sexta-feira, 26 de novembro de 2021

Só Deus permanece para sempre

Só Deus é imortal (cf 1Tim 6,16). Tudo o resto morre: os reis, os pais, os amigos; os que nos estimam ou a quem obrigámos separam-se de nós, seja pela morte, seja pela ausência; e nós separamo-nos deles. A memória dos nossos benefícios, a estima, a amizade e o reconhecimento morrem neles. As pessoas que amamos morrem, ou, pelo menos, a beleza, a inocência, a juventude, a prudência, a voz, a visão, etc., tudo isso morre neles. Os prazeres dos sentidos têm apenas, por assim dizer, um momento de vida. Só Deus é imortal de todas as formas.

Sendo muito simples, Deus não pode morrer pela separação das partes que O constituem; como é muito independente, não pode desfalecer pela subtração de um concurso estranho que O conserva. Não pode afastar-Se nem pode mudar; não só existirá sempre, mas será sempre bom, sempre fiel, sempre racional, sempre belo, liberal, amável, poderoso, sábio e perfeito em todos os sentidos. O gôzo que se experimenta na posse de Deus é um prazer que nunca desaparece, que é inalterável, que não depende do tempo nem dos lugares; que não causa fastio, mas, pelo contrário, é cada vez mais sedutor.

Cláudio de la Colombière (1641-1682)

Ressurreição e Missão

“Então o lobo morará com o cordeiro” (Isaias 11.6)  Há uma crença equivocada na Doutrina da Ressurreição. Entre os cristãos atuais tra...