sexta-feira, 6 de setembro de 2013

ORAÇÃO UNÂNIME - O que é um culto de oração verdadeiro?



“Tendo entrado na cidade, subiram a sala de cima, onde costumavam ficar,[...] unânimes, perseveravam na oração, os discípulos com algumas mulheres, entre as quais, Maria, a mãe de Jesus e com seus irmãos”. Atos 1.13, 14. 

O primeiro grande desafio para nós, cristãos, é aprendermos a orar. A oração não é meramente uma simples conversa com Deus. É um encontro profundo, marcante, poderoso e contemplativo. Mas o segundo grande desafio tão importante quanto esse é orarmos juntos. Para isso entendemos a oração não apenas como um encontro de uns com os outros, mas de todos com a Santíssima Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Portanto, algumas lições nós temos que aprender e continuamente nos lembrar:

1) A oração em conjunto, necessita ser uma oração unânime, isto é, devemos desenvolver um mesmo espírito, uma só fé, um só pensamento. Para que Deus nos ouça unanimemente, é essencial que tenhamos uma mesma visão de Deus, abrindo-nos para um encontro espontâneo e voluntário.

2) As orações podem ser espontâneas, mas também podem ser orações escritas. Devemos usar as orações escritas, uma vez que nossa mente sempre tende ao imaginário e a ao sensacionalismo. As palavras são o carro chefe de nossos pensamentos. As palavras e orações podem ser repetidas. O problema é a vã repetição, a palavra dita mecanicamente. Jesus nos proíbe disso, uma vez que nossas leituras bíblicas e nossas orações podem ser também mecânicas se não forem absorvidas pela mente e pelo coração. Então o problema não são as orações escritas, o pecado está na leitura e na palavra dita de modo inócuo e sem valor. As palavras não podem ser usadas como amuletos. Esse perigo corre aqueles que usam “chavões espirituais”.

3) O grande entrave para a oração em conjunto é a “vaidade”. Quando oramos, também estamos ensinando outras a orar. A oração em conjunto deve eliminar as barreiras intelectuais e culturais que talvez existam entre nós. As orações escritas e espontâneas devem ser palavras comuns, pois as pessoas que nunca oraram estarão desejosas para orarem da mesma forma, assim não haverá barreiras culturais ou intelectuais. Há também as barreiras “pseudo-espirituais”. Algumas pessoas não oram com outras por pensarem que as que oram são “mais espirituais e as mais consagradas”. Isso é um verdadeiro desastre na igreja. Isso deve ser dissipado pelo espírito daqueles que estão juntos para orar. Há também as que chamamos de barreiras antipáticas. O acolhimento e a empatia é um fator preponderante para o crescimento na maturidade e a aceitação de cada um. Ser solidário com as intenções de um irmão que pede oração é importante. Sentir o que o outro sente é fundamental no encontro de oração.

Enfim, nossas orações devem ser reunidas todas na Oração Dominical, pois ela deve conter de fato todos os nossos desejos maiores e nossas intenções. Portanto haverá uma igreja verdadeira, quando houver irmãos que orem juntos. Quando estamos juntos em UM Corpo, em UM Espírito, em UMA só esperança, em UMA só fé, em UM só batismo, tudo em nossa volta será mais forte, pois entramos juntos num ambiente onde a ÚNICA igreja dos céus e da terra está em oração e adoração unânime e seremos aqueles fiéis que o Senhor deseja encontrar quando voltar. Não desprezemos a prática da oração, seja individual, seja em conjunto.

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