segunda-feira, 6 de maio de 2013

OFERECENDO COM O CORAÇÃO


“a quem dá liberalmente ainda se lhe acrescenta mais e mais; ao que retém mais do que é justo ser-lhe-á em pura perda.” (Provérbios 11.24)

Tudo que fazemos na vida deve ser acompanhado pela fé. Há muita confusão quando ligamos a fé aos bens e ao dinheiro. Muitos dizem que não há qualquer ligação entre ambos, mas de fato, nossa espiritualidade não se projeta num vazio, e sim num ambiente concreto, material e físico. Nossa fé só é fé “viva” se envolve “obras”. A fé dinâmica sempre produz alguma coisa. Assim também nossa vida financeira é conseqüência de nossa relação com Deus. Por isso nosso Dízimo e nossas ofertas estão estreitamente ligadas a nossa fé.

É importante que definamos alguns termos para não confundir: “O amor” é o maior dom, porém ele não é apenas sentimento, é oferta de algo, é sacrifício. As “esmolas” são pequenas ofertas que usamos para ajudar a pessoas necessitadas que nos pedem e batem à nossa porta. Os “donativos” são doações esporádicas que realizamos em caso de campanhas beneficentes. A “contribuição” são ofertas que assumimos em caráter provisório ou permanente, destinadas a instituições ou pessoas como ajuda, por acreditarmos naquele trabalho. O “Dízimo” tem por base nossa produção. De tudo que produzimos uma parte destinamos à comunidade, à igreja, locais onde acreditamos que Deus faz ali residir seu nome. É o principal meio de contribuição para a manutenção do Corpo de Cristo, a igreja, na qual somos membros e nos identificamos. As ofertas e os dízimos são deixados no altar do Senhor dentro de uma liturgia, como sinal de nossa fé e de nossa gratidão a Deus. Muitos não vivem esse momento como de fato são chamados a viver diante de Deus, porque entendem o dízimo separado da vida cristã.

Muitos vivem o momento do ofertório oferecendo com indiferença esmolas, deixando passar este momento importante de fé. Ofertar a Deus é entrar em profunda comunhão com Ele, pois ele mesmo é uma oferenda constante na vida de todos nós. Ofereceu-nos em primeiro lugar o dom da vida, depois nos ofereceu a sua própria criação (ervas, plantas, frutos, animais como nosso alimento) para prover todas as nossas necessidades. Ele nos deu rios, mares, as terras e os minérios, nos ofereceu as leis que conduzem a nossa felicidade e, além disso, tornou-se filho de “Adão”, oferecendo-se como sacrifício para remissão de todos os pecados da humanidade. Ofereceu-nos ainda o Seu Espírito Santo que inspira e instrui para a manutenção da vida.

Muito diferente do que se está acostumado a viver nos cultos, o ofertório não é um momento para “esmolas”, mas é um momento de consagração especial, que revela onde está nosso coração. Este momento é a nossa resposta que damos a Deus. Se o fazemos de coração, então as ofertas e os dízimos revelam proporcionalmente como desejamos desenvolver nosso relacionamento com Ele.

Como vivemos o momento do ofertório em nossos cultos? Muito longe dos cultos apelativos de dinheiro que estamos acostumados a ver, o ofertório num culto centrado em Deus é nossa resposta em gratidão que damos a Cristo. Aquilo que é entregue com fé, deve ser administrado com fé. Muito maior é a responsabilidade daqueles que gerem as economias que são acolhidas com fé. Então as causas locais serão supridas, as missões acontecerão e nossa ação social se desenvolverá. Tudo que é feito com fé e compromisso, sempre terá de Deus a sua aprovação e sua bênção.

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