sábado, 19 de janeiro de 2013

O MAIOR PECADO


“Portanto, vede diligentemente como andais não como tolos, e sim como sábios” Efésios 5.15

Devo admitir: Somos todos muito precipitados para rotular as pessoas por aquilo que vemos nelas ou ouvimos delas. Geralmente este rótulo vem com determinados julgamentos pré-concebidos e preconceituosos.

Em nosso mundo, ser cristão não é mais suficiente, hoje se rotulam pessoas pelos níveis de “temperatura espiritual”. É pelo tipo de igreja que frequenta, pela vestimenta que usa, pelas palavras-chaves que fala, pela pontualidade e assiduidade nas atividades da comunidade, etc.

A sensibilidade anda tão diluída e a confusão é tão grande que perdemos a noção daquilo que é prioritário e do que é secundário na vida. Inverteram-se os pólos e o que é essencial já não é mais essencial. A busca pela simplicidade cristã ficou de lado. Não buscamos mais a Deus pelo que Deus é, e sim, pelo que Deus faz e se Ele não faz, O fazemos fazer.  Inquirimos: "Ele é ou não é Deus"?

Quando não usamos desta prática, observamos outras esquisitices. Não compreendendo o mundo ao nosso redor, por causa de uma visão fatalista e um espírito legalista, adotamos determinados slogans como: "o mundo não tem mais jeito mesmo”. Muitos se especializam em criarem os seus “guetos” evangélicos, transformando-se em "ETs" e se esquecem de que Nosso Senhor Jesus Cristo quando esteve aqui, Ele viveu no meio do mundo. Levemos a sério a “tradição” mas renunciemos o tradicionalismo (II Tes 2.15).

No meio de tudo isso, perdemos a visão da Unidade da fé e do Corpo de Cristo e queremos transformar as pessoas em “robôs”, oprimindo-as mentalmente e uniformizando os seus pensamentos. Jesus jamais orou para que seus discípulos vivessem a uniformidade, Ele clamou pela unidade, para que seus discípulos tomassem o modelo do amor da Santíssima Trindade.

Até que ponto podemos ser chamados “Igreja de Cristo”, se não conseguimos conviver com as diferenças entre nós? Ou começamos a clamar por uma reforma viva na vida cristã, ou sepultamos o que é de mais lindo e belo na igreja de Cristo que é a “Diversidade na Unidade”. Santo Agostinho já afirmava: “Unidade nos ‘essenciais’, diversidade nos ‘não essenciais’, amor em ‘todas as coisas’”.

Viver como sábio significa desmascarar nossa falsa noção que temos que controlar as pessoas e as circunstâncias. A paz de Cristo e a alegria espiritual inundará nosso coração quando aceitarmos viver sob o livre-controle do Espírito Santo.

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