segunda-feira, 3 de junho de 2013

A POLIGAMIA NA BÍBLIA



A poligamia apresenta um problema para os estudantes da Bíblia. Por um lado a Bíblia ensina a monogamia: um homem casado com uma única esposa. Como diz Paulo: "Cada homem tenha sua própria esposa e cada mulher tenha o seu próprio marido" (I Co 7.2). Paulo também escreveu que aos líderes da Igreja devem ser "maridos de uma só esposa" (I Tm 3.2,12). Jesus ensinou que Deus tencionava que o casamento fosse entre alguém do sexo masculino e outro do sexo feminino (Mt 19.8). Por outro lado, Deus aparentemente abençoou a poligamia praticada por alguns dos grandes santos do Antigo Testamento, como Abrão, Davi e Salomão. O problema é este: Se Deus designou e ordenou a monogamia, então por que ele abençoou a poligamia e permitiu que alguns dos seus servos preferidos ficassem sem condenação por serem polígamos?

Em resposta a esse problema, vários fatos devem estar em mente:

Em primeiro lugar, a poligamia não é ensinada como o ideal de Deus em qualquer parte da Bíblia; a poligamia foi meramente permitida ou tole­rada “por causa da dureza dos seus corações", mas "no princípio não foi assim" (Mt 19.8).

Em segundo lugar, a monogamia foi ensinada no Antigo Testamento e também no Novo Testamento como sendo o modelo de Deus para o casamento; as passagens já têm sido citadas. O Antigo Testamento ensinou a monogamia de vários modos:

(1) A monogamia foi ensinada pelo "precedente", no caso de Adão e Eva. Isto é, Deus fez somente um homem e uma mulher como o primeiro e perfeito exemplo de casamento.

(2) A monogamia foi ensinada na "prática" do Antigo Testamento. Aqueles que perverteram o ideal de Deus de "um homem e uma mulher" pagaram amargamente por sua poligamia. A poligamia apareceu no meio de uma sociedade pecaminosa e rebelde contra Deus (Gn 4.23). Abraão, Davi e especialmente Salomão sofreram as conseqüências da poligamia. O coração de Salomão voltou-se para a idolatria e o seu glorioso reino chegou a um final vergonhoso por causa da poligamia (I Re 11.3,4).

(3) Finalmente, a monogamia foi ensinada por "preceitos" no Antigo Testamento. A Lei de Moisés claramente ordena: "tampouco para si multiplicará mulheres" (Dt 17.17). Nesse mesmo espírito os filhos de Israel foram proibidos de acrescentar mulheres estrangeiras, como Salomão foi lembrado quando o julgamento de Deus veio sobre ele (I Re 11.2).

Em resumo, Deus não tencionou nem abençoou a poligamia. De fato, ele tanto ordenou contra como também condenou essa prática. Como outros pecados, Deus permitiu a poligamia por causa da dureza do coração humano. Deus odeia a poligamia tal qual o divórcio (Ml 2.16), pois ambos frustram o relacionamento ideal de marido e esposa, que tão per­feitamente ilustra a relação entre Cristo e sua noiva, a Igreja (Ef 5.32) e a vida eterna da Santíssima Trindade.


Obs: Nas culturas humanas a poligamia pode também ser encontrada na forma de “poliandria" (uma mulher casada com dois ou mais homens). 

Adaptado do escrito do amigo Valmir Brizola

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