sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

UM NATAL SEM TRENÓ E SEM PRESENTES


O Natal comemorado pelos ocidentais a cada dia se dilui em festa, comilança e bebedeira. Há muito tempo nosso ocidente não sabe de fato o que o Natal representa para o mundo cristão. Com a ascensão da globalização e do consumismo, até mesmo as igrejas mais históricas e tradicionais tem se permitido envolver-se pelos devaneios e paixões do nosso século. 

O oriente não tem sido tão afetado como o ocidente. Em muitas regiões no Leste Europeu, não há nenhuma celebração a não ser a religiosa dentro do calendário cristão. Lá o Natal não é comemorado no dia 25 de dezembro e sim em 6 de janeiro. Não há a figura entorpecente do Papai Noel, o bom velhinho. Não há roupas vermelhas sendo vendidas nas lojas. O Leste europeu, devido a posição da igreja oriental, tem pelo menos se protegido deste insano natal ocidental. Ainda quero ver um Natal celebrado com a consciência cristã verdadeira, sem troca de presentes, sem que as pessoas se juntem para a glutonaria e a bebedice. 

O mundo que somente conhece o natal da Coca-cola e dos Estados Unidos, vai continuar a celebrar com muita farra e devassidão. Mas você pode fazer diferente. Estar junto a sua família da fé é a primeira atitude que temos de um verdadeiro Natal. O Natal celebrado conscientemente é aquele onde louvamos a Deus, agradecemos a Ele por tão grande milagre. O milagre da encarnação. Quando Deus desceu, ele se fez gente como nós. O universo que jamais pode conter o Deus infinito, misteriosamente agora recebe o Deus-menino, nascendo de uma mulher, vivendo como nós, aprendendo a ser humano. 

Qual será sua consciência neste Natal? Ademais de toda crise política e econômica, nós não precisamos depender dela para que nosso Natal faça sentido. Sem presentes, sem trenó, sem shoppings, sem farra. O Natal é de Cristo, não é meramente um “Feliz natal” mas um Natal celebrado com a oração, com o cântico de Maria, envolvido pela mensagem da Palavra de Deus. 

Natal se faz presente quando somos chocados pela mensagem que Deus se fez homem para pagar o preço mais alto de nossa vida. Ele nasceu já com uma sentença de morte: a cruz. Mas ela nunca foi considerada o seu propósito final. A cruz e sua morte capital, trouxe a ressurreição e a Nova Era que Cristo veio inaugurar. Sem Natal não há cruz, não ressurreição, logicamente não há esperança, não há eternidade e não há vida. 

Veja que coisa trágica. Milhares de pessoas hoje comemoram um natal sem esperança. A esperança que todos falam, é uma esperança vazia, etérea, sem perspectivas futuras. Natal para milhares é apenas uma “vida boa” enquanto se vive. O Natal de Cristo vai além, extrapola a insanidade dos filósofos ateus e agnósticos. O Natal de Cristo é o âmago da fé cristã. Portanto, celebremos a Cristo, sua encarnação, nascimento, vida e ressurreição e esperemos aquele grande Dia, quando após voltar segunda vez, encarnado e ressuscitado em corpo para que cada um tenha a graça de vê-lo como nós somos, porque seremos, como Ele de fato é. 

Feliz Natal de Cristo, Rev. Luiz Augusto

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O MELHOR VIRÁ? NÃO, O MELHOR JÁ VEIO!



O mês de dezembro se reveste de um sentimento especial. É o período onde a Cristandade celebra com alegria a “encarnação de Deus”. O grande evento que marcou a humanidade foi quando o Deus Todo-Poderoso, pisou em nosso chão. Uma célebre frase nos chama a atenção: “Quando Cristo se encarnou, Deus foi passo-a- passo aprendendo a ser gente”. 

Esta frase é correta, embora estranha. Muito mais estranho e misterioso foi a encarnação. Impossível aos homens de se salvarem, Deus em sua soberania, desde os tempos eternos decidiu resgatar os homens, fazendo-se homem e cumprindo as exigências do primeiro pacto, o "Pacto das Obras". Nada é mais provocativo que pensar e admitir que Deus tornou-se humano. 

Nenhuma religião em todos os tempos admitiu e afirmou a humanidade de Deus. Nenhuma crença por melhor que seja chegou a confessar que Deus veio em carne. Essa é a primeira e grande afirmação do Cristianismo. Embora tão alto e tão infinito, Deus agora se fez gente. As palavras do apóstolo João reiteram esse fato: “O Logos (a Palavra, o Verbo) se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade e vimos a Sua glória, glória como a do Unigênito do Pai” (João 1.14). 

Em seu conselho soberano, Deus amou o mundo (o cosmo). A começar da “coroa de Sua criação” e a partir dela, Cristo propõe uma nova criação nEle, restabelecendo e renovando esta terra a fim de que o ser humano receba o privilégio de “glorificar a Deus e ter prazer nEle para todo o sempre” (BC-p.1). Cristo se fez homem a fim de que o homem seja co-participante da natureza divina, por meio de seu sangue imaculado vertido na cruz do Calvário (II Pe 1.4). 

Portanto, neste mês de Dezembro, aproveite para agradecer, louvar, adorar, orar, contemplar ao Senhor Jesus Cristo, agradecendo a Deus pelo seu eterno amor por nós, em se baixar e humilhar-se a tal ponto de cumprir por nós aquilo que nenhum ser humano poderia cumprir: a obediência e o prazer em Deus, o Criador. 

Louve a Deus pelo seu “dom” inefável, adore e consagre-se neste mês de Dezembro, reafirme sua fé unicamente nEle, e proponha-se a, fielmente ser-lhe grato por toda vida, buscando arrependimento e a conversão a Cristo. O Natal somente terá sentido em nossa existência quando estivermos plenos de Deus, pois é nEle que subsiste toda a vida, seja aqui, seja além. 

É o tempo de rever valores e conceitos. É tempo de olhar para nós e aliviarmos a carga de tanta opulência e vaidade. É momento de consagrarmo-nos a fim de nos parecer mais e mais com o “Homem-Deus” em nossa missão, em nossa ética e em nossos relacionamentos. Bom Natal em Cristo!

Rev. Luiz Augusto