Buscando fontes do Cristianismo Oriental, a missão e oração estão tão conectadas e interligadas que os Monges Russos compreendem que ao se preparar para sua tarefa, "ele se retira do meio dos homens, afasta-se do seu ruído, das suas palavras, das suas críticas e do meio dos seus louvores e aceita a disciplina, crucificando sua carne e aniquilando sua 'vontade própria egoísta' pela obediência. A oração e o pensamento de Deus preparam sua alma para receber a graça. Ele se cala durante longo tempo. Mas chega o dia em que sente a necessidade interior de falar, de agir abertamente, como afirma Seraphim de Sarov, para a glória de Deus".
A missão jamais deve prescindir a oração. A oração significa o silêncio da alma em Deus. A busca pela sua vontade e a compreensão de seu querer. Na verdade, a missão é a consequência da oração. Oração que não se faz num momento, mas que se torna contínua e perseverante, pois seu propósito não é fazer Deus responder as nossas inquietações e problemas mas sim de, nas inquietações encontramo-nos com Deus, a fim de que possamos ajudar-nos uns aos outros por meio de nossa missão.
Assim não somente abrimos a boca cheia da graça de Cristo, como ensinamos com nossa boca fechada. Não porque deixamos de falar, mas sim porque nos permitimos comunicar por meio do silêncio do coração.
A missão então, torna-se de fato a "missio Dei" (missão de Deus).
sexta-feira, 8 de julho de 2011
Ressurreição e Missão
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