terça-feira, 10 de março de 2015

O COMBATE INTERIOR (I)


O combate interior espiritual é mais duro que a batalha dos homens, já dizia Rimbald. O mundo ao redor de nós nos impõe uma relação de stress. Porém somos produto do meio e somos resultado de nosso mundo interior também. Temos um patrimônio genético e possuímos uma natureza que nos trai minuto após minuto. Muitos acabam por aceitar e sucumbir ao mando da natureza interior e se submetem acatando as suas ordens, sendo dominados pelos desejos e pelas tendências do coração. Ficam como “sonâmbulos”. 

Ao encontrarmo-nos com a verdade de Cristo, podemos ser conduzidos ao despertar interior e a partir daí dá-se início ao grande combate interno. Na verdade a ação do Espírito Santo em nós deseja que nos despertemos para algo mais profundo, mais intenso e mais verdadeiro em nossa relação com Ele. Cristo deseja desenterrar do fundo de nossa alma todos os elementos que obstruem uma profunda comunhão. Ele quer que aprendamos a varrer nossa alma, a procura da “dracma perdida” que está escondida na poeira dos “móveis”, onde está gravada a imagem do Cristo. Isso é o começo da santificação. Mas nossa santificação embora dependa do Espírito Santo, também depende de nós. E é neste ponto que muitos não prosperam. Aqui devemos colaborar com Deus. Prosperar na santificação não é apenas uma questão divina, mas humana também. Então travamos nosso combate interior. Por isso precisamos das disciplinas espirituais. A sua finalidade é libertar-nos do peso, da gordura espiritual, que embora tendo recebido o Espírito Santo em nossa regeneração, precisa ser sensível a ação de Deus dentro de nós a fim de minimizar os efeitos do pecado interiormente. 

Muitos acham que a disciplina espiritual é algo legalista, mas não é. Ela é uma ferramenta para que possamos limpar o nosso interior e deixarmo-nos prontos ao Espírito Santo. Uma contemplativa dos primeiros anos dizia: “Grandes esforços e lutas penosas aguardam aqueles que se convertem, porém a eles segue uma alegria inexprimível. Quem quer acender o fogo, no início é incomodado pela fumaça que faz chorar, mas depois consegue o que desejava. Nosso Deus é fogo que consome. Assim devemos deixar que Ele acenda seu fogo em nós a fim de que sejamos mais e mais purificados por Ele”.

“Por isso digo: vivam pelo Espírito e de modo nenhum satisfarão os desejos da carne. Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam” (Gálatas 5.16,17).

Você está sendo convocado a entrar no combate interior a fim de que seu coração seja dominado e submetido a Cristo. Que suas paixões, seus pecados, suas manias e suas inclinações sejam pelo combate interior, afetados por esta luta que não se dá fora, mas dentro de você.

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