sexta-feira, 14 de março de 2014

PRINCÍPIOS INEGOCIÁVEIS DO EVANGELISMO


                                             
O conceito de evangelizar nos nossos dias tem se diluído. As imposições doutrinárias e o espírito de intolerância transformam os atuais “crentes” em gente que só se preocupa em encher cada vez mais seus templos. Não vemos as pessoas pregando a “Cristo, o Senhor” e sim grupos que se esforçam por fazer propaganda de sua própria denominação ou igreja. Por vivermos neste mundo tão confuso e doente, exponho aqui algumas dos princípios que reconheço serem fiéis a prática e ao conceito da evangelização:

1) O evangelismo implica testemunhar o que Deus fez, está fazendo e fará. Portanto inclui os "eventos do evangelho" (morte e a ressurreição de Nosso Senhor). 

2) O evangelismo sempre representa um convite. Evangelizar é comunicar alegria, é transmitir uma mensagem positiva, é esperança que oferecemos ao mundo. O evangelismo jamais deveria ser uma ameaça. 

3) Evangelizar não é oferecer uma “panaceia psicológica” para as frustrações e os desapontamentos das pessoas.

4) Evangelizar não é encher as pessoas de sentimentos de culpa para que elas em desespero, se voltem a Cristo.

5) Evangelizar não é assustar as pessoas, a fim de que se arrependam e se convertam com estórias sobre os horrores do inferno. 

6) A pessoa que evangeliza é uma testemunha, não um juiz. Jamais posso ter tanta confiança na autenticidade de meu testemunho que me permita saber se a pessoa que rejeita meu testemunho rejeitou a Jesus. 

7) O evangelismo só pode acontecer quando a comunidade que evangeliza (a igreja) é uma manifestação radiante da fé cristã e exibe um estilo de vida atraente. 

8) Evangelismo não é “proselitismo”. Muitas vezes existe uma sugestão explícita de que a competição é necessária e as pessoas de outra comunidade são encaradas como "candidatos" a serem ganhos, com o objetivo de se construir “impérios e dinastias eclesiásticas” e as igrejas não conseguem resistir à tentação de abrir outra filial em uma área que parece “promissora".

9) Evangelismo não é o mesmo que extensão eclesiástica. Evangelismo não pode se confundir como extensão da igreja do ministério do pastor Fulano de Tal. 

10) No evangelismo, só é possível dirigir-se a pessoas, e só elas podem responder. Muitos “evangelistas” acabam por responder pelos “não-crentes” constrangendo-os a manifestarem-se contra ou a favor dos pregadores. O evangelho é o anúncio de um encontro pessoal, mediado pelo Espírito Santo, com o Cristo vivo, recebendo seu perdão e aceitando pessoalmente seu chamado ao discipulado.

11) O evangelismo autêntico sempre é contextual. Um evangelismo que separa as pessoas de seu contexto vê o mundo não como um desafio, mas como um empecilho, desvaloriza a história e somente consegue enxergar os "aspectos imateriais da vida", é espúrio. 

12) O evangelismo não pode ser divorciado da prática da justiça. O que temos visto é que há muito discurso e pouco engajamento social. Se entendermos o evangelismo como uma simples oferta de salvação eterna a almas individuais e como uma tentativa de apressar o retorno de Cristo, ele estará divorciado da missão segundo o coração de Deus.

13) O evangelismo é apenas o primeiro passo que tomamos em direção aos outros, o restante o Espírito Santo vai fazer e ponto final (João 3.8). 

Por esses e por outros princípios é que somos desafiados a continuar lutando para que o evangelismo faça parte da “vida natural” dos cristãos. Ninguém, absolutamente, pode ser constrangido por outrem a se tornar cristão a não ser que seja apenas e tão somente constrangido pelo Espírito de Deus, onde nós somos apenas facilitadores da boa nova. 

Um comentário:

Anônimo disse...

Esse é o mais completo, e melhor, comentário que já li sobre evangelismo. Me lembrei de suas lindas aulas!