sábado, 2 de março de 2024

Francisco de Assis e nós

Desconfia das pedras e ama os pássaros...ensina a tua alma amiga a gostar dos ventos, vive profunda indefesamente a ciência da esperança. Ela é fiel e a mais lúcida de tuas irmãs, ela vive a medida da desmedida e ousa contemplar o segredo do tempo. 

Ensina a teus passos a caminhar nos sonhos quando vier a hora definitiva, estarás mais próxima. Não temas a proximidade da morte, guarda a tua emoção como louvor à grandeza da vida. Quando vês um pobre, ele te julga, tu te julgas, Deus te julga. É a hora da misericórdia. A bondade, esta fecunda a imensa existência na qual a vida chega a se abraçar com a morte a fim de vencê-la. 

Só te inclines diante de Deus, ou diante de alguém que sofra, o resto é idolatria...

Estamos na travessia, sofre e alegra-te com a inquietação das águas. Admira a beleza do mar e não sejas bobo em pedir às vagas e espumas a quietude de um porto. Vives o tempo da coragem, a música do risco. 

Teu sangue nas veias ignora o que seja a imobilidade e por isso vives. E essa é a mais fiel imagem do Infinito e Ardente Cristal. O tempo assiste a luta entre o afeto e o medo. O tempo te desafia, clamando: abraça-me ou adormece. 

Amar, único verbo sereno a mover-se, sobre a certeza da eternidade. (Francisco de Assis)

Ressurreição e Missão

“Então o lobo morará com o cordeiro” (Isaias 11.6)  Há uma crença equivocada na Doutrina da Ressurreição. Entre os cristãos atuais tra...