quinta-feira, 10 de abril de 2014

NÃO HÁ CRUZ SEM RESSURREIÇÃO




Estamos chegando ao momento mais importante do calendário cristão que é a celebração da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Mais uma vez sou motivado a escrever desafiando cada um de nós a lutarmos pela fé verdadeiramente cristã que nos foi entregue por nossos irmãos apóstolos. Isto porque o mote da igreja primitiva e dos apóstolos, bem como de nossos pais apostólicos sempre uniu a morte de Nosso Senhor com a Ressurreição como o conteúdo da pregação dos discípulos de Jesus. 

Porém nos últimos séculos e especialmente nos últimos anos, a igreja se perdeu em sua proclamação e na prática dicotomizou a morte de Cristo e sua ressurreição e esqueceu-se das consequências desta última. Muito mais do que apenas um evento histórico a morte seria sem razão se não houvesse ressurreição. É por causa da ressurreição que a morte tem seu valor. É devido a ressurreição que a nossa, física e eterna tem sentido e a mensagem da igreja histórica eleva nossa esperança para novos céus e nova terra, uma ressurreição miraculosa em nosso corpo e a restauração de todo universo, uma volta a criação.

Baseados nesta mensagem, nossa vida e nossos atos bem como nossas palavras e nossa vocação profissional estão intimamente conectadas.

A partir desta visão a evangelização não pode ser apenas verbal, ela somente tem sentido se existir atos de justiça, pois a ressurreição do cosmos nos fará plenos da vida. Nossa evangelização sem ação é mero discurso num vazio, uma mensagem sem eco para o mundo de hoje. Tudo que somos deve convergir a uma nova visão do mundo e da sociedade. 

A ressurreição nos abre a certeza de que precisamos tornar factível a mensagem da morte de Cristo, mas nos abrirmos a uma ação no mundo por parte de cada um de nós que seja compassiva, ética, política, social e cultural. A mensagem da ressurreição nos impulsiona a viver neste mundo não como fatalistas, mas como pessoas que se entendem parte de uma transformação integral da vida dos seres humanos, nos seus contextos mais variados.

Por isso precisamos curar nossos “medos”. O medo do convívio com outros que não são crentes, achando que vamos ser contaminados. Precisamos curar o medo dos relacionamentos devido aos nossos preconceitos moralistas e racistas. Precisamos nos curar das chagas de um legalismo inóquo que nos paralisa em nossos atos e nos torna fariseus do século XXI.

Viver a ressurreição é viver uma missão integral, um serviço integral ao mundo e dentro do mundo. Não há como viver a ressurreição:

1) Sem uma proclamação verbal: Ele é Senhor, Cristo é único e não existe nenhum outro deus, ou entidade, ou ideologia que se iguale a Ele.

2) Sem uma vida comunitária: Não podemos aceitar um cristão fora do corpo. A igreja e a vida em comunidade são os instrumentos para que possamos vivenciar uma unidade de fé que provoque nossa sociedade pelo estilo de vida. 

3) Sem uma ação diaconal: Não há como vivermos a fé genuína sem o oferecimento de nós mesmos em prol dos outros. Servir nosso semelhante é o caminho para revelarmos em quem cremos, em um Senhor Cosmológico. Sem a Diaconia, somos papagaios de uma mensagem que desconhecemos. Sem ela não há impacto, somente cinismo por parte da sociedade e no mundo.

Você crê na morte e na ressurreição de Cristo Nosso Senhor? Prepare-se então para viver isso no seu dia-a-dia. Preparemo-nos para esta grande celebração. 

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