sábado, 3 de agosto de 2013

O QUE LHE MOTIVA A SER CRISTÃO?




“Por que o amor de Cristo nos constrange”. 2ª. Coríntios 5:14

O que lhe motiva a buscar a Deus? Quais são seus sinceros desejos de orar? Por que você quer viver como um crente? Para que você vai à igreja? Estas e outras perguntas poderíamos fazer a fim de avaliar nossas reais motivações para vivermos a fé cristã. Hoje, quando somos encharcados com tantas mensagens através da Mídia e pelos Meios de Comunicação fica evidente que nem toda mensagem das igrejas é bíblica e cristã. Os apelos denominacionais em busca dos incautos e desviados são vozes que manipulam a mente e exploram a fé sincera da população. Hoje verificamos que a evangelização pura e simples tornou-se um convite: “vamos para a minha igreja”?! É a pescaria no “aquário dos outros”. Vivemos uma crise onde as razões para vivermos a fé cristã estão cada vez mais diluídas em “chavões religiosos”, “estilos de vestuário”, dentro de uma prática confusa que envolve apenas a “aparência” e uma arrogância religiosa que margeia o “shiita evangélico”.

No meio de toda esta “panacéia” religiosa do “pão e circo”, creio que há muita gente buscando a Cristo motivado pelo medo de ir para o inferno do que pela aceitação de seu amor incondicional. Há muitos que estão buscando a Cristo pelos favores que Ele pode conceder e não pelo que Ele já fez. 

Todavia, a Bíblia nos mostra que a primeira reação de alguém que é tocado pelo amor de Deus é a maneira “como” tal pessoa fala e se relaciona com os outros. O apóstolo Paulo estava correto em dizer que o amor de Cristo, a ação de Deus e sua doação por toda a humanidade e naturalmente por cada um, “constrange”, isto é incomoda, arranca-nos do lugar de conforto. Não é possível estar convencido do amor de Deus e continuar sendo a mesma pessoa que sempre foi, com o mesmo modo de agir, com o mesmo jeito de pensar, mantendo os mesmos valores que sempre manteve. É impossível estar convicto do amor de Cristo e pensar somente em si, em seus projetos pessoais, em suas aplicações financeiras, em lutar pelos seus ideais. É impossível aceitar a Cristo e permanecer do mesmo jeito, tratando os outros, os animais, a natureza e o mundo de uma forma egoísta e egocentrista. 

O que lhe motiva a viver a fé cristã? Se não for pela aceitação do amor incondicional e inextinguível de Cristo por você e pelos outros, não vale a pena viver como Cristo. Há muitos que afirmam que possuem a “verdade” e por isso são crentes. Digo que isso de nada vale se não forem verdadeiros. Não basta ter a verdade como “dogma religioso”, precisamos aprender a viver o “como”. Isso é ser constrangido pelo amor de Cristo! Viver na busca de ser “como” Cristo. 

Portanto, o grande desafio de nossa espiritualidade é aprendermos a destronar nosso “ego” e entronizarmos Cristo em nossa maneira de viver, em nossa maneira de tratar os outros, nos valores que damos as coisas e as pessoas. Os que entenderam isso e viveram por isso são os identificados pelo Apocalipse como “aqueles que em face da morte, não amaram a própria vida” (Ap 12.11).

Um comentário:

Vinicius MOREIRA GOMES disse...

É uma verdade este texto! Que não sajamos como a figueira a qual Jesus amaldiçoou, que aparentemente, por estar cheia de folhas levou-se a pensar que teria frutos e trouxe decepção por não ter como saciar a fome. Muitos hoje estão na igreja, aparentemente vivendo como cristãos, mas na verdade não produzem frutos, pois só estão envolvidos mas não compromissados com Deus e Sua obra.