quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

CRESCIMENTO NATURAL DA IGREJA I

É essencial que entendamos que cada cristão, em cada igreja local, recebeu de Deus algumas capacidades espirituais especiais para cumprir seu ministério. Chamamos esta capacidade de dom espiritual (I Cor 12.7,11,18). Além disso, a Palavra de Deus afirma que o propósito de cada pastor e presbítero é cuidar do seu povo, como um pai faz com seus filhos (I Pe 5.2-4). Quando falamos dos líderes da igreja local uma das suas características é sobre sua capacidade de liderar não apenas a igreja como sua família. Mesmo sendo constituídos por homens, e sujeitos a queda, a autoridade final em autoridade não é o Conselho, mas Cristo como cabeça. (Ef 5.23). O Espírito Santo deve ser reverenciado por meio da liderança espiritual daqueles que estão exercendo as funções como um bispo ou presbítero. Mas há necessidade de que estes sejam pessoas maduras segundo a Palavra de Deus (I Tm 3.4-5).

Outra verdade que devemos ressaltar, é de que pequenos grupos que se reúnam para compartilhar, são tão importantes como o culto de domingo no templo. Encontramos na Confissão de Fé a seguinte afirmação: “Agora, sob o Evangelho, nem a oração, nem qualquer outro ato do culto religioso é restrito a certo lugar, nem se torna mais aceito por causa do lugar em que se ofereça ou para o qual se dirija, mas, Deus deve ser adorado em todo o lugar, em espírito e verdade, tanto em famílias diariamente e em secreto, estando cada um sozinho, como também mais solenemente em assembleias públicas, que não devem ser descuidosas, nem voluntariamente desprezadas nem abandonadas, sempre que Deus, pela sua providência, proporciona ocasião” (CFW XXI, 6). 

Em matéria de fé, devemos olhar como Deus olha, pois o seu agir por meio do Espírito Santo não está reservado a dias e horas, mas segundo a sua livre iniciativa na vida das pessoas, seja em um espaço como o templo, bem como nas casas, e lugares até mesmo pouco ambientais para o serviço religioso (At 2.46; 5.42; Jo 3.8).

Com relação a pregação na igreja a Bíblia nunca ensinou que o tipo correto de pregação na Igreja, deve ser evangelística, até porque não existe um tipo específico de pregação. (I Tm 4.13-16). O ensino fiel das Sagradas Escrituras é a fiel exposição das Escrituras. Por isso, devemos ter uma visão correta para o que deve ser o serviço de culto. Através da livre iniciativa do Espírito Santo, Ele regenera por meio das Escrituras, mesmo quando não intencionamos “converter” as pessoas. 

A maior prova de que alguém é um verdadeiro discípulo de Cristo é a de que esse vive em comunhão com outros e se importa com pessoas. No que se refere a devolver o dízimo na igreja e a fazer ofertas, isso torna-se uma questão de fé, e deve ser observável, tanto quanto essa pessoa se torna fiel em manter a comunhão uns com os outros. (João 13.34-35 e I João 1.7)

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