Vários que dominicalmente vão às igrejas, vivem por adiar seu compromisso com Deus. Muitos que procuram por Deus, não desejam se render a Sua autoridade. Quando o Senhor Jesus Cristo convida a todos a seguí-lo, lembra que a obediência não é opcional e que a fé do verdadeiro discípulo não é uma fé fácil.
Há um custo pelo discipulado e consequentemente pela vida eterna. Atualmente, qualquer que se declare cristão, poderá afirmar sua profissão de fé sem considerar o seu compromisso. Muitos crêem que estão salvos, que viverão eternamente nas moradas celestiais, todavia vivem completamente estéreis, por que continuam adiando seu compromisso com Cristo, ou seja, com o discipulado que envolve aprender a submeter-se a outros, praticar a resignação em comunidade e viver sob princípios de um liderança pastoral e espiritual.
Jesus nos afirma que nenhuma experiência de fé pode ser tomada como evidência de salvação se estiver separada de uma vida de obediência a Ele. Somos encorajados a examinar a nós mesmos frequentemente. Cada árvore é conhecida pelo seu fruto. A evidência da atuação do Espírito Santo em alguém é o fruto inevitável de um comportamento em transformação em que se vive a buscar as virtudes que Nosso Senhor expressou enquanto aqui viveu: compreensão, aceitação, resignação, não-violência verbal, paciência, paz com as pessoas, domínio próprio, gentileza, cordialidade, linguagem sadia, doação aos outros, submissão. Onde há também ausência da prática da verdadeira justiça e a presença do jeitinho nas negociações pessoais, do famoso chico-esperto, onde o ego quer levar vantagem em tudo, tais pessoas ainda vivem sua impiedade distantes da vida eterna, mesmo que afirmem verbalmente que estão salvas.
A salvação não é somente um ato. É um processo em andamento que depende de uma decisão. Não é possível receber a Cristo como Salvador e rejeitá-lo como Senhor. Com toda certeza “o Senhor não irá salvar aqueles em quem Ele não pode mandar” (A.W. T.). Mas todo discipulado começa com uma decisão. É o ponto de partida e não o ponto de chegada.
Há uma idéia equivocada sobre a fé o discipulado em Jesus. Ele nos afirma que a chamada do Calvário tem que ser vista pelo que realmente é, um convite. Ser um cristão de verdade é atendê-la de corpo e alma. Qualquer coisa menos que isso é incredulidade. Mas esta caminhada nos custa um esforço e um planeamento. S. Paulo nos diz que a verdadeira Graça nos ensina a renegar a impiedade e as paixões desse sistema mundano para que vivamos em piedade e em boas obras. A Graça não nos concede permissão para viver como queremos. Ela é inseparável do arrependimento, da rendição e da decisão de obedecer seus mandamentos.
Hoje se fala muito em aceitar Cristo, um conceito que elimina a submissão, a rendição pessoal e o abandono do pecado deliberado, desvalorizando as obras como evidência de salvação eterna. Porém, o arrependimento está no âmago da Fé. As Escrituras igualam fé e obediência. Fé e obras jamais são incompatíveis. A verdadeira salvação, operada por Deus, nunca deixa de produzir frutos na vida de uma pessoa e através dela.