quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

LIBERALIDADE: OFERTA E PARTILHA


A história do Antigo Testamento nos conta que o dízimo e as ofertas somente foram regulamentados após a libertação do povo de Israel do Egito por meio de Moisés. Esta regulamentação foi necessária para gerir as questões sociais daquela nação. Entretanto, numa perspectiva mais primitiva, esta prática se desenvolveu a partir da Aliança entre Abrão e Jahweh. Como descendentes deste Patriarca, a Aliança seria respondida pelos israelitas em fidelidade, gratidão e reconhecimento.

Tomando essa realidade como exemplo em nossos dias, toda a espiritualidade passa também pela maneira como administramos a vida, os planos, bens e valores. Como vemos tanta gente inconstante e dividida, em rotatividade de igreja em igreja, sem objetivo em suas vidas vivem a transitar entre entre denominações e a religiosidade. A avareza inconsciente revela a doença dos corações.

Quantos não vivem em condições de cativeiro - escravos do dinheiro, do consumismo? São prisioneiros da infelicidade, não conseguem submeterem-se a líderes, causando divisões e conflitos nas igrejas, ou já são líderes, mas são condutores infiéis que só pensam em dinheiro. Vivemos num cenário de vaidade e a espiritualidade é apenas uma utopia, porque não está encarnada na vida. Vivemos a “ilha da fantasia religiosa do século XXI”!

Quando se crê nas Escrituras - Antigo e Novo Testamentos - admite-se princípios que devem ser levados em consideração como balizas do relacionamento com Deus. Foi assim com Israel e foi assim com a igreja primitiva. As ofertas, bem como a partilha foram métodos que os Apóstolos padronizaram a fim de que os primeiros cristãos ajustassem a espiritualidade à prática da vida pessoal e comunitária. Estes meios materiais não eram um fim em si mesmos, mas instrumentos para os disciplinar quanto à vida cristã. 

O dízimo que era ligado ao oferecimento, ao sacrifício e ao altar era parte do culto na Antiga Aliança, agora no Novo Testamento tomava a forma de gratidão, como oferta a Deus. As ofertas e a partilha eram respostas que os cristãos davam às necessidades daqueles que viviam em condição de precariedade. Por isso a partilha, sinal de contribuição, deveria existir entre eles, para que soubessem dividir o que tinham para a sobrevivência de todos. Por isso a fé é percebida na vida comunitária, sobretudo.

Portanto o dízimo, a oferta e a partilha só pode existir quando o fazemos pela fé. São expressões de uma vida coletiva e solidária. Deus não precisa do dinheiro e dos bens dos crentes. 

Ressurreição e Missão

“Então o lobo morará com o cordeiro” (Isaias 11.6)  Há uma crença equivocada na Doutrina da Ressurreição. Entre os cristãos atuais tra...