sexta-feira, 4 de julho de 2014

MISERÁVEL HOMEM QUE SOU!


Examinemos e submetamos à prova os nossos caminhos, e depois voltemos ao Senhor ( Lamentações do Profeta Jeremias 3:40).

Uma das manifestações que provam a natureza limitada do ser humano é a sua insensibilidade quanto a sua condição espiritual. Já percebeu como reagimos se alguém tenta nos provar que estamos errados em alguma palavra ou atitude tomada? Na verdade, é muito difícil a qualquer pessoa convencer-se de seus erros. Mas essa é sem dúvida alguma a primeira característica do pecador. O pecado trouxe a cada um de nós e ao mesmo tempo a toda a humanidade a insensibilidade quanto a nossa maneira de pensar a nosso próprio respeito. Sempre temos, na maioria dos casos uma concepção equivocada a respeito de nós mesmos e somos sempre prontos a rejeitar qualquer crítica ou afirmação contrária ao que pensamos. 

Por isso quando começamos a aprender sobre as Escrituras Sagradas, um dos ensinamentos básicos é que o ser humano é pecador. Dentro desta questão, devido a nossa insensibilidade espiritual, tentamos minimizar os efeitos que o pecado traz a nossa vida e ao contexto em que vivemos. A Bíblia nos coloca em nosso devido lugar quando fala acerca de nossa relação com Deus, conosco mesmos e com nosso semelhante. Não somos pecadores apenas porque pecamos por atos, palavras e pensamentos, mas porque vivemos numa condição de não-comunhão profunda e intensa com o Deus santo, bom e misericordioso! 

Se soubéssemos os males que o pecado nos trouxe procuraríamos de maneira mais intensa e específica nos libertar deste mal que a todos afeta. Por exemplo, em nosso Catecismo, vemos que o pecado trouxe ao ser humano uma séria de consequências não somente neste mundo que vivemos, mas também naquele que haveremos de viver. A estes efeitos, nosso Catecismo chama de miserabilidade. Assim sendo, a vida humana em sua essência é uma vida de miséria em todos os sentidos. O pecado que nos distanciou da Divindade, nos levou a viver miseravelmente. Nossas concepções, nossos pensamentos, nossas relações interpessoais, são claramente resultados de nossa vida miserável, pois o que era fato como a comunhão plena com Deus em todos os sentidos, o ser humano por se “achar” competente, e querendo se fazer como Deus, afrontou-O e condenou-se a si mesmo.

Por isso, urgentemente necessitamos possuir uma correta visão de nós mesmos para que vivamos de modo saudável e em profunda comunhão com Deus, nosso Criador e Redentor e também com nossos semelhantes. A vida cristã somente faz sentido se possuirmos sincera noção de nossa corrupção humana que tem início em nosso próprio coração. 

Somente começamos a reconhecer nossa real condição quando sinceramente procuramos nos convencer de nossa miséria espiritual e Deus fará sentido e O teremos como a única fonte vida em nossa existência. A miséria que o pecado nos traz somente pode ser aliviada quando Cristo se faz um conosco. 

Portanto, carecemos em todos os momentos rogar a Deus que Ele e somente Ele venha nos dar a convicção de nossa miséria seja ela espiritual, física, psicológica e social. Qualquer pessoa que se disponha a enxergar quem é de modo sincero e verdadeiro sempre será recipiente da presença perene e eterna do Espírito Santo de Deus.

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