segunda-feira, 22 de agosto de 2016

“LEVANDO O EVANGELHO DE CRISTO AOS PAÍSES DE LÍNGUA PORTUGUESA”


A missão da igreja só é completa se esta age de acordo com o mandato de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quando temos uma visão verdadeiramente bíblica, isto é, de acordo com a visão que Deus requer de nós, então de fato podemos ter certeza que estamos agradando a Ele e fazendo sua vontade. Atos 1.8 nos diz que o testemunho dos discípulos de Cristo deveria ser simultâneo e não progressivo. Ao falar que o testemunho da igreja aconteceria tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra, entendemos que essa ação deve acontecer em todos os povos ao mesmo tempo.

Portanto, hoje não podemos ter uma visão menor ou reduzida da missão do Espírito Santo. Assim sendo ao recebermos o desafio de servir além de nossa fronteiras brasileiras recebemos este chamado não como de uma instituição, mas sim do Senhor. Estamos certos de que o Senhor está abrindo portas para que estejamos servindo a igreja que está espalhada nos países de língua portuguesa. Nosso propósito neste projeto é conscientizar, mobilizar, assessorar e treinar líderes nativos na propagação da Palavra de Deus em campos transculturais dentro e fora de Portugal, bem como atuar na plantação e revitalização de igrejas locais presbiterianas. Os países lusófonos são as nações de fala portuguesa como Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Assim sendo esperamos que o evangelho que já está nestes países possa adentrar aos interiores dos mesmos por meio de missionários e missionárias, nativos, bem capacitados e preparados missiológica e teologicamente. 

Irmãos, este projeto é por demais importante. Aqui em nossa terra temos já o privilégio de anunciar e viver o evangelho e atualmente o nosso país tem sido um celeiro missionário para povos de todo o mundo. Chegou o momento de pedirmos as orações e o apoio de nossa querida igreja em Jardim São Paulo para este grande trabalho missionário. Por isso, nosso testemunho deve ser em Jardim São Paulo, em Pernambuco, no Brasil e nos povos espalhados pelo mundo inteiro não de modo progressivo, mas sim de maneira simultânea. Aqui já temos muita gente de Cristo, mas nestes países lusófonos temos tão poucos. Temos pequenas comunidades presbiterianas em Portugal. Nossa igreja irmã portuguesa pede: “passa o atlântico e ajuda-nos!”

Assim a Agência Presbiteriana de Missões, o Instituto Bíblico Português e a Igreja Cristã Presbiteriana Portuguesa fizeram um acordo para que nós estivéssemos sendo enviados a Portugal e de lá pudéssemos servir aos irmãos de língua portuguesa. Gostaríamos de contar com suas orações e sua parceria. Tive o privilégio de servir os irmãos por sete anos e agora o Senhor está a nos enviar para outros campos. Não podemos fazer isso sozinhos, contamos com o dono da obra, o Espírito Santo e com as orações e apoio da Igreja Presbiteriana de Jardim São Paulo.



Rev. Luiz Augusto

SUA RELIGIÃO É VERDADEIRA OU É VAZIA?


Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum! Tiago 1.26



Estamos encharcados de discurso. Palavras chegam aos nossos ouvidos segundo após segundo, seja pelo que lemos, vemos ou ouvimos. Mas, e as palavras que nós falamos? Já pensou que sua fé é a causa do seu falar, o quanto fala e como fala? Tiago nos alerta que dependendo do que falamos e como falamos revelamos para os outros e para nós mesmos se nossa religião é verdadeira. 

Portanto precisamos nos conscientizar que a religião verdadeira precisa ser vista fora da igreja e fora da liturgia. Não pode ser medida pelo culto que praticamos publicamente. Ao entregar sua vida a Cristo uma verdadeira mudança deve começar a ocorrer na vida de alguém. O modo de falar, suas conversações, sua sensatez em ouvir e em falar, na maneira que julga pessoas e situações e que exprime um ponto de vista vão sendo mudados de acordo com a maturidade espiritual de cada um.



Tiago afirma, “mas se não refreia a sua língua”... Isso tem a ver com autodomínio. O domínio-próprio é a virtude do Espírito, do enchimento dEle. Se alguém é cheio do Espírito tal pessoa fala muito pouco. Quer saber se você é cheio do Espírito? Pense o quanto você é capaz de criticar outros com facilidade. O verdadeiro cristão é alguém comedido e continente em suas palavras. É vagaroso em criticar e julgar. Vê mais pecado em sua língua do que na língua de quem quer que seja. O livro de Eclesiastes nos diz: “Quem obedece às suas ordens não sofrerá mal algum, pois o coração sábio saberá a hora e a maneira certa de agir” (8.5). O apóstolo Tiago nos diz que o sábio é aquele que sabe refrear sua língua. Quer ver alguém cheio do Espírito, este está lutando com o seu modo de falar. O livro de Provérbios nos diz: “Como a cidade com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se” (Pv25.28). 

Portanto irmãos, somos recomendados a cuidar de nossa língua e de nossa linguagem. Se você não consegue ficar sem criticar pessoas, se você se sente com facilidade de julgar os outros, ouça as palavras de Cristo: “Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados. Pois a medida que usarem, também será usada para medir vocês" (Lc 6.37,38). 

Outro aspecto da língua é o modo que se fala e as palavras que são usadas por nós. Estamos num tempo onde os palavrões e as palavras de baixo-calão estão sendo usadas de forma mais natural possível. Os jovens de hoje especialmente, não tem problema nenhum de serem coloquiais no mais baixo nível. O cristão verdadeiro está preocupado com o que diz e quais as palavras que usa no seu dia a dia. Tudo isso serve para nos fazer testemunhas verdadeiras que revelam que nosso linguajar é produto de nosso coração e a maneira que nos relacionamos com Deus. O apóstolo Paulo já dizia: “não saia de sua boca nenhuma palavra torpe, mas sim a que for boa para construir a espiritualidade nas pessoas”. 

Jogue no lixo aquilo que é lixo. Não faça de sua linguagem o que não deseja ouvir dos outros. Não critique, não julgue, não se evidencie como juiz sobre pessoas e coisas. Mostre a sua espiritualidade pelo fato de falar pouco. Precisamos lutar com nosso coração a fim de que nossa boca fale do que esteja cheio o coração. 

Como anda a sua religião? Meça-a não pelo tempo que ora ou pelas esmolas que dá, ou pelo discurso sobre sua fé. Procure medí-la pelo quanto não fala e não julga. Não esqueça: a língua é um mal incontido, por ela uma floresta inteira pode pegar fogo. Por ela louvamos a Deus e com ela podemos ser uma maldição para as pessoas que nos rodeiam. 



Rev. Luiz Augusto

O DOM DE LÍNGUAS


As Línguas e o Batismo com o Espírito Santo


Aprouve a Deus que o batismo com o Espírito Santo, ocorrido no dia de Pentecoste, como um evento histórico-escatológico crucial, fosse marcado por manifestações especiais, como o som de vento impetuoso, línguas de fogo e o falar em línguas estrangeiras. 

As duas primeiras destas manifestações foram restritas àquele evento, e a última ocorreu ocasionalmente na era apostólica. Todas elas estavam ligadas ao processo de universalização do Evangelho, segundo At 1.8, e pertenceram assim, como sinal do cumprimento da promessa do Espírito, àquele período específico da história da redenção. 

É importante notar que ao relatar à Igreja de Jerusalém a descida do Espírito sobre Cornélio e os de sua casa, o apóstolo Pedro só pôde referir-se a uma experiência semelhante, ocorrida alguns anos antes, ou seja, à de Pentecoste, e não a experiências mais recentes. Isto sugere que entre o Pentecoste e a conversão de Cornélio, que ocorreu vários anos depois, nenhuma outra experiência semelhante à do Pentecoste havia ocorrido que pudesse servir de referencial mais recente.

Alguns têm entendido e afirmado que as línguas são a evidência inicial mais importante do batismo com o Espírito Santo. Essa afirmação baseia-se principalmente nas narrativas do livro de Atos em que o batismo com o Espírito Santo é seguido pelo falar em línguas. Entretanto, o livro de Atos igualmente relata várias outras ocasiões, que podem ser descritas como “batismo com o Espírito Santo,” em que as línguas não



aparecem, como a conversão dos três mil no dia do Pentecoste, o caso dos Samaritanos, e a conversão de Saulo. Embora o argumento do silêncio não seja conclusivo, no mínimo revela que, para o autor de Atos, as línguas não eram indispensáveis como evidência do batismo com o Espírito Santo. 

Quando o autor de Atos as menciona ao narrar o ocorrido na casa de Cornélio e com os discípulos de João Batista, seu propósito é deixar claro que a descida do Espírito sobre estes grupos foi da mesma ordem do ocorrido no Pentecoste, como desdobramentos de um evento inaugural único. Em nenhum lugar do Novo Testamento as línguas são mencionadas como a evidência normal do batismo com o Espírito Santo, ou da Sua plenitude, para os crentes, após o Pentecoste. A evidência inconfundível da plenitude espiritual, segundo Paulo, é o fruto do Espírito. Portanto, o falar em línguas não deve ser considerado como a evidência de nenhuma destas duas experiências. 

Extraído: Carta Pastoral da Igreja Presbiteriana do Brasil

SONHO DE PASTOR



Se puder chamar o que vou escrever aqui de sonho, então chamarei. Talvez seja a manifestação de minhas orações ao longo destes sete anos onde estive pastoreando a IPJSP. Na verdade ao colocar estas linhas diante de teus olhos, querido leitor, me torno mais uma vez alvo de teus julgamentos pessoais, porém, não me dou por me sentir julgado por você e sim por Deus que conhece meu coração. 

Sim, sonhei e diante de Deus sempre desejei que ao deixar um dia a IPJSP, pudesse vê-la não maior em número de pessoas ou que ela estivesse mais rica financeiramente. Sempre sonhei com uma comunidade madura espiritualmente. Sonhei com pessoas mais engajadas não por obrigação, mas sim pelo amor que possuem por Cristo. Sonhei com uma liderança segura e forte, comprometida com a visão e a missão de ser igreja no nosso bairro e na nossa cidade. Nunca pensei em implementar modelos de outras igrejas em nossa comunidade. Sempre entendi que cada igreja tem sua forma de ser e por isso esperei sempre que a nossa IPJSP pudesse ter um estilo próprio, um jeito próprio de ser na liturgia do culto, nos cultos de oração e no exercício dos dons de cada um. 

Por isso sempre esperei que cada membro e congregado pudesse compreender meus pensamentos através dos inúmeros sermões e inúmeras aulas de escola dominical. Sempre esperei que cada um pudesse aprender comigo como se fazia tal coisa, como se postava em determinado problema... 

Nossa igreja ainda está passando por uma transição, assim vejo eu. O movimento de pessoas que passam por nós e que não se enraízam é porque não compreenderam que o lugar deles seja ali. Porém muito me entristece quando ao receber uma pessoa por transferência, por batismo ou profissão de fé, no insistir com elas de que é um voto ao Senhor que fazem no momento de seus batismos, e logo depois elas abandonam a igreja, somente posso entender que estas não haviam de fato submetido suas vidas ainda a autoridade da Palavra de Deus e que a sua prática de vida precisava se moldar ao discurso delas.

Sonhei durante estes sete anos com uma igreja missionária. Não entenda missionária porque há um departamento de missões encabeçando projetos e promovendo conferencias, mas uma igreja onde cada um sabe de fato o seu lugar no Corpo de Cristo. Uma igreja madura e um cristão maduro sabe muito bem o que está fazendo para Cristo e para os outros.

Sonhei com uma igreja madura onde cada um vive com alegria a sua função no corpo e está comprometido com isso, evitando assim a murmuração, a fofoca e as múltiplas obras carnais tão nefastas para as comunidades de hoje. 

Sonhei com uma igreja onde os pais e avós estivessem cuidando de trazer seus filhos e netos para a escola dominical, onde o engajamento do serviço social e diaconal fosse um esforço de alegria e dedicação entre todos.

Sonhei com uma igreja adoradora, não porque cantasse muito nos cultos, nem que tivéssemos muitos louvores, mas que entendesse que o centro de toda a adoração fosse Cristo, o Senhor!

Posso dizer meu querido leitor que ainda sonho. A nossa igreja cresceu muito, mas ainda falta amadurecer bastante. Espero que ao olhar para trás depois de muitos anos passados, possa eu sentir que durante este tempo que aqui passei não tenha corrido em vão. Sem dúvida, disso já me sinto em paz, pois nada do que realizei aqui foi para minha glória e sim para que Cristo fosse glorificado nas palavras e nos atos de minha vida, muitas vezes nem sempre compreendido, mas de fato acalentado em meu coração.



Rev. Luiz Augusto

AUTORIDADE E SUBMISSÃO


              

O maior erro é a rebeldia contra a autoridade de Deus. Na eternidade, Satanás não só violou a Santidade de Deus, mas pior do que isso, ele se rebelou contra Deus. Ao desejar usurpar o trono de Deus e ser igual ao Deus todo-poderoso, ele foi precipitado para a terra. Adão e Eva praticaram o mesmo pecado. Ao desejarem o fruto e comerem dele, estavam não apenas desobedecendo a uma ordem divina, mas se rebelando contra a autoridade de Deus. Nossa situação para com Deus e de toda a humanidade é uma situação de rebeldia contra a autoridade divina.

Esse tema sempre foi mal-entendido pela grande maioria das pessoas e ainda hoje esse assunto é controverso devido as interpretações errôneas sobre “autoridade”. “A controvérsia do universo centraliza-se sobre quem deve ter autoridade e nosso conflito com Satanás é o resultado direto de atribuir autoridade a Deus” (W.N.). 

Na vida de Saulo, o Fariseu após encontrar-se com o Senhor Jesus na estrada para Damasco, reconhecendo a autoridade de Cristo, foi capaz de submeter-se a orientação de Ananias, um simples homem, porque discerniu o que era autoridade de Deus. O significa que quanto a este assunto, devemos considerar não o ser humano, mas a autoridade que é conferida a este. Não obedecemos ao homem, mas a autoridade que está nele, neste caso devido a sua fidelidade a Palavra de Deus. Deus tem o propósito de manifestar sua autoridade ao mundo por meio da igreja e esta autoridade pode ser expressa na diversidade dos dons que Ele concedeu ao Corpo de Cristo. Então a pior coisa é levantar-se contra a autoridade de Deus. Esta autoridade é conferida não por revelações externas, mas pela sua Palavra revelada nas Escrituras Sagradas. 

Por isso temos tanta dificuldade de absorver o que seja autoridade delegada. Se tivermos discernimento deste ponto, teremos mais zelo pelos que exercem funções de liderança no povo de Deus. Para que Deus exerça sua autoridade, homens e mulheres necessitam estar atentos a questão da autoridade delegada de Deus. 

Fazer a vontade de Deus é o alvo de todo cristão. Vontade representa autoridade. Assim se alguém quer fazer a vontade de Deus e obedecer a ela, precisa antes estar sujeito à autoridade de Deus. Mas como alguém pode sujeitar-se a autoridade de Deus se não ora ou não tem desejo de conhecer a vontade de Deus? Nosso Senhor considerava a autoridade de Deus e sua vontade mais importante até do que seu sacrifício na Cruz. Ele afirmava em oração: “acaso não beberei o cálice que o Pai me deu?” (Jo 18.11). Portanto antes de pensarmos em vontade de Deus devemos estar certos de que precisamos aprender a sermos submissos a autoridade dEle.

Precisamos reconhecer a sua autoridade sobre nós, se de fato estamos neste Reino de Deus. Assim, não teremos nunca a indisposição de fazer a vontade de Deus. Quando temos dificuldade de fazer a vontade de Deus significa que estamos colocando em dúvida a autoridade dele sobre nossa vida. Isso envolve o que fazemos e como fazemos as coisas. Qual o nosso propósito na vida e nossos alvos pessoais e coletivos. Na vida da igreja também é assim. Ser submisso a vontade de Deus é obedecer a autoridade dele, mesmo que isso não seja favorável a nós. Pois então, qual tem sido o seu nível de reconhecimento da autoridade de Deus?



Rev. Luiz Augusto