sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

DÍZIMOS, OFERTAS E PARTILHA



A história nos conta que os dízimos e ofertas somente foram regulamentados após a libertação do povo de Israel das mãos de Faraó sendo conduzidos por Moisés no deserto. Esta regulamentação foi necessária para gerir a condição social e comunitária daquela nação. Esta norma fazia parte da Aliança entre o povo e o Senhor. A aliança seria respondida pelos israelitas em fidelidade, gratidão e reconhecimento.
Sem dúvida, devemos estar conscientes que toda a espiritualidade passa também pela maneira como administramos nossa vida, nossos planos, nossos bens e valores. Como vemos tanta gente dividida, passeando de igreja em igreja, revelando que elas estão interiormente divididas e sem um propósito objetivo em suas vidas. Estão a transitar entre a carne e o espírito, entre denominações e religiosidades, entre igrejas e comunidades. Isso revela a doença de seus corações e de suas almas. 
Quantos não vivem em condições de cativeiro: escravos do dinheiro, do consumo, do modismo. São prisioneiros da infelicidade. Outros não conseguem se submeter aos seus pastores, causando divisões e conflitos nas suas igrejas. Outros que já são pastores não conseguem pastorear suas igrejas porque somente pensam em dinheiro. Vivemos um cenário de vaidade e a espiritualidade é apenas uma realidade distante porque não é vivida por todos de maneira encarnada na vida, nos bens, nos valores que possuímos. Vivemos uma “ilha da fantasia espiritual”!
Devido a carnalidade e ao pecado temos a regulamentação da chamada “mordomia cristã” no Antigo e no Novo Testamentos. Estes princípios devem ser levados em consideração por cada um para que tenhamos balizamentos para a nossa relação com Deus. Foi assim com Israel e foi assim com os primeiros cristãos. Então os dízimos e ofertas bem como a partilha são métodos que Deus nos providencia a fim ajustarmos nossa espiritualidade que passa pelo que temos e pelo que somos. Estes meios materiais não são um fim em si mesmos, mas instrumentos para nos disciplinar quanto nossa vida cristã. O dízimo é ligado ao oferecimento e ao altar. É uma forma de gratidão que deve ser entregue como oferta ao Senhor. As ofertas, da mesma maneira, e a partilha são respostas que damos as necessidades daqueles que vivem em condição de precariedade e são alçadas por necessidades maiores. Por isso a Cesta da Partilha deve existir entre nós, para que saibamos dividir o que temos para a sobrevivência de todos. A fé é, sobretudo comunitária.
Então o dízimo, a oferta e os mantimentos da partilha quando doamos, o fazemos pela fé. Isso é uma questão de fé daquele que entrega, pois Deus não precisa de nosso dinheiro e de nossos bens, ele deseja ver em nós o quanto podemos disciplinar nossa espiritualidade por causa de nossa relação íntima espiritual com Ele.
O que estamos fazendo de nossa espiritualidade? Ela tem a ver com o que recebemos de nosso salário, ou o que você possui Deus não tem nada a ver com isso? Como estamos contribuindo? Como estamos consumindo os produtos? Por necessidade ou por modismo? Como estamos administrando os bens e o dinheiro que Cristo nos confiou? Estamos vivendo de maneira abastada e não sabemos mais distinguir se compramos por necessidade ou superfluamente? Não esqueça jamais que a vida espiritual passa pelo nosso “bolso” e pelo amor ao próximo. Há um ditado grego que diz: “Algumas pessoas são tão pobres que a única coisa que possuem é dinheiro”!                                                

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