sexta-feira, 21 de março de 2014

PAGUE SEUS VOTOS A DEUS


“Aquele que me confessar diante dos homens eu o confessarei diante de meu Pai que está no céu” (Mt 10.32,33)

Meu avô me dizia que havia uma época que “palavra” era coisa séria. Tão séria que ninguém precisava assinar um documento ou pedaço de papel quando negociava ou adquiria algum bem. Esse negócio significava empenhar o seu nome. Na época de Jesus, Nosso Senhor, isso era como a Confissão. Confessar significava empenhar um compromisso de vida. Era “colocar a mão no fogo” por alguém. 

Em nossos dias não sabemos mais o que significa confessar. Vivemos uma vida tão rasa e superficial que mesmo assinando documentos não somos capazes de empenhar nossa palavra. Fazemos parte de uma sociedade que caminha a passos largos para a banalização da vida e da moral. Para que possamos continuar a fazer verdadeiras as palavras de Nosso Senhor, devemos compreender que confessar Cristo como Senhor é coisa séria.

1) Confessar é emitir uma palavra o que vai do coração. Quando o apóstolo Paulo afirma que “aquele que crê com o coração deve confessá-lo como Senhor”. Se a boca fala do que está cheio o coração então há necessidade de confissão.

2) Confessar é renunciar o antigo modo de vida que levamos. Este aspecto é muito pouco falado e vivido em nosso meio. As práticas e manias, comportamento e ideias avessas ao evangelho, práticas que envolviam nossa velha natureza, precisam ser sim renunciadas não somente com o coração, mas também com a boca. Nosso Senhor não vai jamais dividir a sua glória com nenhum outro senhor na vida de alguém. 

3) Confessar tem a ver com uma nova maneira de viver, não somente alimentando as coisas de Deus por meio da oração e de sua Palavra como também cumprindo votos que fizemos no momento da Confissão. A boa confissão tem a ver com compromissos assumidos diante da Trindade Santa e diante das pessoas, da igreja e daqueles que não são nem mesmo comprometidos com Deus, para o testemunho da vida.

Hoje, quando a Pública Confissão de Fé se tornou meramente um “Rito de Passagem”, precisamos evocar estes princípios. Muitos de nossos votos caem no esquecimento. Ser batizado, publicar a fé, ser membro comprometido com uma comunidade, serví-la em amor e ser um fiel mordomo dos bens que Ele nos concede, mantendo a comunidade com nossas ofertas e dízimos são votos que para muitos não tem valor nenhum, mas Cristo leva em conta. Por falarmos tanto sobre a Graça, pouco entendemos dela e acabamos por “barateá-la” em nossa vida. 

Que voltemos a nos conscientizar da importância da Confissão, para que se a fizermos, iremos ter de Cristo a mesma atitude diante do Pai naquele Dia. Mas lembremo-nos: Ele jamais levará adiante Sua palavra se não formos verdadeiros. Que saibamos cumprir nossos votos como resultado de nossa Boa Confissão!

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