sábado, 27 de dezembro de 2014

E O QUE VEM DEPOIS DO NATAL?



O Natal passou. As ofertas de compras chegaram. Muitas lojas como de costume acabam por baixar os preços de seus produtos para tentarem dar fim ao estoque que ficou. Muitos vivenciam a ressaca de uma noite de bebedices e gulodices. Vivem agora o amargor de um Natal onde os limites das paixões se perderam entre pagodes e sambas. Para muitos o Natal não passa de uma festa onde a maioria nem sabe porque mais um feriado. Bem, dizem estes, se é feriado, vamos lá para mais uma festança.

Na Igreja Antiga o Natal vem recheado de uma série de símbolos e de significados. O Natal não se celebra em um dia apenas mas em um período. A Igreja Oriental direcionada pelo Calendário Juliano somente celebra a Encarnação de Deus no dia 6 de janeiro e a Igreja Ocidental em 25 de dezembro. Mas a celebração vai além de uma data histórica, ela ultrapassa a ideia popular e ignorante e nos leva a refletir, orar, meditar e consagrar-se a Deus de modo mais salutar e concreto. Não há sentido algum celebrar o Natal se não estamos em comunhão com a Divindade por meio de Cristo, Deus Encarnado. 

Portanto, o Natal traz novas perspectivas de vida. Ao comemorarmos e meditarmos profundamente sobre este acontecimento somos conduzidos a estreitar mais ainda nosso relacionamento com Cristo. Qualquer pessoa que esteja em comunhão mais profunda resignar-se-á a tal ponto de aceitar a soberania divina sobre sua vida. Deus tomou a iniciativa de revelar-se em nossa humanidade. Ao mesmo tempo, que se dedicará mais exclusivamente a Deus. Comprometer-se-á com Ele e com as consequências de uma fé objetiva. Pela fé adotará um estilo diferente e lutará por isso. A história do Natal se completa em nós quando achamo-nos conscientes de nossa condição de miséria espiritual e aceitamos viver debaixo da verdade de que “se Cristo se encarnou e me aceitou, a graça em minha vida é uma realidade cotidiana”. 

O que vem depois das comemorações do Natal? Se forem as consequências naturais de uma vida aos pés de Cristo, então esse caminho é o certo. O Deus dos cristãos tem nome, não é um ser abstrato, etéreo, uma divindade impessoal. Os cristãos verdadeiros se saúdam com o Natal de Cristo. Por meio de Cristo, Verdadeiro Homem e Verdadeiro Deus, encontramo-nos conosco mesmos, e nos expomos a viver em prol dos outros como Ele viveu. A Lei do Antigo Testamento culmina-se em Cristo e nos estimula a viver seus mandamentos de modo que estes não são um fim, mas um meio para a santificação. A regra pela regra não tem sentido algum, diante do Deus gracioso que por amor ao ser humano, planejou uma grande agenda a fim de conquistá-lo eternamente. 

O Natal nos inspira, nos estimula, nos motiva e nos arranca de nossa zona de conforto e nos leva em missão ao mundo.

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