“Portanto, vede diligentemente como andais não como tolos, e sim como sábios” Efésios 5.15
Devo admitir: Somos todos muito
precipitados para rotular as pessoas por aquilo que vemos nelas ou ouvimos
delas. Geralmente este rótulo vem com determinados julgamentos pré-concebidos e
preconceituosos.
Em nosso mundo, ser cristão
não é mais suficiente, hoje se rotulam pessoas pelos níveis de “temperatura
espiritual”. É pelo tipo de igreja que frequenta, pela vestimenta que usa,
pelas palavras-chaves que fala, pela pontualidade e assiduidade nas atividades
da comunidade, etc.
A sensibilidade anda tão
diluída e a confusão é tão grande que perdemos a noção daquilo que é prioritário
e do que é secundário na vida. Inverteram-se os pólos e o que é essencial já
não é mais essencial. A busca pela simplicidade cristã ficou de lado. Não
buscamos mais a Deus pelo que Deus é, e sim, pelo que Deus faz e se Ele não
faz, O fazemos fazer. Inquirimos: "Ele
é ou não é Deus"?
Quando não usamos desta
prática, observamos outras esquisitices. Não compreendendo o mundo ao nosso
redor, por causa de uma visão fatalista e um espírito legalista, adotamos determinados
slogans como: "o mundo não tem
mais jeito mesmo”. Muitos se especializam em criarem os seus “guetos”
evangélicos, transformando-se em "ETs" e se esquecem de que Nosso
Senhor Jesus Cristo quando esteve aqui, Ele viveu no meio do mundo. Levemos a sério a “tradição” mas renunciemos o
tradicionalismo (II Tes 2.15).
No meio de tudo isso,
perdemos a visão da Unidade da fé e do Corpo de Cristo e queremos transformar
as pessoas em “robôs”, oprimindo-as mentalmente e uniformizando os seus pensamentos.
Jesus jamais orou para que seus discípulos vivessem a uniformidade, Ele clamou
pela unidade, para que seus discípulos tomassem o modelo do amor da Santíssima Trindade.
Até que ponto podemos ser
chamados “Igreja de Cristo”, se não conseguimos conviver com as diferenças
entre nós? Ou começamos a clamar por uma reforma viva na vida cristã, ou sepultamos
o que é de mais lindo e belo na igreja de Cristo que é a “Diversidade na Unidade”.
Santo Agostinho já afirmava: “Unidade nos ‘essenciais’, diversidade nos ‘não essenciais’,
amor em ‘todas as coisas’”.
Viver como sábio significa
desmascarar nossa falsa noção que temos que controlar as pessoas e as
circunstâncias. A paz de Cristo e a alegria espiritual inundará nosso coração
quando aceitarmos viver sob o livre-controle
do Espírito Santo.