quarta-feira, 27 de abril de 2016

ADULTO, MAS BEBEZINHO

Embora a esta altura já devessem ser mestres, vocês precisam de alguém que lhes ensine novamente os princípios elementares da palavra de Deus. Estão precisando de leite, e não de alimento sólido! Hebreus 5:12.

Mesmo sob os comandos da mais alta tecnologia, vivemos ainda a crise da maturidade. Quando isso se refere à igreja e aos crentes a situação piora a cada dia. Tenha certeza: Cristo nos redime para conduzir-nos a maturidade como seres humanos e seus discípulos. Neste caso viver junto à comunidade da fé é um princípio inalienável. A Integração é o processo de tomar pessoas imaturas espiritualmente, educá-las e levá-las a um estado de maturidade e adulta comunhão com Cristo e de serviço eficiente na igreja e na sociedade.

A integração tem como objetivo abranger tudo o que se faz individual e coletivamente para que haja identificação e envolvimento dos que assim se dizem discípulos no Discipulado, na Comunidade local e mantê-los, para que cumpram cabalmente a sua missão ou seu ministério. Portanto meu querido leitor, a tarefa da igreja não é somente “salvar almas”, mas edificar pessoas e levá-las a uma condição de adultos em Cristo (Efésios 4.13).

Por isso, você deve aplicar-se nesse processo senão continuará um “bebê espiritual”, mesmo que seja idoso cronologicamente. Sem dúvida há benefícios desta integração. Por exemplo, a integração torna a relação mais profunda com Deus e com o Espírito Santo. Há uma sensibilidade maior acerca da vida. A integração envolve cada pessoa a sua comunidade. Não apenas adicionamos gente à igreja, mas integramo-nos todos. Com isso há um crescimento sadio e natural em números, pois os que vão se desenvolvendo na fé e no serviço são impulsionados a testemunhar de Cristo Jesus (Filipenses 2.12).

Contudo há uma estatística preocupante: 45% dos cristãos nunca oram nem leem a Bíblia, 50% deles nunca fazem ofertas para as missões nem mantém sua igreja, 80% nunca vão às reuniões de oração, 95% nunca conduziram uma pessoa a Jesus Cristo e 99% nunca discipularam alguém. Se você não é um discipulador, ainda é um “campo missionário”, você precisa de discipulado.

Portanto, tiremos da nossa mente uma “mentira” que nos impuseram ao longo dos anos. Integrar alguém em nossa comunidade de fé não é dar a um “recém-convertido” uma palavra de incentivo sobre a leitura da Bíblia ou enfatizar-lhe o imperativo da mordomia, ou mesmo enchê-lo de folhetos. Integrar não é recomendar-lhe que seja assíduo aos cultos, não é torná-lo aluno da Escola Dominical. Integrar alguém na fé e na comunidade vai muito além disso. Por isso, vários podem ser adicionados, mas nem sempre são integrados ao Corpo de Cristo. Evangelização sem integração sempre falhou e falhará no seu objetivo de ganhar o mundo para Cristo. Atualmente nas igrejas o máximo que se consegue é a adição de pessoas.

Portanto, você é um bebê espiritual ou um discípulo que está no processo de uma verdadeira integração na sua comunidade?

Quero desafiá-lo a identificar-se e a envolver-se com Cristo e sua igreja: Ser discipulado e depois disso fazer discípulos. Ser integrado de fato e depois integrar-se a fim de sair da letargia espiritual, viver a alegria com Cristo e se alegrar nele somente. Será que você já viveu muito tempo como ouvinte da verdade e ainda não cresceu? Não esqueça, a fé é apenas o primeiro passo.

sábado, 23 de abril de 2016

Posso dividir o meu Dar entre a minha Igreja e outro ministério?


Entrevista com Pr. John Piper (João Piper)

"Pastor John, quando se trata de dar 10% da minha renda a uma igreja - o meu dízimo - Posso dividir o dinheiro e dar, digamos, 5% a minha igreja e 5% para ministérios fins lucrativos?"

O que você diz sobre a divisão do dízimo? Meu palpite é que alguns dos nossos ouvintes, assim que ouvir essa pergunta seria perguntar: Eu ainda compartilho a suposição de que os cristãos têm de dar o dízimo? 

Então deixe-me começar por aí. Não, o dízimo, dez por cento de sua renda, não é um "tem que" no Novo Testamento. O Novo Testamento coloca a vida do cristão em novas bases, que é diferente da lei do Antigo Testamento. 

Paulo disse em Romanos 7: 6, "Agora estamos livre da lei, havendo morrido para aquilo que nos mantinha em cativeiro, de modo que servimos em novidade de espírito, e não o velho caminho do código escrito".

Assim, por exemplo, quando Paulo dá instruções sobre como devemos dar, ele nunca nos instrui a deixar de lado o dízimo. Ele diz coisas como: "Coloque algo de lado e armazene, conforme a sua renda" (1 Coríntios 16: 2). E então ele diz em 2 Coríntios 8: 3 que devemos dar “de acordo com nossos meios”... “e eles deram além de seus meios, por sua própria vontade." Em 2 Coríntios 9:6-7 descreve a doação que Deus se agrada: "aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia com fartura com abundância também ceifará. Cada um deve dar como segundo propôs no seu coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria ".

Assim, o ponto não é que sejamos governados por percentagens. Eles não são obrigatórios. Em vez disso, devemos ser governados pela generosidade do sacrifício generoso que transborda liberdade e alegria. Então eu disse muitas vezes ao meu povo ao longo dos anos que a classe média americana que dá apenas o dízimo de dez por cento estão, provavelmente, roubando a Deus. Em outras palavras, nós nos tornamos tão acostumados a nossa prosperidade ocidental e suas formas de vida que achamos que cinco ou dez por cento é generoso.

Eu espero que esteja claro quando digo que o dízimo não é um "tem que", não uma regra Novo Testamento. Eu estou dizendo algo como isto: Suponha que um treinador de futebol não diz para sua equipe: "Todo mundo deve levantar-se às 5:00h todas as manhãs e correr três milhas, de modo a estar apto para a máxima eficácia desta equipe". Mas em vez disso o treinador diz: "Eu quero que você ame este esporte com todo o seu coração e eu quero que você dê tudo que você tem nesta temporada. Eu quero que você possa prosseguir máxima excelência e servir a esta equipe para torná-lo tão grande quanto ele pode ser".

Agora, qual dessas duas formas de falar com a equipe define o padrão mais elevado? A segunda maneira não tem quaisquer regras ligadas a ele. A primeira diz: Às 5:00h todos os dias. Três milhas. Parece bastante rigoroso. Mas acho que a segunda palavra do treinador é o padrão mais elevado. Ele toca o coração dos membros da equipe. E se qualquer um deles usa a ausência de regras para justificar a lealdade do hesitante para a equipe, ele é simplesmente não seguir o coração de seu treinador. E assim é com a doação na igreja.

Agora, tendo dito tudo isso, precisa ser ajustado para responder à pergunta: “Quando damos de nossos recursos para apoiar a causa do evangelho, Deus exige que uma determinada percentagem seja dada para a igreja local?” E, claro, agora em vista de tudo o que vimos, a resposta é não. A questão não é decidida por regras e percentagens. 

A grandeza do seu coração, a centralidade bíblica da igreja local, e o valor maravilhoso de outros ministérios decidem a questão. Então, sim, eu acho que a igreja local tem um lugar único e especial no plano de Deus e, portanto, uma reivindicação especial sobre a doação de seu povo. Outros tipos de ministérios são maravilhosos e eu quero que todos eles estejam a florescer. Estou envolvido em alguns. Mas a única instituição no mundo que está claramente enraizada no Novo Testamento e no evangelho é a igreja local. Se a instituição falhar, todos os outros ministérios tornam-se ineficazes. De fato, se a igreja falhar, todos os outros ministérios se tornam anti-bíblicos. A igreja local é a sementeira para todos os outros ministérios. A igreja é o lugar onde os participantes nesses ministérios encontrar o seu alimento e a expressão bíblica do seu culto corporativo.

Então eu acho que é uma boa regra de ouro ouvir essas palavras. Eu acho que é uma boa regra de ouro para iniciar a sua doação pelo dízimo para a igreja local e, em seguida, dando acima e além em outros lugares. Mas isso não é uma regra ou um mandato. Eu não posso dizer, "Assim diz o Senhor". Não é uma exigência. Ele simplesmente pode ser um guia útil. E, claro, eu sei que há pessoas ricas que não podem começar a dar o dízimo para sua igreja local, porque o seu dízimo seria maior do que o orçamento da igreja. E assim há, obviamente, exceções desse tipo. Mas eu prefiro colocar toda a ênfase em: Vamos ser pródigos em nossa generosidade. Vamos ser sacrificiais na nossa doação. Vamos ser fiéis à nossa igreja local. E vamos ser previdentes em nosso suporte para muitos ministérios. Acho que Deus vai lidar com as percentagens.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

PÁSCOA: CRISTO RESSUSCITOU! O CÉU NÃO É O LIMITE!



“Se é só para esta vida que esperamos em Cristo, somos de todos os homens os mais dignos de lástima”. 1Co 15:19

A ressurreição de Cristo é o maior evento do Cristianismo. Muitos pensam que a ressurreição de Nosso Senhor foi apenas um dos grandes dentre outros que marcaram a obra de Cristo por toda a humanidade. Contudo, a ressurreição possui significados ainda muito mais relevantes.

1- A ressurreição de Cristo inaugura uma Nova Criação. O Apóstolo Paulo em suas cartas afirma categoricamente que Cristo venceu a morte não apenas para Si mesmo, mas a ressurreição de Cristo inaugura efetivamente um novo tempo, para todas as gerações. Vencer a morte foi o maior ato pelo qual Deus decidiu conferir a restauração da imortalidade e a eternidade a todos os seres humanos que caíram com Adão e Eva.

2- A ressurreição de Cristo revela que o Céu não é final. Jamais podemos viver neste mundo apenas esperando que o Lar Celestial seja o tempo final de todos os seres humanos. A ressurreição proferida pelo Profeta Daniel (Dn 12) que é referendada por Jesus (João 5.22-25) e sistematizada pelo apóstolo Paulo traz a inequívoca certeza de que embora os seres humanos passem pela morte como separação da alma e do corpo, a alma estará temporariamente com Deus, enquanto aguarda a ressurreição do Corpo para que na Nova Terra e no Novo Céu, no último dia, haja a reunificação de ambos para a vida eterna. Portanto, a Vida Eterna não é uma promessa apenas para o descanso da alma, mas também do corpo.

3- A ressurreição de Cristo é maior evento do cristianismo de fato e como tal, precisa ser pregado fielmente pelo cristianismo evangélico que tem anunciado frequentemente uma obra de Cristo parcial alias, então margeando a "heresia". Por exemplo, quase todos os cristãos anunciam a Páscoa de Cristo como um ato onde Cristo saiu vitorioso na morte e oferece a vitória e a renovação da alma ou do espírito. Essa é uma pregação parcial e incompleta. 

A igreja cristã ocidental precisa anunciar que ela crê na ressurreição do corpo, da carne e não somente do espírito, ou melhor, não existe ressurreição do espírito, porque "espírito nenhum morre". A morte é a separação de alma (espírito) e corpo. Quando não se crê que haverá ressurreição final do corpo, a mensagem deixa de ser cristã e bíblica para ser "espírita". A igreja cristã e seus pregadores precisam reavaliar o significado e o “conteúdo” do que ensinam. 

Na lembrança da ressurreição, encaramos o fato que este evento permitirá que você e eu bem como todos os que amam a Cristo e se oferecem a Ele, não terão seus corpos eternamente separados de sua alma (espírito) e sim, na consumação obterão miraculosamente seus corpos outra vez, sendo tornados incorruptíveis, viverão fisicamente na Nova Terra e no Novo Céu. (I Coríntios 15; Apocalipse 21). Assim sendo, podemos dizer: Aleluia, Ora vêm Senhor Jesus!

Rev. Luiz Augusto (Páscoa de 2016)

CARTAS VIVAS



“Será que com isso, estamos começando a nos recomendar a nós mesmos novamente? Será que precisamos, como alguns, de cartas de recomendação para vocês ou da parte de vocês? Vocês mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos. (2 Co 3.1-3)

A metáfora do carteiro: Você já reparou no “carteiro”? O carteiro é um “representante” do governo, um funcionário enviado pelo governo para entregar correspondências. Mas na verdade, ninguém está preocupado com o carteiro, e sim com a mensagem que ele traz, com a correspondência a ser recebida. 

Jesus Cristo é muitas vezes nos evangelhos enunciado como “o enviado”, isto é o enviado do Pai. Ele afirmava: “minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou”. Jesus Cristo não traz apenas uma mensagem, um anúncio, mas ele mesmo é o anúncio. As palavras de Jesus não seriam aceitas apenas, pois o seu discurso é o conteúdo de seu ser e de sua vida. Ele é enviado pelo Pai, mas não traz apenas a mensagem verbal do Pai e sim ele próprio é o Pai. É a Palavra viva do Pai, ele é o conteúdo de Deus. O modo de viver e seu jeito de ser é a mensagem mais impactante. 

O ser “missionário” se confunde com o ser “humano”. As cartas de recomendação, na época de Novo Testamento, são uma chancela do enviador, uma autorização para que alguém pudesse ser recebido por outro ou alguma comunidade. 

Algumas considerações para sua meditação:

1) Cartas vivas são lidas por todos e isso não se dá por palavras, mas pela vida, jeito de ser e pela maneira de viver.

2) Quem somente pode escrever estas cartas? O Espírito Santo.

3) Onde Ele escreve? No coração, no interior: Não somos conhecidos pelo que temos ou conquistamos, mas sim, a partir do coração que a vida existe.

4) A palavra somente pode ecoar por meio do viver.

5) Somos chamados a viver de outra maneira, por que não estamos mais ligados à letra (AT) e sim ao Espírito (NT) do Novo Pacto.

6) Quem nos habilita ou dá esta capacidade? O Espírito de Deus!

7) Todas as vezes que reduzimos o evangelho a uma mera palavra, estamos reduzindo a mensagem a conceitos e definições.

Tudo o que promove a vida precisa ser contextualizado, comunicado pela vida e não apenas por palavras. Cantemos menos, discursemos menos, falemos menos, façamos menos propaganda de nós, enquanto Cristo é formado em nosso ser. Que nosso jeito seja o jeito de Cristo, a vivência de Cristo, que não precisemos de tanto papel para autenticar nossa fé e nosso discurso. Quanto mais vivermos como Ele, mais produziremos vida.

EM BUSCA DE UM SALVADOR DA PÁTRIA!



Ah, nação pecadora, povo carregado de iniqüidade! Raça de malfeitores, filhos dados à corrupção! Abandonaram o Senhor; desprezaram o Santo de Israel e o rejeitaram. Isaías1:4

Não há como negar, o ser humano é um ser político. O reino de Cristo também é um reino político. Sejamos de Cristo ou não, todos estão submetidos a um sistema político. Quando Deus escolheu a nação de Israel para revelar seus princípios e sua vontade por todas as suas gerações, seu objetivo principal era tornar esse povo um Reino Teocrático. Por isso vemos na Antiga Aliança, Israel passando por todas as etapas até tornar-se uma Monarquia. Aquele que estivesse no trono de David, seria um vice-regente e o seu sistema seria implementado pelas máximas do Reino de Cristo em sua plenitude.

Desde a antiguidade Deus sabia que seu povo não seria fiel plenamente e por isso programou leis e uma constituição para que esta nação não se desviasse e fosse um espelho da sua vontade para todas as outras nações que nunca possuíram o privilégio de Israel. Mas Israel falhou nesse seu chamado por que se misturou e se fez igual às outras nações corruptas ao seu redor.

Nossos dias tem sido difíceis. Toda a vida seja ela econômica, social e política está padecendo. Nosso sistema de saúde tem sido uma vergonha, nem animais são tratados como temos visto as pessoas nos corredores dos hospitais públicos. Sabemos que isso é decorrência do pecado e do afastamento das pessoas de Cristo. 

Não há outra maneira de salvar o nosso país se não levantarmos a bandeira do evangelho e da justiça. Não somente os líderes são corruptos como também o povo. Por isso Isaias, o Profeta já predizia: “filhos corruptos”!

Que tenhamos a clareza e a certeza que precisamos todos continuamente de um encontro verdadeiro com Cristo. E consequentemente precisamos que cada pessoa desde o menor até o maior seja transformado pela experiência da fé. Mesmo assim há muitos de nós que recorrem a homens como possíveis capacitados para transformar este país. A bandeira da verdade e da justiça somente podem ser erguidas por aquele que é o Todo-Poderoso. Se não voltarmos a buscar a Cristo como o verdadeiro Deus, jamais teremos uma nação verdadeira, justa, e livre. Levantemos a bandeira de Cristo. Somente Ele é capaz de curar esta nação!