sexta-feira, 22 de julho de 2016

APRENDENDO A ORAR UNS COM OS OUTROS

Pois onde se reunirem dois ou três em meu nome, ali eu estou no meio deles". Mateus 18.20

Um dos maiores desafios para nós é aprendermos a orar uns com os outros. A oração, não é apenas uma conversa comum, mas um verdadeiro encontro com o Senhor. Por isso Nosso Senhor Jesus ensinava seus discípulos dizendo: “Pai Nosso”. Mas para que Deus nos ouça não apenas individualmente, mas também coletivamente, é essencial que tenhamos uma mesma percepção dEle, abrindo-nos para um encontro espontâneo e voluntário, livre de chavões e “palavras mágicas” tantas vezes empregadas em orações como “amuletos” espirituais.

Mas devemos ter cuidado com os “entraves” para a oração em conjunto. Por exemplo, quando oramos, também estamos ensinando outros a orar, por isso necessitamos eliminar determinadas barreiras intelectuais e culturais. Se usarmos de palavras comuns quando oramos em conjunto, as pessoas que nunca oraram, terão o desejo para orar, pois teremos que lidar com questões como regionalismos e intelectualidade. As orações simples e breves são essenciais nos cultos de oração e nos cultos dominicais. Muitos se sentem impedidos de orar porque já existem em determinadas igrejas aqueles que são os conhecidos “oradores oficiais”. Isso não deve existir!

Quando temos um “grupo seleto” de pessoas na igreja que oram, outras não orarão por pensarem que as que oram são as mais espirituais e as mais consagradas. Muitos são até chamados de “ungidos” e outros os que possuem o “dom da oração”, coisa que não é verdade. Para aprendermos a orar devemos estar abertos às orações espontâneas e também às orações escritas. Isso favorece os que ainda nunca oraram e disciplina os que oram demais se perdendo e divagando em seus pedidos quando estão juntos. O Reformador João Calvino usava nos cultos divinos orações espontâneas e orações escritas. 

A maneira como oramos é importante, pois como seremos solidários a oração de outro irmão se não conseguimos ouvi-lo de modo que concordemos com ele e oremos de acordo com ele compartilhando dos seus fardos e de suas alegrias e desejos? Por isso a oração coletiva deve conter a prática da oração solidária e evitarmos a oração quando todos oram de uma só vez. Isso não ajuda, pois a oração não é apenas para Deus e sim para a edificação de uns com os outros.

Quando oramos unanimemente e com equilíbrio, ensinamos outros a orar, rompemos barreiras e o preconceito religioso, abandonamos os chavões e palavras “mágicas”, não manipulamos “gestos” e “trejeitos” sem impormos um “padrão”. Além disso, as orações escritas e espontâneas são igualmente importantes, pois todos podem romper as barreiras “pseudo-espirituais” como se os que oram fossem os “mais espirituais”. Além disso, quando oramos juntos ouvindo cada oração, tornamo-nos empáticos e solidários ao coração do outro. Portanto, aprendamos a orar juntos e sem cessar.

Pax Christi (Paz de Cristo)

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