Somos
todos muito precipitados para rotular pessoas por aquilo que vemos nelas ou
ouvimos delas. Geralmente este rótulo vem com determinados julgamentos
pré-concebidos e preconceituosos.
No
mundo, não é mais suficiente ser cristão, hoje se rotula uma pessoa pelos
níveis de espiritualidade mensurados pelas coisas mais absurdas. É pela igreja
que freqüenta, pela vestimenta que usa, pelos chavões que fala, pela sua
pontualidade, assiduidade nas atividades de sua comunidade.
A
sensibilidade anda diluída, e a confusão é tão grande que perdemos a noção
daquilo que é essencial e do que é dispensável. Invertem-se os pólos e o que é
essencial já não é mais essencial. A luta pela simplicidade cristã ficou de
lado. Não buscamos mais a Deus pelo que Deus é, e sim pelo que Ele faz e tem
que fazer, e se ele não faz, o fazem fazer. Dizem: "ele é ou não é
Deus"?
Quando
não vemos estes extremos, verificamos aqueles que não querendo compreender o
mundo ao seu redor, com uma consciência fatalista e um espírito legalista, usam
das “confissões de fé” que adotam como “escudo” para admitir para si mesmos que
"o mundo não tem mais jeito”.
Parece
que o melhor que tem a fazer é criarem os seus ‘guetos denominacionais’, transformando-se
em "ETs" e abandonando o evangelho de Cristo quando revela sua plena
humanidade vivendo plenamente sua cultura e sua religiosidade.
Em
meio a tudo isso, perdemos a visão da unidade da fé e do corpo de Cristo e
queremos transformar as pessoas em uma massa uniforme ignorando seus pensamentos
e seu “modus vivendi”. Jesus jamais orou por uniformidade, Ele clamou pela
unidade, para que seus discípulos tomassem o modelo do amor entre as
personalidades da Trindade Santíssima.
Necessitamos
voltar ao verdadeiro evangelho que nos permite viver a fé entre aqueles que
embora sendo diferentes por meio de sua cultura e religião estão abertos a
unidade do que seja o essencial da fé.
Não
há missão sem unidade, unidade que respeita os limites de cada um, que não negocia
a necessidade da experiência da fé, e que convive com as diferenças. Lutemos e
clamemos por uma reforma na vida cristã ou sepultaremos a marca da diversidade
na unidade. Que Cristo não nos impute o pecado do denominacionalismo que revela
tão somente o espírito do Anticristo que o Mestre e os apóstolos previram no
primeiro século.
