sexta-feira, 11 de outubro de 2013

A NECESSIDADE URGENTE DE UMA REFORMA LITURGICA


CELEBRAÇÕES DA REFORMA PROSTESTANTE - 31 de outubro de 1517

Na Grande Reforma Protestante, foi necessário reformar não somente a teologia da Igreja, mas também a sua prática, inclusive a sua liturgia. Martinho Bucer em 1524 foi um dos primeiros a celebrar o culto na língua do povo e não em Latim. Martinho Lutero publicou a ordem do culto da Santa Ceia em seu idioma alemão, em 1526.

Foi especialmente em Genebra que as Igrejas Reformadas, guiadas por João Calvino, reformaram o culto conforme os princípios da Palavra de Deus e a prática da Igreja Primitiva. Em 1542, Calvino publicou um livro de culto “A forma de orações e cânticos eclesiásticos, como a maneira de administrar os sacramentos e consagrar o casamento, conforme a prática da Igreja Antiga”. Este livro serviu para guiar as Igrejas de Cristo de volta a um culto agradável a Deus, conforme a Sua vontade revelada, em Espírito e em Verdade.

O culto reformado, quando comparado, por exemplo, com o culto Cristão descrito por Justino Mártir, um Pai Apostólico, no 2º século, é quase idêntico. As orações escritas, e as formas descrevendo o significado dos sacramentos, estão repletas de citações e referências Bíblicas.

A prática de usar a liturgia de Genebra se espalhou por todas as Igrejas Reformadas da Europa. O Presbiteriano Escocês João Knox, quando pastoreou a Igreja Inglesa em Genebra, publicou uma versão em inglês. Mas tarde, a Igreja Presbiteriana da Escócia adotou esta liturgia e formas.

Portanto, devemos nos voltar aos princípios aos quais a Reforma de 1517 fez uso. Devemos retornar aos Símbolos de Fé, ao Sacramento da Santa Ceia como elemento da Eucaristia. Vivemos a banalização da Divina Liturgia que um dia não somente inspirou os Pais da Igreja, mas norteou os Primeiros Reformadores.

A Liturgia é o Grande Encontro onde todos estão juntos elevando seus corações a Cristo e a Trindade Santíssima está presente. Voltemos a Igreja Antiga e abandonemos o culto antropocêntrico, consumista e sensacionalista. Voltemos a nos encontrar com Deus.

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