sábado, 7 de maio de 2016

HUMILDADE EM FORMA DE MÃE


“O anjo respondeu: O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com a sua sombra. Assim, aquele que há de nascer será chamado santo, Filho de Deus”.(Evangelho de Lucas 1:35)

Nunca houve na história da humanidade mulher como Maria. A Mãe que participou com seu sangue da vida do Deus-Filho sentiu este “Ente” ser gerado no seu útero após receber a visita do céu. As dores provocadas pelo parto não lhe foram ocultas, viu nascer de seu ventre o Filho de Deus, criou-O, deu o peito para amamentá-lo, alimentou-O e curou as suas primeiras feridas, fruto de suas quedas quando tentava deixar de engatinhar. Ainda infante disciplinou-O, orientou-O na Lei de Moisés. Viu seu Filho crescer, ensinou-Lhe a tradição judaica e familiar, alegrou-se com suas conquistas, chorou com Ele. Já em Cafarnaum, durante Seu ministério apoiou-O abrindo as portas de sua casa para as multidões que curava e ensinava. 

Conviveu com o homem já adulto e também provou a dor de ver “seu menino” de 33 anos açoitado e torturado pelos soldados romanos. Provou a agonia de uma sentença injusta na crucificação, aprendeu a chorar muito por Ele. Esteve com o Filho quando o tiraram da cruz. Dor como esta nenhuma mãe sentiu. Maria, porém, viu o seu Filho ressurgir dos mortos e assumiu o compromisso de viver com a comunidade de seus discípulos a partir do Pentecoste na Igreja Primitiva de Jerusalém. 

Maria recebeu a Cristo duas vezes, a primeira quando disse "sim" ao anjo Gabriel, assumindo com humildade a sua maternidade. E a segunda quando espiritualmente comungou com Ele visceralmente o mistério da fé em sua alma. 

Qual mulher na história viveu toda vida ao lado do Deus-homem, que era o seu próprio Filho? Ela poderia ser a primeira a se envaidecer, a se orgulhar por ser “a mãe do Deus-Homem”! Maria poderia liderar a Igreja Primitiva. Ninguém melhor do que ela para ser a continuadora do apostolado do Filho de Deus. Maria poderia se considerar a maior, a privilegiada, a representante de Cristo na terra, mas não! Maria rejeitou o sentimento de vanglória do mundo, abominou os seus valores, descortinou diante do mundo e do sistema maligno a humildade que somente poderia vir do Deus-Homem. Ela mesma cantou: “Minha alma engrandece ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, pois atentou para a humildade da sua serva” (Lc 1.46).

Atualmente há inúmeros motivos para as mulheres “abrirem mão” da maternidade. Há tantos movimentos de defesa da mulher mas sem a centralidade de Cristo. Por motivos feministas e agnósticos muitas abandonam este dom por questões egoístas. Devemos buscar o exemplo da Mãe do Deus-Homem que em troca da alegria que lhe estava proposta suportou todas as intempéries da vida por amor do seu Filho. 

Hoje enquanto o mundo celebra o “Dia das mães” de modo fantasioso, minha oração é para que as mães cristãs estejam a olhar o maior exemplo de vida: Maria. Ela soube, ademais de toda honra que lhe cabe, viver revelando o Filho de Deus em si para o mundo dizendo: “Faça em mim a Tua vontade”!

Parabéns mães, mirem-se no exemplo maior!



Rev. Luiz Bueno

Um comentário:

Anônimo disse...

"porque olhou para sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações" Repito: "Todas as gerações me proclamarão bem-aventurada"