sábado, 12 de outubro de 2013

VIVENDO A UNIDADE: RESPEITO NA DIVERSIDADE


Somos todos muito precipitados para rotular pessoas por aquilo que vemos nelas ou ouvimos delas. Geralmente este rótulo vem com determinados julgamentos pré-concebidos e preconceituosos.

No mundo, não é mais suficiente ser cristão, hoje se rotula uma pessoa pelos níveis de espiritualidade mensurados pelas coisas mais absurdas. É pela igreja que freqüenta, pela vestimenta que usa, pelos chavões que fala, pela sua pontualidade, assiduidade nas atividades de sua comunidade.

A sensibilidade anda diluída, e a confusão é tão grande que perdemos a noção daquilo que é essencial e do que é dispensável. Invertem-se os pólos e o que é essencial já não é mais essencial. A luta pela simplicidade cristã ficou de lado. Não buscamos mais a Deus pelo que Deus é, e sim pelo que Ele faz e tem que fazer, e se ele não faz, o fazem fazer. Dizem: "ele é ou não é Deus"?

Quando não vemos estes extremos, verificamos aqueles que não querendo compreender o mundo ao seu redor, com uma consciência fatalista e um espírito legalista, usam das “confissões de fé” que adotam como “escudo” para admitir para si mesmos que "o mundo não tem mais jeito”.

Parece que o melhor que tem a fazer é criarem os seus ‘guetos denominacionais’, transformando-se em "ETs" e abandonando o evangelho de Cristo quando revela sua plena humanidade vivendo plenamente sua cultura e sua religiosidade.

Em meio a tudo isso, perdemos a visão da unidade da fé e do corpo de Cristo e queremos transformar as pessoas em uma massa uniforme ignorando seus pensamentos e seu “modus vivendi”. Jesus jamais orou por uniformidade, Ele clamou pela unidade, para que seus discípulos tomassem o modelo do amor entre as personalidades da Trindade Santíssima.

Necessitamos voltar ao verdadeiro evangelho que nos permite viver a fé entre aqueles que embora sendo diferentes por meio de sua cultura e religião estão abertos a unidade do que seja o essencial da fé.


Não há missão sem unidade, unidade que respeita os limites de cada um, que não negocia a necessidade da experiência da fé, e que convive com as diferenças. Lutemos e clamemos por uma reforma na vida cristã ou sepultaremos a marca da diversidade na unidade. Que Cristo não nos impute o pecado do denominacionalismo que revela tão somente o espírito do Anticristo que o Mestre e os apóstolos previram no primeiro século.

Um comentário:

Millena Medeiros disse...

Excelente Pastor Luiz, impressionante como temos vivido em tempos onde o que vale mais é viver em grupos que tenham os mesmo interesses, falo mais de espiritual. Os amigos qu não são da "sua" Igreja são amigos do mundo... calma aí? E você não é do mundo? O mundo precisa de você...