sexta-feira, 22 de abril de 2016

CARTAS VIVAS



“Será que com isso, estamos começando a nos recomendar a nós mesmos novamente? Será que precisamos, como alguns, de cartas de recomendação para vocês ou da parte de vocês? Vocês mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos. (2 Co 3.1-3)

A metáfora do carteiro: Você já reparou no “carteiro”? O carteiro é um “representante” do governo, um funcionário enviado pelo governo para entregar correspondências. Mas na verdade, ninguém está preocupado com o carteiro, e sim com a mensagem que ele traz, com a correspondência a ser recebida. 

Jesus Cristo é muitas vezes nos evangelhos enunciado como “o enviado”, isto é o enviado do Pai. Ele afirmava: “minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou”. Jesus Cristo não traz apenas uma mensagem, um anúncio, mas ele mesmo é o anúncio. As palavras de Jesus não seriam aceitas apenas, pois o seu discurso é o conteúdo de seu ser e de sua vida. Ele é enviado pelo Pai, mas não traz apenas a mensagem verbal do Pai e sim ele próprio é o Pai. É a Palavra viva do Pai, ele é o conteúdo de Deus. O modo de viver e seu jeito de ser é a mensagem mais impactante. 

O ser “missionário” se confunde com o ser “humano”. As cartas de recomendação, na época de Novo Testamento, são uma chancela do enviador, uma autorização para que alguém pudesse ser recebido por outro ou alguma comunidade. 

Algumas considerações para sua meditação:

1) Cartas vivas são lidas por todos e isso não se dá por palavras, mas pela vida, jeito de ser e pela maneira de viver.

2) Quem somente pode escrever estas cartas? O Espírito Santo.

3) Onde Ele escreve? No coração, no interior: Não somos conhecidos pelo que temos ou conquistamos, mas sim, a partir do coração que a vida existe.

4) A palavra somente pode ecoar por meio do viver.

5) Somos chamados a viver de outra maneira, por que não estamos mais ligados à letra (AT) e sim ao Espírito (NT) do Novo Pacto.

6) Quem nos habilita ou dá esta capacidade? O Espírito de Deus!

7) Todas as vezes que reduzimos o evangelho a uma mera palavra, estamos reduzindo a mensagem a conceitos e definições.

Tudo o que promove a vida precisa ser contextualizado, comunicado pela vida e não apenas por palavras. Cantemos menos, discursemos menos, falemos menos, façamos menos propaganda de nós, enquanto Cristo é formado em nosso ser. Que nosso jeito seja o jeito de Cristo, a vivência de Cristo, que não precisemos de tanto papel para autenticar nossa fé e nosso discurso. Quanto mais vivermos como Ele, mais produziremos vida.

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