sexta-feira, 17 de outubro de 2014

UM PAÍS CULTURALMENTE CORRUPTO


"Corra a retidão como um rio e a justiça como um ribeiro perene! (Amós 5:24)

A cultura é o conjunto de histórias, tradições, costumes e modo de vida de um povo. Desde sua gênese quando um pequeno grupo de pessoas passa a viver, pensar, julgar e agir possuindo vínculos em comum vai se formando o que chamamos de cultura. Olhando para o presente e fazendo uma leitura do passado é muito importante construir pontes no tempo a fim de que se saiba edificar um futuro. Nenhuma pessoa em sã consciência pode desprezar isto. Nossa cultura é o desembocar de muitas vidas e de muitas tradições.

O Brasil é um belo e rico país. Nossos colonizadores plantaram muitas sementes culturais em nosso solo. Nesta colonização recebemos muitas nações e hoje somos um país de muitas raças e muitas culturas. Juntamente com estas sementes recebemos também o Cristianismo. Desde a sua primitividade a Fé Cristã soube contextualizar-se nos povos nos quais o evangelho foi anunciado. 

Tudo seria muito lindo e bom se não fosse a corrupção da natureza humana. E em cada cultura e povo esta corrupção se manifesta de modo mais intenso ou não. A corrupção é um elemento muito sorrateiro que se mistura em tudo que fazemos, falamos, como negociamos e como nos relacionamos. 

A política e a religião não estão isentas da corrupção. Elas se casam muito bem. Basta ler o Apocalipse e ver que a Besta que sai do Mar (o Anticristo – sistema político) é alimentada pela Besta que sai da Terra (o falso profeta – sistema religioso). 

Nestes dias em que estamos sendo saturados pela política e pelas notícias as mais variadas dos candidatos a Presidência da República, creio que devamos fazer uma leitura honesta a partir dos evangelhos e do resultado da fé que são as “obras de Justiça”. Um país jamais pode crescer e se desenvolver se em meio a todas as promessas e projetos de desenvolvimento, esteja instalado sementes de corrupção. Uma das tarefas missionárias da igreja é fazer valer estas “obras de justiça” onde quer que haja um povo. Por isso devemos lutar para que o resultado de uma pregação de amor e de salvação seja uma cultura saudável, purificada pelo evangelho. Não está nas mãos apenas do Governo ser Leal ao povo, mas também está na voz e na vida da Igreja o esmerar-se por ser a “Consciência do Estado”. Neste próximo dia 25 de outubro, quando iremos às urnas, devemos acima de tudo lutar por um país mais justo e contra a corrupção de Partidos, Governos e Candidatos. Ao exercer seu papel de cidadão, o cristão também faz seu papel de servo de Cristo que luta por estabelecer o Seu Reino lutando contra a corrupção da estrutura política e governamental. Devemos, portanto fazer de tal modo que estanquemos o “mar-de-lama” que corre nas instituições, organizações e na cultura de nosso país. Lutemos neste dia em prol de um país mais justo e menos corrupto. A partir daí as outras coisas virão. Lembremo-nos das santas palavras: Busque em primeiro lugar a Sua Justiça e Seu Reino e as demais coisas se acrescentarão. (Mt 6.33)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

VOTAREI EM AÉCIO


Fui PT desde a primeira eleição que elegeu Lula. O PT pregava uma mudança a partir da simplicidade e a luta por Justiça Social. Lula era este candidato. Para mim um homem ter a história que teve saindo de uma cidade como Caetés (fui pastor ali), podia saber que a hora do Brasil havia chegado. Mas o que ele e a quadrilha dele fez e está fazendo com nosso país é a expressão mais clara da injustiça social. 

Não estou votando em Aécio por que ele é o melhor. Não existem melhores, Infelizmente a corrupção no nosso país é cultural. Digo cultural por que isso está no sangue do brasileiro que começa a praticar corrupção quando está a aprendendo a "filar" ou a "colar" desde a escola fundamental. O correto seria votar nulo se o voto realmente nulo fosse visto como nulo a fim de se gerar uma crise estrutural política no pais e tudo iniciar do zero. Mas ainda tenho dúvidas se o Brasil iria melhorar. 

O melhor é atender aos apelos do Senhor Jesus e mostrar que o único caminho para a transformação de uma sociedade é a mudança do homem interior. Este é o "país" que eu creio que haverá, mas não nesta Dimensão. Aqui não. Neste mundo não. O Senhor disse: "O meu reino não é deste mundo". Espero sim uma ressurreição física e eterna, onde na Nova Terra haverá justiça (isso para quem conhece teologia é a expressão mais clara da esperança e não é coisa das assim chamadas "Testemunhas de Jeová"). 

Quem é Lula e Dilma? vermes. Quem são os políticos como Aécio? vermes. Mas enquanto vivemos aqui, temos que salgar a começar de nós. Temos que iluminar, a começar de nós. O ser humano nunca será reconstruído se não a partir de Cristo. E para esclarecimento da maioria a mensagem do evangelho é mais Política do que Celestial (entenda-se política no sentido puro). 

Se se fala de "Direita" e "Esquerda", é necessário compreender Marx, aprender o que Fidel fez na revolução cubana e o que Lênin fez com a igreja cristã russa, com seus bispos e com milhares de pessoas. Matou crianças e adultos. Isso é plausível? Falar de "direita" e "Esquerda" num país que incluindo o PT não sabe de nada, e também o PCB, PCdoB, PSOL, e partidos de "esquerda". 

O Partido do PT quer dinheiro. Muito dinheiro. Poucos do PT são capazes de compreender e analisar a história e as ideologias políticas. É necessário rever posições e desejar pelo menos o mínimo de mudança. Corrupção é coisa séria para alguém que se diz cristão. Não sou e nunca serei um correligionário de qualquer Partido, mas preciso continuar pregando o evangelho e buscando uma sociedade menos corrupta. Enquanto aqui faço isso, também luto para que aqui em nossa dimensão a "Justiça corra como um rio". 

Por isso a mudança é urgente. 

Votarei em Aécio.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

UM MENINO OS CONDUZIRÁ!


Nosso país vive uma crise de autoridade. Autoridade que depende não somente de legitimidade para governar como condições e qualificações para o cargo. O sistema ao qual estamos submetidos sempre fala que autoridade tem aquele que é forte física e intelectualmente. O reino de Cristo apregoa uma autoridade daquele que é simples e menor aos olhos humanos. No evangelho de Mateus (18.1-6) a disputa dos discípulos era a respeito de quem seria o maior no Reino. Isto se deu pelo fato do acontecido no Monte da Transfiguração onde Pedro, Tiago e João tiveram o privilégio de estarem com Jesus. Porém o Senhor enfatiza de que a principal preocupação dos discípulos deveria ser entrar e participar do Seu reino. Isso é o que importa. Conquista, prosperidade, grandeza, investimentos, bens, estabilidade são palavras avessas ao reino de Cristo. Portanto, é essencial que entendamos algumas premissas para nos tornarmos parte deste reino eterno: 

1) Mudança interior. Nosso Senhor afirma: “se não vos converterdes” (18.3). O melhor exemplo é o da criança. O reino começa dentro de nós. Tornar-se como uma criança é estar preparado para uma reviravolta completa nos propósitos e no destino de nossa personalidade. Os participantes deste reino se convertem ao princípio que rejeita os padrões mundanos e ordinários como honra humana, posição elevada, fama, preconceito, etc.

2) Simplicidade. Cristo nos afirma: “e não vos fizerdes como crianças.” (18.3,4). A simplicidade é a característica do reino de Deus. É o elemento vital de grandeza deste reino. Jesus mostra que é impossível ao homem desenvolver um relacionamento com Deus baseado em arrogância, opulência e força. A humildade do reino de Cristo é exemplificada na vida de uma criança. Quando o caráter é moldado pela simplicidade de Cristo, o comportamento faz diferença numa sociedade que prega o luxo, a discriminação, o preconceito, a duplicidade e o engano como tipos de sucesso. 

3) Solidariedade. Ele também afirma: “qualquer que receber esta criança em meu nome a mim me recebe” (18.5). A solidariedade demonstra o cumprimento da Lei de Cristo: “Amar ao próximo como a ti mesmo”. Fazer parte do reino de Cristo é saber acolher e receber os que muitas vezes são estigmatizados pela convivência social. Assim vemos no exemplo de Jesus com a mulher samaritana, o cego de Jericó, o endemoninhado gadareno e com as crianças (desprovidas de maturidade e entendimento). A Solidariedade valoriza o ser humano (Fl 2.3). 

Você já faz parte deste reino? O que é necessário para que você se envolva com ele e quais as demandas que você teria para isso? Você pode estar numa igreja mas fora do reino de Cristo. Pense nisso!

sábado, 4 de outubro de 2014

E AGORA, JOSÉ? A igreja e missão: Uma reflexão


Não há outra igreja a não ser a igreja enviada ao mundo, e não há outra missão, a não ser a da Igreja de Cristo”. (Johannes Blauw)

Nosso século é o século das anomalias e doenças. Vivemos isso também no que se refere à religião. Há muitos que separam a igreja de sua missão. Acham que somente podem estar engajados em missão se estiverem “libertos” da igreja. Ledo engano. Nosso Senhor Jesus Cristo é conhecido como o “enviado” do Pai. Nos escritos de João, Cristo sempre é descrito como “aquele que foi enviado”. O fato dele ser enviado revela que sua mensagem era a sua pessoa. Seu projeto missionário era ele mesmo. Não há como separar Jesus de sua missão. 

Assim a igreja que o Espírito Santo constituiu é o Corpo de Cristo no mundo e também não pode ela ser separada de sua missão. Se quisermos encontrar uma igreja, ela estará em missão e se quisermos encontrar uma missão ela se apresentará como uma igreja. Devido às anomalias que vemos hoje em nosso século, alguns acreditam que podemos fazer nossa missão independente da igreja. Em contrapartida a igreja por olhar somente para si, abandonou a sua natureza missionária acreditando que é possível existir sem sua missão. Então faço esta pergunta: “E agora, José”?

Se o que vemos e ouvimos não desembocar em vida prática, de nada vale ouvir e ver. Se não houver dedicação, mais engajamento, mais compromisso de cada um de nós e ao mesmo tempo como coletividade, de nada vale. Se os departamentos internos de uma igreja local não se assumem como braços da missão da igreja de nada vale. Podemos gastamos muita energia, muito esforço e dinheiro em nós mesmos sem alteração de nosso mundo e de nosso contexto. Isso de nada vale.

Cabe agora o compromisso, o engajamento além de uma profunda reflexão, pois quanto mais sabemos e conhecemos, muito mais seremos cobrados e exigidos, não somente por Cristo, mas também pelo mundo. Nossas reflexões e ajuntamentos litúrgicos devem acontecer para sairmos do “casulo”, pensarmos e vivermos com uma mente aberta, deixarmos as nossas “caixinhas” e “zonas de conforto”, promovermos mudanças sérias que deverão mexer com tudo que somos e possuímos. Isso tem a ver com nosso orçamento financeiro e com nosso tempo, com nossa agenda e nossa Fé. 

É a hora de perguntar-nos: Qual o meu engajamento na Missão? Qual o meu papel no Corpo de Cristo? 

Quando separamos a missão da igreja, separamos a alma do corpo e acabamos morrendo. Somente há vida quando estamos em missão. John Stott afirmava: “Teologia sem prática é puro teologismo”. Se cada um assumir seu papel, seremos verdadeiramente Igreja, uma vez que não é possível ser cristão e continuar apático, passivo, sem compromisso, pensando somente em si, acumulando dinheiro e se apegando as coisas deste mundo.