sexta-feira, 8 de agosto de 2014

“DEUS, FAÇA DE MIM UM HOMEM”



Lendo um livro sobre plantação de igrejas de Darrin Patrick, achei interessante sua análise sobre a realidade social do homem a qual está passando por uma crise sem precedentes no século XXI. Vivemos uma crise onde os homens atuais prolongaram a sua adolescência. Não são homens maduros e sim “homeninos”. 

Há muitos homens que ainda vivem a transição da adolescência para a fase adulta. Não amadureceram e não cresceram. Encontramos este tipo de homem também na igreja. Quase metade dos homens adultos é aficionado em internet e especialmente em videogame. Muitos vivem com uma companheira e não estão casados. A maneira que este “homenino” lida com as mulheres é desastrosa. Muitas mulheres hoje desistiram de tentar encontrar o “cara certo” porque os homens que lhes aparecem não são homens, são meninos na mente e coração. Eles não possuem absolutos, vivem um relativismo pessoal e como consequência são instáveis emocionalmente, próprios de adolescentes. Não gostam de responsabilidades, vivem ciceroneados pelos pais e preferem morar na casa destes. Como consequência, este “homenino” adia sua vida adulta tanto quanto ele puder. Evita a todo custo casar-se e ter filhos. Numa roda de “homeninos” o assunto geralmente é UFC, pois se projetam nestes “super-heróis” de intelectos vazios. Desenvolvem relacionamentos virtuais e vivem num mundo só deles. Assim, a sociedade tem se arrumado em torno da mulher como aquela que deve resolver os problemas deste homem que não é homem, mas um adolescente que vive como um autista social.

Hoje, precisamos de homens que se assumam como adultos. O mundo ocidental a passos largos está preferindo os homens mais novos por que podem “produzir” mais e rejeitando os mais velhos que poderiam deter a sabedoria. Nisso perdemos feio para o mundo oriental. Mas enquanto os “homeninos” não se tornarem conscientes que precisam amadurecer ainda sofreremos com movimentos sociais instáveis, instabilidade econômica em todos os sentidos e teremos famílias desajustadas. Homens que assumem sua maturidade promoverão, com certeza, melhores relacionamentos, bem como um país mais sério no que tange as macro-decisões. 

Precisamos de homens que se assumam como instrumentos de transformação social. Homens que sejam comprometidos. Comprometidos como maridos, pais, líderes e liderados. O que me assusta é que não vemos mais homens comprometidos com ideais, e sim se tornam elementos que vivem para si, pensam somente em si e pensam que o mundo gira em torno deles. O Cristo-Homem deve ser o modelo pelo qual devem estar comprometidos com o Reino de Deus e não com seus próprios nomes e com suas vidas pequenas demais. 

Hoje, precisamos de “homens de Deus” seja no mundo ou na igreja. Quando este título já virou “jargão” e se desgastou, temos que descobrir novamente a seriedade deste termo e compreender que este homem é aquele que busca conhecer a Deus profundamente e tanto quanto conheça, viverá como Deus quer e não como ele prefere. 

Se há um presente que podemos dar aos nossos filhos, a igreja e ao mundo neste dia, é como homens assumirmos nossas lutas, nossos ideais e acima de tudo buscarmos o modelo a ser vivido: Jesus Cristo - homem.

Concluo fazendo a oração de Darrin Patrick: “Deus faça de mim um homem inabalável, mas de coração terno. Faça de mim um homem firme e amoroso. Faça-me firme para que eu possa encarar a vida. Faça-me amoroso para eu possa amar as pessoas. Deus faça de mim um homem”. 

Feliz Dia dos Pais, 2014

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