Sequência da última semana de Jesus
A Quarta-feira: Conspiração e traição
o Mateus 26:1–5o Marcos 14:1–2o Lucas 22:1–2
o Mateus 26:14–16o Marcos 14:10–11o Lucas 22:3–6
o Mateus 26:6–13o Marcos 14:3–9o João 12:1–8
A traição nunca virá de um inimigo, mas sempre daquele que se faz amigo e acolhedor. Judas Iscariotes embora tendo sido chamado a ser discípulo e ainda que tenha sido nomeado a ser tesoureiro do grupo mais íntimo de Jesus, não chegou a perceber o Reino de Deus e o tratou como um reino de homens. Iscariotes deixou-se influenciar pela ideologia nacionalista que esperava um Messias político e triunfante, segundo o modelo humano. Foi levado pela idolatria da avareza, quando questionava o porque de gastar com os desfavorecidos.
Iscariotes deixou-se dominar pelos líderes institucionais que manipulavam o povo com oratória e eloquência dos sermões maravilhosos e se punia por não conseguir ser mais do que era: um simples homem. Ele queria mais! Por isso traiu, foi comprado pela ilusão de ser bem quisto pelos que estão no poder de julgar. Judas traiu não somente o "sangue inocente", mas desprezou o Senhor que lhe deu vida. A portanto, amargou e amargurou, pois mesmo depois de ter traído Jesus, ouviu da boca dEle: "A que viestes, amigo"?
Embora, possamos dizer, de maneira banal: "tudo isto estava profetizado", a personagem de Iscariotes nos remete ao nosso coração, quando refletimos: "quantas vezes, todos os dias, traímos ao filho de Deus, ao nos submetermos aos valores e à ética desta sociedade e ao nos deixamos manipular mentalmente pelos desejos incontroláveis da carne"? Quantas vezes usamos nossos "amigos" e não os amamos? Somos todos "tipos" de Iscariotes. Entretanto, Judas não teve melhor sorte.
Todavia, hoje, ao olharmos para traz, temos o perdão, se de facto nos arrependemos e buscamos o Senhor de todo nosso coração. Digamos: Senhor, tem misericórdia de mim, pecador!