sexta-feira, 16 de agosto de 2013

NÃO LEVA TANTO TEMPO


Um dos grandes problemas humanos hoje se chama “impaciência”. Por causa do sistema de vida que levamos ninguém mais hoje tem “paciência”. Somos impacientes com tudo que nos rodeia, com coisas, pessoas, circunstâncias e até mesmo conosco. Mas também temos visto que esta condição tem a ver como tratamos Deus e as coisas espirituais. Uma das formas que expressamos nossa impaciência é como praticamos a oração. Uma das frases mais ouvidas acerca disso é: “Por que leva tanto tempo para Deus responder as orações”? 

Sabemos que o canal aberto com Deus depende de nosso espírito. Isto é, como estamos quando nos relacionamos com Deus? Um dos males que mantemos, todos nós, é a vaidade! O Salmista já dizia: “Se eu no coração contemplar a vaidade, o Senhor não me ouvirá” (66.18). Por muito que pedimos e não somos atendidos pode ser que a vaidade seja a grande responsável. Da vaidade procede outra série de problemas. Quando nossos desejos e planos são fundamentados nela, Cristo não ouve por que vivemos alimentando este mal em nós. Para que nossa oração esteja no altar de Deus, precisamos ter coragem para tratar com nossos pecados pessoais, os mais ocultos, aqueles que estão no fundo do coração e que nós nem sequer damos conta. Cristo não se relaciona com um coração arrogante e vaidoso. Precisamos aprender a purificar nossa vida, confessando nossos pecados e isso todos os dias, a todo momento. 

Vale a pena fazer uma lista, de memória, dos muitos pecados que precisamos confessar. Quais seriam os pecados específicos que você se lembra quando lê o Salmo 66.18? Um dos mais sutis é geralmente nossa atitude superior com relação a nossa condição espiritual quando comparada aos outros. Às vezes podem ser outros que nem sentimos como os motivos que dividem nosso coração em fazer o bem como o egoísmo, a presunção e o desejo de fazer crescer nosso mérito próprio aos olhos dos outros. Pode ser a pretensão, isto é colocarmo-nos num pedestal, nos envaidecendo pela posição de “mais espiritual” que outros. O orgulho também pode ser um obstáculo. Por exemplo, às vezes sem querer dizemos para nós mesmos ou para outros: “Olhem para o que eu fiz”!

A verdade é que não precisamos ser imorais aos olhos humanos, basta que contemplemos no coração qualquer tipo de impureza. São os conhecidos “pequenos pecados cristãos”. Deus muito mais que nós conhece-nos totalmente (I Pe 3.12). Portanto, o primeiro pré-requisito para a oração é confessar o pecado que tenazmente nos assedia (Hb 12.1). Pode ser que você passou disto há muito tempo. Mas preciso descobrir que quando penso que superei isto, um pouco de orgulho surge e tenho de confessá-lo depressa e extirpá-lo e depois continuar”. A chave é a oração contínua: “Senhor Jesus Filho de Deus tem misericórdia de mim”. Se a praticarmos com sinceridade, Cristo sempre estará ouvindo, perdoando e disposto a responder nossas orações, segundo a sua vontade.

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