sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

“NESTE NATAL, ARRUME SUA CASA”






“Não havia lugar para eles na hospedaria” (Lucas 2,6)

Aquele que fez o Universo, que criou as dimensões visíveis e invisíveis, que criou os sistemas destes mundos, que confeccionou tudo o que existe, desde a menor célula até o maior astro, aquele que culminou toda a sua criação com o ser humano – sua própria imagem e semelhança, aquele que embora já humano, tomou a decisão de encarnar a fim de resgatar o próprio mundo separado dele. Aquele que buscou em todos os momentos prover a restauração do relacionamento Criador-criatura – pois só há razão do cosmos existir quando há profunda comunhão do Céu com a Terra, ao tomar a forma humana, não encontrou sequer um lugar para poder nascer como qualquer ser humano nascera.

Assim como os belemitas não abriram as portas de suas casas para acolher José, Maria e o Menino-Deus - o Desenhista do Universo - ainda hoje, os seres humanos continuam a não acolhê-lo. A famosa frase “veio para o que era seu, e os seus não o receberam” (Jo 1.11), “latu senso” envolve a todos os que de fato foram criados e amados por Deus, na pessoa de Cristo e que não o receberam em seus corações.

O homem continua a rejeitar Cristo. Esta rejeição por vezes até parece não existir, pois muitos falam de Deus, nações falam de Deus, igrejas falam de Deus, porém embora discursando sobre Deus, muitos ainda nem sequer o conhecem. Não somente os ateus, mas os que se dizem cristãos, precisam abrir as portas de suas vidas ao verdadeiro Cristo, pois muitos se abrem para uma ideologia cristã, um programa cristão, para uma denominação eclesiástica, para um sistema de vida diferenciado, para uma liturgia ou um tipo de culto, para um pensamento que envolva as doutrinas cristãs, mas continuam fazendo o que os moradores da cidade de Belém fizeram ao ponto de deixá-lo nascer em um dos locais mais insalubres, num curral - recinto onde se recolhe o gado. É num local imundo onde ainda mantemos o Criador-do-Universo.

Cristo precisa nascer no coração do ser humano. Porém ele é também imundo. O Santo Menino-Deus não faz caso de nascer neste local, pois assim como nascera isento de pureza física e o purificou com sua santidade, maior problema seria nascer em um local de impureza espiritual. Eis aí o coração humano – o local mais inóspito e sujo do mundo todo.

Neste Natal, ao celebrar mais uma vez a Encarnação do Verdadeiro Deus e Verdadeiro Homem, não deixe a sua casa desarrumada e desarranjada, cheia de imundície. Abra-se a possibilidade, com fé, de começar a conhecer a Cristo e permita que ele entre em sua casa-interior. Jogue fora a sujeira que se acumulou durante o ano todo. Somente assim você estará nascendo para quem já nasceu e morreu para que por meio da sua ressurreição você possa viver eternamente.

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