segunda-feira, 22 de agosto de 2016

SUA RELIGIÃO É VERDADEIRA OU É VAZIA?


Se alguém se considera religioso, mas não refreia a sua língua, engana-se a si mesmo. Sua religião não tem valor algum! Tiago 1.26



Estamos encharcados de discurso. Palavras chegam aos nossos ouvidos segundo após segundo, seja pelo que lemos, vemos ou ouvimos. Mas, e as palavras que nós falamos? Já pensou que sua fé é a causa do seu falar, o quanto fala e como fala? Tiago nos alerta que dependendo do que falamos e como falamos revelamos para os outros e para nós mesmos se nossa religião é verdadeira. 

Portanto precisamos nos conscientizar que a religião verdadeira precisa ser vista fora da igreja e fora da liturgia. Não pode ser medida pelo culto que praticamos publicamente. Ao entregar sua vida a Cristo uma verdadeira mudança deve começar a ocorrer na vida de alguém. O modo de falar, suas conversações, sua sensatez em ouvir e em falar, na maneira que julga pessoas e situações e que exprime um ponto de vista vão sendo mudados de acordo com a maturidade espiritual de cada um.



Tiago afirma, “mas se não refreia a sua língua”... Isso tem a ver com autodomínio. O domínio-próprio é a virtude do Espírito, do enchimento dEle. Se alguém é cheio do Espírito tal pessoa fala muito pouco. Quer saber se você é cheio do Espírito? Pense o quanto você é capaz de criticar outros com facilidade. O verdadeiro cristão é alguém comedido e continente em suas palavras. É vagaroso em criticar e julgar. Vê mais pecado em sua língua do que na língua de quem quer que seja. O livro de Eclesiastes nos diz: “Quem obedece às suas ordens não sofrerá mal algum, pois o coração sábio saberá a hora e a maneira certa de agir” (8.5). O apóstolo Tiago nos diz que o sábio é aquele que sabe refrear sua língua. Quer ver alguém cheio do Espírito, este está lutando com o seu modo de falar. O livro de Provérbios nos diz: “Como a cidade com seus muros derrubados, assim é quem não sabe dominar-se” (Pv25.28). 

Portanto irmãos, somos recomendados a cuidar de nossa língua e de nossa linguagem. Se você não consegue ficar sem criticar pessoas, se você se sente com facilidade de julgar os outros, ouça as palavras de Cristo: “Não julguem, e vocês não serão julgados. Não condenem, e não serão condenados. Perdoem, e serão perdoados. Pois a medida que usarem, também será usada para medir vocês" (Lc 6.37,38). 

Outro aspecto da língua é o modo que se fala e as palavras que são usadas por nós. Estamos num tempo onde os palavrões e as palavras de baixo-calão estão sendo usadas de forma mais natural possível. Os jovens de hoje especialmente, não tem problema nenhum de serem coloquiais no mais baixo nível. O cristão verdadeiro está preocupado com o que diz e quais as palavras que usa no seu dia a dia. Tudo isso serve para nos fazer testemunhas verdadeiras que revelam que nosso linguajar é produto de nosso coração e a maneira que nos relacionamos com Deus. O apóstolo Paulo já dizia: “não saia de sua boca nenhuma palavra torpe, mas sim a que for boa para construir a espiritualidade nas pessoas”. 

Jogue no lixo aquilo que é lixo. Não faça de sua linguagem o que não deseja ouvir dos outros. Não critique, não julgue, não se evidencie como juiz sobre pessoas e coisas. Mostre a sua espiritualidade pelo fato de falar pouco. Precisamos lutar com nosso coração a fim de que nossa boca fale do que esteja cheio o coração. 

Como anda a sua religião? Meça-a não pelo tempo que ora ou pelas esmolas que dá, ou pelo discurso sobre sua fé. Procure medí-la pelo quanto não fala e não julga. Não esqueça: a língua é um mal incontido, por ela uma floresta inteira pode pegar fogo. Por ela louvamos a Deus e com ela podemos ser uma maldição para as pessoas que nos rodeiam. 



Rev. Luiz Augusto

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