de Joaquim, onde vinham procurá-los todos os que tinham qualquer contenda.
À hora do meio-dia, quando toda esta gente se tinha retirado, Susana ia passear para o jardim do marido.
Os dois anciãos viam-na todos os dias, por ocasião do passeio, de maneira que a sua paixão se acendeu por ela.
Perderam a justa noção das coisas, afastaram os olhos para não olharem para o céu e não se lembrarem da verdadeira regra de conduta.
Um dia, como de costume, chegou Susana, acompanhada apenas por duas criadas, e preparava-se para tomar banho no jardim, pois fazia calor.
Não havia aí ninguém senão os dois anciãos que, escondidos, a espiavam.
Disse às jovens: «Trazei-me óleo e unguentos e fechai as portas do jardim, para eu tomar banho.»
Logo que elas saíram, os dois homens precipitaram-se para junto de Susana
e disseram-lhe: «As portas do jardim estão fechadas, ninguém nos vê. Nós ardemos de desejo por ti. Aceita e entrega-te a nós.
Se não quiseres, vamos denunciar-te. Diremos que um rapaz estava contigo e que foi por isso mesmo que tu mandaste embora as criadas.»
Susana bradou angustiada: «Estou sujeita a aflições de todos os lados! Se faço isso, é para mim a morte. Se não o faço, nem mesmo assim vos escaparei.
Mas é preferível para mim cair em vossas mãos sem ter feito nada, do que pecar aos olhos do Senhor.»
Susana, então, soltou altos gritos e os dois anciãos gritaram também com ela.
E um deles, correndo para as portas do jardim, abriu-as.
As pessoas da casa, ao ouvirem esta gritaria, precipitaram-se pela porta traseira para ver o que tinha acontecido.
Logo que os anciãos falaram, os criados coraram de vergonha, pois jamais se tinha dito coisa semelhante de Susana.
No dia seguinte, os dois anciãos, dominados pelo desejo criminoso contra a vida de Susana, vieram à reunião que tinha lugar em casa de Joaquim, seu marido.
Disseram diante de toda a gente: «Que se vá procurar Susana, filha de Hilquias, a mulher de Joaquim!» Foram procurá-la.
E veio com os seus pais, os filhos e os membros da sua família.
Choravam todos os seus, assim como todos os que a conheciam.
Os dois anciãos levantaram-se diante de todo o povo e puseram a mão sobre a cabeça de Susana,
enquanto ela, debulhada em lágrimas, mas de coração cheio de confiança no Senhor, olhava para o céu.
Disseram então os anciãos: «Quando passeávamos a sós pelo jardim, entrou ela com duas criadas; e depois de ter fechado as portas, mandou embora as criadas.
Então, um jovem, que estava lá escondido, aproximou-se e pecou com ela.
Encontrávamo-nos a um canto do jardim. Perante semelhante atrevimento, corremos para eles e surpreendemo-los em flagrante delito.
Não pudemos ter mão no rapaz, porque era mais forte do que nós, abriu a porta e escapou-se.
A ela apanhámo-la; mas, quando a interrogámos para saber quem era esse rapaz,
recusou responder-nos. Somos testemunhas disto.» Dando crédito a estes homens, que eram anciãos e juízes do povo, a assembleia condenou Susana à morte.
Esta, então, em altos brados disse: «Deus eterno, que sondas os segredos, que conheces os acontecimentos antes que se dêem,
Tu sabes que proferiram um falso testemunho contra mim. Vou morrer sem ter feito nada daquilo que maldosamente inventaram contra mim.»
Deus ouviu a sua oração.
Quando a conduziam para a morte, o Senhor despertou a alma límpida de um rapazinho, chamado Daniel,
que gritou com voz forte: «Estou inocente da morte dessa mulher!»
Toda a gente se voltou para ele e disse: «Que é que isso quer dizer?»
E, dirigindo--se para o meio deles, afirmou: «Israelitas! Estais loucos, para condenardes uma filha de Israel, sem examinardes nem reconhecerdes a verdade?
Recomeçai o julgamento, porque é um falso testemunho o que estes dois homens declararam contra ela.»
O povo apressou-se a voltar. Os anciãos disseram a Daniel: «Vem, senta-te no meio de nós e esclarece-nos, porque Deus te deu maturidade!»
Bradou Daniel: «Separai-os para longe um do outro e eu os julgarei.»
Separaram-nos. Daniel, então, chamou o primeiro e disse-lhe: «Velho perverso! Eis que se manifestam agora os pecados que cometeste outrora em julgamentos injustos,
ao condenares os inocentes, absolvendo os culpados, quando o Senhor disse: ‘Não farás com que morra o inocente ou o justo.’
Vamos! Se realmente os viste, diz-nos debaixo de que árvore os viste entreterem-se um com o outro.» «Sob um lentisco.» – respondeu.
Retorquiu Daniel: «Pois bem! Aí está a mentira, que pagarás com a tua cabeça. Eis que o anjo do Senhor, conforme a sentença divina, te vai rachar a meio!»
Afastaram o homem, e Daniel mandou vir o outro e disse-lhe: «Tu és um filho de Canaã e não um judeu. Foi a beleza que te seduziu e a paixão que te perverteu.
É assim que sempre tendes procedido com as filhas de Israel, que, por medo, entravam em relação convosco. Uma filha de Judá, porém, não consentiu na vossa perversidade.
Vamos, diz-me: sob que árvore os surpreendeste em atitude de se unirem?» «Sob um carvalho.»
Respondeu Daniel: «Pois bem! Também tu forjaste uma mentira que te vai custar a vida. Eis que o anjo do Senhor, de espada em punho, se dispõe a cortar-te ao meio, para vos aniquilar.»
Logo a multidão deu grandes brados, e bendizia a Deus que salva os que põem nele a sua esperança.
Toda a gente, então, se insurgiu contra os dois anciãos que Daniel tinha convencido de falso testemunho, pelas suas próprias declarações e deu-se-lhes o mesmo tratamento que eles tinham infligido ao seu próximo.
De harmonia com a lei de Moisés, mataram-nos. Deste modo, foi poupada naquele dia uma vida inocente.
terça-feira, 22 de março de 2011
PASTOR EXECUTIVO, PASTOR EXECUTADO
"...quanto a nós permaneceremos assíduos à oração e ao ministério da Palavra"..." (Atos dos apóstolos 6.4).
A igreja evangélica ocidental está se secularizando a passos largos. Creio que se Nosso Senhor Jesus Cristo não voltar logo, estaremos fadados à famosa declaração que Cristo fêz à igreja da cidade de Éfeso no final do século I: "tenho porém contra ti, que abandonaste o teu primeiro amor (ágape),... se não virei a ti e moverei o teu candeeiro". Faço esta afirmação, pois olhando para a história da igreja, desde os primórdios, muita coisa mudou e continua mudando.
Partindo deste princípio, fico avaliando minha vida ministerial e a vida de meu companheiros de mesma "categoria". O texto retirado de Atos dos apóstolos que deveria ser um princípio inegociável tornou-se atualmente um chargão evangélico. Os apóstolos, presbíteros e anciãos foram comissionados por Cristo, o Cabeça da igreja para se dedicarem a duas práticas somente e bem específicas: Oração e Catequese ou Devoção e Ensino.
Hoje encontramos os bispos, presbíteros, anciãos, envolvidos com uma enormidade de atividades, seja dentro ou fora do âmbito paroquial. São nada mais, nada menos que executivos eclesiásticos. Gastam todo tempo realizando ações que jamais foram chamados por Cristo a fazerem.
Vivemos o ativismo eclesial, somos produto de uma sociedade consumista que imprime novos padrões de vida até mesmo para os que assim são chamdos "povo de Deus". À época do antigo povo de Israel, também encontramos os executivos religiosos. Eram sacerdotes, profetas que viviam dentro dos palácios dos reis e que na sua vida negavam o próprio chamado e a vocação divinas.
Vivemos a necessidade de produzir. O bispo, pastor, padre, presbítero ou ancião deixaram a prática da oração e da catequese e hoje são obrigados a ter que fazer as suas comunidades "produzirem" pessoas "convertidas". E aí manifestamos nossa mais plena forma de apostasia.
Estou pronto a dizer "não" a esta prática. Irei lutar com todas asminhas forças contra o secularismo e o paganismo que invadem a vida pastoral por meio do sistema eclesiástico que vivemos. Cristo não me chamou para fazer a igreja dele crescer, Ele não me chamou para ser um "Executivo" da igreja, ou um missionário pra fazer "as coisas do Espírito Santo" acontecer. Peço a Deus que Ele me ajude a lutar contra este sistema demonológico que direciona a mente dos que assim se acham os "donos" de uma igreja que foi comprada por preço de sangue imaculado.
Durante meus 23 anos de vida pastoral, acredito que fiz muito mais o gênero "executivo" do que fui fiel ao chamado vocacional. O que colhi disso? Depressão, amargura, angústia e somatizações as mais variadas. Deixei de viver minha vida, minha familia e embotei meus sentidos. Tudo porque a igreja impregnou-me a visão da produtividade religiosa.
O pastor faz de tudo nas igrejas de hoje, menos praticar uma regra de oração cotidiana e catequizar as pessoas. E ainda mais há os que se arvoram na vida pública buscando cargos políticos se utilizando de títulos eclesiásticos.
Chega! Ou tomamos atitudes radicais ou nos conformaremos a este mundo que vive dentro da igreja e jamais passaremos pela metamorfose espiritual a fim de nos preparar para o grande e temível Dia do Senhor. Não desejarei fazer qualquer capricho evangélico de pessoas. Que Deus me ajude a voltar-me à oração e ao ministério da palavra.
Kyrie Eleisón.
A igreja evangélica ocidental está se secularizando a passos largos. Creio que se Nosso Senhor Jesus Cristo não voltar logo, estaremos fadados à famosa declaração que Cristo fêz à igreja da cidade de Éfeso no final do século I: "tenho porém contra ti, que abandonaste o teu primeiro amor (ágape),... se não virei a ti e moverei o teu candeeiro". Faço esta afirmação, pois olhando para a história da igreja, desde os primórdios, muita coisa mudou e continua mudando.
Partindo deste princípio, fico avaliando minha vida ministerial e a vida de meu companheiros de mesma "categoria". O texto retirado de Atos dos apóstolos que deveria ser um princípio inegociável tornou-se atualmente um chargão evangélico. Os apóstolos, presbíteros e anciãos foram comissionados por Cristo, o Cabeça da igreja para se dedicarem a duas práticas somente e bem específicas: Oração e Catequese ou Devoção e Ensino.
Hoje encontramos os bispos, presbíteros, anciãos, envolvidos com uma enormidade de atividades, seja dentro ou fora do âmbito paroquial. São nada mais, nada menos que executivos eclesiásticos. Gastam todo tempo realizando ações que jamais foram chamados por Cristo a fazerem.
Vivemos o ativismo eclesial, somos produto de uma sociedade consumista que imprime novos padrões de vida até mesmo para os que assim são chamdos "povo de Deus". À época do antigo povo de Israel, também encontramos os executivos religiosos. Eram sacerdotes, profetas que viviam dentro dos palácios dos reis e que na sua vida negavam o próprio chamado e a vocação divinas.
Vivemos a necessidade de produzir. O bispo, pastor, padre, presbítero ou ancião deixaram a prática da oração e da catequese e hoje são obrigados a ter que fazer as suas comunidades "produzirem" pessoas "convertidas". E aí manifestamos nossa mais plena forma de apostasia.
Estou pronto a dizer "não" a esta prática. Irei lutar com todas asminhas forças contra o secularismo e o paganismo que invadem a vida pastoral por meio do sistema eclesiástico que vivemos. Cristo não me chamou para fazer a igreja dele crescer, Ele não me chamou para ser um "Executivo" da igreja, ou um missionário pra fazer "as coisas do Espírito Santo" acontecer. Peço a Deus que Ele me ajude a lutar contra este sistema demonológico que direciona a mente dos que assim se acham os "donos" de uma igreja que foi comprada por preço de sangue imaculado.
Durante meus 23 anos de vida pastoral, acredito que fiz muito mais o gênero "executivo" do que fui fiel ao chamado vocacional. O que colhi disso? Depressão, amargura, angústia e somatizações as mais variadas. Deixei de viver minha vida, minha familia e embotei meus sentidos. Tudo porque a igreja impregnou-me a visão da produtividade religiosa.
O pastor faz de tudo nas igrejas de hoje, menos praticar uma regra de oração cotidiana e catequizar as pessoas. E ainda mais há os que se arvoram na vida pública buscando cargos políticos se utilizando de títulos eclesiásticos.
Chega! Ou tomamos atitudes radicais ou nos conformaremos a este mundo que vive dentro da igreja e jamais passaremos pela metamorfose espiritual a fim de nos preparar para o grande e temível Dia do Senhor. Não desejarei fazer qualquer capricho evangélico de pessoas. Que Deus me ajude a voltar-me à oração e ao ministério da palavra.
Kyrie Eleisón.
sexta-feira, 18 de março de 2011
Discipulado: Eis a questão
Há muito tempo faço esta pergunta ao meu coração: Por que será que a igreja cristã sempre se desviou dos mandatos de Cristo durante a sua história? Há muita gente falando sobre crescimento de igreja, mas querem fazê-lo sem as orientações do Cabeça desta igreja. Buscam inúmeros atalhos e só pensam em crescer, agregando pessoas por causa do dinheiro ou por causa de poder institucional. Gostaria de escrever um pouco sobre esta necessidade de obedecer aos mandatos de Cristo, o Cabeça da igreja, mas começando pela necessidade que todos temos de sermos discípulos dEle e fazer discípulos para Ele.
Quando penso em igreja, tenho que pensar que as pessoas são essenciais para Cristo e não o sistema. Assim percebo que inúmeras pessoas hoje em dia, deixam de conhecer a Cristo como ele é e acabam encontrando um outro cristo pensando que este é o verdadeiro. Mas na verdade, o que tem sido pregado por aí, nada mais é do que um sistema de vida. Como consequencia disso encontramos pessoas que embora creiam em em Deus nunca se tornaram discípulos dEle. E o que é pior, jamais se integraram no Reino de Deus. Por isso tenho que pensar alguma maneira de ensinar o Discipualdo de Jesus não como um programa eclesiástico, mas um estilo de vida que Cristo observou para que as pessoas sejam integralizadas no reino de Deus.
Ainda que não apareça na Bíblia o termo integração, existe uma firme base bíblica para usármos, por que ele traduz uma idéia básica encontrada em todo o Novo Testamento. A integração é um processo de relacionamento inter-pessoal que visa educar as pessoas e levá-las a uma condição de maturidade e uma contínua comunhão com Cristo, a fim de que elas mesmas possam cumprir a missão pela qual elas existem. Seja na igreja, na paróquia, no emprego, na escola ou em qualquer lugar.
Portanto, a integração de pessoas no Reino de Cristo tem como objetivo abranger tudo o que se faz individual e coletivamente seja por meio de dons, talentos, atividades as mais diversas que um ser humano possua, pois tudo o quem tem existe para seu próprio bem, para o benefício das pessoas ao seu redor e a um profundo relacionamento com Deus.
Segundo a minha visão, então a tarefa da igreja crsitã não é somente a salvação mas a integração e o desenvolvimento deste mundo que vive no caos em todos os sentidos. Quando tentamos desenvolver o discipulado como um estilo de vida de Cristo, começamos a ver algumas consequência muito positivas. Primeiramente, o discipulado torna mais profunda a relação entre Deus e o cristão. (entenda-se cristão, todo aquele que devota-se a Cristo). Em segundo lugar o discipulado integra as novas pessoas que nunca tiveram nenhum envolvimento com Cristo, numa determinada comunidade e os estimulam a viver e crescer espiritualmente; E então, somente então, é que haverá o tão desejado crescimento da igreja, pois os que vão se abrindo para esta visão de integração, são impulsionados a testificar e a se multiplicarem por causa do Reino de Cristo.
Mas vale aqui algumas definições do que NÃO seja a integração. Por exemplo a maioria das igrejas pensa que dar ao chamado "recém convertido" uma palavra de incentivo sobre a leitura da Bíblia, ou enfatizar-lhe o imperativo da mordomia cristã, dizendo-lhe que seja dizimista ou enchendo-lhe de folhetos ou de alguma literatura. Há os que pensam que pelo fato de recomendar-lhe que seja assíduo aos cultos dominicais é razão suficiente para que sela o mesmo integrado na paróquia. Outros acham que integrar alguém na igreja é tornar-lhe aluno da Escola Dominical, ou mesmo orienta-lo a ter um comportamento que não corresponderá as necessidades mais profundas do "recém convertido".
Desde muito tempo ouvimos falar sobre que Cristo mandou sua igreja evangelizar. Mas o que é evangelizar sem manter qualquer relaciomaneto com as pessoas. Na verdade a evangelização sem a integração sempre falhou e falhará no seu objetivo de anunciar o evangelho a este mundo. O máximo que se pode conseguir é a adição de algumas pessoas à igreja.
Quando penso em igreja, tenho que pensar que as pessoas são essenciais para Cristo e não o sistema. Assim percebo que inúmeras pessoas hoje em dia, deixam de conhecer a Cristo como ele é e acabam encontrando um outro cristo pensando que este é o verdadeiro. Mas na verdade, o que tem sido pregado por aí, nada mais é do que um sistema de vida. Como consequencia disso encontramos pessoas que embora creiam em em Deus nunca se tornaram discípulos dEle. E o que é pior, jamais se integraram no Reino de Deus. Por isso tenho que pensar alguma maneira de ensinar o Discipualdo de Jesus não como um programa eclesiástico, mas um estilo de vida que Cristo observou para que as pessoas sejam integralizadas no reino de Deus.
Ainda que não apareça na Bíblia o termo integração, existe uma firme base bíblica para usármos, por que ele traduz uma idéia básica encontrada em todo o Novo Testamento. A integração é um processo de relacionamento inter-pessoal que visa educar as pessoas e levá-las a uma condição de maturidade e uma contínua comunhão com Cristo, a fim de que elas mesmas possam cumprir a missão pela qual elas existem. Seja na igreja, na paróquia, no emprego, na escola ou em qualquer lugar.
Portanto, a integração de pessoas no Reino de Cristo tem como objetivo abranger tudo o que se faz individual e coletivamente seja por meio de dons, talentos, atividades as mais diversas que um ser humano possua, pois tudo o quem tem existe para seu próprio bem, para o benefício das pessoas ao seu redor e a um profundo relacionamento com Deus.
Segundo a minha visão, então a tarefa da igreja crsitã não é somente a salvação mas a integração e o desenvolvimento deste mundo que vive no caos em todos os sentidos. Quando tentamos desenvolver o discipulado como um estilo de vida de Cristo, começamos a ver algumas consequência muito positivas. Primeiramente, o discipulado torna mais profunda a relação entre Deus e o cristão. (entenda-se cristão, todo aquele que devota-se a Cristo). Em segundo lugar o discipulado integra as novas pessoas que nunca tiveram nenhum envolvimento com Cristo, numa determinada comunidade e os estimulam a viver e crescer espiritualmente; E então, somente então, é que haverá o tão desejado crescimento da igreja, pois os que vão se abrindo para esta visão de integração, são impulsionados a testificar e a se multiplicarem por causa do Reino de Cristo.
Mas vale aqui algumas definições do que NÃO seja a integração. Por exemplo a maioria das igrejas pensa que dar ao chamado "recém convertido" uma palavra de incentivo sobre a leitura da Bíblia, ou enfatizar-lhe o imperativo da mordomia cristã, dizendo-lhe que seja dizimista ou enchendo-lhe de folhetos ou de alguma literatura. Há os que pensam que pelo fato de recomendar-lhe que seja assíduo aos cultos dominicais é razão suficiente para que sela o mesmo integrado na paróquia. Outros acham que integrar alguém na igreja é tornar-lhe aluno da Escola Dominical, ou mesmo orienta-lo a ter um comportamento que não corresponderá as necessidades mais profundas do "recém convertido".
Desde muito tempo ouvimos falar sobre que Cristo mandou sua igreja evangelizar. Mas o que é evangelizar sem manter qualquer relaciomaneto com as pessoas. Na verdade a evangelização sem a integração sempre falhou e falhará no seu objetivo de anunciar o evangelho a este mundo. O máximo que se pode conseguir é a adição de algumas pessoas à igreja.
Oração: O respiro da alma
A alimentação e o descanso são indispensáveis para sustentar sua vida física. A oração é o meio pelo qual somos alimentados espiritualmente por Deus.
Deus ama a Sua criação, ama a cada um de nós e Ele é o nosso Pai celeste. Tal como é natural dos filhos o desejo de ver os seus pais e conversar com eles, assim deve ser natural a vontade de nos comunicar e conversar com Ele, espiritualmente. Esta honrosa conversa da pessoa com Deus chama-se oração. A alma juntando-se com Deus durante a oração, junta-se também com o mundo celestial. Segundo as palavras de João de Kronstad , "a oração é a ligação de ouro da pessoa cristã, peregrina e estrangeira aqui na terra, com o mundo espiritual do qual faz parte, e sobretudo com Deus - a fonte da vida."
A oração é geralmente acompanhada muitas vezes de palavras respeitáveis e de gestos externos: os olhos fechados ou abertos, estar de joelhos ou em pé. Porém, a oração, sobretudo pode se elevar sem palavras e sem outras formas exteriores. Essa é a oração profunda interior que é conhecida pela experiência de muitos cristãos consagrados.
Durante a oração, o cristão expõe perante Deus toda a sua alma: louva a Deus pela Sua altíssima perfeição, agradece pela misericórdia e pede conforme as necessidades. Daí temos os principais três tipos de oração: o louvor, o agradecimento e o pedido.
O Louvor é o mais absoluto e desinteressado tipo de oração. Quanto mais sincera é a pessoa, mais se reflete nele a graça de Deus, e refletindo-se, evoca involuntariamente palavras extasiadas de louvor e glória. Assim, os anjos nos Céus louvam Deus sem cessar com um canto de louvor. "O louvor”, diz Teófano Hermesista, “não é uma fria visão dos atributos ou qualidades de Deus, mas sim um vivo sentimento delas com alegria e admiração”.
O Agradecimento manifesta-se na pessoa pela recepção das bênçãos de Deus. Nasce naturalmente numa alma grata e sensível. Dos dez leprosos que foram curados pelo Salvador, apenas um samaritano voltou para Lhe agradecer (Lucas 17:12-19).
O tipo de oração mais habitual é o Pedido que é revelado na pessoa pela consciência da sua fraqueza e falta de experiência. Devido às paixões, a nossa alma está doente e fraca. Por isso, na oração é indispensável pedir a Deus perdão pelos pecados e ajuda para superar as faltas. Às vezes, o pedido é evocado pela ameaça de algum perigo, alguma necessidade, etc. O pedido é inevitável devido a nossa fraqueza e agrada ao Senhor (Mateus 7:7, João 16:23). Contudo, se a oração têm predominantemente um só caráter de pedido e se a voz de louvor e de agradecimento praticamente não é ouvida, isso indica que o nosso nível de progresso, espiritual e moral está bem baixo.
Os diferentes tipos de oração, frequentemente se juntam entre si. Eis o grande desafio de cada um de nós, pois quanto mais orarmos, mais de Deus conheceremos e mais ainda nossa alma poderá respirar naturalmente.
Rev. Luiz Augusto (adaptado de Alexandre Mileant)
Deus ama a Sua criação, ama a cada um de nós e Ele é o nosso Pai celeste. Tal como é natural dos filhos o desejo de ver os seus pais e conversar com eles, assim deve ser natural a vontade de nos comunicar e conversar com Ele, espiritualmente. Esta honrosa conversa da pessoa com Deus chama-se oração. A alma juntando-se com Deus durante a oração, junta-se também com o mundo celestial. Segundo as palavras de João de Kronstad , "a oração é a ligação de ouro da pessoa cristã, peregrina e estrangeira aqui na terra, com o mundo espiritual do qual faz parte, e sobretudo com Deus - a fonte da vida."
A oração é geralmente acompanhada muitas vezes de palavras respeitáveis e de gestos externos: os olhos fechados ou abertos, estar de joelhos ou em pé. Porém, a oração, sobretudo pode se elevar sem palavras e sem outras formas exteriores. Essa é a oração profunda interior que é conhecida pela experiência de muitos cristãos consagrados.
Durante a oração, o cristão expõe perante Deus toda a sua alma: louva a Deus pela Sua altíssima perfeição, agradece pela misericórdia e pede conforme as necessidades. Daí temos os principais três tipos de oração: o louvor, o agradecimento e o pedido.
O Louvor é o mais absoluto e desinteressado tipo de oração. Quanto mais sincera é a pessoa, mais se reflete nele a graça de Deus, e refletindo-se, evoca involuntariamente palavras extasiadas de louvor e glória. Assim, os anjos nos Céus louvam Deus sem cessar com um canto de louvor. "O louvor”, diz Teófano Hermesista, “não é uma fria visão dos atributos ou qualidades de Deus, mas sim um vivo sentimento delas com alegria e admiração”.
O Agradecimento manifesta-se na pessoa pela recepção das bênçãos de Deus. Nasce naturalmente numa alma grata e sensível. Dos dez leprosos que foram curados pelo Salvador, apenas um samaritano voltou para Lhe agradecer (Lucas 17:12-19).
O tipo de oração mais habitual é o Pedido que é revelado na pessoa pela consciência da sua fraqueza e falta de experiência. Devido às paixões, a nossa alma está doente e fraca. Por isso, na oração é indispensável pedir a Deus perdão pelos pecados e ajuda para superar as faltas. Às vezes, o pedido é evocado pela ameaça de algum perigo, alguma necessidade, etc. O pedido é inevitável devido a nossa fraqueza e agrada ao Senhor (Mateus 7:7, João 16:23). Contudo, se a oração têm predominantemente um só caráter de pedido e se a voz de louvor e de agradecimento praticamente não é ouvida, isso indica que o nosso nível de progresso, espiritual e moral está bem baixo.
Os diferentes tipos de oração, frequentemente se juntam entre si. Eis o grande desafio de cada um de nós, pois quanto mais orarmos, mais de Deus conheceremos e mais ainda nossa alma poderá respirar naturalmente.
Rev. Luiz Augusto (adaptado de Alexandre Mileant)
terça-feira, 15 de março de 2011
Tempo para humilhação!
"Pois bem,... Ele esperava justiça, mas houve derramamento de sangue; esperava retidão, mas ouviu gritos de aflição. Ai de vocês que adquirem casas e mais casas,
propriedades e mais propriedades, até não haver mais lugar para ninguém e vocês se tornarem os senhores absolutos da terra! O SENHOR dos Exércitos me disse: “Sem dúvida muitas casas ficarão abandonadas, as casas belas e grandes ficarão sem moradores. Uma vinha de dez alqueires só produzirá um pote de vinho, um barril de semente só dará uma arroba de trigo”. Ai dos que se levantam cedo para embebedar-se, e se esquentam com o vinho até a noite! Harpas, liras, tamborins, flautas e vinho há em suas festas, mas não se importam com os atos do SENHOR, nem atentam para obra que as suas mãos realizam. Portanto, o meu povo vai para o exílio por falta de conhecimento; a elite morrerá de fome, e as multidões, de sede. Por isso o Sheol aumenta o seu apetite e escancara a sua boca. Para dentro dele descerão o esplendor da cidade e a sua riqueza,o seu barulho e os que se divertem. Por isso o homem será abatido, a humanidade se curvará, e os arrogantes terão que baixar os olhos. Mas o SENHOR dos Exércitos será exaltado em sua justiça; o Deus santo se mostrará santo em sua retidão". Profeta Isaias (5:7 a 16)
propriedades e mais propriedades, até não haver mais lugar para ninguém e vocês se tornarem os senhores absolutos da terra! O SENHOR dos Exércitos me disse: “Sem dúvida muitas casas ficarão abandonadas, as casas belas e grandes ficarão sem moradores. Uma vinha de dez alqueires só produzirá um pote de vinho, um barril de semente só dará uma arroba de trigo”. Ai dos que se levantam cedo para embebedar-se, e se esquentam com o vinho até a noite! Harpas, liras, tamborins, flautas e vinho há em suas festas, mas não se importam com os atos do SENHOR, nem atentam para obra que as suas mãos realizam. Portanto, o meu povo vai para o exílio por falta de conhecimento; a elite morrerá de fome, e as multidões, de sede. Por isso o Sheol aumenta o seu apetite e escancara a sua boca. Para dentro dele descerão o esplendor da cidade e a sua riqueza,o seu barulho e os que se divertem. Por isso o homem será abatido, a humanidade se curvará, e os arrogantes terão que baixar os olhos. Mas o SENHOR dos Exércitos será exaltado em sua justiça; o Deus santo se mostrará santo em sua retidão". Profeta Isaias (5:7 a 16)
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
QUAL A DIFERENÇA ENTRE A IGREJA EVANGÉLICA E AS OUTRAS EMPRESAS?
Parafraseando Thomas Campbell, um Bispo Anglicano: A igreja evangélica deveria ser a única "organização" que trabalhasse em prol dos que estão fora dela".
Mas infelizmente ela não é o diferencial da outras organizações seculares, 99% dos seus recursos são aplicados nela mesma". E ainda Jesus já ensinava: "Vós sois a luz do mundo... vós sois o sal da terra, se o sal vier a ser insípido,para nada mais presta do que lançado fora e ser pisado pelos homens". Qual a diferença da igreja evangélica para as empresas? Nenhuma. Pode-se pensar na pregação, mas que adianta pregação sem ação.
Deveríamos falar menos e fazer mais... Menos discurso e mais ação. Menos pregação e mais doação. Menos gastança e mais oferecimento. Menos acúmulo e mais distribuição. Toda centralização é demoníaca e reflete o sistema satânico que nos submete. Sistema que está nas mãos da impiedade. Todas as vezes que a igreja prega centralização ela está nada menos do que buscando sua própria estabilidade e desejando viver longe de Cristo. Parece que não foi bem isso que Jesus ensinava.
Kyrie Eleison
Mas infelizmente ela não é o diferencial da outras organizações seculares, 99% dos seus recursos são aplicados nela mesma". E ainda Jesus já ensinava: "Vós sois a luz do mundo... vós sois o sal da terra, se o sal vier a ser insípido,para nada mais presta do que lançado fora e ser pisado pelos homens". Qual a diferença da igreja evangélica para as empresas? Nenhuma. Pode-se pensar na pregação, mas que adianta pregação sem ação.
Deveríamos falar menos e fazer mais... Menos discurso e mais ação. Menos pregação e mais doação. Menos gastança e mais oferecimento. Menos acúmulo e mais distribuição. Toda centralização é demoníaca e reflete o sistema satânico que nos submete. Sistema que está nas mãos da impiedade. Todas as vezes que a igreja prega centralização ela está nada menos do que buscando sua própria estabilidade e desejando viver longe de Cristo. Parece que não foi bem isso que Jesus ensinava.
Kyrie Eleison
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Reflexões e Decisões
Se alguém desejar o presbiterato (vocação ministerial - é assim que a igreja antiga chamava) então deve começar a buscar maturidade em Deus e não somente conhecimento racional em prol de títulos. Não dependa de ninguém: pastor, presbitero, pai, mãe etc... Paulo depois de ter o encontro teofânico com o Senhor (Jesus apareceu para ele em carne e osso no caminho de Damasco), ele não consultou "carne e sangue" (isto é pessoas que qualquer tipo). Então se desejar caminhar o caminho da fé verdadeira e entenda que muita coisa precisa mudar na vida de quem almeja a caminhada da fé e do sacerdócio.
Primeiramente, não me importarei mais com numero de pessoas num culto de uma igreja. Digo isso, pois não acredito na presença do Espírito Santo do ponto de vista físico. A percepção e o olhar humano é terrivelmente enganoso e desviado da verdade. Por isso, não dependerei de número de pessoas em alguma reunião de uma igreja. Os meus olhos querem ir além. Quero ver em outra dimensão. Tudo deve ser visto em outra dimensão.
Estou farto, cansado e indignado com esta noção irracional de espiritualidade. Sensações de choro, de gritaria, de chavões , de emocionalismo e sensacionalismo, são
fruto de almas que não conseguem ver a Deus em outra dimensão e por isso
tentam abafar sua cegueira com tais manifestações irracionais.
O coração é corrupto (Jeremias 17). Portanto não quero ver a ação do Espirito Santo de fora para dentro e sim de dentro para fora. Não quero depender de meus olhos carnais para ver a Deus e sua manifestação.
Quero despojar a noção que adoração, culto e ação do Espírito Santo depende de animação ou de pessoas que dão "palavras de ordem" numa liturgia, para que o Espírito Santo faça o que ele tem que fazer.
O Espírito Santo é Deus, ele não depende nem de mim nem de voce. Jesus diz que o Espírito é como um vento e ele sopra onde quer e ninguém sabe para onde ele vai nem de onde vem. Ele é como uma brisa (Elias provou isso em 2 Reis 18).
Portanto, os assim chamados sacerdotes do Deus Altissimo não são animadores de auditório ou show-men, como muitos estão por aí.
Quero renunciar muita coisa que fiz nestes 22 anos de ministério atribuindo a
Deus aquilo que meu "eu" queria fazer. Atribui muita coisa ao Espírito Santo que não era o Espírito Santo. Espero que voce que esteja lendo julgue seu próprio coração.
Não quero mais isso para minha vida. Se alguém quiser caminhar ao meu lado, venha para chorar seus próprios pecados e os meus, comigo. Venha para peregrinar, de falar menos de si mesmo, e venha para o que vale a pena: a Verdade.
Não quero mais fazer a vontade de qualquer sistema eclesiástico, ou de pessoas que estão em cargos de liderança sejam de ungidos, apóstolos,bispos, presidentes, ou seja lá quem ocupar algum título na nobre e santa igreja evangélica. Não estou para agradar a homens, nem de arrecadar muito dinheiro, estou para aprender a buscar e aprender a viver os princípios da "Palavra Viva" que vai além da Bíblia e do movimento evangélico de hoje.
Não desejo ser mais conhecido como evangélico. Quero ser participante do Corpo de Cristo, a Igreja Antiga.
Kyrie eleison,
Que Deus me ajude.
Primeiramente, não me importarei mais com numero de pessoas num culto de uma igreja. Digo isso, pois não acredito na presença do Espírito Santo do ponto de vista físico. A percepção e o olhar humano é terrivelmente enganoso e desviado da verdade. Por isso, não dependerei de número de pessoas em alguma reunião de uma igreja. Os meus olhos querem ir além. Quero ver em outra dimensão. Tudo deve ser visto em outra dimensão.
Estou farto, cansado e indignado com esta noção irracional de espiritualidade. Sensações de choro, de gritaria, de chavões , de emocionalismo e sensacionalismo, são
fruto de almas que não conseguem ver a Deus em outra dimensão e por isso
tentam abafar sua cegueira com tais manifestações irracionais.
O coração é corrupto (Jeremias 17). Portanto não quero ver a ação do Espirito Santo de fora para dentro e sim de dentro para fora. Não quero depender de meus olhos carnais para ver a Deus e sua manifestação.
Quero despojar a noção que adoração, culto e ação do Espírito Santo depende de animação ou de pessoas que dão "palavras de ordem" numa liturgia, para que o Espírito Santo faça o que ele tem que fazer.
O Espírito Santo é Deus, ele não depende nem de mim nem de voce. Jesus diz que o Espírito é como um vento e ele sopra onde quer e ninguém sabe para onde ele vai nem de onde vem. Ele é como uma brisa (Elias provou isso em 2 Reis 18).
Portanto, os assim chamados sacerdotes do Deus Altissimo não são animadores de auditório ou show-men, como muitos estão por aí.
Quero renunciar muita coisa que fiz nestes 22 anos de ministério atribuindo a
Deus aquilo que meu "eu" queria fazer. Atribui muita coisa ao Espírito Santo que não era o Espírito Santo. Espero que voce que esteja lendo julgue seu próprio coração.
Não quero mais isso para minha vida. Se alguém quiser caminhar ao meu lado, venha para chorar seus próprios pecados e os meus, comigo. Venha para peregrinar, de falar menos de si mesmo, e venha para o que vale a pena: a Verdade.
Não quero mais fazer a vontade de qualquer sistema eclesiástico, ou de pessoas que estão em cargos de liderança sejam de ungidos, apóstolos,bispos, presidentes, ou seja lá quem ocupar algum título na nobre e santa igreja evangélica. Não estou para agradar a homens, nem de arrecadar muito dinheiro, estou para aprender a buscar e aprender a viver os princípios da "Palavra Viva" que vai além da Bíblia e do movimento evangélico de hoje.
Não desejo ser mais conhecido como evangélico. Quero ser participante do Corpo de Cristo, a Igreja Antiga.
Kyrie eleison,
Que Deus me ajude.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Não sabemos amar...
«Amai os vossos inimigos»
Não há nada que nos encoraje mais a amar os nossos inimigos, naquilo que consiste a perfeição do amor fraterno, do que a consideração e a gratidão pela admirável paciência do «mais belo dos filhos dos homens» (Sl 45 (44), 3): Ele ofereceu a Sua bela face aos ímpios para que a cobrissem de escarros; permitiu-lhes vendarem-Lhe aqueles olhos que, de um só relance, governam o Universo; expôs as Suas costas ao chicote, submeteu aos picos dos espinhos a Sua fronte, diante da qual deviam tremer príncipes e poderosos; entregou-Se às afrontas e às injúrias e, por fim, suportou com mansidão a cruz, os cravos, a lança, o fel, o vinagre, mantendo, no meio disso tudo, toda a doçura e serenidade: «Como um cordeiro levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador, não abriu a boca» (Is 53,7).
Ao ouvir as admiráveis palavras «Pai, perdoa-lhes» (Lc 23, 34), cheias de doçura, de amor e de imperturbável serenidade, o que poderíamos nós acrescentar à bondade e à caridade dessa oração?
E, no entanto, o Senhor acrescentou algo. Não Se contentou em orar; quis desculpar: «Pai ─ diz Ele ─ perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem»; são, sem dúvida, grandes pecadores, mas não têm disso consciência; por isso, Pai, perdoa-lhes; crucificam, mas não sabem a Quem crucificam. [...] Pensam tratar-se dum transgressor da Lei, dum usurpador da Divindade, dum sedutor do Povo; escondi-lhes o Meu rosto; não reconheceram a Minha majestade; por isso, «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem».
Se quiser aprender a amar, que o homem não se deixe arrastar pelos impulsos da sua carne, mas dirija todo o seu afecto para a dulcíssima paciência da carne do Senhor; se quiser encontrar descanso mais perfeito e mais feliz nas delícias da caridade fraterna, que aperte também os inimigos nos braços do verdadeiro amor; e, para que este fogo divino não diminua por causa das injúrias, que tenha sempre os olhos do espírito na serena paciência do seu Senhor e bem-amado Salvador.
Aelredo de Rievaulx (1110-1167), cisterciense - Le Miroir de la charité, III, 5
Não há nada que nos encoraje mais a amar os nossos inimigos, naquilo que consiste a perfeição do amor fraterno, do que a consideração e a gratidão pela admirável paciência do «mais belo dos filhos dos homens» (Sl 45 (44), 3): Ele ofereceu a Sua bela face aos ímpios para que a cobrissem de escarros; permitiu-lhes vendarem-Lhe aqueles olhos que, de um só relance, governam o Universo; expôs as Suas costas ao chicote, submeteu aos picos dos espinhos a Sua fronte, diante da qual deviam tremer príncipes e poderosos; entregou-Se às afrontas e às injúrias e, por fim, suportou com mansidão a cruz, os cravos, a lança, o fel, o vinagre, mantendo, no meio disso tudo, toda a doçura e serenidade: «Como um cordeiro levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador, não abriu a boca» (Is 53,7).
Ao ouvir as admiráveis palavras «Pai, perdoa-lhes» (Lc 23, 34), cheias de doçura, de amor e de imperturbável serenidade, o que poderíamos nós acrescentar à bondade e à caridade dessa oração?
E, no entanto, o Senhor acrescentou algo. Não Se contentou em orar; quis desculpar: «Pai ─ diz Ele ─ perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem»; são, sem dúvida, grandes pecadores, mas não têm disso consciência; por isso, Pai, perdoa-lhes; crucificam, mas não sabem a Quem crucificam. [...] Pensam tratar-se dum transgressor da Lei, dum usurpador da Divindade, dum sedutor do Povo; escondi-lhes o Meu rosto; não reconheceram a Minha majestade; por isso, «Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem».
Se quiser aprender a amar, que o homem não se deixe arrastar pelos impulsos da sua carne, mas dirija todo o seu afecto para a dulcíssima paciência da carne do Senhor; se quiser encontrar descanso mais perfeito e mais feliz nas delícias da caridade fraterna, que aperte também os inimigos nos braços do verdadeiro amor; e, para que este fogo divino não diminua por causa das injúrias, que tenha sempre os olhos do espírito na serena paciência do seu Senhor e bem-amado Salvador.
Aelredo de Rievaulx (1110-1167), cisterciense - Le Miroir de la charité, III, 5
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Cristãos animados por eventos!
"A igreja surgiu na Palestina como um fato, foi para os Estados Unidos e se fêz empreendimento, veio para o Brasil e se tornou um evento".
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
«Segue-Me» (Mt 9, 9)
Agostinho (354-430), Bispo de Hipona (África do Norte) e Doutor da Igreja
Sermão 96, 9 (a partir da trad. Brésard, 2000 ans B, p. 248)
Neste mundo, quer dizer, na Igreja, que toda ela segue Cristo, Este diz a todos: «Quem quiser vir após Mim, renuncie a si mesmo». Porque esta ordem não se destina às virgens, com exclusão das mulheres casadas; às viúvas, com exclusão das esposas; aos monges, com exclusão dos esposos; aos clérigos, com exclusão dos laicos. É toda a Igreja, todo o Corpo de Cristo, todos os seus membros, diferenciados e repartidos segundo as suas tarefas próprias, que deve seguir Cristo. Que toda ela O siga, ela que é única, ela que é a pomba, ela que é a esposa (Ct 6, 9); que ela O siga, ela que foi resgatada e enriquecida com o sangue do Esposo. A pureza das virgens tem aqui o seu lugar; a continência das viúvas tem aqui o seu lugar; a castidade conjugal tem aqui o seu lugar. [...]
Que sigam Cristo, estes membros que têm o seu lugar, cada um segundo a sua categoria, cada um segundo a sua classificação, cada um à sua maneira. Que renunciem a si mesmos, quer dizer, que não se apoiem em si próprios; que levem a sua cruz, quer dizer, que suportem no mundo, por Cristo, tudo o que o mundo lhes infligir. Que O amem, a Ele, o Único que não desilude, o Único que não está enganado, o Único que não Se engana. Que O amem porque o que Ele promete é verdadeiro. Mas, porque Ele não o dá agora, a fé vacila; pois continua, persevera, suporta, aceita o atraso, e terás levado a tua cruz.
Sermão 96, 9 (a partir da trad. Brésard, 2000 ans B, p. 248)
Neste mundo, quer dizer, na Igreja, que toda ela segue Cristo, Este diz a todos: «Quem quiser vir após Mim, renuncie a si mesmo». Porque esta ordem não se destina às virgens, com exclusão das mulheres casadas; às viúvas, com exclusão das esposas; aos monges, com exclusão dos esposos; aos clérigos, com exclusão dos laicos. É toda a Igreja, todo o Corpo de Cristo, todos os seus membros, diferenciados e repartidos segundo as suas tarefas próprias, que deve seguir Cristo. Que toda ela O siga, ela que é única, ela que é a pomba, ela que é a esposa (Ct 6, 9); que ela O siga, ela que foi resgatada e enriquecida com o sangue do Esposo. A pureza das virgens tem aqui o seu lugar; a continência das viúvas tem aqui o seu lugar; a castidade conjugal tem aqui o seu lugar. [...]
Que sigam Cristo, estes membros que têm o seu lugar, cada um segundo a sua categoria, cada um segundo a sua classificação, cada um à sua maneira. Que renunciem a si mesmos, quer dizer, que não se apoiem em si próprios; que levem a sua cruz, quer dizer, que suportem no mundo, por Cristo, tudo o que o mundo lhes infligir. Que O amem, a Ele, o Único que não desilude, o Único que não está enganado, o Único que não Se engana. Que O amem porque o que Ele promete é verdadeiro. Mas, porque Ele não o dá agora, a fé vacila; pois continua, persevera, suporta, aceita o atraso, e terás levado a tua cruz.
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Insuportável...
Não suporto mais esse espírito fundamentalista e megalomaníaco das igrejas, pastores e presbíteros. Quero encontrar mais a graça de Cristo, sem as amarras ou os limites impostos pelo sistema evangélico. Deus é o Deus que ama, porque ama. Não consigo enxergar mais uma missão legalista e recheada de imposições eclesiásticas.
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Oração de Cirilo (869AD), missionário aos eslavos
«Senhor Deus, faz crescer a tua Igreja
e reúne todos os homens na unidade;
estabelece os teus eleitos na concórdia da verdadeira fé
e na sua reta confissão;
faz penetrar as tuas palavras no seu coração,
a fim de que se consagrem ao que é bom e te é agradável.»
e reúne todos os homens na unidade;
estabelece os teus eleitos na concórdia da verdadeira fé
e na sua reta confissão;
faz penetrar as tuas palavras no seu coração,
a fim de que se consagrem ao que é bom e te é agradável.»
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Pensamentos sobre o Natal
Naquele dia, a virgem deu à luz a semente do Espírito Santo. O maior mistério já revelado. O divino no humano a fim de que possamos todos, indistintamente fazer parte da natureza divina. Neste Natal, recebamo-lo com fé para que possamos aprender com Jesus a sermos mais humanos, pois somente assim nos assemelharemos ao ser divino.
domingo, 14 de novembro de 2010
A missio Dei por meio de um “Menino”
Mateus 2: 1-23
A missão de Deus continua no mundo. Neste trecho do estudo, vemos os registros da revelação por meio de paradoxos. A relação de Deus com os homens se dá por meio de situações não-convencionais ou “incoerentes” ao olhar humano. O texto básico indica o nascimento do Messias e ao mesmo tempo o Filho do Altíssimo. No Antigo Testamento vemos muitos relatos a esse respeito, como por exemplo as muitas profecias de Isaias: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz (Is 9.6). Deus marca sua revelação por meio de um menino. Também encontramos a declaração: “Morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará; e o bezerro, e o leão novo e o animal cevado viverão juntos; e um menino pequeno os conduzirá” (Is 11:6). Deus revela seu poder e sua soberania por meio do “Menino” que governa, que é príncipe, que tem tudo em suas mãos. Estas afirmações nada mais são do que oferecer à humanidade a visão de que o Reino de Deus não se faria na terra por meio da força e da militância, mas por meio da graça e da misericórdia.
Assim em Mateus 2 temos as seguintes lições sobre a missão de Deus:
1. A visita dos magos ao Menino-Rei. A chegada dos Magos do Oriente a Jerusalém confirma as inúmeras profecias sobre os povos estranhos que vem adorar a Deus, depondo o sistema vigente na pessoa de Herodes e demonstrando que a força do Todo-Poderoso se faz por meio da simplicidade e da humildade.
2. O Deus Todo-Poderoso que se revela em um Menino. Para a mente humana é inconcebível que o Deus Elohim, criador de tudo e de todos, agora está encarnado em um ser humano. A prova maior do amor de Deus a humanidade é a prova de sua encarnação. O Deus que ama é o Deus que se faz gente, habita entre nós e podemos ver a sua glória por meio da sua graça (Jo 1.14).
3. A fragilidade do Menino-Deus diante do sistema maligno e a providência divina sustentadora. Embora Herodes desejava afogar o reinado do Messias, decretando a morte de centenas de crianças inocentes, o Todo-Poderoso permite que seu Filho busque refúgio por entre os povos pagãos. Jesus, Maria e José são levados ao Egito a fim de que seus desígnios sejam cumpridos, ademais de toda a crueldade dos homens.
4. A Galiléia será o palco inicial da história do Menino. Por meio da providência divina, a família de Jesus se instala na Galiléia, desde já profetizado por Isaias: “mas nos últimos tempos fará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios” (Is 9.1). A região mais desprezada da Palestina, o lugar mais deplorável e miserável será o lugar da morada do Deus-Homem. Ao encarnar, Jesus Cristo não passará sua vida em Jerusalém, lugar da opulência e da riqueza, mas morará entre os desfavorecidos e estigmatizados do mundo de então.
Conclusão: Portanto, vemos que a Missão da igreja encontra um modelo. O modelo é encontrado na pessoa de Cristo. A proposta de Deus é a nova criação. Esta nova criação somente é alcançada por meio da encarnação. A encarnação é o ato da graça de Deus para a consecução do plano missionário. “Uma visão da missão de Deus correta só pode se fundamentar a partir da plena e autêntica “humanização” de nossa vida. Com Cristo se inaugura a Nova Criação”.
A encarnação foi o ponto central na missão de Deus e não o pode ser menos na nossa. “Uma missão à maneira de Jesus tem que ser encarnada, de presença real, ativa, dolorosa e transformadora em meio ao mundo e à história”. A igreja é chamada para estar no mundo, encarnada nele, participando dele, rompendo as barreiras culturais, geográficas, políticas, religiosas e lingüísticas a fim de refletir a missão do Filho.
A encarnação de Cristo é o modelo-mor para a missão da igreja. Ao abrir mão de seu status, dos seus direitos e de sua glória, Cristo é encontrado em forma de escravo (doulos), encarnando-se em figura humana, tomando a determinação da obediência e cumprindo a vontade do Pai, morrendo por meio da cruz (Fp 2.5-11).
A igreja não pode se alienar da sociedade, mas entregar-se incondicionalmente em atos, gestos, palavras, solidariedade e amor as pessoas. “A igreja existe para manifestar em sua própria vida, a unidade entre Cristo e o Pai, para que os homens saibam que ele procede do Pai”. (Jo 13.34; 17.21,23).
A missão de Deus continua no mundo. Neste trecho do estudo, vemos os registros da revelação por meio de paradoxos. A relação de Deus com os homens se dá por meio de situações não-convencionais ou “incoerentes” ao olhar humano. O texto básico indica o nascimento do Messias e ao mesmo tempo o Filho do Altíssimo. No Antigo Testamento vemos muitos relatos a esse respeito, como por exemplo as muitas profecias de Isaias: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; e o governo estará sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz (Is 9.6). Deus marca sua revelação por meio de um menino. Também encontramos a declaração: “Morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará; e o bezerro, e o leão novo e o animal cevado viverão juntos; e um menino pequeno os conduzirá” (Is 11:6). Deus revela seu poder e sua soberania por meio do “Menino” que governa, que é príncipe, que tem tudo em suas mãos. Estas afirmações nada mais são do que oferecer à humanidade a visão de que o Reino de Deus não se faria na terra por meio da força e da militância, mas por meio da graça e da misericórdia.
Assim em Mateus 2 temos as seguintes lições sobre a missão de Deus:
1. A visita dos magos ao Menino-Rei. A chegada dos Magos do Oriente a Jerusalém confirma as inúmeras profecias sobre os povos estranhos que vem adorar a Deus, depondo o sistema vigente na pessoa de Herodes e demonstrando que a força do Todo-Poderoso se faz por meio da simplicidade e da humildade.
2. O Deus Todo-Poderoso que se revela em um Menino. Para a mente humana é inconcebível que o Deus Elohim, criador de tudo e de todos, agora está encarnado em um ser humano. A prova maior do amor de Deus a humanidade é a prova de sua encarnação. O Deus que ama é o Deus que se faz gente, habita entre nós e podemos ver a sua glória por meio da sua graça (Jo 1.14).
3. A fragilidade do Menino-Deus diante do sistema maligno e a providência divina sustentadora. Embora Herodes desejava afogar o reinado do Messias, decretando a morte de centenas de crianças inocentes, o Todo-Poderoso permite que seu Filho busque refúgio por entre os povos pagãos. Jesus, Maria e José são levados ao Egito a fim de que seus desígnios sejam cumpridos, ademais de toda a crueldade dos homens.
4. A Galiléia será o palco inicial da história do Menino. Por meio da providência divina, a família de Jesus se instala na Galiléia, desde já profetizado por Isaias: “mas nos últimos tempos fará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, a Galiléia dos gentios” (Is 9.1). A região mais desprezada da Palestina, o lugar mais deplorável e miserável será o lugar da morada do Deus-Homem. Ao encarnar, Jesus Cristo não passará sua vida em Jerusalém, lugar da opulência e da riqueza, mas morará entre os desfavorecidos e estigmatizados do mundo de então.
Conclusão: Portanto, vemos que a Missão da igreja encontra um modelo. O modelo é encontrado na pessoa de Cristo. A proposta de Deus é a nova criação. Esta nova criação somente é alcançada por meio da encarnação. A encarnação é o ato da graça de Deus para a consecução do plano missionário. “Uma visão da missão de Deus correta só pode se fundamentar a partir da plena e autêntica “humanização” de nossa vida. Com Cristo se inaugura a Nova Criação”.
A encarnação foi o ponto central na missão de Deus e não o pode ser menos na nossa. “Uma missão à maneira de Jesus tem que ser encarnada, de presença real, ativa, dolorosa e transformadora em meio ao mundo e à história”. A igreja é chamada para estar no mundo, encarnada nele, participando dele, rompendo as barreiras culturais, geográficas, políticas, religiosas e lingüísticas a fim de refletir a missão do Filho.
A encarnação de Cristo é o modelo-mor para a missão da igreja. Ao abrir mão de seu status, dos seus direitos e de sua glória, Cristo é encontrado em forma de escravo (doulos), encarnando-se em figura humana, tomando a determinação da obediência e cumprindo a vontade do Pai, morrendo por meio da cruz (Fp 2.5-11).
A igreja não pode se alienar da sociedade, mas entregar-se incondicionalmente em atos, gestos, palavras, solidariedade e amor as pessoas. “A igreja existe para manifestar em sua própria vida, a unidade entre Cristo e o Pai, para que os homens saibam que ele procede do Pai”. (Jo 13.34; 17.21,23).
A missio Dei e genealogia
Mateus 1.
Estamos iniciando uma nova etapa de estudos sobre a missão de Deus que começamos há alguns meses. Neste tempo, estudamos os principais pontos sobre a missão de Deus no Antigo Testamento. Vimos quando a missão de Deus iniciou, como Ele em Sua soberania se relacionou com sua criação e com toda a humanidade. Vimos também quais foram os episódios principais do Antigo Testamento onde enxergamos este relacionamento. Agora vamos entrar com esta mesma visão nas páginas do Novo Testamento.
1- A missão de Deus no Evangelho de Mateus.
É importante lembrar que o evangelho escrito por Mateus vai retratar Jesus como o Messias profetizado no Antigo Testamento e efetivado no Novo. Mateus queria mostrar aos seus patrícios que Jesus era o Cristo ou o Messias. Por isso Mateus inicia seu evangelho por meio de uma genealogia e não apenas uma tabela de gerações como tantas que existiam, mas uma genealogia “real”, isto é que fala de um rei, que começa com Abraão, o patriarca, passa por Davi e culmina com Jesus.
Vale a pena salientar que no decorrer desta genealogia, encontraremos nomes que segundo as normas da época não deveriam constar em uma tabela “real”. Por exemplo, nomes de mulheres não pertencentes à nação israelita não eram bem recebidos naquela época. Porém Mateus faz questão de incluir nomes como o de Tamar, Raabe, Rute e Maria.
Esta tabela genealógica é diferente da do escritor Lucas (Lc 3.23-38). Nesta o evangelista queria salientar a humanidade de Jesus. Ele é Deus e homem, porém no evangelho de Lucas, Jesus é visualizado como o “filho do homem”. Daí então vermos na tabela de Lucas a mesma iniciar com o nome de Jesus e concluir com o nome de Adão, sendo Adão filho de Deus.
Mas vamos então verificar porque Mateus inclui quatro nomes de mulheres sendo duas delas, pagãs.
PRIMEIRA VERDADE: Deus deseja que todos, sem distinção, possuam um relacionamento verdadeiro com Ele.
Quem foi Tamar? Tamar foi uma das mulheres da família de Jacó que não teve o direito de suscitar filhos e isso era para a mulher uma humilhação (Genesis 38:1-30), mas pela soberania divina, Deus concedeu a ela sua dignidade.
Quem foi Raabe? (Josué 6.1-27) Raabe foi uma prostituta que teve a coragem de proteger os espiões do povo de Israel quando foram ver a terra de Jericó. Embora considerada uma Cananéia (idólatra) e prostituta, Deus honrou a fé desta mulher colocando na genealogia de Cristo.
Quem foi Rute? (Rute 1.1-22) Rute foi uma Moabita (idólatra) a qual tomou a iniciativa de ser fiel a sua sogra, a Israelita Noemi e assim fiel a Deus tornou-se avó do Rei Davi, participante da genealogia do Messias.
Quem foi Maria? (Lucas 1:26-56) Maria responde “sim” a Deus e torna-se a mãe do filho de Deus. Quando ao receber o anjo Gabriel, diferente da atitude de Eva na Criação, Maria entregou-se a Deus, colocando-se a disposição dEle, mesmo que isso lhe custasse colocar em jogo a sua moral e sua “dignidade de mulher”.
Estes nomes têm um significado importantíssimo na Missão de Deus. Ao escolher mulheres, Deus estava dando a elas a dignidade de participar efetivamente do maior plano para resgatar o relacionamento com a sua criação. Esta é a primeira vez que encontramos em Mateus tal ênfase. De fato, o Senhor deseja que todos sejam alcançados pelo seu amor e participem para que tantos que ainda não o conheceram possam fazê-lo.
Não importa qual seja a origem. Seja mulher (como nos dias do Antigo Testamento), seja pagão. Onde houver fé, ali há toda condição de um recomeço, de uma nova caminhada, de um envolvimento, de uma transformação e de um relacionamento verdadeiro com Deus neste plano universal de salvação e de reconciliação a todos os homens (Gálatas 3.28).
Estamos iniciando uma nova etapa de estudos sobre a missão de Deus que começamos há alguns meses. Neste tempo, estudamos os principais pontos sobre a missão de Deus no Antigo Testamento. Vimos quando a missão de Deus iniciou, como Ele em Sua soberania se relacionou com sua criação e com toda a humanidade. Vimos também quais foram os episódios principais do Antigo Testamento onde enxergamos este relacionamento. Agora vamos entrar com esta mesma visão nas páginas do Novo Testamento.
1- A missão de Deus no Evangelho de Mateus.
É importante lembrar que o evangelho escrito por Mateus vai retratar Jesus como o Messias profetizado no Antigo Testamento e efetivado no Novo. Mateus queria mostrar aos seus patrícios que Jesus era o Cristo ou o Messias. Por isso Mateus inicia seu evangelho por meio de uma genealogia e não apenas uma tabela de gerações como tantas que existiam, mas uma genealogia “real”, isto é que fala de um rei, que começa com Abraão, o patriarca, passa por Davi e culmina com Jesus.
Vale a pena salientar que no decorrer desta genealogia, encontraremos nomes que segundo as normas da época não deveriam constar em uma tabela “real”. Por exemplo, nomes de mulheres não pertencentes à nação israelita não eram bem recebidos naquela época. Porém Mateus faz questão de incluir nomes como o de Tamar, Raabe, Rute e Maria.
Esta tabela genealógica é diferente da do escritor Lucas (Lc 3.23-38). Nesta o evangelista queria salientar a humanidade de Jesus. Ele é Deus e homem, porém no evangelho de Lucas, Jesus é visualizado como o “filho do homem”. Daí então vermos na tabela de Lucas a mesma iniciar com o nome de Jesus e concluir com o nome de Adão, sendo Adão filho de Deus.
Mas vamos então verificar porque Mateus inclui quatro nomes de mulheres sendo duas delas, pagãs.
PRIMEIRA VERDADE: Deus deseja que todos, sem distinção, possuam um relacionamento verdadeiro com Ele.
Quem foi Tamar? Tamar foi uma das mulheres da família de Jacó que não teve o direito de suscitar filhos e isso era para a mulher uma humilhação (Genesis 38:1-30), mas pela soberania divina, Deus concedeu a ela sua dignidade.
Quem foi Raabe? (Josué 6.1-27) Raabe foi uma prostituta que teve a coragem de proteger os espiões do povo de Israel quando foram ver a terra de Jericó. Embora considerada uma Cananéia (idólatra) e prostituta, Deus honrou a fé desta mulher colocando na genealogia de Cristo.
Quem foi Rute? (Rute 1.1-22) Rute foi uma Moabita (idólatra) a qual tomou a iniciativa de ser fiel a sua sogra, a Israelita Noemi e assim fiel a Deus tornou-se avó do Rei Davi, participante da genealogia do Messias.
Quem foi Maria? (Lucas 1:26-56) Maria responde “sim” a Deus e torna-se a mãe do filho de Deus. Quando ao receber o anjo Gabriel, diferente da atitude de Eva na Criação, Maria entregou-se a Deus, colocando-se a disposição dEle, mesmo que isso lhe custasse colocar em jogo a sua moral e sua “dignidade de mulher”.
Estes nomes têm um significado importantíssimo na Missão de Deus. Ao escolher mulheres, Deus estava dando a elas a dignidade de participar efetivamente do maior plano para resgatar o relacionamento com a sua criação. Esta é a primeira vez que encontramos em Mateus tal ênfase. De fato, o Senhor deseja que todos sejam alcançados pelo seu amor e participem para que tantos que ainda não o conheceram possam fazê-lo.
Não importa qual seja a origem. Seja mulher (como nos dias do Antigo Testamento), seja pagão. Onde houver fé, ali há toda condição de um recomeço, de uma nova caminhada, de um envolvimento, de uma transformação e de um relacionamento verdadeiro com Deus neste plano universal de salvação e de reconciliação a todos os homens (Gálatas 3.28).
sábado, 30 de outubro de 2010
A MISSÃO DE DEUS NO CATIVEIRO
O exílio babilônico foi um ponto decisivo na história de Israel. Jerusalém foi destruída por Nabucodonosor por volta do ano 600 a.C. Depois de 70 anos, uma parte dos judeus retornou à sua terra, porém a maioria preferiu permanecer no exílio, por razões diversas.
Eventualmente chegaram a representar 7% do Império Romano. No ano 70 AD um historiador relatou: “É difícil achar um único lugar sobre a terra habitada que não tenha dado lugar a essa raça de homens (Israel) e não seja possuído por ela”.
Foi durante esse período que a Missão de Deus por meio da nação de Israel mudou completamente. Em vez das nações afluírem a Jerusalém para aprender a Lei do Senhor, direta e indiretamente a Lei foi levada pelos judeus dispersos pelo Cativeiro até aos confins da terra. Pela primeira vez na sua história, Israel se tornou ativamente engajado em conquistar “adeptos” das nações pagãs.
Havia dois tipos de convertidos ao judaísmo: o “prosélito” (At 13.43) e o “temente a Deus” (At 10.2). Estes eram o resultado da expansão do judaísmo entre os gentios durante a Dispersão. Cinco características da vida religiosa judaica nesse período colaboraram para fazer convertidos e indiretamente preparam para a chegada do Cristianismo no Novo Testamento:
1- A Instituição da Sinagoga: Centro religioso e social da vida judaica. Espalhadas pelo Império Romano congregavam grande parte dos judeus que não podiam ir a Jerusalém e assim freqüentavam as sinagogas. Ainda que os pagãos (gentios) fossem excluídos do Templo (At 21.29), eles tinham livre acesso à sinagoga. Assim a sinagoga tornou-se o principal meio de fazer convertidos (Atos 17.1-3).
2- A Tradução das Escrituras para o Grego: A Septuaginta ou LXX teve o objetivo de beneficiar os judeus da Diáspora que passaram a usar o grego, língua franca da região do Mar Mediterrâneo. A LXX era lida cada Sábado nas sinagogas por todo o mundo de fala grega e latina (At 15.21).
3- O Conceito do Monoteísmo: O mundo grego e romano era infestado do politeísmo. Durante o cativeiro o povo de Israel fora curado da idolatria, e muitos gregos sinceros se voltavam ao monoteísmo dos hebreus (Atos 17).
4- A prática da moralidade: “A corrupção na política, libertinagem no prazer, fraudes nos negócios, engano, e superstição religiosa fizeram a vida humana em Roma deprimente para muitos”. Enquanto isso, os pais judeus ensinavam a Lei a seus filhos e mantinham um padrão familiar alto e todas as crianças aprendiam sua profissão.
5- A promessa de um Messias: A expectativa messiânica foi a grande bandeira do judaísmo. O Messias seria bem sucedido onde os outros dominadores falharam, pois estabeleceria um reino de paz universal para todos os povos, baseado na justiça absoluta.
Portanto, a missão de Deus se fez também enquanto os israelitas estavam sob a disciplina e castigo de Deus. É muito salutar entendermos que embora sejamos disciplinados pelo Senhor ou soframos as conseqüências de nossos erros e pecados, Deus em sua misericórdia continua manifestando sua graça aos nossos semelhantes mesmo quando andamos por caminhos difíceis como foi o caso de Israel, que sofreu os resultados de sua idolatria e de seu caminho longe do Senhor.
Cabe ainda ressaltar que todo este caminho que o povo de Israel fez antes e depois do Cativeiro Babilônico, promoveu a preparação do mundo antigo para a chegada do Messias Jesus, Deus Emanuel. Esta preparação se deu em todos os sistemas da vida humana, desde a política, a economia, a cultura e a religiosidade.
Deus está preocupado sim, como este mundo tem andado. Não podemos deixar de lado nossa preocupação com a realidade cruel que nossa sociedade vive. Devemos entender que em todos os processos da existência humana Deus está direta e indiretamente agindo a fim de que todos o conheçam e venham a se relacionar com Ele. A missão da igreja hoje deve ser a missão de Deus. A ação da igreja hoje deve refletir a ação de Deus. Será que a igreja necessita ser disciplinada pelo Senhor por tantas vezes buscar seu próprio benefício, a fim de que outros venham a conhecê-lo de modo verdadeiro?
Eventualmente chegaram a representar 7% do Império Romano. No ano 70 AD um historiador relatou: “É difícil achar um único lugar sobre a terra habitada que não tenha dado lugar a essa raça de homens (Israel) e não seja possuído por ela”.
Foi durante esse período que a Missão de Deus por meio da nação de Israel mudou completamente. Em vez das nações afluírem a Jerusalém para aprender a Lei do Senhor, direta e indiretamente a Lei foi levada pelos judeus dispersos pelo Cativeiro até aos confins da terra. Pela primeira vez na sua história, Israel se tornou ativamente engajado em conquistar “adeptos” das nações pagãs.
Havia dois tipos de convertidos ao judaísmo: o “prosélito” (At 13.43) e o “temente a Deus” (At 10.2). Estes eram o resultado da expansão do judaísmo entre os gentios durante a Dispersão. Cinco características da vida religiosa judaica nesse período colaboraram para fazer convertidos e indiretamente preparam para a chegada do Cristianismo no Novo Testamento:
1- A Instituição da Sinagoga: Centro religioso e social da vida judaica. Espalhadas pelo Império Romano congregavam grande parte dos judeus que não podiam ir a Jerusalém e assim freqüentavam as sinagogas. Ainda que os pagãos (gentios) fossem excluídos do Templo (At 21.29), eles tinham livre acesso à sinagoga. Assim a sinagoga tornou-se o principal meio de fazer convertidos (Atos 17.1-3).
2- A Tradução das Escrituras para o Grego: A Septuaginta ou LXX teve o objetivo de beneficiar os judeus da Diáspora que passaram a usar o grego, língua franca da região do Mar Mediterrâneo. A LXX era lida cada Sábado nas sinagogas por todo o mundo de fala grega e latina (At 15.21).
3- O Conceito do Monoteísmo: O mundo grego e romano era infestado do politeísmo. Durante o cativeiro o povo de Israel fora curado da idolatria, e muitos gregos sinceros se voltavam ao monoteísmo dos hebreus (Atos 17).
4- A prática da moralidade: “A corrupção na política, libertinagem no prazer, fraudes nos negócios, engano, e superstição religiosa fizeram a vida humana em Roma deprimente para muitos”. Enquanto isso, os pais judeus ensinavam a Lei a seus filhos e mantinham um padrão familiar alto e todas as crianças aprendiam sua profissão.
5- A promessa de um Messias: A expectativa messiânica foi a grande bandeira do judaísmo. O Messias seria bem sucedido onde os outros dominadores falharam, pois estabeleceria um reino de paz universal para todos os povos, baseado na justiça absoluta.
Portanto, a missão de Deus se fez também enquanto os israelitas estavam sob a disciplina e castigo de Deus. É muito salutar entendermos que embora sejamos disciplinados pelo Senhor ou soframos as conseqüências de nossos erros e pecados, Deus em sua misericórdia continua manifestando sua graça aos nossos semelhantes mesmo quando andamos por caminhos difíceis como foi o caso de Israel, que sofreu os resultados de sua idolatria e de seu caminho longe do Senhor.
Cabe ainda ressaltar que todo este caminho que o povo de Israel fez antes e depois do Cativeiro Babilônico, promoveu a preparação do mundo antigo para a chegada do Messias Jesus, Deus Emanuel. Esta preparação se deu em todos os sistemas da vida humana, desde a política, a economia, a cultura e a religiosidade.
Deus está preocupado sim, como este mundo tem andado. Não podemos deixar de lado nossa preocupação com a realidade cruel que nossa sociedade vive. Devemos entender que em todos os processos da existência humana Deus está direta e indiretamente agindo a fim de que todos o conheçam e venham a se relacionar com Ele. A missão da igreja hoje deve ser a missão de Deus. A ação da igreja hoje deve refletir a ação de Deus. Será que a igreja necessita ser disciplinada pelo Senhor por tantas vezes buscar seu próprio benefício, a fim de que outros venham a conhecê-lo de modo verdadeiro?
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
ORAÇÃO...
"Dê-me, Senhor, agudeza para entender, capacidade para reter, método e faculdade para aprender, sutileza para interpretar, graça e abundância para falar. Dê-me, Senhor, acerto ao começar, direção ao progredir e perfeição ao concluir"
(Santo Tomás de Aquino)
(Santo Tomás de Aquino)
terça-feira, 19 de outubro de 2010
A missão de Deus nos Profetas
Não há entre os livros proféticos, nenhum que relatou mais claramente a visão missionária de Israel do que Isaias. Devemos fazer algumas considerações sobre alguns trechos dos profetas para que nos convençamos que a visão da missão de Deus pervade todo o cânon sagrado.
Em Isaias 6:1-8 encontramos todas as condições do chamado do profeta. Isaias tem a visão da glória de Deus, ao mesmo tempo que relata a experiência do perdão e após isso a comissão para profetizar entre o povo de Israel.
Há relatos notáveis a respeito da vinda do Messias (Is 9:1-7; Is 11:1-10), a ênfase no encorajamento dado a Israel para ser o mediador entre os povos (Is 41:8-10) e a profecia a respeito do Servo do Senhor como luz para os gentios (42:1-9; 49:1-7; Is 52:7). O profeta registra uma proclamação profética para os pagãos (Is 2.1-4). Os povos são levados a Israel (Is 5.24). As ilhas são convidadas a louvar a Deus (Is 24.14-16). A ordem para que todos os povos se congreguem ao redor do Deus eterno (Is 43.6-9). Deve ser ressaltada a abrangência da obra do Servo do Senhor (Is 49.1-7). Em Is 56.1-8 os estrangeiros são tratados como filhos e em Is 66.18-21, os que jamais ouviram falar de Javé (Senhor) também são alvo de Sua graça.
Outro profeta que devemos fazer menção é Jonas. Ele é chamado por Deus para ir a Nínive, cidade ímpia e idólatra, capital do Império Assírio. Seu objetivo é converter os inimigos de Israel. Mas o que se vê é um tratamento de Deus para com Jonas, um dos profetas do povo de Deus. O livro relata claramente o amor gracioso de Deus e a amargura de um profeta que deveria ser uma luz entre os pagãos. Deus não permite que Seu plano fosse frustrado, pelas palavras e atos do profeta. No caso, o livro de Jonas além de ser o registro de que Deus deseja ser conhecido pelos que não pertencem a Israel, como também o meio canônico de mostrar que Israel jamais poderia se envaidecer de sua eleição. O amor de Deus rompe barreiras para alcançar quem ele deseja salvar.
A) O Conceito de Reino: Juntamente com o movimento profético, o conceito de Reino vai sendo desenvolvido e amadurecido desde o início da revelação. Tal conceito se torna importante porque Jesus irá utilizar freqüentemente desse termo para fazer alusão ao Domínio eterno de Deus sobre o universo. Embora a idéia de Reino para Israel tenha sido usada desde o livro de Deuteronômio (Dt 17.14-20), o tempo dos Juízes trouxe a Israel uma motivação errada, o desejo de se tornar reino, isto é uma monarquia veio motivado pela inveja às nações circunvizinhas (1 Sm 8.6-9).
A monarquia durante o reinado de Davi tem a sua maior expressão. Ela é vista positivamente em contraste com o reinado de Saul, pois Davi encarna de fato o homem segundo o coração de Deus e adiciona a essa característica seu carisma como líder da nação. Assim encontramos um rico vocabulário que descrevia o rei como “filho de Deus” (Sl 2.7), “sacerdote de uma ordem única” (Sl 110.4) e até o próprio “fôlego que dava vida ao povo” (Lm 4.20). O rei se permanecesse obediente a vontade divina poderia ser uma fonte de vida, salvação e bênção para o povo de Javé (1 Sm 12.14; Sl 132.12).
É bom lembrar que é na eleição de Israel, muito tempo antes da monarquia que o conceito de reino começa a germinar. A eleição conscientizava a Israel que era o povo chamado para viver sob o governo de Deus e é aí que o conceito de reino se instala. O rei não governava de forma autônoma, mas ele deveria ser o delegado de Deus, responsável pela sua conduta diante de elohim, como também diante do povo. A época de Salomão trouxe um tempo de estabilidade e paz. “Na pessoa de Salomão, a liderança passou de carisma para dinastia”. Contudo com Salomão o povo intensificou o politeísmo e a idolatria.
Em Isaias 6:1-8 encontramos todas as condições do chamado do profeta. Isaias tem a visão da glória de Deus, ao mesmo tempo que relata a experiência do perdão e após isso a comissão para profetizar entre o povo de Israel.
Há relatos notáveis a respeito da vinda do Messias (Is 9:1-7; Is 11:1-10), a ênfase no encorajamento dado a Israel para ser o mediador entre os povos (Is 41:8-10) e a profecia a respeito do Servo do Senhor como luz para os gentios (42:1-9; 49:1-7; Is 52:7). O profeta registra uma proclamação profética para os pagãos (Is 2.1-4). Os povos são levados a Israel (Is 5.24). As ilhas são convidadas a louvar a Deus (Is 24.14-16). A ordem para que todos os povos se congreguem ao redor do Deus eterno (Is 43.6-9). Deve ser ressaltada a abrangência da obra do Servo do Senhor (Is 49.1-7). Em Is 56.1-8 os estrangeiros são tratados como filhos e em Is 66.18-21, os que jamais ouviram falar de Javé (Senhor) também são alvo de Sua graça.
Outro profeta que devemos fazer menção é Jonas. Ele é chamado por Deus para ir a Nínive, cidade ímpia e idólatra, capital do Império Assírio. Seu objetivo é converter os inimigos de Israel. Mas o que se vê é um tratamento de Deus para com Jonas, um dos profetas do povo de Deus. O livro relata claramente o amor gracioso de Deus e a amargura de um profeta que deveria ser uma luz entre os pagãos. Deus não permite que Seu plano fosse frustrado, pelas palavras e atos do profeta. No caso, o livro de Jonas além de ser o registro de que Deus deseja ser conhecido pelos que não pertencem a Israel, como também o meio canônico de mostrar que Israel jamais poderia se envaidecer de sua eleição. O amor de Deus rompe barreiras para alcançar quem ele deseja salvar.
A) O Conceito de Reino: Juntamente com o movimento profético, o conceito de Reino vai sendo desenvolvido e amadurecido desde o início da revelação. Tal conceito se torna importante porque Jesus irá utilizar freqüentemente desse termo para fazer alusão ao Domínio eterno de Deus sobre o universo. Embora a idéia de Reino para Israel tenha sido usada desde o livro de Deuteronômio (Dt 17.14-20), o tempo dos Juízes trouxe a Israel uma motivação errada, o desejo de se tornar reino, isto é uma monarquia veio motivado pela inveja às nações circunvizinhas (1 Sm 8.6-9).
A monarquia durante o reinado de Davi tem a sua maior expressão. Ela é vista positivamente em contraste com o reinado de Saul, pois Davi encarna de fato o homem segundo o coração de Deus e adiciona a essa característica seu carisma como líder da nação. Assim encontramos um rico vocabulário que descrevia o rei como “filho de Deus” (Sl 2.7), “sacerdote de uma ordem única” (Sl 110.4) e até o próprio “fôlego que dava vida ao povo” (Lm 4.20). O rei se permanecesse obediente a vontade divina poderia ser uma fonte de vida, salvação e bênção para o povo de Javé (1 Sm 12.14; Sl 132.12).
É bom lembrar que é na eleição de Israel, muito tempo antes da monarquia que o conceito de reino começa a germinar. A eleição conscientizava a Israel que era o povo chamado para viver sob o governo de Deus e é aí que o conceito de reino se instala. O rei não governava de forma autônoma, mas ele deveria ser o delegado de Deus, responsável pela sua conduta diante de elohim, como também diante do povo. A época de Salomão trouxe um tempo de estabilidade e paz. “Na pessoa de Salomão, a liderança passou de carisma para dinastia”. Contudo com Salomão o povo intensificou o politeísmo e a idolatria.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Os Salmos e a Missão de Deus
Desde a tomada da Terra Prometida até a instauração da Monarquia em Israel, Javé traçou uma linha de responsabilidade para Seu povo chamando-o sempre a manter a Aliança que fora feita no Sinai. Esta visão de Deus não se revelou apenas nos livros da lei e nos livros históricos, mas também entre os chamados “Escritos” ou Livros Poéticos.
Tomaremos o livro dos Salmos para compreender a visão da missão de Deus. Os Salmos não eram apenas o Hinário Nacional de Israel, mas, sobretudo, ensinavam e rememoravam ao povo que sua “Liturgia” deveria exaltar o “Deus de todos os povos” e suas ações na terra por meio da nação eleita que era Israel.
Portanto, há uma estreita ligação entre o binômio: Adoração e Missão. Estes termos sempre andam juntos e um depende do outro. Como afirma Dr. Timóteo Carriker: “A missão do povo escolhido encontra sua relação eficaz com o mundo à medida que responda sincera e pessoalmente a Deus”. Assim, o caráter do povo de Deus se mostra através de sua relação com Ele.
Portanto a Finalidade dos Salmos eram: Reproduzir a visão missionária ao povo que cantava; Estar em harmonia com o propósito e a mensagem de Israel; Chamar as nações a um culto ao Deus Universal; Glorificar ao Deus que reina sobre as nações; Revelar o domínio de Deus sobre o universo; Reafirmar a esperança messiânica; Revelar o juízo e a misericórdia de Deus sobre a terra;
Cumprir a missão de Deus tem uma profunda e forte ligação com a adoração. A missão é impulsionada e motivada pela relação que o povo tem com Deus.
No Antigo Testamento. Deus (Javé) estava determinando a Israel que adorasse ao Seu Criador, mas também estivesse olhando os povos ao seu redor. O povo que falava e cantava a Deus por meio dos Salmos, não somente enaltecia a Deus e as suas obras, como também recebia forte impressão acerca do Domínio Universal de Deus. Além disso, Israel como povo escolhido e nação sacerdotal (Ex 19.3-6) deveria responder a Deus sinceramente tanto quanto mais conhecesse a abrangência de sua Soberania.
A adoração e missão andam juntas. Orlando Costas afirma: “Missão é a comunicação e a antecipação da adoração. Liturgia sem missão é como um rio sem uma fonte. Missão sem adoração é como um rio sem o mar. Sem um, o outro perde sua vitalidade e seu significado”. E o pastor João Piper complementa: “Adoração é o combustível e o alvo na missão. Ela é o alvo da missão, porque na missão, nós tentamos trazer as nações para dentro do gozo supremo da glória de Deus. O alvo da missão é a alegria dos povos diante da grandeza de Deus. Mas adoração também é o combustível da missão. Paixão por Deus na adoração precede o que Deus oferece na pregação. Você não pode recomendar o que não é valorizado”. Portanto, a missão começa e termina em adoração.
A pobreza na vida devocional da igreja produz a pobreza na dedicação ao mundo. Quanto mais intensamente se relaciona com Deus, tanto mais haverá compromisso na missão ao mundo a fim de que todos ofereçam sua oferta, uma vez santificada pelo Espírito Santo (Rm 15.16-18). João Piper mais uma vez reafirma: "Quando a chama do culto queima com o calor da verdadeira dignidade de Deus, a luz da missão brilhará até os povos mais distantes da terra". E Carriker acentua: “Quando a paixão por Deus está fraca, o zelo pela missão certamente será fraco. As igrejas que não vivem a exaltar a majestade e a beleza de Deus dificilmente poderão acender uma luz forte para "anunciar entre as nações a sua glória" (Sl 96.3).
Os nossos cultos fervem com a exaltação da glória de Deus? O zelo pela glória de Deus no culto motiva a obra missionária? Os Salmos mostram o homem falando a Deus de maneira pessoal. Israel deveria ser assim. A Igreja deve ser assim também. É no conteúdo dos salmos que vemos a forma didática de Deus para ensinar seu povo (7.7,8; 10.16; 19.1-4; 22.27-28; 47.1-9; 50.1; 59.5; 64.9; 66.1,8; 67.1-8; 68.28-32; 72.8-11; 72.17; 86.9; 96.1-3; 98.2; 99.1; 100.1-5; 108.3; 105.1,44,45; 117.1-3).
A comunicação litúrgica mantinha sempre dois canais abertos. Um era o canal horizontal, onde o salmista falava a Deus, o segundo era o ensino que invadia o canal vertical, isto é, não havia somente louvor, mas também instrução e memorização das verdades ali registradas. Ao analisar os Salmos vemos quão importante é falar ao coração das pessoas. Quanto mais intensamente houver uma relação de intimidade em oração e adoração a Deus por meio do orar e cantar os salmos, mais conheceremos a Sua vontade, o Seu coração e assim também nos moveremos dentro de Sua missão. Você conhece a vontade, o coração e a missão de Deus? Desenvolva um caminho de adoração. Esse é o segredo.
Tomaremos o livro dos Salmos para compreender a visão da missão de Deus. Os Salmos não eram apenas o Hinário Nacional de Israel, mas, sobretudo, ensinavam e rememoravam ao povo que sua “Liturgia” deveria exaltar o “Deus de todos os povos” e suas ações na terra por meio da nação eleita que era Israel.
Portanto, há uma estreita ligação entre o binômio: Adoração e Missão. Estes termos sempre andam juntos e um depende do outro. Como afirma Dr. Timóteo Carriker: “A missão do povo escolhido encontra sua relação eficaz com o mundo à medida que responda sincera e pessoalmente a Deus”. Assim, o caráter do povo de Deus se mostra através de sua relação com Ele.
Portanto a Finalidade dos Salmos eram: Reproduzir a visão missionária ao povo que cantava; Estar em harmonia com o propósito e a mensagem de Israel; Chamar as nações a um culto ao Deus Universal; Glorificar ao Deus que reina sobre as nações; Revelar o domínio de Deus sobre o universo; Reafirmar a esperança messiânica; Revelar o juízo e a misericórdia de Deus sobre a terra;
Cumprir a missão de Deus tem uma profunda e forte ligação com a adoração. A missão é impulsionada e motivada pela relação que o povo tem com Deus.
No Antigo Testamento. Deus (Javé) estava determinando a Israel que adorasse ao Seu Criador, mas também estivesse olhando os povos ao seu redor. O povo que falava e cantava a Deus por meio dos Salmos, não somente enaltecia a Deus e as suas obras, como também recebia forte impressão acerca do Domínio Universal de Deus. Além disso, Israel como povo escolhido e nação sacerdotal (Ex 19.3-6) deveria responder a Deus sinceramente tanto quanto mais conhecesse a abrangência de sua Soberania.
A adoração e missão andam juntas. Orlando Costas afirma: “Missão é a comunicação e a antecipação da adoração. Liturgia sem missão é como um rio sem uma fonte. Missão sem adoração é como um rio sem o mar. Sem um, o outro perde sua vitalidade e seu significado”. E o pastor João Piper complementa: “Adoração é o combustível e o alvo na missão. Ela é o alvo da missão, porque na missão, nós tentamos trazer as nações para dentro do gozo supremo da glória de Deus. O alvo da missão é a alegria dos povos diante da grandeza de Deus. Mas adoração também é o combustível da missão. Paixão por Deus na adoração precede o que Deus oferece na pregação. Você não pode recomendar o que não é valorizado”. Portanto, a missão começa e termina em adoração.
A pobreza na vida devocional da igreja produz a pobreza na dedicação ao mundo. Quanto mais intensamente se relaciona com Deus, tanto mais haverá compromisso na missão ao mundo a fim de que todos ofereçam sua oferta, uma vez santificada pelo Espírito Santo (Rm 15.16-18). João Piper mais uma vez reafirma: "Quando a chama do culto queima com o calor da verdadeira dignidade de Deus, a luz da missão brilhará até os povos mais distantes da terra". E Carriker acentua: “Quando a paixão por Deus está fraca, o zelo pela missão certamente será fraco. As igrejas que não vivem a exaltar a majestade e a beleza de Deus dificilmente poderão acender uma luz forte para "anunciar entre as nações a sua glória" (Sl 96.3).
Os nossos cultos fervem com a exaltação da glória de Deus? O zelo pela glória de Deus no culto motiva a obra missionária? Os Salmos mostram o homem falando a Deus de maneira pessoal. Israel deveria ser assim. A Igreja deve ser assim também. É no conteúdo dos salmos que vemos a forma didática de Deus para ensinar seu povo (7.7,8; 10.16; 19.1-4; 22.27-28; 47.1-9; 50.1; 59.5; 64.9; 66.1,8; 67.1-8; 68.28-32; 72.8-11; 72.17; 86.9; 96.1-3; 98.2; 99.1; 100.1-5; 108.3; 105.1,44,45; 117.1-3).
A comunicação litúrgica mantinha sempre dois canais abertos. Um era o canal horizontal, onde o salmista falava a Deus, o segundo era o ensino que invadia o canal vertical, isto é, não havia somente louvor, mas também instrução e memorização das verdades ali registradas. Ao analisar os Salmos vemos quão importante é falar ao coração das pessoas. Quanto mais intensamente houver uma relação de intimidade em oração e adoração a Deus por meio do orar e cantar os salmos, mais conheceremos a Sua vontade, o Seu coração e assim também nos moveremos dentro de Sua missão. Você conhece a vontade, o coração e a missão de Deus? Desenvolva um caminho de adoração. Esse é o segredo.
Dia do Mestre - Minha aula, meu culto
Hoje faço um tributo a Deus, pela minha vocação. Lembro-me de minha mãe e de meu pai. Não apenas me geraram, mas me repassaram o DNA de minha vocação. Recordo-me das tantas vezes que minha mãe Marly, Mestra do Ensino Fundamental, me ensinava a ler pela cartilha "caminho suave". Com ela aprendi as primeiras letras, com ela aprendi a amar como ela amava tão sinceramente, tão profundamente. Recordo-me de meu pai Raul, Mestre e Instrutor do SENAI. Com ele aprendi os primeiros passos da Eletricidade Básica. Com ele aprendi a seriedade e a honestidade. Lembro-me de meu pastor Rev. Dirceu, Mestre da alma que me ensinou os primeiros passos da fé e me incentivou ao ministério pastoral, jamais esquecerei de seus sermões e homilias que enchiam a minha alma ainda quando jovem na igreja de Rio Claro. Recordo-me sim, de todos os meus mestres, de todos e de todas.
Hoje, ensino aos meus alunos não apenas os valores que aprendi deles, mas faço de minhas aulas o meu verdadeiro culto a Deus. Ser Mestre é mais do que ensinar teorias e fórmulas. Ser Mestre é doar-se pela alma e pelo aprendizado de tantos que desejam crescer e se libertar, não somente na alma mas também no intelecto.
Hoje, quando estou ensinando, não sei se estou servindo ao meus alunos ou se estou adorando a Deus. A verdade é que "ensinar" é um mistério que vai além das regras básicas da comunicação, da didática, da pedagogia e da metodologia. O ensino é um encontro de almas que se interagem e se integralizam. Ali não sabemos quem ensina e quem aprende.
Hoje, lembro-me de meu país, meu Brasil, tão vasto, tão rico, tão verdadeiro, tão pluralista, mas também tão pobre, tão analfabeto, tão inculto, tão mísero, tão manipulado, tão explorado por que faltam Mestres Verdadeiros que façam de sua vocação o seu culto a Deus. Que façam de sua Maestria não apenas um meio de vida, mas que façam de suas vidas um meio para a libertação de nosso país. Nestes últimos anos, nosso país pode até ter dado melhores chances às camadas mais baixas da sociedade, mas está embrutecendo, emburrecendo, e diluindo os valores que recheiam o intelecto de qualquer ser humano.
Precisamos de Mestres que possam conduzir seus alunos a uma libertação social, espiritual, cultural e intelectual, que abram caminhos e iluminem os passos para uma sociedade melhor e mais justa.
Cada vez mais lhe falta educação, alfabetização cultural, libertação intelectual e valorização da vida. Não basta que os políticos se comprometam com um Brasil mais forte economicamente. É necessário enriquecer a mente de cada cidadão.
Neste dia, aos meus pais e mestres, queridos e amados, rememorados por meio de toques, gestos, palavras e semblantes, ergo diante de meu Cristo, meu tributo e agradeço pelas mãos que me conduziram.
Hoje, ensino aos meus alunos não apenas os valores que aprendi deles, mas faço de minhas aulas o meu verdadeiro culto a Deus. Ser Mestre é mais do que ensinar teorias e fórmulas. Ser Mestre é doar-se pela alma e pelo aprendizado de tantos que desejam crescer e se libertar, não somente na alma mas também no intelecto.
Hoje, quando estou ensinando, não sei se estou servindo ao meus alunos ou se estou adorando a Deus. A verdade é que "ensinar" é um mistério que vai além das regras básicas da comunicação, da didática, da pedagogia e da metodologia. O ensino é um encontro de almas que se interagem e se integralizam. Ali não sabemos quem ensina e quem aprende.
Hoje, lembro-me de meu país, meu Brasil, tão vasto, tão rico, tão verdadeiro, tão pluralista, mas também tão pobre, tão analfabeto, tão inculto, tão mísero, tão manipulado, tão explorado por que faltam Mestres Verdadeiros que façam de sua vocação o seu culto a Deus. Que façam de sua Maestria não apenas um meio de vida, mas que façam de suas vidas um meio para a libertação de nosso país. Nestes últimos anos, nosso país pode até ter dado melhores chances às camadas mais baixas da sociedade, mas está embrutecendo, emburrecendo, e diluindo os valores que recheiam o intelecto de qualquer ser humano.
Precisamos de Mestres que possam conduzir seus alunos a uma libertação social, espiritual, cultural e intelectual, que abram caminhos e iluminem os passos para uma sociedade melhor e mais justa.
Cada vez mais lhe falta educação, alfabetização cultural, libertação intelectual e valorização da vida. Não basta que os políticos se comprometam com um Brasil mais forte economicamente. É necessário enriquecer a mente de cada cidadão.
Neste dia, aos meus pais e mestres, queridos e amados, rememorados por meio de toques, gestos, palavras e semblantes, ergo diante de meu Cristo, meu tributo e agradeço pelas mãos que me conduziram.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
OS PACTOS, A MISSÃO E A IGREJA
ELEITOS PARA O SERVIÇO
O chamado de ser bênção para todas as famílias da terra, concedida a Abraão (Gn 12.1-3) e a sua posteridade, é confirmada em Isaque (Gn 26.1-6) e mais uma vez repetida para com seu neto Jacó (Gn 28.10-14). Mas essa aliança confirmada com os Patriarcas se consolida para com os filhos de Israel (Jacó), não como família, mas como uma nação. É na peregrinação do deserto, antes do povo receber as leis sociais, cerimoniais e litúrgicas, Deus mais uma vez repete os mesmos princípios agora de forma mais desenvolvida como se vê em (Ex 19.1-6).
A aliança no Sinai seria a base contínua do relacionamento de Israel com Javé e também a conseqüência da sua eleição como povo. Esta Aliança precisava ser renovada a cada geração, pois a mesma era condiciona a uma vida de obediência. Em Êxodo 19, mais uma vez Deus fala a Moisés reafirmando a Graça sobre a nação desde quando o povo é libertado do cativeiro egípcio: “... tendes visto o que vos fiz.... e vos cheguei a mim...” (Ex 19.4). Vinculada a esta Graça está a Aliança do povo para com o Senhor. A Palavra era a base desta aliança “....agora pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança”. O termo usado para guardar é melhor traduzido por cumprir. Isso traz a idéia de obediência. A obediência à Palavra de Deus traria à nação condições e características dadas somente ao povo israelita: “...então sereis minha Propriedade Peculiar, um Reino de Sacerdotes e uma Nação Santa.”
Aqui reside o primeiro chamado oficial de Israel como Reino Sacerdotal. Uma nação que é eleita para estar no meio das nações pagãs e a partir daí ser bênção aos povos pela Obediência a Javé, pela Palavra de Deus, anelando a santidade de vida que é inerente ao ser de Deus mas também comunicada a Israel para ser espelho da glória de Deus. Aí temos a primeira forma de missão: a Missão centrípeta de Israel. Isto é, a nação de Israel não sairia para testemunhar, e sim os povos pagãos é que viriam procurar Deus onde? Em Israel.
1. SOMOS SEPARADOS PARA SERVIR. Assim compreendemos que o termo “ser santo”, não expressa favoritismo, nem particularismo da parte de Deus, mas implica em que alguém é separado para servir (I Pe 2.9); Não há santidade sem uma finalidade.
2. DEUS QUER A SUA IGREJA NO MUNDO E NÃO FORA DELE. A igreja, assim como Israel deve ter como maior propósito além de glorificar a Deus, ser o Reino de Sacerdotes no meio da sociedade em cada geração. Essa compreensão sobre si mesma implica numa função de mediação e ministração (Mt 5.13-16);
3. A ELEIÇÃO NÃO NOS PROTEGE DO MUNDO, MAS NOS EXPÕE A ELE. Nesse caso a eleição envolve risco, sacrifício, auto-entrega e serviço. Muito diferente do pensamento popular sobre eleição, esta visão não envolve o eleito numa redoma de vidro, mas o lança no mundo para interagir com ele (Lc 9.23);
4. SER ELEITO LEVARÁ O CRISTÃO A SE PRONUNCIAR PUBLICAMENTE. O chamado vocacional e ministerial exige pública confissão, à vista de todos. A eleição é para Deus e também para o mundo. Para Deus, pois ele escolhe como quer, mas também para o mundo, pois é nele que o cristão confirma o seu chamado.
5. SOMOS ESCOLHIDOS PARA SERVIR SEM BARGANHAS COM O MUNDO. Somos uma geração eleita para que? A eleição reafirmará o serviço despretensioso do Novo Israel, a Igreja (2ª Pe 1.3-12). Não há barganhas com o mundo e sim serviço devotado em todas as áreas da vida humana. Esse serviço enfocará a glória de Deus e a evangelização do mundo. O serviço deve ser em todas as áreas e de todas as maneiras. (I Coríntios 9.19-27)
6. OLHE PARA UM ELEITO DE DEUS, ELE ESTARÁ SERVINDO. Certamente ele não estará de braços cruzados. Portanto o testemunho da igreja está intimamente ligado com a doutrina da eleição. Ora se quisermos ver um eleito de Deus, ele estará servindo focado em um determinado ministério, em sua vida comum, em prol da expansão do Reino de Deus.
O chamado de ser bênção para todas as famílias da terra, concedida a Abraão (Gn 12.1-3) e a sua posteridade, é confirmada em Isaque (Gn 26.1-6) e mais uma vez repetida para com seu neto Jacó (Gn 28.10-14). Mas essa aliança confirmada com os Patriarcas se consolida para com os filhos de Israel (Jacó), não como família, mas como uma nação. É na peregrinação do deserto, antes do povo receber as leis sociais, cerimoniais e litúrgicas, Deus mais uma vez repete os mesmos princípios agora de forma mais desenvolvida como se vê em (Ex 19.1-6).
A aliança no Sinai seria a base contínua do relacionamento de Israel com Javé e também a conseqüência da sua eleição como povo. Esta Aliança precisava ser renovada a cada geração, pois a mesma era condiciona a uma vida de obediência. Em Êxodo 19, mais uma vez Deus fala a Moisés reafirmando a Graça sobre a nação desde quando o povo é libertado do cativeiro egípcio: “... tendes visto o que vos fiz.... e vos cheguei a mim...” (Ex 19.4). Vinculada a esta Graça está a Aliança do povo para com o Senhor. A Palavra era a base desta aliança “....agora pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança”. O termo usado para guardar é melhor traduzido por cumprir. Isso traz a idéia de obediência. A obediência à Palavra de Deus traria à nação condições e características dadas somente ao povo israelita: “...então sereis minha Propriedade Peculiar, um Reino de Sacerdotes e uma Nação Santa.”
Aqui reside o primeiro chamado oficial de Israel como Reino Sacerdotal. Uma nação que é eleita para estar no meio das nações pagãs e a partir daí ser bênção aos povos pela Obediência a Javé, pela Palavra de Deus, anelando a santidade de vida que é inerente ao ser de Deus mas também comunicada a Israel para ser espelho da glória de Deus. Aí temos a primeira forma de missão: a Missão centrípeta de Israel. Isto é, a nação de Israel não sairia para testemunhar, e sim os povos pagãos é que viriam procurar Deus onde? Em Israel.
1. SOMOS SEPARADOS PARA SERVIR. Assim compreendemos que o termo “ser santo”, não expressa favoritismo, nem particularismo da parte de Deus, mas implica em que alguém é separado para servir (I Pe 2.9); Não há santidade sem uma finalidade.
2. DEUS QUER A SUA IGREJA NO MUNDO E NÃO FORA DELE. A igreja, assim como Israel deve ter como maior propósito além de glorificar a Deus, ser o Reino de Sacerdotes no meio da sociedade em cada geração. Essa compreensão sobre si mesma implica numa função de mediação e ministração (Mt 5.13-16);
3. A ELEIÇÃO NÃO NOS PROTEGE DO MUNDO, MAS NOS EXPÕE A ELE. Nesse caso a eleição envolve risco, sacrifício, auto-entrega e serviço. Muito diferente do pensamento popular sobre eleição, esta visão não envolve o eleito numa redoma de vidro, mas o lança no mundo para interagir com ele (Lc 9.23);
4. SER ELEITO LEVARÁ O CRISTÃO A SE PRONUNCIAR PUBLICAMENTE. O chamado vocacional e ministerial exige pública confissão, à vista de todos. A eleição é para Deus e também para o mundo. Para Deus, pois ele escolhe como quer, mas também para o mundo, pois é nele que o cristão confirma o seu chamado.
5. SOMOS ESCOLHIDOS PARA SERVIR SEM BARGANHAS COM O MUNDO. Somos uma geração eleita para que? A eleição reafirmará o serviço despretensioso do Novo Israel, a Igreja (2ª Pe 1.3-12). Não há barganhas com o mundo e sim serviço devotado em todas as áreas da vida humana. Esse serviço enfocará a glória de Deus e a evangelização do mundo. O serviço deve ser em todas as áreas e de todas as maneiras. (I Coríntios 9.19-27)
6. OLHE PARA UM ELEITO DE DEUS, ELE ESTARÁ SERVINDO. Certamente ele não estará de braços cruzados. Portanto o testemunho da igreja está intimamente ligado com a doutrina da eleição. Ora se quisermos ver um eleito de Deus, ele estará servindo focado em um determinado ministério, em sua vida comum, em prol da expansão do Reino de Deus.
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