sábado, 2 de fevereiro de 2013

OS LAÇOS DOS PASSARINHEIROS



Em nossa vida vamos encontrar muitas situações de alegria e paz, contudo não podemos nos esquecer de que ela possui também seus engodos e seus enganos, suas tentações e seus laços. Um deles é o que a Bíblia chama de “laço do passarinheiro”.

Uma figura que nos traz a mente as armadilhas e os alçapões usados pelos caçadores atrás de suas caças. O laço do passarinheiro é um termo usado no Antigo Testamento para exemplificar o modo como o Salmista via seus inimigos e adversários, prontos para matá-lo. Trazendo para nosso tempo, o “laço do passarinheiro” - na verdade - pode ser considerado toda à situação ardilosa como as armadilhas, tentações, chamadas e provocações que pessoas e mesmo o inimigo de Deus nos propõe com o intento de conseguir arruinar, prender, escravizar e matar, destruindo-nos. 

Há muitos que se deixam prender pelos “laços dos passarinheiros”. Há muitos que em troca de suas “iscas” acabam por perecer dentro de um alçapão. E nestes últimos dias, vimos um laço de passarinheiro que “deu certo”.

A tragédia de Santa Maria foi uma armadilha muito bem montada para arrastar 235 vidas para a morte. Em troca do prazer sem limites, 235 jovens foram presos e arrastados para o fim. Eram jovens, tinham todo um futuro pela frente, mas que encontraram a morte num alçapão chamada “boate”. Para que isso ocorresse, outros laços de passarinheiros foram montados e ainda permanecessem. A juventude levada pela música, pelos desejos e paixões, pela fama, pelo prazer sem limites, não se dá conta dos perigos e riscos que estes laços oferecem. O sistema político vigente e o consumismo revelado pela Mídia, as casas de shows sem qualquer fiscalização, seus os proprietários vorazes pelo dinheiro e as bandas, pouco estão se importando com a tragédia. Estão preocupados com o dinheiro e com muito dinheiro, seja na oferta dos shows para entreter os jovens “passarinhos” seja para corromper o poder público que se deixa levar pelo vil metal.

Nestes dias, os laços estão armados. Os meios de comunicação estão oferecendo-os e cabe cuidar para que nem você, nem os seus, fiquem presos em nenhum alçapão da morte. As drogas, o sexo fácil, as possibilidades hedonistas são irrestritas. Como nossos filhos estão reagindo a isso? Quantos adolescentes e jovens se deixam levar pela bebida que leva a droga, que leva a uma vida escravizada eternamente?

Cuidado com os passarinheiros e seus laços. Na verdade, não são eles os responsáveis por tragédias. Somos nós mesmos, como já avisava São Tiago: “Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte. Meus amados irmãos, não se deixem enganar. Toda boa dádiva e todo dom perfeito vêm do alto, descendo do Pai das luzes, que não muda como sombras inconstantes. Por sua decisão ele nos gerou pela palavra da verdade, a fim de sermos como que os primeiros frutos de tudo o que ele criou”. (1:14,16).

Choremos os jovens mortos, oremos por suas famílias, mas, cuidemos espiritualmente uns dos outros para que não caiamos nas redes e nem nos alçapões armados, mostrados pela Mídia e pelos seus inventores de fantasias. Nestes tempos apocalípticos lembremo-nos das palavras do livro profético: “Continue o injusto a praticar injustiça; continue o imundo na imundícia; continue o justo a praticar justiça; e continue o santo a santificar-se”. “Eis que venho em breve! A minha recompensa está comigo, e eu retribuirei a cada um de acordo com o que fez. Eu sou o Alfa e o Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim”. (Apocalipse 22.11-13).

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