sexta-feira, 25 de julho de 2014

Foi-se o tempo... de amar a Deus!


   

Sou fruto de um tempo onde ser cristão era um ideal e um desafio de viver. Lembro-me muito bem que as pessoas tratavam a Bíblia de maneira muito sagrada. As palavras ouvidas de um sermão eram “ruminadas” durante a semana. Os cultos de oração eram bem frequentados e os hinos e cânticos espirituais eram bem conhecidos por que os cantávamos muitas vezes, de coração. 

Foi-se o tempo onde as aflições e pressões que passávamos eram entendidas como vontade de Deus para nos refinar e apurar a nossa fé. Hoje toda e qualquer aflição tem sido vista como vinda do maligno e muitos buscam a Deus para serem curados sem desejar amá-lo sinceramente. 

Foi-se o tempo onde os pastores e líderes eram respeitados e aceitos por que buscavam viver o que pregavam. Não havia imposições. Os líderes eram amados e os respeitávamos por que sabíamos que não desejavam outra coisa senão parecerem com Cristo. Hoje as lideranças são impositivas e somente permanecem líderes porque são oportunistas e criam um espírito de “medo” nos membros de suas igrejas. Medo que envolve uma mensagem de “terror e maldição”. Se há possibilidade dos seus fiéis debandarem, imprecam contra tudo e contra todos! Os pastores estão se tornando lobos vorazes.

Foi-se o tempo em que os Jovens eram apaixonados por estarem juntos em todo tempo. Ser jovem naquela época era sinal de luta, perseverança e esforço. Hoje, os jovens se alienaram com tanta fartura da Tecnologia e da Mídia. Não conseguem ser fiéis aos seus votos que fizeram a Deus. Naquela época os votos a Deus e a igreja era coisa de “gente com palavra”. Cristo nunca mudou, mas os jovens como mudaram! Não vemos mais os jovens serem firmes espiritualmente. Não os vemos mais nas reuniões de oração, nos cultos de doutrina, nas reuniões comuns. Não há mais iniciativa, esforço e dedicação. Quando isso acontece é devido a muito barulho e muita agitação. São movidos a eventos que não enchem, mas incham.

Onde estão os Homens e as Mulheres? Viajando, passeando, curtindo a vida, cuidando da saúde, fazendo suas caminhadas, trabalhando, mas estão longe dos grupos de oração, a não ser que sejam estimulados por um lanchinho, um almoço, um prêmio, um mimo, alguma coisa que traga certa vantagem. 

O que aconteceu? Cristo mudou? Talvez a mensagem que ouvimos das pessoas sobre Ele mudou. Tornamos Cristo um elemento dispensável. Tornamos Cristo um deus conveniente. Fizemos de Cristo um participante de nossos cultos onde o sujeito somos nós. Cantamos, oramos, louvamos para nós mesmos. O deus que adoramos somos nós mesmos. Somos um retrato de uma fé consumista e vivemos para um Deus de barganhas. Precisamos urgentemente voltar a amar a Deus, amá-lo de tal maneira que nossas palavras sejam silenciadas pelas nossas atitudes e pelo compromisso com os irmãos, com as pessoas, com uma igreja que se identifique com o verdadeiro Jesus Cristo, Nosso Senhor. Essa igreja existe. Depende de cada um de nós! Que saudade do tempo onde aprendemos a amar a Deus!

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