quinta-feira, 24 de novembro de 2016

O MODELO DE UM VERDADEIRO MISSIONÁRIO




Não é nada fácil deixar a sua cultura e migrar para viver em outra. Imagino a luta do primeiro e grande missionário. Estava em sua zona de conforto, tinha o aconchego de sua família, e que família! Um amor inigualável, um ambiente de amor e de doação. Sua realidade permitia que se beneficiasse de uma alimentação de primeira qualidade, não adoecia jamais. A relação com os empregados da casa era de total confiança e todos lhe obedeciam, afinal era filho único e na verdade todos lhe eram obedientes . Quanta segurança, quanta alegria, quantas mordomias. 

Mas um dia ele decidiu ser missionário. E para isso com a anuência de seu pai, preciso abrir mão de sua família, teria que ir sozinho. Abriu mão do aconchego, do carinho e da intimidade. Abriu mão da excelente alimentação, dos empregados que lhe eram fiéis e foi embora de casa. 

Teve que se submeter a um sistema diferente. Teve que sentir na pele e na mente bem como nas emoções uma nova maneira de pensar, de sentir, de procurar entender o povo e as pessoas que ele agora estava se relacionando. Pelo fato de ter uma saúde perfeita antes, agora começou a adoecer, suas emoções outrora muito bem equilibradas, agora eram tendentes a pressão e dependentes da opressão de uma realidade que não era a sua antes. 

Precisou se adequar à nova comida. Por certo, jamais se nivelaria ao seu paladar, mas, quanto esforço por se submeter aos tipos de refeição os mais indigestos. Sem falar de que precisou aprender a se submeter a um sistema político totalmente corrupto e miserável, onde o mais imoral era louvado e o governo era nefasto. Aprendeu a pagar impostos exorbitantes. Teve que aprender alguns idiomas, coisa que anteriormente nem era preciso de sua parte se preocupar com a comunicação em sua família. Ali havia um "sexto-sentido" onde todos se comunicavam sem precisar falar. Teve que aprender a se submeter a um sistema social injusto e viver nele. Quanta coisa este primeiro missionário teve que suportar. 

Ao final, seu maior sucesso foi aprender a se submeter a calúnias e difamações de muitas pessoas. Poderia abandonar o campo missionário devido a tantas pressões, mas foi até o final. Acabou sendo morto, cruelmente assassinado. 

Mas valeu a pena. A plantação de sua igreja, começou com 1, depois com 3, depois com 12, depois com 120 e então para 3000, e subiu para 5000 e sua comunidade transpôs povos, territórios e gerações. 

O que achei interessante nesta história é que se ele não abrisse mão de sua condição, de seu tempo, de suas prioridades, de seus títulos, de suas conquistas e de seus afazeres, jamais eu iria receber o que recebi dele mesmo: seu ideal, sua paixão e sua motivação. 



Obrigado meu Cristo por me ensinar a lutar contra mim mesmo para que eu aprenda todos os dias a ser de fato um missionário segundo seu coração.