sexta-feira, 10 de outubro de 2014

UM MENINO OS CONDUZIRÁ!


Nosso país vive uma crise de autoridade. Autoridade que depende não somente de legitimidade para governar como condições e qualificações para o cargo. O sistema ao qual estamos submetidos sempre fala que autoridade tem aquele que é forte física e intelectualmente. O reino de Cristo apregoa uma autoridade daquele que é simples e menor aos olhos humanos. No evangelho de Mateus (18.1-6) a disputa dos discípulos era a respeito de quem seria o maior no Reino. Isto se deu pelo fato do acontecido no Monte da Transfiguração onde Pedro, Tiago e João tiveram o privilégio de estarem com Jesus. Porém o Senhor enfatiza de que a principal preocupação dos discípulos deveria ser entrar e participar do Seu reino. Isso é o que importa. Conquista, prosperidade, grandeza, investimentos, bens, estabilidade são palavras avessas ao reino de Cristo. Portanto, é essencial que entendamos algumas premissas para nos tornarmos parte deste reino eterno: 

1) Mudança interior. Nosso Senhor afirma: “se não vos converterdes” (18.3). O melhor exemplo é o da criança. O reino começa dentro de nós. Tornar-se como uma criança é estar preparado para uma reviravolta completa nos propósitos e no destino de nossa personalidade. Os participantes deste reino se convertem ao princípio que rejeita os padrões mundanos e ordinários como honra humana, posição elevada, fama, preconceito, etc.

2) Simplicidade. Cristo nos afirma: “e não vos fizerdes como crianças.” (18.3,4). A simplicidade é a característica do reino de Deus. É o elemento vital de grandeza deste reino. Jesus mostra que é impossível ao homem desenvolver um relacionamento com Deus baseado em arrogância, opulência e força. A humildade do reino de Cristo é exemplificada na vida de uma criança. Quando o caráter é moldado pela simplicidade de Cristo, o comportamento faz diferença numa sociedade que prega o luxo, a discriminação, o preconceito, a duplicidade e o engano como tipos de sucesso. 

3) Solidariedade. Ele também afirma: “qualquer que receber esta criança em meu nome a mim me recebe” (18.5). A solidariedade demonstra o cumprimento da Lei de Cristo: “Amar ao próximo como a ti mesmo”. Fazer parte do reino de Cristo é saber acolher e receber os que muitas vezes são estigmatizados pela convivência social. Assim vemos no exemplo de Jesus com a mulher samaritana, o cego de Jericó, o endemoninhado gadareno e com as crianças (desprovidas de maturidade e entendimento). A Solidariedade valoriza o ser humano (Fl 2.3). 

Você já faz parte deste reino? O que é necessário para que você se envolva com ele e quais as demandas que você teria para isso? Você pode estar numa igreja mas fora do reino de Cristo. Pense nisso!

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