"Eles foram para Betsaida, e algumas pessoas trouxeram um cego a Jesus, suplicando-lhe que tocasse nele. Ele tomou o cego pela mão e o levou para fora do povoado. Depois de cuspir nos olhos do homem e impor-lhe as mãos, Jesus perguntou: "Você está vendo alguma coisa?" Ele levantou os olhos e disse: "Vejo pessoas; elas parecem árvores andando". Mais uma vez, Jesus colocou as mãos sobre os olhos do homem. Então seus olhos foram abertos, e sua vista lhe foi restaurada, e ele via tudo claramente". Marcos 8:22-25
sexta-feira, 18 de junho de 2021
Um pobre ritmo de morte
De mãos dadas com Jesus
"Quando formos abandonados por todos os homens, tentados pelo demónio e Deus Se esconder de nós, quando sofrermos todas as dores do corpo e da alma, agradeçamos a Deus, rejubilemos e exultemos de alegria (cf. Lc 6.23), porque andaremos de mãos dadas com Jesus.
Quando, orando dia e noite, permanecermos na escuridão, na dor e na amargura do sofrimento, quando orarmos pelo que devemos orar e não formos atendidos, quando o mal - o mal moral, o pecado - continuar a inundar-nos e a inundar o que nos rodeia, agradeçamos a Deus, rejubilando e exultando de alegria, porque andaremos de mãos dadas com Jesus.
Quando formos desprezados por todos, o último dos homens, quando nos apedrejarem, em sentido próprio ou em sentido figurado, quando os desconhecidos troçarem de nós e os conhecidos nos desdenharem e ridicularizarem, quando formos caluniados e desprezados, agradeçamos a Deus de todo o coração, rejubilando e exultando de alegria, porque andaremos de mãos dadas com Jesus.
Quando escarnecerem de nós e nos lançarem injúrias pela rua, e ao passarem junto a nós nos cobrirem de ridículo e nos disserem palavras grosseiras, agradeçamos a Deus com alegria e reconhecimento profundos, rejubilando e exultando de alegria, porque andaremos de mãos dadas com Jesus."
SE ME PERSEGUIRAM A MIM, TAMBÉM VOS PERSEGUIRÃO A VÓS"
Charles de Foucauld (1858-1916)
terça-feira, 15 de junho de 2021
OS DOIS CAMINHOS DE VIDA
Esta importante declaração é citada várias vezes no Novo Testamento. Estudiosos discordam quanto a exata tradução da primeira parte do verso, se pode ser: Sua alma que se ergue não é reta nele, ou como citado em Hebreus 10.38 onde está declarado que Deus não tem prazer na alma que recua.
A verdade declarada é que há somente duas atitudes possíveis para a vida neste mundo. A atitude de fé e a atitude da descrença. A atitude da confiança e a da desconfiança. Qualquer um de nós ve a vida em termos de fé e de não-fé em Deus e as conclusões e perspetivas estão baseadas na rejeição de Deus ou não e as consequências disso.
Nós podemos nos retirar do caminho da fé em Deus ou podemos viver pela fé em Deus. Os próprios termos sugerem estilos de vida correpondentes. Como o homem crê, assim ele é! O justo viverá pela fé. Ou em outras palavras, o homem que vive pela fé é justo. Por outro lado, o homem que recua é injusto porque ele não vive pela fé.
Aqui está a grande divisão das águas para a vida. Todos estamos de um lado ou de outro. Qualquer que seja minha visão política ou filosófica, elas precisam ter este denominador comum, se minha vida está baseada na fé ou não, ou se eu sou controlado por ideologias políticas, sociais, econômicas ou mesmo pelo consumismo. O que importa é se estou a aceitar o governo de Deus ou não.
(D.M.Lloyd-Jones, From fear to faith (p.50), Tradução livre)
sábado, 3 de abril de 2021
AS FRASES DE JESUS CRISTO NA CRUZ
terça-feira, 16 de março de 2021
Por que parar é essencial?
"Guardai-vos por amor da vossa alma, não carregueis cargas no dia do descanso, nem as introduzais pelas portas de Jerusalém" Jeremias 17.21
Já se perguntou porque Deus recheia o Antigo Testamento com mandamentos sobre o Shabat (descanso)? Em todos os livros vetero-testemanetários temos exortações sobre a necessidade de se guardar o dia do Shabat. Deus - elohim - guardou o dia sétimo, (que no hebraico é shabat) e descansou nele. Ele mesmo deu o exemplo.
Retirando as tradições religiosas e a proposta herética de que a guarda do dia de sábado é a base da salvação, como dizem algumas denominações evangélicas, o que está em jogo neste mandamento, é a necessidade de parar. Parar significa estancar a agitação. Travar a inquietude. Silenciar os ouvidos. Paralisar a fala. Resignar o coração. Ouvir a Deus. Contemplar o Senhor. Voltar-se para si. Convencer-se que o ser humano não tem controle da vida.
O grande ensinamento da guarda do Shabat para os hebreus é de que eles, bem como todos precisamos urgentemente parar por um dia dentro dos sete que vivemos a correr, movidos e agitados pelo stress, para ouvir, contemplar, meditar, orar de maneira proposital, porque o que corre contra a alma do ser humano é o pecado que jaz dentro de dele. O mal que nos conduz intensa e automaticamente leva-nos a realizar a nossa vontade e não a de Deus.
A alma do ser humano é indisciplinada para buscar a Deus desde que se afastou de Deus. Falamos mais do que ouvimos. Julgamos mais do que silenciamos. E percebemos que Deus não está presente no ruído, no muito falar, na quantidade de palavras. Deus fala no silencio e não no barulho.
Por isso precisamos do silencio. Ele nos ajuda a recompor ideias diante de Deus. Enquanto não praticamos isso com disciplina e obediência, sempre iremos confundir a voz de Cristo com a voz de nosso próprio interior e com a voz do diabo. Quando confundimos essas vozes e não somos sensíveis a voz do Espírito Santo, carregamos fardos imensos dentro de nós e perdemos a direção da vida. Tomamos decisões inseguras. Pensamos em ter ouvido a voz do Bom Pastor, mas o que ouvimos foi a voz do lobo. Esta voz simplesmente é o desejo de nossa alma de seguir os nossos próprios desejos. São nossas paixões que comandam e guerreiam dentro nós.
Por isso você precisa parar, urgentemente. Tem que o fazer disciplinada, metódica e religiosamente. É bem provável que se você nunca praticou o shabat da sua alma, você esteja fora e bem longe da vontade de Deus.
Pare, descanse sua alma, para que ela ouça o cicio de Deus o quanto antes, pare para ouvir o voz do Espírito Santo. Quando isso acontecer, de tempos em tempos, de dia em dia, Deus estará esperando para lhe dizer palavras inefáveis. Ao ouvi-las, voce perceberá que então Deus falou a você.
Como começar? A Bíblia é o começo. A oração é o caminho. A meditação nas Suas palavras é o método. Guarde sua alma e seja enérgico consigo mesmo. Não esqueça das palavras de Cristo. As minhas ovelhas ouvem a minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (João 10.37)
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
"A vida de uma pessoa não consiste na abundância de bens que ela possui"
Então, lhes recomendou: Tende cuidado e guardai-vos de toda e qualquer avareza; porque a vida de um homem não consiste na abundância dos bens que ele possui.[...] Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será? Assim é o que entesoura para si mesmo e não é rico para com Deus.
Quanto esforço, quanto investimento, quanto custo para acumular. Lembremo-nos das palavras do Senhor: "A vida de uma pessoa não consiste na abundância de bens que ela possui". E na verdade é o que mais as pessoas buscam fazer. Lutam a vida toda para que tenham propriedades, objetos, conquistem popularidade, dinheiro e rendas. Isso traz segurança e um sentimento fantasioso de autocontrole. Diante da efemeridade da vida tudo se desavanece: sonhos, projetos, planos e estratégias. Tudo passa e o ser humano é consumido pelo poder da avareza.
O Senhor chama a atenção e afirma que o acúmulo é contra a esperança. Não é possível alguém afirmar que tem esperança em Deus, se estiver preocupado com conquistas pessoais, dinheiro investido, aquisições de propriedade e investimentos em bolsas de valores. É impossível que pessoas de fé vivam controladas pelo desejo de possuir.
Avareza é o desejo incontrável de reter e não dividir. A avareza é a deusa deste mundo. Jesus recebeu uma proposta quase irrecusável. Satanás lhe propôs transferir todos os reinos do mundo sob seu domínio, se o Ele se curvasse e o adorasse. Seria a maior glória, receber todos os reinos do mundo, dominá-los, controlá-los e submetê-los sem ter que executar o plano preparado até a cruz. Sem esforço, sem suor e sangue todos os povos escravizados pelo poder do mal seriam transferidos para Cristo sem ter que suportar o poder da morte física. Mas o Filho de Deus, não foi avarento, não buscou glória pessoal e venceu a tentação de se tornar Senhor do mundo adorando o deus-deste-século. Porém a resposta ao acusador veio de pronto: "Adorarás ao Teu Deus e só a Ele servirás".
Não foi esse o pecado de Adão? Não foi esse o desejo de Babel? Não é esse o desejo de todo ser humano? Ser conquistador de si mesmo, de pessoas, de coisas e porque não dizer de impérios e territórios?
A avareza é traidora, porque ela negocia a possibilidade para a celebridade e a famosidade, uma vez que se aceite a proposta daquilo que não se tem direito: o poder. Ledo engano. Não há poder dispensável a nenhum ser humano. Pelo contrário, o homem é escravo de seus pecados e paixões. De facto, a vida de alguém, não consiste nos bens materiais que possui.
A avareza envolve ricos e pobres, cultos e incultos, homens e mulheres, famosos e desconhecidos. A avareza encanta e escraviza, promove e rebaixa, fomenta e vicia. Para que tantos títulos, para que tanto conhecimento, para que tanto esforço e trabalho?
A avareza é idolatria. Ela leva a adorar um deus que não existe. Deus não negocia com a ela e nem com avarentos. Está decretado a estes que vivam eternamente longe da graça de Deus. Deus não trata com idólatras e adoradores do vício monetário.
Hoje a noite Deus poderá te chamar e certamente não levarás nada para o além. Esta noite Deus poderá pedir a tua vida e então o que tu farás com tudo o que conquistou até agora? O que se fará com tanta popularidade? O que se fará com tanta riqueza? O que tu farás hoje a noite, quando fechares teus olhos a dormir? Ainda manterás teus desejos e teus planos pessoais sem submetê-los a Deus? Tu poderás não abrir teus olhos neste mundo? E para que tanta luta?
Ele te dá uma única solução? Vive e morre por Jesus Cristo, aquele que suportou e levou tua avareza sobre seu corpo na cruz. Vive, ama, abre mão de tua idolatria e cultue aquele que se fez pobre para que tu te tornasses rico.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2021
TRIBUTO A DEUS PELA VIDA DE MEU PAI
Sob extrema tristeza e dor pelo passamento de sua vida, quero dizer que somente Deus poderia me dar forças suficientes para poder escrever estas poucas linhas. Somente Deus pode consolar-nos diante da morte, pois não fomos criados para a morte e sim para a imortalidade.
Tenho o privilégio de dizer que sou filho deste homem, meu companheiro e meu professor. Desconheço alguém que evidenciou tanto sua fé em Deus como meu pai. Raul não era homem de exibir discursos sobre Deus e sobre sua fé, mas a exercia através de ações e de obras. Portanto, não tenho dúvidas que ele está com Cristo neste momento. A fé em Deus é muito mais valorosa quando se fala pouco, e se pratica aquelas coisas que Jesus nos ensinou. Raul foi uma destas pessoas.
Raul era assim, homem de coração sincero, disponível, doador, dedicado, preocupado com pessoas e não com coisas. Procurava amar as pessoas e usar as coisas. Diferente da natureza humana em que se "ama as coisas" e "usa-se as pessoas". Raul sempre foi solícito a ajudar e a procurar aliviar a dor dos amigos com algum serviço que lhe era peculiar.
Raul me ensinou, assim como minha mãe, a ser um aprendiz. Era alguém de coração aberto para sempre receber algum conhecimento. Fui aluno dele no SENAI. Como professor era austero e disciplinado, mas nunca deixava o lado brincalhão com seus alunos quando o momento favorecia.
Foi um homem que me motivava a tratar minha vocação pastoral como uma vocação divina e não como uma profissão. Sou pastor da igreja presbiteriana e não poucas vezes meu pai me dizia quando nos encontrávamos: “Luiz, Deus lhe chamou para uma função especial, por isso seja firme e um exemplo”. Sendo um religioso, meu pai entendia o valor dessa missão especial. Diante da morte de tantos amigos e parentes que vivenciava, a começar de minha mãe em 1975, ele dizia: “Luiz, todos nós vamos passar pela morte um dia, assim é a vida”. Raul sempre teve uma visão realista da vida.
Raul foi sempre muito apegado a familia. Sempre fez questão de falar da genealogia de nossos avós, tios e tias. Sempre apegado aos amigos, professores do SENAI, amigos da pescaria. Como Raul gostava de pescar. Ainda me lembro quando menino, nas tardes de sábado, me levava a pescar com ele no Rio “Passa-cinco”. Raul foi exemplo de vida. Um mestre da vida. Quantos ex-alunos o chamam até hoje de “professor”... Eu dizia a ele quando o visitava: Se o senhor se candidatar a vereador, será eleito. Raul sempre valorizou a boa amizade.
Enfim, hoje agradeço a Deus pela vida de meu pai. Com minhas irmãs Andréa e Adriana, meu cunhado David e os netos Beatriz, Pedro Augusto e Mariana agradecemos aos amigos Sr. Dirnei e da. Lucia, da. Dirce que estiveram com ele até o seu último suspiro. Agradecemos a Deus pela vida de nossos parentes e amigos que procuraram aliviar a dor de sua enfermidade através das visitas e o apoio na manutenção dos serviços em casa.
Não tenho dúvidas que neste momento nosso pai está junto de Cristo e junto daqueles que levaram a sério a sua vida de fé. Minha oração é que o Senhor Deus console a todos nós. Não perdemos nosso pai, nosso professor, nosso amigo. Iremos nos reencontrar naquele Dia, quando Cristo, o Senhor da história, voltar e inaugurar um novo tempo, a vida eterna, a todos que como ele, viveram a fé, através de suas obras.
Meu desejo pessoal é que cada um dos que estão aqui a ler este escrito possam um dia se encontrar com Cristo na eternidade e juntos com o Seu Raul, viverem a vida eterna prometida a todos os que amam a Deus verdadeiramente.
Que Deus nos console com a sua graça.
sábado, 26 de dezembro de 2020
«Senhor, não lhes atribuas este pecado»
Imitemos Nosso Senhor e oremos pelos nossos inimigos. [...] Estando crucificado, Ele orou a seu Pai por aqueles que O haviam crucificado. Mas como posso eu imitar o Senhor, perguntamo-nos. Se quiseres, podes; pois, se não pudesses, Ele não teria dito: «Aprendei de Mim, que sou manso e humilde de coração» (Mt 11,29). [...]
Se tens dificuldade em imitar o Senhor, imita pelo menos aquele que é também seu servo, seu diácono: Estêvão. Com efeito, ele imitou o Senhor; pois assim como Cristo, esquecendo a cruz, esquecendo a sua própria situação, intercedeu junto do Pai em favor dos seus carrascos (Lc 23,34), assim o seu servo, rodeado por aqueles que o lapidavam, assediado por todos, submetido a uma chuva de pedras, sem ter em conta os sofrimentos que lhe causavam, pediu: «Senhor, não lhes atribuas este pecado» (At 7,60). Estás a ver como falava o Filho e como orava o seu servo? O primeiro ora: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem» e o segundo pede: «Senhor, não lhes atribuas este pecado». De resto, para compreendermos melhor o ardor com que Estêvão orava, notemos que não orava simplesmente de pé, sob os golpes das pedras: era de joelhos que falava, com convicção e compaixão. [...]
Cristo disse: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que fazem», Estêvão gritou: «Senhor, não lhes atribuas este pecado» e Paulo declarou: «Ofereço este sacrifício «pelo bem dos meus irmãos, os da minha raça, segundo a carne» (cf Rm 9,3). Moisés pediu a Deus: «Perdoa-lhes este pecado, ou então apaga-me do livro que escreveste» (Ex 32,32), e David suplicou-Lhe: «Peço que descarregues a tua mão sobre mim e sobre a minha família!» (2Sam 24,17). [...] Que perdão podemos obter se fizermos o contrário daquilo que nos é pedido e orarmos contra os nossos inimigos, quando o próprio Senhor e os seus servos, tanto do Antigo como do Novo Testamento, nos exortam a pedir por eles?
João Crisóstomo (c. 345-407); presbítero de Antioquia, bispo de Constantinopla, doutor da Igreja
sermão da Sexta-feira Santa «A cruz e o ladrão»
segunda-feira, 23 de novembro de 2020
O que é Crer J.C.Ryle
A fé e a crença, tratados por mim anteriormente, são uma graça de suma importância e serão, naturalmente, falsificadas, portanto, precisamos estar preparados para isso. Assim como existe uma fé morta, também existe a fé viva; a fé dos perversos, assim como a fé dos eleitos por Deus; a fé que é vã e inútil e a fé que justifica e salva. Como o homem saberá se ele tem a fé verdadeira ou não? Como ele saberá se acredita na salvação de sua alma? Há como descobrir. Um etíope é reconhecido pela sua pele, assim como um leopardo por suas manchas. A fé verdadeira pode ser reconhecida por algumas marcas. Elas estão expostas claramente nas escrituras. Leitor, vou me esforçar para deixar essas marcas de forma clara diante de você. Observe-as cuidadosamente e teste sua própria alma com o que vou dizer.
1. Aquele que acredita em Cristo tem, dentro de si, paz e esperança. Está escrito “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo”, “Porque nós, os que temos crido, entramos no repouso” (Rm 5:1, Hb 4: 3). Os pecados do cristão são perdoados e suas iniquidades são levadas embora, sua consciência já não está mais carregada com o peso de suas transgressões não perdoadas. Ele está reconciliado com Deus e tornou-se um de seus amigos, podendo olhar para a morte, o julgamento e a eternidade sem temor. A tormenta da morte é afastada e quando o julgamento do dia final for realizado e os livros forem abertos, não haverá nada posto a seu cargo. Ele estará preparado para quando a eternidade chegar, porque sua esperança está no céu e na cidade sólida. Ele pode não ser completamente sensível a todos esses privilégios, seu senso e visão sobre estas coisas podem variar enormemente dependendo do momento e podem ser frequentemente obscurecidos por dúvidas e medos. Como uma criança que ainda é muito nova, mas herda uma grande fortuna, ele pode também não estar ciente do valor de suas posses, mas com todas as suas dúvidas e temores, ele tem uma esperança verdadeira, sólida e real que o fará suportar as provas e poderá dizer “Tenho uma esperança que faz com que não me sinta envergonhado”. (Rm 5: 5.)
2. Aquele que acredita em Cristo tem um novo coração. Está escrito, “Assim, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram, eis que tudo se fez novo“, “mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos quais crêem no seu nome, os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus”, “Todo aquele que crê que Jesus é o Cristo, é nascido de Deus” (2 Co 5:17, Jo 1:12,13, I Jo 5:1). Um cristão não tem mais a mesma natureza de antes. Ele está mudado, renovado e transformado à imagem de seu Senhor e Salvador. Aquele que se preocupa primeiro com os assuntos da carne, não tem fé. A verdadeira fé e regeneração espiritual são companheiras inseparáveis. Uma pessoa não convertida não é cristã!
3. Aquele que acredita em Cristo é uma pessoa cujo coração e vida são santos. Está escrito que Deus purifica “os seus corações pela fé” e que cristãos são “santificados pela fé”, “E qualquer que nele tem esta esperança, purifica-se a si mesmo” (At 15: 9, 26: 18, I Jo 3: 3). Um cristão ama aquilo que Deus ama e odeia o que Deus odeia. O desejo do seu coração é caminhar segundo as ordenanças de Deus e se abster de qualquer costume maldoso. Seu desejo é andar segundo o que é justo, puro, honesto, amável e de bom testemunho e purificar-se de toda impureza da carne e do espírito. Por diversas vezes ele está muito aquém de seus propósitos e vê sua vida diária como um duelo constante contra a corrupção que habita nele. Ele luta e se recusa a servir o pecado. Onde não há santidade, podemos ter certeza de que não há fé salvífica. Um homem profano não é cristão!
4. Aquele que acredita em Cristo trabalha na obra de Deus. Está escrito que a “fé opera pelo amor” (Gl 5:6). Uma crença verdadeira nunca fará um homem perder tempo, nem permitirá que ele fique imóvel, satisfeito com sua própria religião. Essa crença o motivará a realizar atos de amor, bondade e caridade quando perceber uma oportunidade. Ele será compelido a andar pelo mesmo caminho que seu Mestre, que “andou fazendo o bem”. De uma forma ou de outra, fará com que ele trabalhe. As obras que ele faz, talvez não atraiam os olhares do mundo. Elas podem parecer insignificante para muitas pessoas, mas não serão esquecidas por Ele, que nota até um copo de água gelada oferecida em Seu nome. Onde não há um trabalho por amor, não há fé. Um cristão preguiçoso e egoísta não pode caracterizar-se como cristão!
5. Aquele que acredita em Cristo vence o mundo. Está escrito que “todo o que é nascido de Deus, vence o mundo, e esta é a vitória que vence o mundo: a nossa fé” (I Jo 5:4). Um verdadeiro cristão não se regra pelos padrões mundanos de certo e errado, verdade ou mentira, não depende da opinião do mundo e não se importa com o reconhecimento do mundo. Ele não é movido pela censura do mundo, nem busca seus prazeres, tampouco ambiciona as recompensas dele. Ele olha para o que não se pode ver. Ele vê um Salvador invisível, um julgamento por vir e uma coroa de glória que não se desvanece. Tudo isso faz com que ele pense pouco do mundo. Onde o mundo reina no coração, não há fé. Um homem conformado com esse mundo, não pode se denominar cristão!
6. Aquele que acredita em Cristo, tem um testemunho interno de sua crença. Está escrito que “quem crê no Filho de Deus, em si mesmo tem o testemunho” (I Jo 5:10). A marca diante de nós, requer um manejo delicado. A testemunha do Espírito é, inquestionavelmente, um assunto muito difícil, mas não posso temer em declarar minha própria convicção, de que verdadeiros cristãos sempre têm sentimentos dentro de si que são peculiares a eles, sentimentos que estão conectados com sua fé e que fluem dela, sentimentos que descrentes desconhecem. Ele tem o Espírito da adoção, pelo qual ele olha para Deus como o Pai reconciliador e o observa sem temor. Ele tem o testemunho de sua consciência, borrifada pelo sangue de Cristo, de que, tão fraco quanto possa ser, ele descansa em Cristo. Ele agora tem esperança, alegria, medo, dor, consolação e expectativa, coisas que não conhecia antes de crer. Ele recolheu evidências que o mundo não consegue entender, mas que são bem melhores para ele, mais do que qualquer livro de evidências existente. Os sentimentos são, sem dúvida alguma, muito enganosos. Mas onde não há sentimentos religiosos, não há fé. Um homem que não sabe nada sobre religião interna, espiritual e experimental, não é, ainda, um cristão!
7. Por último, aquele que acredita em Cristo, tem um olhar especial em sua religião à pessoa de Cristo. Está escrito, “E assim para vós, os que credes, é preciosa” (I Pe 2: 7). Esse texto merece uma atenção especial. Ele não diz que o cristianismo é precioso, ou que o evangelho é precioso, ou que a salvação é preciosa, mas que Cristo é precioso. A religião de um cristão não consiste em mero consentimento intelectual a algumas afirmações e doutrinas, não é uma crença fria de um conjunto de verdades e fatos concernentes a Cristo. Ela consiste em união, comunhão e camaradagem com uma Pessoa que vive: Jesus, o Filho de Deus. É uma vida de fé, confiança e descanso em Jesus; uma vida de sugar o máximo dEle, falar com Ele, trabalhar para Ele, amá-lO e ansiar pela Sua segunda vinda. Essa vida parece entusiasmar a muitos, mas onde há fé verdadeira, Cristo será sempre conhecido e visto como um amigo vivo e pessoal. Aquele que não vê a Cristo como seu pastor, médico e redentor, não tem conhecimento algum sobre crer!
Leitor, agora coloquei diante de você, as sete marcas de quem crê e peço para que considerem-nas. Não estou dizendo que todos os cristãos as têm igualmente, e também não estou dizendo que aquele que não tiver todas essas marcas, não será salvo. Sei que muitos cristãos são tão fracos na fé, que passam todos os dias de sua vida duvidando até deles mesmo. Digo apenas que existem marcas para as quais o homem deveria direcionar-se primeiro, caso queira responder à questão: você crê?
terça-feira, 17 de novembro de 2020
RENUNCIE!
Queres viver eternamente?
Renuncie...
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Sua arrogância...
Seu egocentrismo...
Seu egoísmo...
Seu pecado...
Sua manias...
Seus vícios...
Seu passado...
Sua religiosidade...
Sua tradição religiosa...
Sua tradição cultural...
Porque Jesus Cristo diz que: "todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo". (Evangelho de São Lucas 14.33), por que se tu amares alguém ou alguma coisa mais do que a Deus, você nunca viverá eternamente.
domingo, 8 de novembro de 2020
VENHA À MISSÃO
terça-feira, 8 de setembro de 2020
Quem ousará levantar-me um processo?
Melitão de Sardes (?-c. 195)
bispo
Homilia Pascal (do Ofício de Leitura da 2.ª-feira da Oitava da Páscoa)
«Tenho a certeza de que não ficarei confundido. O meu defensor está junto de mim. Quem ousará levantar-me um processo?» (Is 50,7-8)
O Senhor, sendo Deus, fez-Se homem e, tendo sofrido em vez do enfermo, tendo sido encarcerado em vez do prisioneiro, tendo sido condenado em vez do criminoso e sepultado em vez do que jazia no sepulcro, ressuscitou dos mortos e exclamou com voz poderosa: «Quem ousará levantar-Me um processo? Aproxime-se de Mim! (cf Is 50,8) Eu libertei o condenado, dei a vida ao morto, ressuscitei o que estava sepultado. Quem ousará atacar-Me? (cf Is 50,9) Eu sou Cristo, Aquele que destruiu a morte, que venceu o inimigo, que calcou aos pés o inferno, que sujeitou o violento (cf Lc 11,22) e que arrebatou o homem para as alturas dos Céus. Eu sou Cristo.
»Vinde, portanto, todas as nações da terra oprimidas pelo crime, e recebei a remissão dos pecados. Eu sou o vosso perdão, a Páscoa da salvação, o Cordeiro por vós imolado, a água que vos purifica, a vossa vida, a vossa ressurreição, a vossa luz e salvação, o vosso Rei. Eu vos elevarei às alturas dos Céus; Eu vos ressuscitarei e vos mostrarei o Pai que está nos Céus; Eu vos exaltarei pela minha mão direita».
Assim é Aquele que fez o Céu e a Terra e no princípio criou o homem (cf Gn 2,7), Aquele que Se fez anunciar pela Lei e pelos profetas, Aquele que nasceu da Virgem, foi crucificado no madeiro, sepultado na terra, ressuscitado dentre os mortos, ascendeu às alturas do Céu, Se sentou à direita do Pai e detém o poder de tudo julgar e de tudo salvar. Por Ele criou o Pai tudo o que existe, desde o princípio até à eternidade. É Ele o Alfa e o Ómega (cf Ap 1,8), o princípio e o fim, Cristo, a quem sejam dados a glória e o poder pelos séculos dos séculos, Ámen.
sábado, 1 de agosto de 2020
TESTEMUNHO?
sábado, 18 de julho de 2020
“Vai ficar tudo bem!”: A verdadeira filosofia do Escapismo
segunda-feira, 1 de junho de 2020
Tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho
| «Cristo confiou-nos o mistério da reconciliação» (2Cor 5,18). São Paulo realça a grandeza dos Apóstolos ao mostrar-nos que mistério lhes foi confiado, ao mesmo tempo que manifesta com que amor Deus nos amou. Depois de os homens se terem recusado a ouvir Aquele que Ele lhes tinha enviado, Deus não fez soar a sua cólera, nem os rejeitou, mas persiste em chamá-los, por Si próprio e através dos Apóstolos. [...] | |
| «Deus pôs na nossa boca a palavra da reconciliação» (v. 19). Viemos portanto, não para uma obra penosa, mas para fazer de todos os homens amigos de Deus. Se não vos escutarem, diz-nos o Senhor, continuai a exortá-los, até que encontrem a fé. Por isso, São Paulo acrescenta: «Nós somos embaixadores de Cristo; é o próprio Deus que vos chama através de nós. Suplicamos-vos em nome de Cristo: reconciliai-vos com Deus». [...] | |
A que poderemos comparar tão grande amor? Depois de termos pagado estes benefícios com insultos, longe de nos punir, Ele deu-nos o seu Filho querido, para nos reconciliar consigo. No entanto, longe de quererem reconciliar-se, os homens deram-Lhe a morte. Deus enviou embaixadores para os exortar e depois tornou-se Ele próprio suplicante por eles. Continua a ser Ele que pede: «Reconciliai-vos com Deus». Ele não diz: «Reconciliai Deus convosco», pois não é Ele que nos rejeita; sois vós que recusais ser amigos dele. Poderá Deus ter sentimentos de ódio?
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quarta-feira, 6 de maio de 2020
«Quem Me vê, vê Aquele que Me enviou»
sábado, 11 de abril de 2020
O DIA EM QUE JESUS PERMANECEU NO SILENCIO DO SANTO SÁBADO
terça-feira, 24 de março de 2020
Como será o dia de amanhã?
quinta-feira, 12 de março de 2020
Coronavírus: um instrumento da Soberania Divina?
Impressionante como um vírus, põe a correr exércitos inteiros!
Um vírus, ou toxina, são pequenos agentes infecciosos, a maioria com 20-300 nm de diâmetro. O novo coronavírus tem deixado milhões de pessoas em pânico e o mundo todo tem se sujeitado ao poder deste ser vivo.
O Deus criador e soberano além de agir ativamente neste mundo também tem Sua vontade permissiva e sem dúvida alguma a ação desse vírus é parte desta ação divina, para mais uma vez levar-nos a submissão e a sujeição da vaidade e da arrogância das nações a Deus. Sim, acredito que embora a situação que tem se imposto as nações, tal coisa, revela-nos questões fundamentais que devem nos alertar: 1- O ser humano é frágil; 2- Deus é Todo-Poderoso; 3- O homem precisa se submeter a Soberania de Deus; 4- As nações e sistemas são nada diante da avassaladora potência de Deus. Todas as áreas da vida estão a sucumbir diante desta toxina: a economia, a política, o poder bélico e muitos nesses dias já fazem as contas de quanto estão a perder.
O Livro de Apocalipse nos fala da abertura do quarto selo por Cristo, o Cordeiro, e que se ouviu a voz do quarto ser vivente dizer:
"Venha!" E João olhou e diante dele estava um cavalo amarelo. Seu cavaleiro chamava-se Morte, e o Hades o seguia de perto. Foi-lhes dado poder sobre um quarto da terra para matar pela espada, pela fome, por pragas e por meio dos animais selvagens da terra. (Ap 6.7,8).
Que estamos já a viver, desde que a igreja se fêz presente neste mundo, as agruras do Apocalipse, não podemos duvidar, ainda mais quando se trata de uma das visões do apóstolo João, que envolve a mortandade do mundo mediante pragas, e por que não dizermos, dos vírus e bactérias.
Perceba que quem desata o quarto sêlo é o Cordeiro. Sim Cristo é que autoriza as ações angelicais e as maldições contra um mundo que não quer jamais se submeter a sua soberania e a se colocar debaixo de Seu cetro.
Não há dúvidas, o novo coronavírus veio para mais uma vez subjugar reinos, nações e povos. Chegou para rebaixar a vaidade do homem, das nações e do pobre mundo que não quer seguir a Lei de Cristo. Conquanto devemos nos prevenir deste vírus, também devemos nos submeter ao verdadeiro Cristo, nos prevenir do pecado que assola a humanidade e que mata a alma e o espírito de qualquer um. Esse vírus nos lembra que Aquele que virá, não guardará o juízo.
Se já percebemos as ações prévias do Cordeiro, imaginemos como será o Dia do grande e temível tribunal de Cristo.
LACB
terça-feira, 26 de novembro de 2019
Plena segurança aqui!
Os Salmos, é claro, constantemente enfatizam isso. Você pode achar isso também no Livvro de Provérbios. "O nome do Senhor é uma torre forte: o Justo corre para ele e está seguro". (Provérbios 18.10). Um homem está fora no mundo e o inimigo o ataca. Ele não pode lidar com ele. Ele não sabe o que fazer; ele está alarmado e apavorado. Então ele corre para a torre forte, o nome do Senhor, o Senhor da Aliança. O inimigo não pode ir até lá. Nos braços de Deus estes braços poderosos, ele está seguro. Porque nós estamos em Cristo, nós estamos em Deus. Nós estamos perfeitamente seguros ali. Deixe-me citar uma das maiores coisas que o Apóstolo Paulo diz: "Estou certo, que nem a morte, nem a vida, nem anjos,, nem principados, nem poderes, nem coisas do presente nem do porvir, nem coisas do porvir, nem profundidade, nem qualquer outra criatura será capaz de separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus Nosso Senhor" (Romanos 8.38,39). Seguros nos braços de Jesus. Nada pode prejudicar aqueles que estão guardados seguros no Deus que guarda sua aliança.
sexta-feira, 8 de novembro de 2019
O Longo Caminho da Maturidade
sexta-feira, 4 de outubro de 2019
OS PSEUDO-PIEDOSOS E SEUS CASTELOS FEUDAIS
Ressurreição e Missão
“Então o lobo morará com o cordeiro” (Isaias 11.6) Há uma crença equivocada na Doutrina da Ressurreição. Entre os cristãos atuais tra...
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Andai enquanto tendes a luz, para que as trevas não vos apanhem. João 12:35. Cuidado para não agir de acordo com o que você vê em seus mome...
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“Aquele, porém, que entra pela porta é o pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e chama pelo nome às suas...



