sexta-feira, 21 de junho de 2013

DISCIPULOS OU MEROS ESPECTADORES?

"Indo, façam discípulos de todas as nações (Mateus 28.18-20)

O remédio contra a rotatividade de membros e a falência da instituição chamada igreja é o que chamo de “Integração”. De fato, ainda que não apareça na Bíblia o termo “Integração” temos firme base teológica e missiológica para usá-lo, por que este termo traduz a prática fundamental encontrada em todo o Novo Testamento. A Integração é o processo de tomar crianças espirituais, educá-las e levá-las a um estado de maturidade e adulta comunhão com Cristo e de serviço eficiente na comunidade. A Integração tem como objetivo abranger tudo o que se faz individual e coletivamente para integrar os novos convertidos e promover maturidade, edificá-los espiritualmente e ensiná-los a testemunharem de Cristo naturalmente. Temos que admitir que a tarefa da igreja não seja somente salvação de almas, é também a maturidade de vidas.

Quando começarmos a pensar assim iremos ver que a Integração tornará mais profunda a relação entre a nós e o Senhor Jesus. Também veremos que haverá um verdadeiro estímulo para que haja um crescimento espiritual que não dependa de uma boa rede social evangélica. Quando estivermos conscientes desta necessidade iremos chegar a conclusão que os que forem aceitando o evangelho serão impulsionados a testemunhar e a discipular outros, gastando tempo com gente e não consigo mesmas.

No meio disso tudo, também temos uma estatística preocupante vinda dos Estados Unidos, mas que é similar em nosso país. De todos os cristãos nas igrejas 30% nunca oram, 50% nunca lêem a Bíblia, 70% nunca se tornaram dizimistas e ofertantes, 80% nunca vão às reuniões de oração assiduamente, 95% nunca conduziram uma pessoa a Jesus e 99% nunca discipularam alguém. Portanto, o que vemos nas igrejas é basicamente uma organização de encontro social. 

Precisamos urgentemente da “INTEGRAÇÃO”. Porém integrar pessoas na comunidade cristã não é dar aos convertidos uma palavra de incentivo sobre a leitura da Bíblia. Também não é enfatizar-lhe o imperativo da mordomia. Muitos pensam que integrar alguém na igreja é enchê-las de folhetos. Outros acreditam que integrar alguém na igreja é recomendar-lhe que seja assíduo aos cultos, ou ir a Escola Dominical. Ledo engano! O que mais se ganha com tudo isso é adição e não Integração. Nossa evangelização sem a Integração sempre falhou e falhará no seu objetivo de conquistar vidas para Cristo. O máximo que se consegue é a adição de algumas pessoas à igreja.

O que você pensa a respeito da igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo? Você se sente integrado em sua igreja? Você já foi discipulado por alguém segundo a doutrina dos apóstolos? Você já discipulou alguém ou está discipulando? Quais os frutos na Integração você está dando para Cristo? 

Precisamos fazer estas perguntas urgentemente para que não nos tornemos meros expectadores de encontros dominicais ou mesmo que sejamos “evangélicos não-praticantes”. 

Quais são suas reais motivações para se envolver com Cristo e com a igreja? Não existe comunhão com Cristo, mas comunhão com a igreja. A fé é essencialmente comunitária e coletiva. Ou será que Paulo estava errado quando disse para seu discípulo Timóteo: “E o que de minha parte ouviste, transmita a pessoas fiéis e idôneas para que elas possam instruir a outras”? (I Tm 2.2)

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