sexta-feira, 10 de maio de 2013

AMOR DE MÃE E AMOR DE DEUS




Na Teologia Dogmática, uma das disciplinas do arcabouço teológico, estuda os Atributos Comunicáveis e os Incomunicáveis do Ser Divino. Os Comunicáveis são qualidades divinas que segundo a sua soberania, Deus quis transmitir as suas criaturas. Atributos como graça, delicadeza, amor, força entre outros, foram-nos transmitidos, porém os Incomunicáveis como a Onipotência, a Onisciência e a Onipresença Ele guardou para Si somente, não fazendo isso nem para os anjos.

Deus não é nem macho nem fêmea. Ao transmitir às suas criaturas ele também escolheu soberanamente algumas qualidades para transmiti-las à mulher e ao homem.

À mulher ele a considerou capaz de amar de maneira generosa e liberal. Um amor generoso, delicado e até sacrificial. Portanto à mãe foi reservado misteriosamente viver e gerar, criar e amar de tal maneira que qualquer ser humano jamais em sua vida normal pode negar o seu amor. Assim ele é tão valorizado e poetizado por tantos.

O “amor de mãe” é poderoso, intenso, profundo e impressionante. Por isso não conseguimos entender tantas vezes mães que, se pudessem, dariam a própria vida em favor de seus filhos. E muitas outras que na história já o fizeram.

O amor de mãe mexe tanto conosco por que expressa uma realidade incompreensível ao ego humano. Enquanto queremos seguir nosso coração egoísta, nos preservando, o amor de uma mãe, é tão parecido com o de Deus, que rompe com a natureza das coisas e revela algo que só a elas foi particularizado. Amar é dar a vida, é sacrificar-se pelo outro.

O amor de uma mãe é parecido com o de Deus, mas não é maior do que o de Deus. Ele em sua Soberania nos afirma categoricamente em Isaias 49.15: “pode uma mulher esquecer-se de seu filho de peito, de maneira que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse, eu, todavia, não me esquecerei de ti”. O amor de uma mãe embora seja tão intenso, não pode se comparar com o do próprio Deus. Deus amou o “cosmos” (o mundo), e por isso entregou-se como sacrifício em prol da vida de toda a sua criação.

Amar segundo o amor de Deus é entregar-se por alguém. A mãe sabe muito bem o que é isso. Entregar seu corpo durante nove meses, comungando com seu filho ainda no ventre todo seu sangue, todas as suas células e seu DNA. Amar, porém não se limita apenas neste tempo de gestação, porém também desemboca na criação, na comunhão, na transmissão do falar, do pensar e do viver a seu filho. É o disciplinar, o chorar, o se alegrar na esperança que ele possa um dia aprender a amar assim como ela o amou.


Portanto, devemos considerar o amor de uma mãe. Devemos privilegiá-la por tão grande dádiva divina. Porém este amor produz uma tão grande demanda, tão grande gravidade, tão enorme responsabilidade. Olhemos para a mãe e com certeza teremos a melhor fotografia da medida do amor que Deus tem por cada um de nós!

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