sábado, 4 de outubro de 2014

E AGORA, JOSÉ? A igreja e missão: Uma reflexão


Não há outra igreja a não ser a igreja enviada ao mundo, e não há outra missão, a não ser a da Igreja de Cristo”. (Johannes Blauw)

Nosso século é o século das anomalias e doenças. Vivemos isso também no que se refere à religião. Há muitos que separam a igreja de sua missão. Acham que somente podem estar engajados em missão se estiverem “libertos” da igreja. Ledo engano. Nosso Senhor Jesus Cristo é conhecido como o “enviado” do Pai. Nos escritos de João, Cristo sempre é descrito como “aquele que foi enviado”. O fato dele ser enviado revela que sua mensagem era a sua pessoa. Seu projeto missionário era ele mesmo. Não há como separar Jesus de sua missão. 

Assim a igreja que o Espírito Santo constituiu é o Corpo de Cristo no mundo e também não pode ela ser separada de sua missão. Se quisermos encontrar uma igreja, ela estará em missão e se quisermos encontrar uma missão ela se apresentará como uma igreja. Devido às anomalias que vemos hoje em nosso século, alguns acreditam que podemos fazer nossa missão independente da igreja. Em contrapartida a igreja por olhar somente para si, abandonou a sua natureza missionária acreditando que é possível existir sem sua missão. Então faço esta pergunta: “E agora, José”?

Se o que vemos e ouvimos não desembocar em vida prática, de nada vale ouvir e ver. Se não houver dedicação, mais engajamento, mais compromisso de cada um de nós e ao mesmo tempo como coletividade, de nada vale. Se os departamentos internos de uma igreja local não se assumem como braços da missão da igreja de nada vale. Podemos gastamos muita energia, muito esforço e dinheiro em nós mesmos sem alteração de nosso mundo e de nosso contexto. Isso de nada vale.

Cabe agora o compromisso, o engajamento além de uma profunda reflexão, pois quanto mais sabemos e conhecemos, muito mais seremos cobrados e exigidos, não somente por Cristo, mas também pelo mundo. Nossas reflexões e ajuntamentos litúrgicos devem acontecer para sairmos do “casulo”, pensarmos e vivermos com uma mente aberta, deixarmos as nossas “caixinhas” e “zonas de conforto”, promovermos mudanças sérias que deverão mexer com tudo que somos e possuímos. Isso tem a ver com nosso orçamento financeiro e com nosso tempo, com nossa agenda e nossa Fé. 

É a hora de perguntar-nos: Qual o meu engajamento na Missão? Qual o meu papel no Corpo de Cristo? 

Quando separamos a missão da igreja, separamos a alma do corpo e acabamos morrendo. Somente há vida quando estamos em missão. John Stott afirmava: “Teologia sem prática é puro teologismo”. Se cada um assumir seu papel, seremos verdadeiramente Igreja, uma vez que não é possível ser cristão e continuar apático, passivo, sem compromisso, pensando somente em si, acumulando dinheiro e se apegando as coisas deste mundo.

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